Only One Survivor

20 Capítulo 19


Notas iniciais
Consegui postar hoje como vocês podem ver =D Talvez eu poste o próximo no domingo se eu tiver tempo.
Boa leitura e comentem bastante lá no fim ♥

Diana’s POV

Minhas entranhas reviraram e senti vontade de vomitar assim que Sam terminou de dizer aquelas palavras. Nós nos olhamos sem saber o que fazer em seguida.

Senti raiva. Tanta raiva que lágrimas ameaçaram brotar e escorrer. Eu queria me encolher e chorar como uma garotinha de oito anos assustada, com medo de um mendigo e ter meu pai me acolhendo e dizendo que iria ficar tudo bem. Isso já acontecera de verdade uma vez.

Eu queria desabar ali mesmo e dizer que era fraca e não tinha vergonha, que não me importava, que eu não queria fazer aquilo. Profecia idiota, deuses idiotas, bomba idiota, vida idiota e inútil.

Então havia chegado àquela hora em que eu começava a me perguntar: Por que eu? Por que era eu que tinha que ser escolhida para participar de uma missão em que mais de metade dos membros morreriam e teria que correr o risco de morrer nessa altura do campeonato?

Eu teria que abandonar Sam? Chace, de novo? Allan? Eu não sabia como os dois estavam se saindo nem o que estavam fazendo.

Eu me repreendi.

O que é que eu estava pensando? Eu não era assim, nunca fui. Entrei no meio disso por vontade própria e tive a opção de voltar atrás mais de uma vez. Eu sabia o que estava fazendo e que isso era o certo. A culpa era toda da Capital. Eu não poderia evitar fazendo outra coisa.

E também não podia me ressentir em relação a nenhum dos meus amigos, principalmente Sam, agachado na minha frente, me encarando, provavelmente também pensando em tudo isso, perdido nos pensamentos. Eu sabia que ele aceitaria tomar meu lugar a qualquer hora e se sacrificar para que eu continuasse. Mas eu não poderia deixar ele fazer isso.

Sam era o cérebro de tudo o que estávamos fazendo e só chegamos tão longe por causa dele. Era ele quem sabia o que fazer e falar, até mais do que eu. Fora ele quem teve essa ideia, para começar.

Quem tinha que cortar o fio e ficar naquela sala para aguentar a explosão era eu. Sam tinha que continuar. Não tínhamos outro jeito de cortar o maldito fio. Uma bala ativaria a bomba inteira e aí sim estaríamos todos perdidos.

— Temos que arranjar outro modo – disse Sam.

— Não, Sam – eu disse calma. – Você sabe que não há outro modo.

— Não.

— Sam, você tem que continuar com isso.

— Diana, eu não vou deixar você, de jeito nenhum – Sam contestou, balançando a cabeça. – Se alguém vai ficar vai ser eu – disse decidido.

Eu soltei um riso histérico e olhei para baixo. Abri e fechei a boca várias vezes e meus olhos marejaram.

— Você não tem escolha – eu disse, ainda sem olhá-lo diretamente.

Sam entendeu imediatamente o que eu quis dizer.

— Não faça isso, Diana, por favor – ele pediu rapidamente, antes de eu falar mais algo.

Sacudi a cabeça.

— Saia daqui, Sam – eu disse usando o charme. – Se salve agora e liberte os deuses. É você quem tem que fazer isso.

Sam pareceu resistir e hesitou. Seus olhos ficaram turvos e dele saiu falhando.

— Não.

Orgulhoso, bondoso. Essa é a parte ruim de pessoas assim, muito leais. Despedidas são muito mais difíceis.

— Diga a Chace que sinto muito e que é para ele continuar com isso assim como você vai fazer. Boa sorte. Foi ótimo ter você como amigo – eu continuei o mais firme que consegui para o charme funcionar direito.

— Não, eu não vou sair daqui – disse Sam, mas a voz dele estava bem menos convicta do que antes.

Então eu respirei fundo. Já havia dito o que precisava.

— Vá embora, Sam! Saia daqui. Agora.

Eu pronunciei as palavras devagar e dessa vez olhei em seus olhos. Sam se levantou automaticamente, embora o olhar dele ainda dissesse que não queria sair dali de jeito nenhum. Ele parou na porta e me olhou, mas não disse nada.

— Vá embora – eu repeti. – Corre.

Sam se virou e correu. Para o corredor, para longe dali. Tanto faz. O que me importava era que por hora ele estava a salvo.

Fiz o que havia feito antes: segurei o fio verde grosso com listras amarelas e o cortei de uma vez só com a adaga. Faíscas saíram e o botão acendeu. Sem hesitar, sem respirar fundo, pensar em coisas tristes ou ter tempo para me arrepender, eu o apertei.

Ouvi um estrondo e tudo ficou escuro logo depois.

Notas finais
Me desculpem!! De verdade, eu não queria matar a Diana, mas não tive escolha. Mesmo assim, ainda tem muito mais pela frente, não se preocupem. E não me matem, é bom ressaltar.
Comentem aí o que acharam. Alguma recomendação? Não? Ok =(
Bom, vocês sabem o que significa agora: Sam ou Chace. Um dos dois é o meio-sangue que vai sobreviver. Fiquem torcendo :D