One-shot: Ainda Te Amo.
1 Capítulo Único.
Notas iniciais
Pov’s Pedro Lucas
01h37 da madrugada e eu acabo de chegar ao meu apartamento, depois de um show maravilhoso. Agradeço muito a Deus por ter os melhores fãs do mundo. Tomei um banho demorado e relaxante, coloquei apenas uma boxer preta e me joguei na cama. Fiquei pensando na loucura que estava a minha vida ultimamente. Sorri involuntariamente. Abri a gaveta do criado-mudo -que fica ao lado da minha cama- e retirei de dentro um envelope lilás com o cheiro do perfume dela... Sorri novamente e suspirei pesadamente tomando coragem para ler o que tinha escrito naquela carta, que eu recebi há algumas semanas atrás, respirei fundo e comecei a ler...
“Sinto sua falta...”
“Eu prometi a mim mesma que não iria sentir isso de você, mas não deu pra evitar é muito mais forte do que eu e não nego que bateu uma saudade. Nesse exato momento me encontro vazia. Totalmente vazia. Apenas você ainda vive em mim. Em cada música, cada olhar, cada fotografia. Em todos os detalhes há uma parte sua. O seu cheiro ainda está em meus lençóis. Eu sei que há dias você falou que não quer mais ouvir a minha voz e muito menos me ver.. -e eu também sei que em grande parte a culpa é minha.- Mas, eu precisava te falar que eu sinto sua falta, por isso decidi te escrever essa carta. Sinto falta dos seus abraços apertados, dos seus beijos, dos seus olhos nos meus, do seu sorriso maravilhoso, dos seus braços envolvendo a minha cintura, dos seus sussurros em meu ouvido, de quando você me chamava de ‘minha pequena’, sinto falta de você... Queria poder te abraçar, te beijar, te tocar, sentir o teu corpo junto ao meu, pelo menos mais uma vez... Eu preciso te sentir mais uma vez, apenas mais uma vez.. Ei, eu ainda te amo!”
“Da sua eterna, pequena.”
Ao terminar de ler a carta, coloquei uma roupa rapidamente, peguei o meu carro e dirigi feito um louco pelas ruas de São Paulo, eu precisava fazer algo, mesmo que eu venha a me arrepender depois.
Pov’s Aline
Passaram-se alguns dias, algumas semanas e não obtive nenhuma resposta, no começo pensei que fosse por falta de tempo, mas agora passei a acreditar no mais óbvio: ele simplesmente não se interessou em ler ao menos a primeira linha da minha carta. Respirei fundo e subi vagarosamente as escadas do meu apartamento, fui para o meu quarto e ao entrar no mesmo senti o vazio tomar conta de mim. Decidi tomar um banho rápido para tentar afastar esses pensamentos da minha mente, só que o banho se tornou longo e o vazio se tornava cada vez mais presente em mim... Desliguei o chuveiro, coloquei minha camisola e me joguei na cama e graças a Deus adormeci rapidamente.
(...)
Acordei com dois braços envolvendo minha cintura e distribuindo vários beijos em meu pescoço. Me virei assustada, mas foi só olhar aquele sorriso que eu tanto amo que o vazio foi embora de mim e encheu o meu peito de felicidade. Ficamos nos olhando por um bom tempo. Fechei os olhos ao sentir a mão dele em meu rosto e a sua respiração cada vez mais próxima de mim. Finalmente senti os seus lábios colados nos meus, ficamos assim por um bom tempo, talvez uns 2 ou 3 minutos, até que ele pediu passagem para sua língua que logo foi concedida por mim. Coloquei minha mão em sua nuca aprofundando o beijo e ele desceu uma de suas mãos pelo meu corpo, parando a mesma em minha cintura me puxando mais pra si. Involuntariamente subi em cima dele e ele se sentou comigo em seu colo. Partimos o beijo por falta de ar e ele se dedicou ao meu pescoço distribuindo beijos e mordiscadas na região. Rapidamente tirei a camiseta dele e ele fez o mesmo com a minha camisola e em questão de segundos ambos estávamos despidos. Ele me olhava com seus olhos ardendo de desejo e eu sentia cada milímetro do meu corpo desejando o corpo dele. Então nos amamos. Eu sabia que essa poderia ser a nossa última vez juntos, por isso aproveitei ao máximo. Não trocamos uma palavra um com o outro essa noite, não havia nada a ser dito, pois os nossos corpos respondiam por nós.
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Acordei com os raios de sol invadindo meu quarto e levei um breve susto ao olhar para o espaço vazia em minha cama. Ele havia ido embora. Notei que havia um pequeno bilhete sobre seu travesseiro, onde estava escrito apenas uma palavra... “Voltarei”. Passei o dia inteiro deitada na cama, sentindo o cheiro dele que havia ficado mais uma vez em meus lençóis. Passaram cinco longos dias e ele não havia me ligado uma única vez sequer. Soube que ele estava arrumando as malas para se mudar. “Voltarei”, essa maldita palavra que estava naquele maldito bilhete me fez criar falsas esperanças. Me joguei na cama querendo afastá-lo da minha mente, o que foi totalmente em vão. A campainha tocou. Levei um susto ao abrir a porta e vê-lo ali. Fiquei mais surpresa ainda por ver malas, ao seu redor, no chão. Completamente surpresa perguntei: “O que significa isso Pedro? Veio me dizer adeus, é isso?”.Ele sorriu e me respondeu: “Lembra do que estava escrito naquele bilhete?! Então, eu vim cumprir o que prometi.” Não falei nada, não havia mais nada a ser dito. Ele voltou pra mim, apenas isso bastava. Pulei em seus braços e o beijei. E finalmente vamos escrever -ou seria reescrever (?)- a nossa história.
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