Oneshots De Séries
252 Indo Para Seus Braços - Jisbon - The Mentalist
Pegando o carro na saída da agencia de investigação da Califórnia, Teresa Lisbon estava convencida que Patrick Jane a estava traindo com alguém. Ele mal falou com ela no dia anterior e pior de tudo... Ele chegou em casa com dores nas costas e precisou de um remédio para dor.
Seu coração estava rasgando. É claro que ela estava pulando para a conclusão mais óbvia de todas. Apenas ela estava tentando se privar de mais dores no futuro.
— Chefe, eu consegui a localização atual do Jane. – Grace deu a ela o endereço. – O que você pretende fazer com ele?
— Fazer com que ele entenda que não deveria ter me traído. – Teresa pegou o endereço e foi em direção ao carro.
Ela suspirou um momento antes de entrar no veículo. Jane começou a contar algumas mentiras sobre onde ele estava indo. A primeira vez ela achou que ele estava indo para o médico. Na segunda, ele disse que estava visitando alguns lugares para o casamento.
Mas quando nenhum lugar foi alugado, ela entendeu que estava sendo enganada. Jane e ela acabaram brigando e Jane disse a ela que ele precisava de um tempo antes de ele contar para Teresa, mas que ela não pensasse na possibilidade.
Entrando no estúdio de dança, Jane sorriu para a professora. Ele estava ensaiando uma dança especialmente para sua futura esposa.
Machucava pensar que Teresa pensasse que ele estava tendo um caso com a professora dele de dança. Mas ao mesmo tempo, o fez pensar em várias coisas que ele poderia fazer para se desculpar com ela depois.
— Patrick, eu acho que hoje podemos pensar em mudar de posição. – A mulher se aproximou dele e sorriu. – Cabeça para cima e olhos apaixonados.
Lisbon correu para dentro do estúdio de dança, vendo seu noivo sendo tocado por outra.
— Tire as mãos do meu homem! – Teresa caminhou com passos pesados. – Jane, por que?
— Teresa, pode me escutar um pouco? – Jane a puxou com delicadeza e a beijou. – Não é uma traição.
— Eu estou indo para casa. – A agente correu para fora e Patrick correu atrás dela. – Agora não, Patrick.
— Comecei isso há quase três meses. – Patrick estava sendo ambíguo de propósito. – Não era para você descobrir agora.
— E quando eu descobriria? – Ela se virou, seus cabelos ao vento. – Eu fui uma trouxa, acreditando que você era diferente de todos. Mas você provou que não é diferente de nenhum dos homens que eu já namorei. Merda, eu até fiquei noiva de um antes de você.
— Eu queria aprender a dançar para você. – Patrick a viu parar e se virar.
— Dançar? – Teresa olhou para ele. – Por que?
— Porque eu te surpreenderia no nosso casamento, te chamaria para a nossa primeira valsa e te mostraria que eu sei dar valor a mulher linda que estaria se casando comigo.
Ele se virou, voltando para o estúdio de dança, mas ouviu passos de sapatos se aproximando e viu Teresa pulando nele e o beijando no segundo que ambos caíram no chão. Ele sabia que Teresa odiava mentiras e aquele beijo o deixou confuso.
— Estaria, não. – Ela sorriu. – Estrei.
— Você não estava vermelha de ciúmes porque eu estava traindo você? – Jane sorriu para ela. – Parece que eu mudei sua mente.
— Só se você me deixar dançar com você. – Ela sorriu para Jane, se sentindo boba. – Desculpe se eu te acusei de algo.
— Tudo bem, Teresa. – Patrick adorava o sorriso dela. – Eu entendo que alguns homens não sabem valorizar a mulher que tem ao lado deles. Mas eu estava querendo surpreender. E talvez devesse ter contado.
— Se você tivesse me dito que estava dançando, eu nem acreditaria. – Lisbon segurou a mão dele. – Me ensine a dançar para o casamento.
A professora de dança deu uma pequena risada ao ver o casal fazendo as pazes. Ela já sabia que algumas pessoas eram inseguras e sinceramente, ela entendia muito bem Teresa Lisbon.
— A gente decidiu fazer aulas juntos. – Patrick sorriu. – Teresa Lisbon, professora Any Elisa. A mulher que me fez ganhar confiança para remexer o bumbum.
— É um prazer. – Any Elisa apertou a mão de Lisbon. – Bem, vamos dançar?
Colocando “Never Worn White” de Katy Perry, a professora fez com que Patrick segurasse a mão de Teresa na sua. Ambos fecharam os olhos, sorrindo para a imagem que eles passavam durante o tempo em que estavam.
— Eu aceito. – Teresa encontrou os olhos de Jane nos dela e sorriu. – Sempre aceitaria ser minha.
— Agora dois passos para a direita e dois para a esquerda. – A professora sorriu para o casal. – Patrick, você inclina Teresa para trás com cuidado.
Ele a deitou e a beijou, sabendo que ela adoraria isso.
Girando sua noiva, ele sentiu que essa era a música perfeita para o casamento.
Patrick estava no banco do carona quando viu uma pequena loja de vestidos.
— Eu já volto. – Patrick desafivelou o cinto e saltou.
Lisbon acionou o pisca e estacionou na primeira vaga disponível e foi ver o que diabos ele estava aprontando.
Chegando dentro da mesa, ela percebeu que ele tinha nas mãos um vestido branco e um par de sapatos de salto. Um véu estava em uma sacola já e ela se perguntou o que ele estava querendo fazer.
— Ainda não marcamos a data do casamento. – Ele tirou o véu e colocou na cabeça dela e a beijou. – Que tal pararmos de esperarmos e nós dois fugirmos para Las Vegas e aproveitar as aulas para dançar, nem que seja no meio de um deserto com o rádio do carro e as luzes dos faróis?
— Eu acho que essa ideia é perfeita. – Teresa o beijou e simplesmente não se importou com mais nada.
Chegando a Vegas, tanto Jane quanto Teresa encontraram uma capela de casamento aberta. Eles entraram, assinaram seus nomes, pagaram a taxa e foram se casar.
— Eu os declaro marido e mulher. – O homem vestido de Mickey mouse disse assim que os casou. – Pode beijar a noiva.
Jane segurou Teresa em seus braços e a beijou.
Logo eles acharam um lugar vazio no deserto e parraram o carro. Jane sintonizou uma estação romântica e escolheu uma canção de Day, Shay e Justin Bieber.
— Me dá o prazer dessa dança? – Ele a segurou e os dois ficaram em frente aos faróis, dançando em um ritmo lento, mas apaixonado um pelo outro. – Eu te amo tanto.
— Eu também. – Teresa sorriu. – E esse foi o melhor dia de toda a minha vida. Assim como vai ser quando nossa bebê nascer.
Jane a segurou e a deitou, a beijando enquanto uma chuva começava a cair onde eles estavam. Logo eles se separaram rindo, pegaram o carro e foram em direção ao hotel onde se hospedariam e mandariam para seus amigos que agora eles estavam casados.
Mas primeiro, a lua de mel dos dois naquele quarto.
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