Only One Survivor

15 Capítulo 14


Notas iniciais
Como eu disse, vou demorar um pouco para postar. Além das aulas que voltaram, estou com mais duas fics e um livro em desenvolvimento, mas já vou começar o próximo agora :D
E eu queria saber se aconteceu alguma coisa, porque só tive três comentários no capítulo anterior. Se tiver alguma coisa ruim podem me falar ok? =/
Acho que é só isso. Boa leitura a todos ♥

Sam’s POV



Apenas dois Pacificadores ficaram. O resto passou bem longe de nós para perseguir Jill. Eu pisquei e um dos dois caiu no chão com o tridente de Chace enfiado no peito. A faca de Allan acertou o outro na garganta enquanto ele se preocupava em ver se o amigo estava morto. Idiota.

Nós quatro corremos o mais rápido que conseguimos e passamos pelo trilho do trem e a entrada da Capital. Três ruas enormes se estendiam dos nossos dois lados e à frente. Não havia ninguém passeando a essa hora da noite, e estava tudo silencioso. Todas as ruas eram obviamente cheias de casas extravagantes e enormes. Uma no começo da esquina ainda estava com as luzes acesas. Fomos até lá.

Eu bati a porta e esperamos. Um homem nos recebeu, arregalando os olhos quando viu Chace e Diana.

- Não diga nada – Diana avisou. O homem fechou a boca que havia aberto provavelmente para gritar. – Você vive sozinho?

- Sim.

- Responda sinceramente: o que você acha dos Jogos Vorazes? – ela perguntou.

- São a melhor coisa que a Capital já fez.

Olhei para Diana, Chace e Allan e entramos em um acordo tácito. Não podíamos ficar ali fora para sempre e os Pacificadores com certeza iriam voltar. E aquele homem não faria nada de importante na vida, não se dizia aquilo. Eu mesmo enfiei a espada em seu coração e ele soltou uma exclamação pouco antes de desabar.

O empurramos para dentro da casa e entramos. Allan fechou a porta e nós respiramos fundo. Carregamos o corpo do homem até um armário na sala e o deixamos lá. Fomos nos acomodar no andar de cima. Como já estava bem tarde, decidimos dormir. Chace e Diana ficaram no único quarto na cama de casal; eu fiquei em um sofá da sala de cima e Allan no outro.

Deitei, mas não consegui dormir. Fiquei pensando em Jill. Talvez ela ainda estivesse viva, ela era bem rápida. Soltei um muxoxo por pensar assim, sendo que o que acontecera era óbvio. Eu não sabia o que me levara a beijá-la mesmo que de leve tempo atrás. De qualquer forma, não importava mais.

Amanhã nós iríamos até o centro da Capital. Tentaríamos descobrir onde ficava o Edifício da Justiça ou a casa do presidente e onde os deuses estavam. O problema era que a Capital era gigante. Poderíamos demorar mais de um dia, porque, além disso, teríamos que nos esconder por causa de Chace e Diana.

Continuei pensando nessas duas coisas até o sono e o cansaço me atingirem. A fome também, mas de manhã cuidaríamos disso. Disso e de mais milhares de coisas.

***


Acordei com o dia já claro. Focalizei um relógio na parede e vi que era pouco mais de dez horas. Pelo silêncio na casa, os outros ainda estavam dormindo.

Entretanto, o lado de fora não estava tão silencioso. Estava claro que o barulho era longe, mas mesmo assim era possível escutar uma multidão praticamente gritando de animação ou algo parecido.

Esperei todos os outros acordarem depois de meia hora. Comemos o que havia na cozinha do homem e fomos pensar no que faríamos a seguir.

- Vamos ter que usar disfarces para andar pela Capital – disse Diana.

- Temos que resolver aonde vamos primeiro – eu disse. – Não sabemos onde os deuses estão.

- Vamos ver o que está acontecendo primeiro. – Chace apontou para as ruas. – Essa multidão não pode ser nada. Depois pensamos aonde vamos.

Nós concordamos. Vasculhamos os armários do dono da casa e pegamos as maiores roupas que havia para esconder as armas. Eu teria rido de Diana com roupas de homem se meu estômago não estivesse se contorcendo de nervosismo. Acredite ou não, havia perucas em uma estante. Me surpreendi com o quão ridículas as pessoas dali realmente eram. Pelo menos ele não tinha maquiagem.

Retiro o que disse. Ele tinha maquiagem.

Estava um pouco frio, então não nos preocupamos de acharem estranho se usássemos cachecóis para cobrir o rosto. Quando terminamos de nos arrumar, eu ainda podia saber quem cada um era, mas achei que era só porque já havia visto os três por bastante tempo.

Escondemos as armas por baixo das roupas mas em um lugar fácil de se alcançar caso algum imprevisto nos acontecesse. Pegamos mais algumas facas na cozinha e nos dirigimos para a porta de saída.

- Se acabarmos nos separando, não parem com o plano – Chace disse. – Encontrem o Edifício da Justiça, a casa do presidente ou qualquer outro lugar que sirva de esconderijo.

- Vamos – eu chamei e abri a porta.

O dia estava claro, mas estava ventando. Seguimos na direção do barulho alto de pessoas falando e chegamos ao que pensei ser o centro da Capital. Não era como no Distrito 4; era bem mais rico. Havia um telão enorme pendurado transmitindo os Jogos Vorazes e o barulho era as centenas de pessoas assistindo e torcendo pelos tributos. No canto da tela, estava marcado o número de tributos restantes: 8.

Ao redor das pessoas, um círculo de Pacificadores montava guarda. Outros estavam em escadas para ter uma visão melhor de todo mundo. Desviei o olhar quando um deles encarou nosso grupo. Não podíamos correr o risco de sermos pegos agora. De novo, eu achei que Diana e Chace estavam reconhecíveis demais. Os rostos deles eram inconfundíveis e não só a Capital como as pessoas também sabiam quem eram.

Olhei nas ruas para ver se tinha algo mais e meu coração deu um pulo. Um cartaz estava grudado numa parede e nele havia as fotos dos tributos “desaparecidos”, o que incluía a mim e Allan. Jill também, mas preferi não olhar muito seu rosto. Mas isso não era o verdadeiro motivo de desespero. O cartaz dizia que nós ainda estávamos participando dos Jogos.

Milhares de perguntas invadiram minha mente. Como? Por quê? Alguém levava aquilo em conta? É claro que levava, pessoas da Capital são estúpidas.

Puxei o braço dos outros três e apontei para o cartaz disfarçadamente.

- Leiam aquilo.

Eles leram e ficaram sem reação.

- Por que não somos mais conhecidos? Isso é muito pouco – disse Chace, fazendo uma careta.

- Vamos ter que agir mais rápido ainda – disse Allan.

- Podemos começar seguindo eles – eu sugeri, acabando de ver uma fileira de Pacificadores andando em perfeita sincronia para fora do centro onde estávamos.

Allan, Chace e Diana seguiram meu olhar.

- Acho que é a melhor opção que temos – Diana suspirou.

Notas finais
Então, o que acharam? Acho que agora vai chegar a parte legal que eu tinha dito kkkkk
Ah, e mudando uma coisa, a Jill ainda não morreu *-* Fiquem felizes *o*