Only for you

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Depois do primeiro capítulo do sequel, tive a ligeira impressão de que os senpais poderiam ser uke NOW e aqui está o resultado! Espero que gostem!

Paciência...

Paciência nunca foi meu forte, mas se o nervosismo a acompanhasse... Ah, foderia com tudo! Talvez fosse melhor adiar o que estava para acontecer, mas eu não queria fugir, pois seria patético. Estava certo de que não seria fácil pelo tamanho dos "caras" que entravam naquela quadra de street basketball. Medo? Obviamente deve-se temer um inimigo, ainda mais quando eles vieram da base; de onde o basquete começou, nos EUA.

Minha hesitação foi-se no momento em que eu notei suas expressões, suas maneiras de se expressarem — embora eu não entendesse inglês — pareciam extremamente rudes e desagradáveis. Não que eu fosse um poço de delicadeza... e também prefiro ser assim, pois todos me respeitam... mesmo por medo. Quem estaria nos assistindo? Muitos... Talvez todo o Japão; afinal, o jogo de nossa universidade contra uma equipe de tantos prodígios, Jabberwock, não poderia passar em branco.

"Acalme-se Miyaji Kiyoshi, você consegue!"

E quando o narrador chamou por nosso time, tentei usar de toda a minha segurança, como sempre fiz e nunca deixarei de fazer, para encarar a plateia.

Ah, talvez não fossem tão bons assim... Embora que eu tenha visto os videos deles jogando e acredite que não ganharemos, nada pode ser dado como perdido.

Engano meu...

Sabe aquele momento em que você é humilhado por alguém que você sabe que é melhor que você, mas tem de aguentar ficar de pé para não fazer feio? Era isso que estávamos tentando fazer... O Kasamatsu, o Imayoshi... Não havia ninguém ali que não estivesse sentindo o mesmo, e a minha vergonha mal me fazia tirar os olhos do chão.

Meus dentes trincavam, e eu queria batê-los... Argh, eu odiava perder... Realmente odiava, mas eu sentia que desta vez eu não conseguiria. Assim que cheguei em casa, Yuya, meu irmão mais novo, veio com o papo furado de que perdemos, mas nos saímos bem.

"Uma merda que fizemos bom jogo... Eles brincaram e nós assistimos, isso sim..."

Em que local do planeta um placar de 86 a 8 significava "algo"? Eu me sentia um fiasco, mas sabia que não poderia ficar pensando nisso, afinal a minha vida de universitário começara há pouco tempo. Tsc, como sentia falta do Colégio... De certa forma invejo meu irmão, que é o novo capitão do time de basquete de Shuutoku... Aquele bobo deve estar lidando bem com aquele bando de imbecis, hehe... quase poderia chamar de "orgulho".

Tirei minhas roupas, suspirando frente ao espelho por notar um pequeno hematoma bem no meio da minha testa.

"Filho da puta!"

Não quebrei nada porque a casa era minha e quem me ferraria seria eu, mas o jeito que eu espremi meu sabonete enquanto me lavava era semelhante ao que eu ainda quero fazer com a cara daqueles malditos...

— Nii-san... Já acabou? O Midorima tá lá embaixo e parece querer falar com você...

— Manda ele se danar, não vê que eu ainda tou no banho? — Resmunguei a Yuya, mas tinha certeza que ele estava apenas se divertindo, afinal ele não era muito com a cara do Midorima.

Então eu gritei um "Espera, que ainda não acabei!", enquanto corria para tirar o sabão do meu corpo. Puxei a toalha do gancho enrolando-a na cintura de qualquer forma e quando abri a porta, meu irmão estava ali, de braços cruzados.

— Vai, vai... — E então deu uma risada sarcástica, provavelmente pelo meu mau humor ainda pior que o seu. Vesti uma camiseta regata preta com um calção branco de forma aleatória e desci as escadas encontrando-me com aquele cara, e...

"Não.Brinca."

— Mas que diabos de cabelo ridículo é esse?

Não resisti e perguntei com a cara mais séria deste mundo... Ele tava de brincadeira, né?

— Hm? Akashi pediu e eu deixei que cortasse, nanodayo... — Sua expressão dava a entender que ele não tinha entendido o meu ponto, mas que se danasse, era mesmo engraçado... — Oi, não fale coisas sem sentido... Eu vi seu jogo hoje.

— E você veio aqui só pra falar que me viu sendo pisado?

— Não... Eu vim aqui porque eu queria saber como estava.

— Tsc, criatura verde... Se veio aqui por pena, acho melhor voar... eu tenho abacaxis bem ali a dez passos, e eles vão parar bem no meio da sua cara.

Ameacei-o de braços cruzados... Eu não estava infeliz por vê-lo; na verdade sentia falta de todos os meus antigos companheiros e isso incluía Midorima Shintarou também... Bem, haviam acontecido coisas muito maiores entre nós dois, mas era passado agora, e eu não aceito que fiquem me olhando por cima como se eu fosse inferior.

Ele não falou nada e continuou olhando pra mim com aquela cara de pasto... Acabei tendo de prender o riso, pois se a cara dele era o pasto, o capim era o cabelo e o boi tinha lambido! Suspirei e finalmente fui sentar ao seu lado, esperando que ele dissesse logo o que queria antes que eu perdesse a paciência.

— Então vai ficar ai calado?

— Não... eu vim aqui porque eu recebi uma ligação do Kagetora-san... Parece que eu serei um dos que participarão do jogo da revanche, nanodayo. E depois que vi o que aconteceu, eu não posso deixar assim...

Eu parei de respirar por cinco segundos quando ele me disse aquilo, e então vieram-me mil coisas à mente... Ele parecia decidido e estava a me encarar como se dissesse "confie em mim", de seu jeito...

— Oi, Midorima... Você não precisa fazer isso por mim... É sério, não quero que eles façam o mesmo com você.

— Eu não disse que estava fazendo isso por você... mas eu não posso aceitar que o tratem como se não valesse nada.

Ou seja, ele se importava e estava fazendo isso por mim. Dei um tapa em sua testa, sorrindo. Mas que tsundere, francamente... Takao sempre esteve certo.

Iria tirar a mão dali, mas ele a segurou e me puxou de vez, fazendo com que eu caísse sobre si.

— Oi, idiota, o q...

Eu podia sentir o toque frio da armação dos óculos contra minha testa, e a boca dele movia-se devagar sobre a minha... Me beijando, ele estava me beijando! E o pior de tudo foi que não fiz nada para evitar, ou melhor, fiz o contrário pois puxei-o para ainda mais perto quando consegui me equilibrar na posição em que estava.

Eu não acreditava que estávamos fazendo isso outra vez, mas agora seria muito mais perigoso, pois meu irmão estava em casa e poderia sair do banho a qualquer momento e nos pegar bem aqui.

— Oi, vamos parar ago... Ahn, Midorima, desgraçado...

Ele havia pressionado meu membro com a mão, movendo-a ali como se quisesse me excitar.

— Por que? Não fazemos isso há tempos, você sabe.

— Sim, eu sei, idiota... mas tem gente em casa... O Yuya está no banheiro agora...

— O senpai sempre é o ultimo a terminar nos banhos após os treinos, nanodayo. Eu quero você, Miyaji... Não imagina como... basta que terminemos antes que ele...

— E-ejaculando precocemente?

Apesar de brincar, estava me sentindo exaltado por suas atitudes... Ele estava sussurrando bem ao pé do meu ouvido enquanto continuava a me tocar; e meu corpo, que estava refrescado pelo banho, começava a esquentar. Seus dentes mordiam de leve o lóbulo de minha orelha e, embora eu me fizesse de forte, não conseguia conter os gemidos.

— Então se é assim... — Sentei em seu colo e tomei controle do beijo, enfim sentindo como ele estava também excitado, o que me deu ainda mais tesão. — Mas que diabos, Midorima...

Comecei a esfregar nossos corpos ainda com roupas. As mãos dele entraram por meus shorts, apertando cada uma minhas nádegas, e eu rebolei ainda mais, como a provocá-lo.

— Vamos... Rápido, baka, ahnn...

Fechei os olhos enquanto ele beijava e chupava meu pescoço. Podia senti-lo descer um pouco meus calções, deixando meu traseiro à mostra. Ah, que ótimo... Esqueci de vestir uma cueca. Corei e vi que ele pareceu surpreso, me empurrando para o braço da cadeira, onde eu montei como se estivesse em um cavalo. Ele se ajoelhou atrás de mim, abrindo minhas nádegas, e pôs a língua...

−Anhn... M-Midorima... B-bastardo, ahnm...

Olhei para trás, corado, vendo que ele deu um leve sorriso de satisfação. Mordi o encosto do estofado, tentando não gemer muito alto, mas aquela sensação era tão boa que não consegui deixar de me mover contra o braço da cadeira, roçando meu pênis duro ali. O atrito do tecido grosso contra o meu pau estava me deixando maluco, e aquela língua nervosa dele não estava de bobeira por sinal.

— Miyaji... Miyaji, eu tenho de fazer agora.

— Então faça logo... Nhng, mete, Midorima... me fode. — Rebolei, pedindo por mais e me envergonhava disso, pois se soubesse desse meu lado, ficariam chocados...

Ambas as mãos dele seguravam agora meus quadris e eu sentia que ele estava apenas brincando comigo, roçando o pênis sem penetrar.

— Oi, idiota... Não me faça bat... Ah! Aahnm!

Tão quente... Eu o sentia pulsar dentro de mim e a forma com que ele arremetia não era generosa, mas eu sempre gostei que fizesse dessa forma. Eu não tinha dito-o ainda, mas eu adorava quando ele me comia assim, era bem menos constrangedor que ter de encará-lo.

Ouvi a porta do banheiro abrindo-se, esbugalhando os olhos imediatamente! Droga, droga, droga!

— Ah... Ah, Midorima... M-meu irmão... P-pare...

— Não... Por que esconder que você gosta disso? — Sussurrou dando uma tapa na minha nádega.

Por que ele tinha de fazer isso agora? Me provocar e me dizer coisas tão excitantes quando eu estava tentando me controlar...

— E-Eu... Eu gosto...

— Sim, você gosta e não precisa esconder... Então diz que gosta, Miyaji...

Ele beijou minha orelha e depois deu uma leve mordidinha, contornando o lóbulo com a língua, deixando-me ainda mais perdido. O que estava passando na cabeça dele pra pensar que eu diria isso? Ah, mas eu não queria que parasse, e quando ele ameaçou daquela forma, estocou com um pouco mais de força, atingindo-me na próstata, e acabei gemendo alto, o que não deveria ser feito.

— Eu gosto... mas cale-se, imbecil... Anh...

Ele me calou pondo dois de seus dedos em minha boca, estocando-me várias vezes naquele mesmo local sensível, e isso só fazia meu corpo tremer ainda mais. Segurei sua mão que me impedia de gemer, mordendo-lhe os dedos, e com o pouco de força que me restava o empurrei para trás, fazendo com que perdesse o equilíbrio e caísse. Ah, eu sabia que de onde ele estava, agora poderia ver o pré-gozo deixado em meu ânus, que pulsava de desejo. Se Midorima soubesse como me deixa...

Ele parecia confuso pelo meu "chega pra lá", mas eu não dei tempo para que se importasse, segurando seu membro para colocá-lo novamente dentro de mim e sentando-me em seu colo. Agora estava muito melhor...

Os olhos dele semicerraram ao sentir como eu o engolia e apertava, e isso me deixava orgulhoso por algo vergonhoso demais e que não é necessário explicar... E retiro tudo o que disse sobre encará-lo enquanto transamos...

Suas expressões pareciam tão vulneráveis que não pude deixar de me aproveitar disso. Mordia seu pescoço, não me contentando em apenas ser eu a emitir aqueles sons constrangedores. Chupava e mordiscava a pele alva, enquanto minha voz, vez ou outra escapulia por meus lábios de maneira desconcertante.

Ouvi-lo aumentar a intensidade dos gemidos fez-me querer mais disso e eu sabia que estava perto, foi quando ele me beijou na boca e me abraçou, ainda estocando-me e eu senti algo morno e viscoso me preencher.

— Ah, Midorima...

E fui tomado para mais um beijo com ele ainda ali, dentro de mim, mas meu corpo ainda não estava satisfeito e ele sabia disso.

— Oi, termine...

Falei exausto para ele, que ainda parecia tonto pelo orgasmo; e então sentei-me e abri as pernas para que ele se aproximasse, e foi isso o que fez.

— Vem cá, Midorima... e use essa sua boquinha gostosa no senpai...

Provoquei e ele fez como pedi, lambendo primeiramente o pré-gozo que havia sujado bastante o meu falo até agora e depois começou a lamber e chupar, tomando-o de vez na boca.

— Ah, sim... Eu vou gozar, Midorima...

Mas ele não afastou-se, deixando que terminasse assim. Eu podia ouvir a voz do meu irmão com um pouco de dificuldades e ele parecia estar ao telefone, mas não conseguia dizer o que falava, pois meus ouvidos zumbiam. Demoramos algum tempo para nos movermos normalmente, então lembrei que estávamos quase completamente sem roupas no meio da sala. Imediatamente pensei em me vestir, mas o problema maior era a sujeira!

— Merda, agora vou ter de arrumar uma bela desculpa pra isso...

Me referi à mancha no braço do sofá... mentiria e diria ser cola. Bem, dane-se... Então vi a bermuda dele jogada ao chão e peguei-a, usando-a para limpar o esperma que estava por ali.

— Oi, Miyaji! Não use minhas coisas pra isso, nanodayo.

— Foda-se... Foi você que começou, então agora não reclame!

Resmunguei, e quando ouvi os passos de Yuya tive de correr para vestir meus calções, jogando o que estava todo sujo para que Midorima usasse. Foi quase uma guerra contra nossa falta de coordenação pós-sexo para que pudéssemos nos vestir. Sentamos quase que pulando no sofá para parecermos "apresentáveis", mas os nossos cabelos demonstravam o oposto disso.

— Deveria manter o penteado...

Debochei e respirei aliviado quando Yuya desceu com o celular. Ah, ele deveria estar falando com a Okaa-san, por isso a demora.

— Ah, cara... vocês dois... Vou vazar daqui.

Pela expressão e vermelhidão nas bochechas dele, eu sabia. Ah, droga... Ele tinha nos visto. Pft...

— A-ah, certo...

Ele acenou e saiu. Sinceramente eu não sabia como o encararia depois e acabei revirando os olhos para depois olhar para Shintarou.

— Não vai "vazar" também?

Me levantei para me espreguiçar, sentindo algo escorrer pelas minhas pernas. Ele pareceu notar também e sorriu daquela forma arrogante que me fazia querer matá-lo.

— Qualé? Pode parar de olhar?

Iria sair para buscar algo para me limpar, mas ele me puxou como fizera antes, fazendo-me cair sobre seu colo, e então me deu um beijo suave e carinhoso, diferente dos anteriores. Era esse o tipo de beijo que me fazia corar e me sentir amado... pois parecia o mais íntimo que podíamos chegar... Era putamente vergonhoso.

—Idiota... Acha que se eu não me importasse não viria até aqui?

Seu olhar era enigmático e não me permitia compreender o que estava sentindo, mas então sua mão tocou em minha testa, afastando as mechas douradas que eu havia deixado mais curtas depois que terminei o colégio. Provavelmente ele podia ver agora o hematoma...

— V-você, teme...

Seus lábios tocaram minha pele onde sua mão estava há pouco, também de forma carinhosa. Desviei o olhar por tanto romantismo. Ah, cara! Ele estava exagerando e isso me deixava sem jeito...

— Eu não me importo pelos outros, mas não quero vê-lo machucado... Então espere até semana que vem e então eu farei de tudo para que peçam desculpas pelo que fizeram, nanodayo.

Era sério isso? Eu estava mesmo chorando na frente dele? Desgraçado... Iria me pagar... Mas no final das contas não pude fazer nada, pois abraçá-lo e sentir-me querido era tudo o que eu queria ter dele naquele momento.

"Obrigado, Shintarou..."

Fim

Notas finais
Espero que tenham gostado! Deixem sua opinião!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!