Notas iniciais
Esta fic é dedicada a alguém que prefiro não comentar o nome. Fazia algum tempo que não escrevia, então espero que curtam. Caso percebam algum erro ortográfico, me desculpem mas sem o word, é difícil corrigir. Boa leitura.. ^^'

Akanishi POV


\"O tempo continua passando, mesmo quando parece que será impossível. Mesmo quando percebemos que a cada segundo que passa, nosso coração dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com desvios estranhos, mas passa. Até mesmo para mim.\"


[...]


- Por favor... Não me deixe... KAMEEEEE!!!


E então eu acordei. Mesmo após tudo que acontecera, nos últimos oito meses, continuo tendo os mesmos pesadelos. E tem sido assim desde aquele dia, a única certeza que tenho, é que eu não sou mais o mesmo.


Estava ofegante enquanto me sentava, meu corpo suado, assim como era sempre que eu despertava. Afastei algumas mechas de cabelo que insistiam em cobrir meus olhos e então levantei. Segui até banheiro após verificar a hora, teria tempo suficiente para chegar à gravadora sem atraso algum.


Diferente do que muitos pensavam, eu continuava no KAT-TUN. Afinal, eu não podia deixar tantos na mão por puro egoísmo. Era a única coisa que eu sabia fazer sem errar, e magoar alguém. Minha relação com o Kazuya se resumiu a área profissional, nunca nos falávamos por outro motivo, mesmo quando ele teimava em reconquistar minha amizade. Porém mesmo sendo limitada, a convivência com ele não era fácil. O semblante angelical e sedutor dele, já não me trazia felicidade e conforto há algum tempo.


Os últimos três pv\'s lançados, desde então, foram diferentes. Atendendo aos requisitos da agência, afinal eles já estavam gratos de eu continuar na banda. Então evitavam que eu precisasse mostrar ao público sem necessidade a relação, AKAME. Desconhecidos e até mesmo alguns conhecidos, acreditavam que eu havia superado tudo que acontecerá no Natal, porém os mais próximos, que ainda me suportavam obviamente, percebiam que eu não era mais o Akanishi que eles conheciam. Meus sorrisos falsos, com o tempo se tornaram perfeitamente aceitáveis, eu fingia melhor do que ninguém uma alegria que não sentia e um bem estar que estava longe de habitar meu corpo.


Após o banho, vesti uma calça cáqui e o pulôver bege-claro, peguei a carteira e a chave do carro juntamente com alguns rabiscos que fiz na noite anterior – novas músicas que pretendia mostrar a banda. Sai do meu apartamento e segui para a garagem, ainda faltava 40min até o horário do ensaio.


Cheguei com meia hora de antecedência, e diferente dos dias anteriores eu não havia sido o primeiro a chegar lá. Fui surpreendido por ele e não sabia o que fazer. Afinal como reagir a um cara que se tranca com você no banheiro?

Notas finais
Deixem reviews, seja bom ou ruim, a sua opinião é sempre importante!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.