Notas iniciais
Música do capítulo: Down Goes Another One - McFly http://www.youtube.com/watch?v=iaetM2Eq1Iw
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Espero que gostem!

Chace's POV

- Mãe!

Me joguei de joelhos ao lado dela e encostei o ouvido em seu peito. Nenhum batimento, nenhuma respiração. Meus olhos se encheram de lágrimas e eu comecei a sacudi-la. Minha mãe não podia estar morta, era impossível. Ou não era. Talvez fosse uma das consequências de que a Capital avisara. E a culpa era minha.

Eu gritei para ela acordar, mas é claro que não funcionou. Eu a abracei com todas as forças que tinha e continuei soluçando. Eu nunca havia chorado. Nenhuma vez, nem mesmo quando Diana morrera. Mas era minha mãe ali, a única pessoa que me restava e me impedia de ficar louco. Ela era bondosa demais, não merecia isso.

Não havia nenhuma marca de ferimento que poderia tê-la matado. A casa não tinha nenhum cheiro diferente, o que fez eu me perguntar como fizeram aquilo.

Eu não tinha mais o que fazer. Peguei minha mãe nos braços e a levei até os fundos da casa. Abri a porta do quintal e deitei minha mãe no chão. Achei uma pá a alguns metros e comecei a cavar um buraco na terra. Depois, dei um beijo na testa de minha mãe como havia feito de manhã e a coloquei lá dentro. Cobri novamente o buraco com terra e voltei para dentro de casa.

Vi meu tridente verde-água brilhante com que eu ganhara os Jogos do ano passado encostado na parede da cozinha. Lembrei de como a cabeça de Nathan Smith foi separada do corpo por aquele tridente. O pensamento não me deixou mais feliz. Eu ainda queria chorar.

Mas antes que fizesse isso, fui distraído pela porta da frente sendo arrombada com um tiro que passou de raspão por minha cabeça. Agarrei o tridente em tempo de ver um grupo de Pacificadores andando até mim com as armas erguidas.

Sam's POV

Esperei exatamente um minuto para sair da cafeteria depois de Chace. As pessoas presentes me encararam a cada passo, provavelmente pensando no que eu dissera a ele por último. Eu realmente pensei que ele ficaria do meu lado. Eu não pretendera falar de Diana e algumas outras coisas, mas me desesperei.

Não queria ser escolhido para os Jogos Vorazes desse ano porque sabia o que eles faziam com as pessoas, mas se acontecesse mesmo eu lutaria com tudo que tinha para vencer. Afinal, eu era um Odair, e mesmo que meu antepassado tivesse morrido na guerra eu poderia fazer diferente.

Andei pelas ruas, pensando. Passei perto da Aldeia dos Vitoriosos, pois minha casa ficava naquela direção. Eu morava com meu pai pescador e mais ninguém a vida inteira.

Ouvi um barulho de tiro de arma de fogo, bem perto. Quase pulei com o susto; olhei para o lado. Vi alguém correndo – ou melhor, fugindo – para trás de umas árvores e dois Pacificadores bem danificados o seguindo. Fingi que não tinha visto nada e continuei andando, mas agora naquela direção, olhando para o chão.

Entrei na frente dos Pacificadores e nós trés colidimos e caímos no chão. As duas armas que seguravam espirraram para outro lado e eles xingaram.

- Saia da frente, garoto – disse um deles, me empurrando e levantando para buscar a arma.

Caí de propósito mais uma vez em cima do outro, e dessa vez achei que fosse levar um tiro pela cara que o homem fez. Mas ele simplesmente me empurrou como o outro e recuperou a arma.

- Desculpe – pedi. — Não estava olhando para frente.

Eles não pareceram me ouvir – ou só me ignoraram.

- Nós o perdemos – disse um deles, olhando a frente.

- Precisamos de reforços – disse o outro. — O garoto é mais forte do que pensamos.

- Posso ajudar? — perguntei inocentemente.

Eles me encararam por trás dos capacetes com visores.

- Pode. Volte para sua casa e finja que não viu nada. Entendeu?

- Entendi – confirmei.

- Ótimo. — Os dois deram meia volta e foram embora.

Voltei para onde estava indo, em direção a minha casa. Quando estava passando pelo trecho de árvores que a pessoa fugindo dos Pacificadores entrou, ouvi uma movimentação e parei. Depois, uma voz:

- Então, Sam. — Um vulto saiu do meio da floresta. Chace estava em um estado muito pior do que eu vira meia hora atrás. Tinha um corte no rosto escorrendo sangue da testa até o pescoço e um talho no braço que segurava um tridente. Mas carregava um sorriso torto. — Estou com você. Vamos derrubar a Capital, amiguinho.

Notas finais
Então, o que acham que vai acontecer agora? Deixe sua opinião sobre o capítulo aí nos comentários, vou ficar esperando =D
Até o próximo.