Oneshots De Séries
11 Pecados Mortais - NCIS
Desde que Leroy Jethro Gibbs e Jenny Shepard começaram a namorar publicamente, todo mundo parecia superconfortável com isso. Na verdade, algumas pessoas finalmente respiraram aliviados por não ter que trancarem ambos dentro de um armário e correr o risco de levarem um tapa na cabeça.
Mas havia uma pessoa inconformada com o romance dos dois. E ela estava tentando o seu melhor para não surtar, mas o anuncio de uma festa na casa de Gibbs, a qual agora ele dividiria com Jenny, a fez borbulhar e depois pregar o convite em uma das paredes de sua casa e usar como alvo de tiros.
— Maldito Gibbs. – Hollis tomou um pouco mais da garrafa de vinho. – Eu juro que vou tirar esse sorriso da sua cara quando eu acabar com essa vadia nos seus braços.
— Hollis, o que há de errado com você hoje? – O homem que foi com ela para casa perguntou. – Você bebeu de novo?
— Eu posso ter bebido, mas não é da sua conta. – Hollis o viu pegar suas coisas. – Onde pensa que está indo?
— Para longe de você. – Ele cometeu o erro de virar as costas para ela.
Pegando a pistola, ela atirou quatro vezes nas costas, o deixando agonizar enquanto tomava uma taça de vinho.
— Acho que você não vai a nenhum lugar. – Ela mirou e acabou com o sofrimento dele com uma bala na cabeça do homem.
Deixando o corpo no corredor, ela verificou sua gaveta stalker como ela havia nomeado. Tirando várias fotos impressas de Jenny, Gibbs e de todo o resto do time, tudo o que ela sentiu foi ódio.
Três casais que trabalhavam juntos se beijavam nelas. Até mesmo a maluca da Abby como Hollis chamava a cientista. Até ela tinha alguém para chamar de seu e ela sozinha.
— Bom dia, Hollis. – O chefe da comandante percebeu que ela parecia completamente perdida. – Você está bem?
— Tive uma noite difícil. – Ela respondeu. – Se o senhor não se importa, eu gostaria de tirar o resto da semana. Tem sido difícil depois que Gibbs me largou.
— Eu sei, mas você vai encontrar alguém. – Ele deu um leve tapa no ombro dela e saiu em direção ao próprio gabinete.
Hollis sabia que aquela era a última gota no oceano de ódio dela. Pegando as chaves era hora de acabar com aquilo tudo.
Para ela, Jenny cometeu um pecado mortal ao tomar Gibbs dela. O que ela nunca percebeu que Gibbs já era de Jenny desde Paris.
Jenny beijou Gibbs. Os dois haviam decidido ir cada um com seu carro aquele dia. Afinal, era provável que eles tivessem um caso.
— Tenha um bom dia, agente Gibbs. – Jenny sorriu. – Vejo você na agencia.
Quando Jenny entrou no carro, Gibbs sentiu como se uma tempestade estivesse se formando, embora o dia estivesse claro. Ele sempre sentia isso quando alguma coisa muito ruim estava prestes a acontecer, mas não sabia o que.
Hollis ligou seu carro e colocou um lenço no rosto e óculos de sol. Ela viu quando o carro de Jenny ultrapassou e dela e ela foi logo atrás.
Havia uma curva antes de um sinal pelo qual todos deveriam passar. Jenny percebeu que havia alguém a seguindo. Ela percebeu que por baixo do lenço e dos óculos escuros, Hollis a perseguia.
Acelerando um pouco mais, Jenny engoliu em seco, rezando para que ela conseguisse fazer a curva. Infelizmente o carro acabou derrapando na pista e girando algumas vezes.
Jenny bateu no volante e fingiu que estava inconsciente, ouvindo passos chegando até ela.
Quebrando o que restava dos vidros do carro, Hollis apontou a arma para a diretora, mas sentiu seu braço sendo imobilizado e depois se sentiu sendo imobilizada no chão.
Quando ela olhou para cima, viu Gibbs ali parado, uma arma apontada para ela. Seu coração parou.
— Eu sabia que era você. – Gibbs ouviu Jenny se levantar. – Você está bem, querida?
— Estou melhor que ela vai estar em segundos. – Jenny se ajoelhou e prendeu as mãos de Hollis e começou a estapear a mulher. – Geralmente eu não bato em pessoas, mas eu não tenho sangue de barata. Por que está fazendo isso?
— Porque Gibbs deveria ser meu! – Hollis gritou quando sentiu outro tapa. – Você é agente federal, Jethro! Pare essa louca.
— Em primeiro lugar não é Jethro. É agente Gibbs. – Ele se abaixou até a altura dela. – Em segundo lugar, você a tem seguido por quatro semanas. Ela ficou com medo de você. Ela não me roubou de você. Você não pode roubar algo que já e seu. Meu coração era dela desde Paris.
— Você me usou! – Hollis tentou levantar, mas foi imobilizada. – Você é ninja?
— Parece aquela fala do Danny em Hawaii Five 0. – Jenny brincou com Gibbs e sentiu Hollis ficar mais irada. – Não sou ninja, mas já fiz aula de autodefesa.
— Isso não vai ficar assim! – Hollis se debatia. – Eu tenho direitos. Eu tenho direito a um advogado.
— Dá para ficar quieta? – Jenny notou um pequeno corte na testa. – Jethro...
— Está tudo bem, querida. – Gibbs levantou o cabelo de Jenny e colocou seu lenço contra a ferida. – Vamos para o hospital logo depois de deixarmos a senhorita doida aí com os policiais.
Logo Tony, Ziva e Tim chegaram e pegaram Hollis a levando para a prisão da NCIS.
Gibbs acompanhou Jenny para o hospital e ela saiu com um band-aid da Hello Kitty.
— Você ficou bonita. – Gibbs a ajudou a entrar. – Você quer ir para o julgamento dela?
— Eu adoraria. – Jenny ficou surpresa pela rapidez do processo. – Fico me perguntando quem ajudou a acelerar.
— Digamos que eu vou mandar um estoque de livros sobre barcos para ele. – Gibbs sorriu. – E claro, um lindo vestido para a namorada dele, que afinal tem poderes nisso.
— Sim. – Jenny sorriu. – Agora vamos descobrir o que Hollis vai ganhar e depois esquecer da existência dela para sempre.
— É assim que eu gosto. – Gibbs dirigiu e depois de estacionar na frente do fórum, ajudou Jenny a descer. – Estamos aqui.
Tony e Ziva deram espaço para o casal. Jenny abraçou Ziva e Tony. Abby estava cochilando ao lado de Tim.
— Caso número 234657. – A juíza anunciou. – Marinha dos estados unidos contra Hollis Mann. Como se declara senhora?
— Inocente, com certeza. – Hollis ainda insistia. – Sou completamente inocente desses supostos crimes.
— Senhorita Mann, devo dizer que você não parece nenhum pouco inocente pelas provas em seu apartamento. – A juíza se encostou na cadeira dela. – Quero dizer, essas fotos são claramente de uma stalker. E não vejo motivo pelo qual o agente Gibbs e a diretora Shepard inventariam.
— Eles estão dormindo juntos. – Hollis estava a ponto de enlouquecer. – Ele fez isso para me tirar do caminho.
— Senhorita, peço que se controle. – A juíza queria de verdade ver a verdadeira face de Hollis. – Ou será presa por desacato também.
— VEM E FALA NA MINHA CARA, CADELA! – Hollis literalmente gritou. – ESSE TRIBUNAL É COMPLETAMENTE DOIDO. AQUELA GAROTA LÁ TIROU O HOMEM DE MIM. EU QUERIA TER TERMINADO O SERVIÇO. EU QUERIA TE VER MORTA!
— Guardas! – A juíza ficou assustada. – Prendam-na.
— VAI A MERDA! – Hollis gritou quando foi retirada. — EU VOU SAIR DAQUI E VOU TERMINAR O QUE EU TERMINEI.
— Fique tranquila, ela nunca mais vai ver a luz do sol normal. – Gibbs abraçou Jenny. – Não enquanto eu viver.
Tony ainda estava em choque quando finalmente conseguiu dizer algo.
— Gente. – Tony estava sem fala. – Eu já vi mulheres sendo literalmente arrastadas para fora de tribunais em filmes, mas ver ao vivo é bem mais emocionante.
— Só espero que não seja com uma de suas ex. – Ziva disse. – Porque elas nem veriam o interior de um tribunal.
Tony engoliu em seco, decidido a não mexer com Ziva.
Todos acabaram indo comer algo na lanchonete que Gibbs sempre frequentou. Jenny beijou Gibbs e enfiou uma batata na boca dele.
Quanto a Hollis Mann, ela acabou morrendo na cadeia, cumprindo sua sentença de vida sem ao menos descobrir o que ela deveria ter feito de diferente.
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