One to Rule Them All.
9 No Salão Ducal
Notas iniciais
In Somewhere
Fala Abraham
"Desde de sempre que eu e Angelicca temos uma ligação inegável porém, a revelação que ela era minha irmã, foi uma bomba que caiu aos meus pés e eu não consegui ainda recuperar.Decidi voltar ás minhas origens, faz séculos que não volto a Bran, aquela terriola que me viu nascer, crescer e lutar. Desde que tive de assassinar meu pai que não volta á Transilvânia. Tinha lá irmãos vampiros, os Grã-Duques da Transilvânia, Olena e Vlad, eram fruto das experiências de meu pai, e caso não saibam, meu pai é o infame Conde Drácula. Quando ele voltou da morte, tinha eu dessoito anos e o que ele me contou foi revoltante, assustador e foi assim que fiz o meu primeiro contacto com o mundo dos vampiros e depressa aprendi a odiá-lo. O meu primeiro passo foi fugir de Roménia, onde estou agora, para o Ocidente onde me dei muito bem, encontrei Angelicca em Budapeste, travámos uma amizade enorme e seguimos para Berlim, onde saltávamos de terra em terra. Portugal, onde conhecemos Maria, Itália, Inglaterra, Paises Baixos, enfim corremos muito desta Terra."
As horas passavam depressa, e depressa chegou á Transilvânia, a primeira paragem seria no tão conhecido "Borgo Pass" e para completar o ritual, a ida de carruagem para o Castelo de Bran. Circe e Radagast iam com ele, o que ia se passar em Bran, era algo que não se via faz algum tempo, uma ascenção á regência, o que significava que Abrahan iria ocupar o Trono Secularis, o líder dos vampiros.
– Sabes o que teras de passar? — perguntava Circe.
– Sim! Terei de morder algúem até á morte, para que possa obter, os caninos sem ser vampiro. Sabes que não quero perder o meu poder, é algo que me acustumei e portanto, perder o meu poder só por vampiros é uma coisa que não encaro bem. — respondeu-lhe Abraham.
Chegaram a Bran e á porta estavam os seus irmãos, Olena e Vlad e os seus respectivos xerifes.
– Bem-vindo sua excelência, acolhemos-lhe em sua antiga residência e aposentos, afinal de contas esta foi, sua casa. — dizia Olena.
Olena era uma de uma espécie de vampiros que não se conheçe em mais nenhum lado sem ser na Transilvânia, os vampiros puros, os nasceram vampiros e que os pais eram vampiros. Ela era de um branco mármoreo, com um cabelo castanho luxuriante, tal como Abraham e tinha certas feições de Drácula em si, os olhos verdes penetrantes, as linhas dos lábios e até certas expressões faciais de Drácula que tanto Olena e Abraham partilhavam.
– Obrigado irmã, dizia Abraham, podes me chamar pelo meu verdadeiro nome como sabes. Estes são Circe e ...- Radagast! O primeiro da nossa espécie, o que criou a dinastia Rothliner. — acabou Vlad.
Vlad em contraste com Olena era muito parecido á sua mãe, Abraham sempre considerara Theresa, uma das pegas mais chegadas a Drácula, tanto que ganhou as suas considerações mais altas. Ele era também de um branco mármoreo, mas mais evidenciado do que Olena. Ele tinha mais as feições da Theresa, um cabelo preto brilhante, uns olhos azulados-esverdeados, ele era muito sensual, porém muito fechado.
– Sua alteza, o Primeiro e único Grã-Duque de Avalon! — acabara Abraham.
Eles entraram no castelo. Estava como sempre estivera, porém ao entrar no Salão Ducal, vira como estava diferente. Tudo muito dourado e resplandecente, o chão de um mármore italiano, estátuas e quadros de Drácula e Theresa assentavam nas paredes e mais os quadros de Abraham com a sua mãe Ilona e Drácula. No topo do Salão dois tronos de cedro estavam no estrato, muitos dos vampiros do Grã-Ducado e Ducados da Transilvânia estavam presentes.
Olena e Vlad deram as introduções:
– Caros vampiros de todos os ducados da nossa bela Transilvânia, esta é uma noite memorável. O nosso antepassado, o grande infante Mihnea volta a estar na nossa presença, depois de séculos de exílio ele volta a Bran para revelar o futuro da nossa espécie. — dizia Olena.
– Porém hoje também é noite de celebrações por outros motivos. Como sabem Transilvânia, desde dos tempos do Conde Drácula, que é o único Grã-Ducado independente do Grã-Ducado da Roménia, e hoje faz anos que a separação entre estes poderosos Grã-Ducados, e hoje na nossa presença está também o Grã-Duque da Roménia, Éleos da Roménia. — dizia Vlad.
No salão sentia-se o sentimento de anticipação, as trompetas soavam e era a vez de Abraham entrar. Abraham sentia-se superior em relação a muitos destes vampiros, mas no entanto era cuidadoso, ele sabia que o sangue dele, era uma espécie de ambrósia para os vampiros, por isso ele punha prata e verbena em seu corpo, para os "repelir".
Abraham estava sublime. Vestido com umas calças de cabedal preto, que se vestia nos séculos renascentistas, com uma capa de um vermelho vivo, vinda de Veneza, na época que ele vivia lá. Todos os vampiros á medida que ele entrava no Salão se ajoelhavam. Olena e Vlad estavam nos seus tronos, e Abraham via Olena e Vlad a olharem com um ar de orgulho, como se a vinda dele fosse a melhor coisa que podesse ter acontecido. Ele então se sentou num trono mais abaixo deles, Olena metia conversa com ele, mas Abraham estava mais de olhos em Vlad. Aquela beleza única cegava-o.
Chegara a altura de Abraham falar com os Duques da Transilvânia.
– Meus caros e estimados Duques e Xerifes da Transilvânia, estou aqui presente hoje para anunciar a destituição da Dinastia Rothliner. Apartir de amanhã, não respondem mais ao Grã-Ducado de Avalon ou seja ao Grã-Duque Radagast, mas sim a mim, Mihnea ou Abraham, como quiserem chamar. — dizia Abraham.
A confusão ecoava pelos Salão, e depressa Vlad se pronunciou:
– Silêncio, meu irmão simplesmente nos informou do ocorrido, penso que a palavra dele vale ainda mais que a minha ou a vossa, ele era um Ancião, na época que a Dinastia Rothliner ainda estava no seu auge e ainda hoje repressenta esse papel. — continuou Vlad.
– Mas que provas tem ele que o Grã-Ducado de Avalon deixará de nos reinar? — perguntava um xerife algures no salão.
Mas nesse momento os portões do salão abriram-se e de lá entraram Circe, Radagast, Angelicca e Maria e percorreram o salão até que Circe invocou um feitiço de necromancia e todos os vampiros se ajoelharam e aí a voz dela entoou pelo castelo.
– Eu sou Circe, a grande feitiçeira da Dinastia Femoir, filha da Deusa Hécate e Eetes. Se aqui estou é para abençoar esta regência de Abraham, pois ele não será o vosso Rei Supremo, mas sim um Regius Secularis. A Dinastia Rothliner foi deposta, porém vai continuar no poder do Grã-Ducado de Avalon...
– Minha Senhora eu já tinha dito a Niniane que aposentaria do cargo, para o passar ao meu afilhado. — dizia Radagast.
– E Niniane concordou? — perguntou ela.
– Sim! — respondera-lhe Radagast.
– Sendo assim tudo bem. Eu nada posso fazer contra a Dinastia Valar. — dizia Circe.
Circe quebrara a ligação do seu feitiço e depressa todos os vampiros presentes aceitaram a decisão. Abraham estava agora a falar com Vlad, e ele não conseguia parar de fixar naqueles olhos tão marcados pelo tempo, aquele corpo, todo ele era desejado e depressa Abraham conseguiria o que queria.
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