Only One Survivor

23 Capítulo 22


Notas iniciais
Música do capítulo: So Far Away - Avanged Sevenfold
http://www.youtube.com/watch?v=77RGt6dqCPE
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Então, esse é o capítulo que termina a profecia e diz quem dos dois (Sam ou Chace) fica vivo. Eu não achei outra forma de fazer isso, então me desculpem se não ficou tão bom ou se não foi o que vocês esperavam. Deixe seu comentário me contando :D
Boa leitura ♥

Chace’s POV

Saímos e demos de cara com um Pacificador. Ele abriu a boca para gritar um aviso, mas Sam foi mais rápido e deu um tiro em sua cabeça. Sam pegou a arma do cinto dele e a entregou a mim.

— Tome, é melhor do que nada. – Ele me explicou rapidamente como atirar e eu torci para ter entendido tudo.

Sam foi na frente, já que eu mal conseguia me manter em pé firme o bastante para não vacilar ou desequilibrar sozinho. Não nos preocupamos em esconder o corpo do Pacificador. Só seria perda de tempo e poderíamos ser pegos se aparecessem outros. Felizmente, o corredor pelo qual saímos estava vazio e silencioso.

Tínhamos que sair do Edifício da Justiça o mais rápido possível ou encontrar o presidente antes. Agora definitivamente iríamos matá-lo. E era eu quem iria fazer isso.

Um espasmo de dor percorreu meu corpo e eu me encolhi, me segurando para não produzir nenhum som que provavelmente seria uma mistura de gemido e lamento. Sam não percebeu e continuamos caminho. A última coisa de que precisávamos era de um esquadrão armado contra nós dois.

Eu não sabia, e imagino que Sam também não, o que faríamos depois que saíssemos. Quero dizer, o que havia mais a se fazer além de matar o presidente? Precisávamos de um plano.

Pensei nos versos da profecia, um a um. Com os deuses aprisionados, cinco foram selecionados. Certo. Os deuses foram aprisionados e escolheram Jill, Allan, Sam, Diana e eu por forma de sonhos. Mas quando a rebelião nascer, somente um deles irá sobreviver. Estava acontecendo uma rebelião e nós cinco nos reduzimos a Sam e eu. E eu estava preocupado com isso. A coruja e a pomba deverão desarmar a bomba. Pelo que ele me contou, Sam e Diana fizeram isso e o preço foi a vida dela.

Parei de refletir sobre isso quando chegamos à entrada principal, ou pelo menos à curva dos corredores que levava à entrada principal. Somente dois Pacificadores estavam de guarda, um de cada lado da porta dupla. Henry e os outros ainda deviam estar vendo o problema que o levou a sair da sala em que eu estava preso. Pensando nisso agora, me pergunto se tudo não foi um plano de Sam.

— Vamos ter que atirar neles – concluiu ele, mais uma vez me fazendo parar de pensar.

Concordei com a cabeça, pois temia que se tentasse falar alguma coisa acabasse vomitando.

Miramos ao mesmo tempo e atiramos. Meu tiro atingiu o Pacificador da esquerda entre as costelas, no pulmão. O de Sam atingiu o da direita exatamente no coração. O que eu atirei se debateu para respirar e Sam terminou de atirar nele.

Nos adiantamos para a porta a passos largos e a puxamos para abrir. O que vimos lá fora nos paralisou.

Havia um exército de Pacificadores trocando tiros com pessoas normais. Realmente normais, não como as da Capital. Ouvia-se gritos por todos os lados e o chão de pedra estava coberto quase que completamente de corpos. Os rebeldes berravam insultos e incentivos para todos e continuavam atirando.

Sam e eu nos entreolhamos por um instante. Estávamos prestes a nos juntar àquilo quando uma voz gritou num amplificador, que ecoou por toda a rua:

— Todos parados agora! Se mais alguém disparar um tiro vamos explodir a todos sem nos importar com quem morrerá!

Isso deixou todos imóveis, ainda com as armas levantadas.

— Acharam mesmo que seria fácil assim? – perguntou alguém atrás de mim e Sam e eu reconheci a voz. Henry.

Giramos nos tornozelos e o vimos ali parado com mais um grupo de Pacificadores ao lado. Ele exaltou uma ordem e eles avançaram para nós dois. Levantamos as armas, mas Henry nos impediu.

— Façam isso e ainda vamos explodir tudo – ameaçou. – Larguem as armas.

Nós fizemos isso. Sam estava com um olhar de ódio e eu não estava muito diferente disso. Quatro dos Pacificadores vieram até nós, dois para cada. Só por diversão, um deles me deu um soco nas costelas e eu inclinei, sem ar. Eles me seguraram pelos braços e me viraram de frente para a multidão. Fizeram o mesmo com Sam, bem ao meu lado.

Henry passou por nós para falar a todos.

— Viram o que acontece com quem tenta se rebelar? – disse alto. – Vocês foram avisados diversas vezes, demos várias oportunidades para desistirem desta loucura e mesmo assim seguiram em frente. Agora olhem para o que vocês consideraram seu símbolo. – Henry fez um movimento para trás com o braço para apontar para mim. – Ele não pode salvar nem a si mesmo, quem dirá um país.

Ele sorriu para a multidão. Eu me senti mais impotente do que nunca.

— Agora o assistam morrer sem poder fazer nada – completou Henry. Pegou uma arma do Pacificador e mirou em minha cabeça.

Um clarão invadiu minha mente como se eu estivesse sendo eletrocutado mais uma vez. Os últimos dois versos da profecia ressoaram:

No final, um irá se sacrificar

E tudo irá acabar

Era isso.

Eu não tinha mais cura. Estava praticamente morrendo por causa dos ferimentos. Eu não serviria para muito mais coisas se conseguisse viver. Um tinha que se sacrificar e então tudo acabaria. O sacrifício ajudaria e eu sabia o que fazer.

Sam merecia viver. Não era ele quem tinha que fazer isso e aposto que Diana também sabia que não quando o obrigou a ir embora e deixá-la. Eu já havia tido minha chance de sobreviver quando ganhei os Jogos passados. Agora era a vez de Sam. A última coisa que poderia fazer pela rebelião era morrer e acabar com a profecia. Quem sabe então os deuses ajudassem no resto.

Olhei para Sam, que também me fitava. Deve ter entendido o que eu iria fazer pelo meu olhar, porque arregalou os olhos. Mexi os lábios formando as palavras “boa sorte” e fechei os olhos, me concentrando.

As lágrimas vieram com a dor de tudo ao mesmo tempo. Senti o familiar puxão no abdome, mas dessa vez mil vezes mais forte e doloroso. Minha cabeça pareceu explodir e eu gritei, sem ligar para quem estava vendo e ouvindo. O tiro de Henry não veio.

Abri os olhos e minha visão estava vermelha. Além dela, eu via redemoinhos pessoais ao redor de todos que não eram Pacificadores tirando as pessoas do caminho. Os encanamentos arrebentaram e encheram a rua. A quilômetros dali, a água da usina se ergueu e chegou até ali, no segundo seguinte desabando sobre todos que restaram, poupando apenas Sam.

Eu me esgotei e caí. Vi o presidente Henry sendo esmagado pela força descomunal da onda antes de tudo ir se apagando aos poucos.

Eu reveria Diana e salvaria Sam e só esse pensamento me consolou no final.

Notas finais
Comentem aí o que acharam, por favor! Eu adoro ver a opinião de vocês e quero saber se ficou bom ou não *-*
Recomendações? :3
Posto o próximo na sexta, ainda tem mais um capítulo antes do epílogo :D