Only you
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Anteriormente...
Beckett colocou o casaco dentro de seu guarda-roupa, pegou seu celular e foi para sala assistir ao filme com as meninas.
Jenny dormiu com um belo sorriso no rosto e Lanie nem prestou atenção no filme, assim que deitou, pegou no sono.
Beckett jogava no celular como de costume quando recebeu uma mensagem.
“ Está aí? R.C”
“ Sim, estou. Não deveria estar dormindo? K.B”
“ Não consegui, fiquei pensando em você desde que saiu. R.C”
Beckett sorriu ao ler aquilo.
“ Você me deixa sem jeito. K.B”
“ Queria você aqui. R.C”
“ Teremos muito tempo depois de sua viagem K.B”
“ Sentirei sua falta. R.C”
“ Espero que sim. :) K.B”
“ Boa noite, te ligo mais tarde. R.C”
“ Boa noite, boa viagem. K.B”
“ Eu te amo. R.C”
“ Eu também amo você. K.B”
Ambos foram dormir sorridentes após a troca de mensagens, um fazia bem ao outro, se completavam.
Castle não teve muito tempo pra dormir, acordaria muito cedo para viajar.
(...)
– Já vai. – a campainha tocava insistentemente, ele sussurrava vários “espere” com intuito de não acordar Martha e Alexis.
– Está tendo um caso com minha campainha? Alexis e minha mãe estão dormindo, sabia? – ele perguntou, ao abrir a porta e ver Gina o esperando.
– A donzela já está pronta ou vamos nos atrasar?
Ele a fuzilou com os olhos, pegou as malas e saiu.
Foram no carro de Gina e ficaram um tempo em silêncio.
– Ei, Richard, eu estava brincando, acordar cedo não deixa meu humor muito bom.
– Ok, está perdoada. Eu também estou caindo de sono. – ele encostou a cabeça no ombro de Gina, quando percebeu o que tinha feito e que Gina o olhava, ele tratou de levantar.
– Ah, podemos parar ali?
– Onde? No café?
– Não, ao lado.
– Floricultura?
– Isso.
– Pra que?
Ele a olhou sugestivamente enquanto o carro parava e foi até a floricultura.
(...)
Castle comprou um buquê de lírios e pediu que entregassem na delegacia. Fez um cartão, pagou e voltou para o carro.
– Flores pra detetive? Desde quando você é tão romântico?
– Sempre fui.
– Vejo que estou conhecendo um novo lado seu.
Ele sorriu.
– O lado não galinha. – ela completou.
– Você é injusta comigo, sempre fui romântico com você.
– Comigo e com mais três. – Gina sorriu, não se sentia incomodada com isso, não agora.
– Vamos parar por aqui? – ele sugeriu.
– Como queira.
Chegaram ao aeroporto e estava bem encima da hora, subiram a bordo e não passaram nem dez minutos acordados durante a viagem.
A primeira parada deles seria no Canadá, passariam 2 dias e logo seguiam viagem.
Lanie, Beckett e Jenny chegaram juntas na delegacia. Esposito e Ryan estavam esperando.
– Bom dia moças.
– Bom dia, disseram em coro.
Lanie e Beckett seguravam copos de café enquanto Jenny carregava seu casaco.
– Como foi a noite? – Esposito perguntou
– Ótima. – Beckett respondeu e sorriu.
Ryan fez menção em beijar Jenny mas ela virou o rosto.
– O que foi? – ele falou baixo.
– Precisamos conversar... tem alguma sala que podemos ir?
– Tem sim. – ele estava preocupado.
Jenny e Ryan seguiram para uma sala vazia onde poderiam conversar.
– O que foi, amor? Parece preocupada.
Jenny respirou fundo e sentou-se na cadeira; fez menção para que Ryan fizesse o mesmo.
Eles se sentaram um de frente para o outro.
– E eu estou preocupada.
– O que tá acontecendo?
– Precisamos ter uma conversa bem séria.
– Jenny, se for sobre nosso casamento... – Jenny o interrompeu.
–Sim, é sobre nosso casamento.
Ryan pareceu mais assustando que antes; pegou na mão de Jenny e a olhou nos olhos.
– Olha, eu sei que essas últimas semanas estão sendo difíceis, mas eu quero que saiba que eu te amo muito e vou lutar pelo nosso casamento. – Jenny nem esperou muito, logo disparou.
– Eu estou grávida. – olhou para ele, esperando sua reação.
Ryan a olhou, incrédulo. Ele estava completamente paralisado depois da revelação.
– Grávida?
– Sim, grávida...
– Gravida... – Ryan repetia as palavras de Jenny.
– Sim, Kevin! – ela já estava impaciente.
Ele sorriu.
– Você sorriu. – ela sorriu junto.
– Mas é claro, por que eu não sorriria? – ele apertou forte a mão dela.
– Fiquei com tanto medo de que você... Desistisse.
– Desistir? De construir uma família com você? – ele estava emocionado tanto quanto ela. – Eu sou o homem mais feliz do mundo, tudo que eu quero é construir minha vida do seu lado. – ele deu a volta na mesa e abraçou Jenny, que há essa hora, já estava em lágrimas.
– Oh, Kevin, você me faz muito, muito feliz. Desculpe se nos últimos dias eu não estava tão bem com você, me desculpe se gritei ou se não te dei a atenção necessária... Hormônios...
– Eu te amo, de qualquer jeito.
Saíram da sala de mãos dadas e sorridentes, Jenny estava com o nariz vermelho, mas não deixava de demonstrar o largo sorriso.
Jenny e Kate sorriram ao ver a cena, sabiam que os dois tinham se acertado.
– Meninas, agora eu vou indo, tenho muitas coisas pra fazer. – Jenny sorriu, nem precisava dizer as meninas nada que haviam conversado.
Se despediram e ela foi embora.
– Bem, acho que também tenho que trabalhar.
Antes de Lanie sair, foram interrompidos por um entregador. Todos olharam para ele, ele parecia assustado.
– Com licença, é... – ele leu um nome em um papel. – Katherine Beckett. – E entregou a ela um lindo buquê de lírios.
– Pra mim? – ela estava surpresa, mas pegou o buquê e agradeceu.
O entregador saiu rápido de lá, todos estavam olhando pra Beckett, agora.
– Admirador secreto? — Esposito estava curioso.
– Talvez. – Beckett sorriu e pegou um cartão.
Lanie sorriu sugestivamente e foi para o laboratório.
– E ai, Kate? De quem é? – Ryan tentou ler o cartão
– Sério? Acham mesmo que vou dizer?
Ela deu as costas e foi até a sala onde anteriormente estava Ryan e Jenny. Fechou a porta e leu o cartão.
“Estou indo, mas gostaria de ficar ai.
Estou com você em pensamento, todo tempo.
Always.
Com amor,
Richard Castle.”
Beckett abriu um imenso sorriso. Ela olhou pras flores e levou o cartão junto ao coração; guardou no bolso e saiu da sala.
Procurou um recipiente onde pudesse por água para conservar as flores em bom estado.
Colocou o jarro encima da mesa e passou o dia com um lindo sorriso no rosto.
As tentativas de Ryan e Esposito de descobrir quem mandou as flores foram falhas. Beckett não disse nenhuma palavra a respeito.
– Bom, por hoje já chega. – Beckett levantou-se e se despediu dos meninos, foi para casa e caiu na cama, estava cansada.
A semana passou rápido demais, Beckett estava tão envolvida com um caso que nem notou.
Castle estava tendo muito trabalho e pouco tempo.
– Está aqui, obrigado por vir e espero que goste. – Castle sorriu e entregou um exemplar de seu último livro ao último fã da livraria.
– Já pode descansar, Richard... Ou prefere curtir a noite?
– Estou realmente com cara de quem quer “curtir a noite”?
– Oh, Richard! Você deveria estar feliz, as vendas estão sendo um sucesso.
– Estou feliz pelo livro, mas não faz sentido eu sair, vou sair pra que? Estou cansado, de mau humor e minha mulher está em Nova Iorque, sozinha.
– “Sua mulher” – ela disse num tom irônico. – A detetive sabe se cuidar. Não se preocupe, tenho certeza de que ela não está chorando sozinha em um canto do apartamento por sentir sua falta.
Castle percebera que Gina não levava muito a sério o relacionamento dele com Beckett. A verdade é que ela não acreditava que aquilo pudesse dar certo, pensava que seria como as outras. Um caso ou um casamento pouco duradouro. Ela estava errada, definitivamente, Kate Beckett não era como as outras.
– Vamos embora.
– Vamos.
Quando chegaram no hotel, cada um foi pra seu quarto, Castle pegou o telefone e ligou para Beckett.
– Oh meu Deus, quem será a essa hora? – Ela saia correndo do banheiro, estava enrolada em uma toalha.
Olhou para o celular e viu o nome de Castle, só faltou dar pulos de alegria. Quase escorregou por ansiedade de chegar ao celular.
– Rick! – ele poderia sentir que ela estava sorrindo.
“Rick” ele amava quando ela o chamava assim.
– Que bom ouvir sua voz.
– Bom ouvir a sua também. – ela falava de um jeito doce e carinhoso.
– Uma semana sem te ver, não sei se aguento mais uma.
– Eu também estou com muita saudade, mas é o seu trabalho, tem que cumpri-lo
– Eu sei e as coisas estão ótimas por aqui.
Beckett forçou um pigarro.
– Ótimas? Como exatamente?
– Está querendo saber algo em especial, Kate? Direto ao ponto.
– Não foi pra cama com sua ex-mulher né?
– Direto ao ponto... Era pra eu me sentir ofendido, mas julgando pela minha péssima fama no PASSADO – ele fez questão de frisar a palavra “passado”. – Vou te responder com todo carinho: não, não fui e nem pretendo ir pra cama com ela e nem com outra mulher que não seja você.
Beckett sentiu borboletas no estomago.
– Bom saber disso. – ela sorriu.
– E espero que você também não tenha vontade de ir pra cama com algum homem que não seja eu.
– Pode ter certeza que não. Castle, eu acabei de sair do banho, preciso ir. – ela fez uma voz sexy.
– Kate, o que você está vestindo?
– Na verdade, nada. Estou de toalha. – ela mordeu o lábio inferior e ele pode imaginar ela fazendo esse gesto.
– Oh, como eu gostaria de está aí, eu tiraria sua toalha e nós faríamos... – Ela o interrompeu.
– Eu sei bem o que faríamos Castle. – ela corou e uma onda de excitação percorreu o corpo da detetive.
– Como eu gostaria detetive... – A voz dele ficou abafada.
– Mal posso esperar pelo seu retorno.
– Mataremos a saudade... Na sala, no quarto, no banho.
– Castle! – ela riu.
– Não posso negar que pensar em você somente de toalha me deixou... Bem carente, se é que me entende.
–Volta logo, quero acabar com sua carência.
– Irei assim que puder. Só mais uma semana, espero que passe voando.
– Eu também. Fico feliz que tenha ligado e muito obrigada pelas flores, fofo da sua parte. – ela sorriu adoravelmente. – Não agradeci antes porque estamos bem enrolados na delegacia esses últimos dias.
– Mas é claro! A mente brilhante não está aí.
Kate revirou os olhos e riu.
– Eu preciso ir, estou morta.
– Também estou cansado, mas renovei minhas forças depois de ouvir sua voz.
“Como ele estava doce” ela pensou. Ela se apaixonava cada dia mais, a cada gesto carinhoso, a cada palavra doce.
– Kate...
– Sim?
– Eu amo muito você, não se esqueça disso nem um minuto do seu dia.
Os olhos dela ficaram marejados, ela sorriu.
– Eu não esqueço, desde que você me prometa que também não irá esquecer que eu sinto o mesmo por você, desde que você também não esqueça que eu te amo.
– Não esquecerei. Boa noite.
– Boa noite.
E desligaram.
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