Oneshots De Séries

36 Red John, Red John Part 2 - The Edge


Teresa Lisbon era conhecida por muitas coisas. Uma delas estava próxima a se tornar realidade. Acabar com Red John depois que ele raptou Patrick.

Entrando no hospital, ela encontrou Rigsby e Cho se vestindo. Eles tinham um curativo na testa e alguns ferimentos, mas pareciam bem.

— Vocês estão bem? – Teresa perguntou aos dois.

— Sim, estamos. – Cho respondeu como sempre. – Mas o que eu realmente quero nesse momento é encontrar Jane e matar Red John.

— Sabe que eu não vou poder deixar você matar Red John. – Lisbon entrou com os dois agentes no elevador. – Porque eu mesma quero matar aquele desgraçado.

— Certo. – Wayne tinha uma raiva em seu olhar que era completamente diferente para ele.

Jane foi arrastado para dentro de uma casa e literalmente jogado escada a baixo. Ele sentiu a dor de cabeça aumentar ainda mais e se sentou.

— Sabe que eu tive todo o tempo para me vingar de você. – O homem que se fazia passar por Red John colocou um pedaço de fita durex na boca de Jane. – Mas eu tive que planejar coisas.

Patrick queria tanto falar para onde ele deveria ir com os planos dele, mas a fita em sua boca o impediu. O homem puxou as mãos dele para trás e o algemou a um poste no meio da sala.

— Eu vou voltar. – Ele lhe deu o olhar mais mortal. – E então, a gente vai brincar de cortes.

Sentado no porão úmido, Jane queria muito que Lisbon estivesse aqui e o provocasse com suas brincadeiras. Mas agora ele nem podia falar.

Lisbon dirigiu até uma casa e deixou tanto quanto Wayne quanto Cho se perguntando porque haviam parado aqui ao invés de irem para o CBI. Grace apareceu no carro ao lado e todos apontaram suas armas para a porta.

A agente nem quis bater. Chutando a porta, ela pegou o homem que deixou a casa pelo colarinho e colocou uma arma em sua cabeça.

— Chefe, eu acho que ele não tem nada a ver com isso. – Cho tentou acalmar ela.

— Ele teve sim, Cho. – Teresa puxou o homem para o lago e o jogou. – Agora, me diga o que eu preciso saber ou Deus me ajude, eu vou atirar em você.

— Você não pode fazer isso! – Miguel respondeu. – Eu não sequestrei Jane!

— E você sabe sobre o esconderijo de Red John? – Lisbon estava cansada daquilo tudo.

— Ele tem uma casa em HeadHarbor. – O homem ainda tinha as mãos para o alto.

— É melhor estar certo. – Lisbon atirou na água.

Enquanto isso, Jane tentava abrir as algemas apenas com o que alcançava. Ele tinha conseguido puxar um ferro com as mãos que estava próximo a ele depois dele se deitar.

Ele jogou o ferro para dentro da fechadura e com muito empenho, suor, dor e alguns cortes das algemas, ele conseguiu livrar uma das mãos. Livrar a outra foi mais fácil e ele se levantou, arrancando a fita de seus lábios.

— Merda. – Ele xingou quando percebeu que a fita deveria ter levado uma parte de seus lábios com ela. – Vamos ver se eu consigo sair desse ninho de ferro.

Teresa, Grace, Cho e Rigsby chegaram ao lugar que Miguel havia dito e encontraram uma casa malcuidada por fora, um jardim cheio de ervas daninhas, mas eles perceberam o novo cadeado na porta.

Ao mesmo tempo, Jane subiu a casa e encontrou um tipo de fogão a gás ainda funcionando. Ele sentiu que alguém havia chegado e presumindo que era Red John voltando, ele colocou o gás para explodir o lugar. Ele se refugiou embaixo de uma mesa enquanto passos masculinos que ele não conhecia andavam pela casa.

O homem abriu a porta do porão e desceu, subindo ao mesmo tempo quando ele descobriu que Patrick havia fugido.

O homem inadvertidamente ligou a lâmpada e a casa explodiu.

Grace, Wayne, Lisbon e Cho foram empurrados para longe com a força da explosão. Jane fechou os olhos enquanto estava debaixo da mesa e quando um pedaço do teto desabou, Jane deu um grito alto.

— Patrick! – Lisbon correu chutando pedaços queimados. – Jane! Você está bem?

— Estou aqui! – Jane gemeu quando sentiu a dor do acidente. – Eu acho que preciso de uma ambulância.

— Vamos tirar você daqui antes. – Lisbon viu um homem completamente queimado se levantar. – Mais um passo e eu atiro em você.

— “Mais um passo e eu atiro em você”. Qual é, agente Lisbon? – O homem apontou uma arma para ela. – Eu sou um seguidor de Red John. Ele me contratou para deixar Jane preso no porão por quatro dias antes de ele morrer de sede. E eu tenho uma bomba.

O homem arrancou a camiseta que usava.

— Eu acho que eu e o senhor Jane vamos dar um passeio. – O homem apontou uma arma para Patrick. – Ou eu explodo essa merda que restou.

Jane olhou para Lisbon e deu um passo à frente, indo com o homem.

— Jane, seu maluco! – Lisbon gritou quando ele arrancou com o carro. – Sigam aquele veículo!

Uma perseguição digna de filme começou. Mesmo Jane ferido, tinha um plano para escapar do homem. Apesar de ele estar todo ferrado, ele ainda pensou.

— Você não vai conseguir ir muito longe, Lucio. – Patrick olhou para a estrada. – Mesmo que consiga fugir, você vai ser eliminado por ele.

— Eu me sentiria honrado. – Lucio viu Jane tirar o cinto. – O que acha que vai fazer?

— Eu não penso. – Jane abriu a porta e pulou do carro, rolando pela estrada até cair em uma vala do lado da estrada.

Lisbon freou o carro sem pensar se iria causar um acidente ou não, mas ela saltou do carro e correu até o amigo.

— Fique deitado, Jane. – Teresa sabia que ele estava completamente machucado. – Vocês vão atrás do Lucio.

Depois que Rigsby assumiu a direção do carro, ele saiu cantando pneu atrás do carro.

— Jane, você precisa de ajuda. – Lisbon tirou o celular. – Eu preciso de uma ambulância agora. Rodovia principal de Austin.

— Ambulância a caminho. – A operadora do 911 mandou uma ambulância correndo.

Lucio percebeu que era uma perda de tempo ir atrás de Jane novamente e com medo da raiva de Red John, ele cruzou a rodovia, provocando uma série de buzinadas ele foi até o acostamento da rodovia e saltou o morro.

Durante o salto que nunca teria sorte de conseguir, ele detonou o explosivo, acabando completamente com a própria vida.

Cho e Rigsby sentiram um certo alivio na morte dele. Mas Red John mais uma vez falou em machucar Jane mortalmente.

— Surpresa! – Teresa entrou no quarto de Jane carregando um pote de doces. – Como você está?

— Melhor do que antes. – Jane sorriu. – Eu vou sair amanhã. Estou feliz.

— Bem, espero que sim. – Teresa casualmente abriu uma bala. – Porque eu vou cuidar de você.

— Que legal. – Jane sorriu. – E o que descobriram sobre Lucio?

— Sem família, sem parentes. – Teresa começou. – Isca perfeita para o Red John.

Jane apenas deu um sorriso. Ele olhou para Wayne dormindo em uma cadeira e Cho também dormindo.

Por enquanto, ele estava satisfeito em sair daquele hospital e voltar a vida dele.