Only Exception

3 Bônus: Apologize.


Notas iniciais
Bônus para vocês, espero que gostem desses capítulos narrados pela Brenda.

— Só café.

A menina me olha pelo canto do olho tentando decifrar algo. Pode ser totalmente estranho você tomar café em uma hora que a lanchonete está cheia de pessoas comendo. Sempre que estive aqui me enchia de todos os tipos de hambúrguer possíveis, pedia tudo exceto café. Hoje parecia um bom dia para tomar café.

Deu um sorriso amargo e assentiu andando com seu bloco de notas.

Eu poderia estar magoada por ontem, mais tudo o que aconteceu entre mim e Thomas me deram mais uma razão para não desistir. Eu tinha conhecido ele de uma maneira estranha, e de algum modo o olhar brincalhão dele fez eu tirar toda a raiva que eu sentia por Jorge.

Em um dia eu desejava encontrar Thomas novamente, claramente para ele eu seria mais uma menina que passou por sua vida e que lhe atormentou em Miami. Mas eu não conseguia nos ver assim.

Atração.

Isso definia o que eu senti em um dia. Ver ele chegando na festa com seu rosto iluminado pelos holofotes fez eu querer mais sua atenção. Até tudo acabar.

Não entendia o modo dele ainda amar sua ex. Ela tinha o abandonado depois de anos de noivado. Eu não conseguia ver alguém abandonando Thomas de um jeito tão simples e sem nenhuma razão.

Eu poderia denominar o que eu fiz ontem como uma fuga. Mas eu não queria. Se eu considerar uma fuga sei que vou estar sendo fraca por um garoto que nem conheço. Deixar Thomas sozinho era melhor, deixar ele me encontrar de surpresa novamente.

Consegui o número de seu amigo Newt com Jorge, até agora não liguei para ele. Após ver o estado de Newt com uma garota sabia que tão cedo ele iria acordar.

Jorge sabia como eu me sentia, desesperada por atenção, como ele dizia. Sempre diz que eu sou o verdadeiro holofote, diz que sou única.

Os meus pensamentos caem na noite anterior. Eu não estava bêbada e muito menos agora, eu mal conhecia Thomas e ele já tinha me pego de surpresa.

— Somente café. — Reconheço a voz de Thomas. Arqueio minha cabeça para ver sua face.

Thomas está na minha frente com o meu café em suas mãos. Sua camisa social está escondida em uma jaqueta e seus cabelos estão bagunçados.

Olho para a janela enorme de vidro ao meu lado, evitando que meu olhar caia em Thomas. Eu queria encontrar-lo e agora que ele está em minha frente a única coisa que penso em fazer é bater em sua cara. Eu não tinha percebido que estava magoada por alguém desconhecido até agora.

— Brenda, — Ele se senta na cadeira ao meu lado e larga o meu café em cima da mesa. — pensei que não iria mais te encontrar.

— Você me perseguiu. — Dou ombros. — Como vai, Thomas?

Puxo o café até minha boca. Thomas parece aflito com algo e eu somente não demostro nenhum desespero. Todas minhas ações até agora foram de algum modo raivosas.

— Por que você sumiu ontem? — Olho para suas mãos que estão laçadas, ele não para de mexer com elas.

— Eu não sumi. — Digo. — Depois que as luzes se apagaram eu fui ver o que tinha acontecido.

— E depois?

— Fui embora. — Engulo o café.

— Eu queria falar com você. — Meus olhos estão fixos em suas mãos que não param de se movimentar. — Eu não deveria ter dito aquilo ontem.

— É só isso? — Pergunto, ele arqueei-a sobrancelha. — Eu não sou ela, Thomas. Eu não quero ser ela, não desejo nem um pouco ser ela.

— É só que...

— Hey, — Pouso minha mão livre em suas duas que estão quentes. — eu sei que você não está pronto.

— Eu ainda amo ela, Brenda. — Ele diz sem indiferença.

Minha mão que estava junta a sua não está mais, junto minhas mãos ao copo de café.

— Ok. Você precisa esquecer ela. Agora. — Afirmo.

— Ela me ligou hoje de manhã, disse que quer tentar novamente. — Ele suspira. — Eu não sei o que fazer.

Eu realmente não compreendo como esse homem pode ser tão cego!

Rasteja aos pés de Teresa, que sempre o provoca com ligações absurdas. E Thomas não percebe que ela não lhe faz bem, que está com suas garras tão fincadas nele que causam um estrago quando eu for tentar puxa-lo.

— Você tem que confiar em mim. — Ele olha para mim com um sorriso no canto dos lábios. — Você confia?

— Na menina que jogou suas bebidas dentro do meu carrinho? — Ele diz em um tom brincalhão, toda a minha raiva simplesmente some em míseros segundos. — Claro.

— Então, — Penso em algo que pode fazer ele se aproximar de mim e se afastar de Teresa.

Penso no parque que abriram em Miami. Ele fica um pouco próximo a minha casa. Está ativo a mais de seis meses depois de uma reforma que fizeram. Talvez levar Thomas para se divertir seja o essencial.

— Saia comigo. — Digo decidida.

Sei que posso reparar o estrago de Teresa causou com seu instinto egoísta e amor por brincadeiras com os sentimentos dele.

É claro que eu tentei esquecer quando eu conheci-o ou quando meus lábios tocaram sua bochecha e a expressão que deslisou em seu rosto com o jeito que lhe surpreendeu na noite passada. Mas tudo parece em vão, sei que fiquei a noite toda acordada esperando que ele me achasse. Sei que fiquei magoada por suas palavras e por ter recusado o beijo, mais eu posso reparar tudo, exatamente tudo.

Eu sinto que a cada medida que eu me aproximo, Thomas se afasta e se esconde em si mesmo, cria uma armadura que somente eu posso tirar-la. Ele evita outra pessoa em sua vida, evita alguém que não seja igual Teresa.

Ele me olha surpreso pela proposta, não parece mais assustado por minhas atitudes ou palavras, parece surpreso ao me conhecer melhor.

— Não acho que...

— Não aceito um não. — Interrompo-o e ele esboça um sorriso.

— Era de se esperar. — Ele diz. — Eu ia dizer que eu não acho que tenha um lugar realmente bom para levar uma garota como você.

— Como eu? — Finjo estar ofendida. — Thomas, como eu?

— Você entendeu. — Ele dá ombros.

— Phils.

— O quê?

— O nome do lugar onde pode me levar. — Me levanto da cadeira e caminho até a porta da lanchonete.

Ouço os passos apressados de Thomas ao meu caminho, ele entra na minha frente e estica um papel para mim que contém seu número de celular. Guardo o papel em minhas mãos.

— Amanhã. — Ele diz piscando para mim.

Rio com seu flerte.

— Me pegue ás sete. — Digo, logo me estico para deixar um beijo em sua bochecha.

Seus lábios puxados em um sorriso magnifico fazem eu pensar no por quê que Teresa lhe deixou.

— Sete.

Talvez, ela não conseguia ver que o sorriso de Thomas era simplesmente maravilhoso.

Notas finais
Quarta/Quinta capítulo por Thomas