One and only
16 É assim que diremos adeus?
Notas iniciais
Give me love like never before, 'cause lately i've been craving more...
Me der amor como nunca antes, por que ultimamente tenho desejado mais...
_Bia? –perguntou Victor assim que a moça atendeu sua ligação.
_Oi, Victor? –perguntou um pouco confusa por conta do sono.
_Bia, sou eu, preciso que você venha para o hospital agora, é o Mateus. – disse rapidamente.
_ O que houve Victor? O que houve com ele? –perguntou exasperada.
_Vem pra cá, Bia! –disse rapidamente.
_Tudo bem, eu já estou indo, daqui a 15 minutos estou ai. –disse já ficando de pé e correndo para fora do quarto com suas chaves e as do carro.
Beatriz dirigia em alta velocidade enquanto um turbilhão de imagens e lembranças passavam por sua mente sem permissão alguma, Mateus se resumia em uma parte dela, uma parte bonita, doce, e alegre. O que ela faria sem ele? Como conseguiria suportar todos os dias do resto da sua vida sem olhar nos olhos castanhos misteriosos de Mateus? Aquilo estava lhe consumindo, ela precisava chegar o mais rápido possível ao hospital.
Em menos de 15 minutos Beatriz já estava entrando com tudo no estacionamento do hospital, ela estacionou o carro e correu em direção ao interior do local, quando chegou ao andar do quarto de Mateus sua respiração estava pesada e sôfrega, ainda assim ela continuou seu caminho a passos largos e quando se aproximou da porta do quarto ela viu que Carolina e Victor estavam do lado de dentro, ela abriu a porta e caminhou em direção a Mateus que mantinha os olhos abertos e inchados.
_Ouull meu Deus, você acordou! –disse sorrindo largamente com lágrimas nos olhos, e sem pensar corretamente ela o abraçou deitando a cabeça em seu peito.
_Sim, mas preferia não ter despertado. –disse secamente.
_Para com isso Mateus, o importante é que você voltou para nós. –disse olhando nos olhos do rapaz.
_Eu não voltei Bia, uma parte de mim voltou, eu estou tetraplégico. –disse desviando o olhar da moça para encarar o teto respirando fundo.
_Calma Mateus, isso é temporário você vai ficar bom, e estamos aqui para contribuir com isso. –disse calmamente segurando o rosto do rapaz.
_Beatriz pelo o amor de Deus! Eu não vou recuperar nada, isso é impossível! O médico já deixou tudo bem claro, eu não sei se vou conseguir sobreviver a isso. –disse derramando algumas lágrimas.
_Não Mateus, não diz isso, eu estou aqui, todos nós estamos aqui, você vai sobreviver, eu te amo, e você prometeu, lembra? Pra sempre! –disse enquanto soluçava olhando para o rosto do moreno.
_Esquece o que eu disse Beatriz, aquele Mateus morreu na noite do acidente. Agora, eu sou apenas um maldito invalido. –disse voltando a manter o olhar duro em direção ao teto.
_Não, eu não posso esquecer, não faz isso Mateus, por favor! –disse abraçando-o novamente em meio a soluços.
_Mãe, tira ela daqui por favor! –pediu Mateus.
_Filho, pare com isso, a Bia te ama, não a trate dessa forma. –disse Carolina em tom de reprovação porém Mateus continuou indiferente.
_Beatriz, pelo o amor de Deus! –disse com a voz mais elevada fazendo a garota se afastar rapidamente.
_Por que você está fazendo isso? –perguntou chorosa ainda olhando para o rapaz.
_Por que estou apenas um pouco chateado com a minha situação, não tem nada a ver com você, apesar de ter sido você ao volante... –disse com uma certa ironia na voz, fazendo Beatriz respirar profundamente, de repente foi como se o chão dela tivesse se despedaçado em 5 segundos.
Beatriz correu em direção a saída do quarto, aquilo tudo era demais para que ela conseguisse suportar calada, então num ato de desespero ela sentou no corredor frio daquele hospital e desmoronou em lágrimas, seu peito doía, e mesmo que ele não tenha dito com todas as palavras, ele havia lhe acusado, pra ele ela era a culpada de tudo. Beatriz não conseguia pensar em nada, tudo o que se passava em sua mente era as últimas palavras de Mateus a poucos minutos atrás, como ele poderia trata-la daquela forma?
_Hey, não fica assim Bia, ele só está triste por sua situação, por dentro ele está pior do que você por ter te dito tudo aquilo. –disse Victor ajoelhando-se ao lado da moça.
_Ele disse que a culpa foi minha Victor, ele me culpa! –disse em meio aos soluços.
_Não, calma, todos nós sabemos que a culpa não foi sua, não fique assim, ele só está um pouco transtornado. –disse Victor calmamente puxando Beatriz para os seus braços.
_Não, ele tem razão, a culpa foi minha. –disse estremecendo nos braços do rapaz por conta do choro.
_Bia, para! Olha pra mim. –disse segurando o rosto da morena em suas mãos, porém a mesma não abria os olhos. _Beatriz, olhe pra mim! –disse mais uma vez fazendo a moça olha-lo nos olhos. _Você não teve culpa alguma! Não se sinta culpada por algo que poderia ter acontecido com qualquer pessoa que estivesse dirigindo. –disse firmemente.
Beatriz fechou os olhos novamente e caiu nos braços do rapaz, tudo dentro dela doía e ao mesmo tempo tudo pedia por um pouco mais de Mateus, se ela tivesse uma máquina no tempo ela voltaria e nem que eles voltassem andando para casa, ela não deixaria que entrassem naquele carro.
Depois de mais alguns minutos ali, Victor levou a morena pra casa e depois voltou para o hospital. Beatriz não conseguia dormir, ela estava absurdamente triste com toda aquela situação, mas sem opção o corpo da morena não aguentou e mergulhou num sono profundo por volta das 05:00 da manhã.
O dia em São Paulo amanheceu chuvoso por volta das 08:00Hrs Beatriz acordou assustada por ter acabado de sonhar com a noite do acidente novamente, aquele sonho vinha lhe perseguindo desde então, a garota levantou de sua cama e foi até o banheiro fez sua higiene matinal e voltou para a cama, muito provavelmente ela não iria pro hospital naquele dia. Depois de alguns minutos ali, apenas deitada absorta em seus pensamentos Beatriz escutou quando seu iPhone vibrou, era Melissa quem estava ligando, com um pouco de relutância a morena atendeu a ligação no quarto toque.
_Oi Mel! –disse sem entusiasmo algum.
_Oi Bia, como você está? Soube que o Mateus acordou, estou tão feliz. –disse animadamente.
_Estou bem, mas ele não. –disse apenas.
_O que houve? –perguntou já sabendo qual seria a resposta.
_Ele me culpa por sua situação e me expulsou do quarto ontem. –disse secamente.
_Tudo bem, estou indo pra ai! –falou rapidamente desligando a ligação.
Beatriz deitou-se novamente e acabou cochilando esperando por Melissa, após 30 minutos mais ou menos a campainha tocou e a morena despertou indo abrir a porta, Melissa entrou com tudo no apartamento da amiga.
_Como ele pode te culpar dessa forma? –perguntou rapidamente olhando para o rosto inchado da morena a sua frente.
_Eu não sei, mas acho que a culpa realmente foi minha... –disse com a voz baixa caminhando para o quarto novamente.
_Pirou? Mas é claro que não Beatriz, um carro aparece do nada na frente do seu e a culpa é sua? –falou em voz alta atrás da moça.
_Eu não sei Mel, eu não sei... –disse apenas sentando-se na cama, apoiando os cotovelos nos joelhos passando as mãos nos cabelos exasperadamente.
_Olha, calma tá!? Vai ficar tudo bem, bom, eu tenho uma novidade. –disse sorridente.
_O que foi dessa vez? –perguntou ainda com a cabeça baixa.
_O Gabriel me ligou hoje pela manhã, e só então eu consegui lhe dar a notícia do acidente, daí ele está vindo te ver. –disse sorrindo enquanto observava a morena levantar o olhar rapidamente.
_Como assim me ver? Não, Mel! Eu não tenho cabeça pra isso, pelo o amor de Deus! –disse exasperada ficando de pé.
_Olha, relaxa! Ele é só um amigo que está preocupado Beatriz, só isso. –disse calmamente.
_Okay, só um amigo preocupado... ata, Mel, se fosse só isso ele não iria sair de Recife pra vir aqui apenas pra me ver! Não, eu não quero vê-lo. –disse por fim.
_Bia, ele virá, e deve estar chegando lá pras 15:00Hrs, e é provável que ele venha aqui, então recomendo que você arrume esse apartamento e tome um banho. –disse sorrindo amarelo.
_Mas que droga Melissa! Eu não quero vê-lo, não adianta. –disse outra vez irritada.
_Enfim, o que temos para comer nessa casa? –perguntou indo para a cozinha.
_Não sei tá... veja na cozinha. –disse apenas jogando-se na cama novamente.
Melissa fez companhia a Beatriz até as 14:00 e depois foi até o hospital para visitar Mateus, Beatriz preferiu não ir pois além de não querer ser enxotada novamente ela decidiu que iria receber o Gabriel, afinal ele havia se tornado uma pessoa muito querida para ela. Por volta das 16:00Hrs Beatriz já havia acabado de arrumar todo o apartamento e estava tomando um bom banho quando a campainha tocou ela desligou o chuveiro rapidamente e vestiu seu roupão branco. Enquanto saia do quarto a passos largos ela gritava um “já vai”. A morena abriu a porta e deu de cara com os olhos verdes claro e gentis de Gabriel que sorriu largamente ao vê-la, Beatriz não teve outra reação além de abraça-lo carinhosamente deixando-se demorar um pouco mais nos braços do rapaz.
_Hey, como você está? –perguntou carinhosamente ainda abraçado a morena.
_Com relação ao acidente estou bem, mas minha emoção está estraçalhada. –disse sinceramente.
_Não fica assim Bia, as coisas irão melhorar. –disse agora olhando nos olhos da morena.
_Eu sei, eu só... deixa pra lá! Vem, entra! Pode sentar, eu vou me vestir e já volto! –disse com um meio sorriso caminhando de volta ao seu quarto.
_Tudo bem! –disse Gabriel seguindo a morena com o olhar, ela estava tão linda com os cabelos molhados e... Gabriel resolveu expulsar aqueles pensamentos de sua mente, ele precisava se concentrar melhor naquela situação toda.
Beatriz escolheu um vestido florido soltinho de alças finas, secou e escovou os cabelos, calçou suas chinelas e saiu do quarto, encontrando Gabriel mexendo em seu iPhone distraído no sofá, então ela se aproximou e sentou ao seu lado, e num movimento impensado Gabriel aproximou o rosto ao de Beatriz e encostou o nariz em seu pescoço sentindo o cheiro doce que emanava da morena, fazendo com que Beatriz se afastasse em resposta ao toque do rapaz, deixando ambos sem graça.
_Você está com fome? quer comer ou beber alguma coisa? –perguntou olhando para o rapaz ao seu lado.
_É... me desculpe, não foi minha intenção, e não, eu comi no aeroporto, eu estou mais preocupado com você bia, se quiser pode desabafar, estou aqui para isso. –disse gentilmente olhando nos olhos azuis agora sem vida da moça.
_Não, tudo bem, não se preocupe com isso, e eu não quero lhe encher com meus problemas, digo, você acabou de chegar, deve estar cansado da viagem... –disse com um meio sorriso nos lábios.
_Eu estou bem bia, de verdade. –disse sorrindo amigavelmente.
_Tudo bem, bom, é que ele acordou sabe, mas não quer me ver, ele me culpa pelo o que aconteceu... –disse ainda hesitante sentindo seus olhos encherem-se de lágrimas.
_Mas você não teve culpa alguma, pelo o que a Mel me disse, um carro apareceu do nada na sua frente. –disse calmamente segurando uma das mãos da morena.
_Eu sei, mas ele não entende isso, talvez não se lembre, mas talvez se eu dirigisse melhor, eu poderia ter conseguido desviar daquele maldito carro sem derrapar. –disse chorosa sentindo as lágrimas molharem seu rosto.
_Bia, por favor, não pense dessa forma, a culpa não foi sua, não se maltrate desse jeito. –disse puxando-a para mais um abraço.
_Eu só queria estar no lugar dele sabe, eu queria que tivesse sido eu... –disse colocando tudo o que estava lhe corroendo pra fora.
_Shhhh! Não fale mais nada Bia, eu não sei o que eu faria se fosse você no lugar dele. –disse sentindo um nó lhe apertar a garganta.
_Me desculpe, você não precisava estar ouvindo tudo isso. –disse sinceramente erguendo a cabeça afastando-se do abraço do rapaz.
_Não se preocupe... pode falar meu bem. –disse carinhosamente beijando o topo de sua cabeça trazendo-a novamente para os seus braços.
Beatriz continuou a falar tudo o que estava sentindo, já passavam das 17:00Hrs e ela ainda estava aconchegada nos braços do rapaz, mas chegou um momento em que ela começou a falar algumas coisas desconexas e foi ai que Gabriel percebeu que a morena estava com sono, não demorou muito e Beatriz adormeceu ali mesmo.
Gabriel pegou a garota no colo e levou-a para o seu quarto, deitando-a cuidadosamente, depois seguiu para a cozinha e ligou para Melissa.
_Mel? –perguntou assim que a moça atendeu sua ligação.
_Sim, pode falar Gaby. –disse rapidamente.
_Bom, eu estou aqui na casa da Bia, e ela acabou dormindo, você acha que ela ficaria chateada se eu ficasse aqui e preparasse um jantar simples pra nós dois? –perguntou hesitante por estar tão inseguro.
_Não Gaby, me diga que você não ligou apenas para isso! Pelo o amor de Deus! Mas é claro que não, vai! Trata logo de fazer essa comida e deixa um pouco pra mim, amanhã eu irei querer um pouco do que você vai cozinhar, seja lá o que for. –disse sorridente.
_Tudo bem, Uffa! Estou mais aliviado agora! –disse pausadamente.
_Homens... vai entender... Beijos Gabriel qualquer coisa me ligue, mas da próxima vez eu espero que seja pra me contar que vocês finalmente se beijaram. –disse sorrindo amarelo.
_Melissa! –disse repreendendo-a.
_O que? –perguntou como se não tivesse dito nada demais.
_Tchau Melissa, boa noite! –disse apenas.
_Tchau, Boa noite! –respondeu sorrindo.
Gabriel desligou a ligação e abriu a geladeira para verificar o que tinha disponível, então encontrou apenas um pouco de frango e algumas verduras, ele foi até o armário e verificando-o pegou um pacote de macarrão talharim e colocou um pouco no fogo, logo após começou a preparar o frango, ele iria fazer um pouco de macarronada de frango que sua avó o havia ensinado.
O relógio marcara 19:00Hrs, Gabriel já havia terminado todo o jantar e também já havia posto a mesa do jantar, claro que não estava nada muito elaborado ou elegante, foi apenas um jantar simples preparado de última hora e ele estava torcendo para que ela aprovasse a sua iniciativa. Gabriel caminhou em direção ao quarto de Beatriz e ascendeu o abajur de cabeceira e para sua surpresa a morena estava acordada olhando para um ponto fixo do quarto, ela não chorava mas seu olhar estava distante e triste.
_Bia? –chamou-a calmamente.
_Oi! Você ainda está aqui? –perguntou confusa esfregando as mãos nos olhos.
_Sim, espero que não se importe. –disse sentando ao lado da moça.
_Não tem problema, não se preocupe. –disse apenas forçando um meio sorriso no rosto.
_Você está bem? A quanto tempo está acordada? –perguntou olhando nos olhos azuis misteriosos da morena.
_Estou, não sei ao certo acho que a 30 minutos. –disse sentando-se, arrumando seu vestido e os cabelos que estavam desgrenhados.
_Então, vem comigo, quero te mostrar uma coisa... –disse segurando sua mão.
_O que você aprontou Gabriel? –perguntou olhando-o sugestiva.
_Nada demais, mas acho que vai gostar. –disse sorrindo conduzindo a morena para fora do quarto.
Beatriz ainda estava sonolenta mesmo tendo acordado a pouco mais de 30 minutos, ela seguiu Gabriel até a cozinha e quando olhou para sua mesa viu uma travessa com uma espécie de macarronada e dois pratos a postos, a macarronada aparentava estar deliciosa, também havia um pouco de suco de uva preparado numa jarra de vidro, ela sorriu largamente ao ver tudo aquilo desviando o olhar da mesa apenas para olhar nos olhos de Gabriel.
_Nossa, Gabriel! Obrigada! Você fez tudo isso sozinho? –perguntou olhando para o rapaz.
_Sim, eu cozinho a muito tempo, minha avó me ensinou tudo o que eu sei. –disse sorrindo largamente.
_Bom, então o que estamos esperando? Vamos atacar! –disse sentindo pela primeira vez depois do acidente uma pontinha de animação verdadeira.
Gabriel sentou de frente para Beatriz a mesa, eles se serviram e começaram a comer, Beatriz comeu pouco mas foi o suficiente para sorrir e elogiar Gabriel que estava radiante ao ver ao menos um pequeno sorriso sincero no rosto da morena. Após o jantar os dois lavaram a louça e depois foram para a sala, Gabriel sentou ao lado da morena e a mesma o olhou sorridente.
_Eu não tenho palavras para te agradecer, sinceramente. –disse calmamente.
_Não precisa agradecer nada Bia, isso é o mínimo que posso fazer por você. –disse sorrindo.
_Você veio de Recife só pra me ver Gabriel, acho que isso é muita coisa. –disse olhando nos olhos do rapaz.
_Não é muita coisa quando se ... bom, deixa pra lá, eu vou indo, preciso conseguir um flat ainda hoje. -disse rapidamente.
_Bom, você pode ficar se quiser. –disse olhando para suas mãos.
_Não, eu não quero lhe por numa situação incomoda. –disse gentilmente.
_Não será incomodo algum, pode ficar, fique! Por favor! –disse ainda com o olhar baixo.
_Tudo bem, mas só se você prometer que não vai mais chorar por hoje. –disse sorrindo tirando uma mecha de cabelo do rosto da morena.
_Eu prometo tentar, acredite Gabriel, eu não quero ficar dessa forma na sua frente. –disse sorrindo forçadamente.
_Eu sei, vem cá! –disse abraçando-a fortemente.
Gabriel e Beatriz ainda conversaram por mais 30 minutos antes de seguirem para o quarto. Beatriz preparou algumas cobertas com 3 edredons em cima para que ficasse um pouco confortável no chão, lhe entregou uma coberta e um travesseiro, ele os pegou e pediu para tomar um banho, Beatriz mostrou o banheiro para o rapaz, e aproveitou o momento para trocar de roupa e vestir algo mais confortável. Ela resolveu vestir uma calça de moletom cinza clara e uma regata preta velha, pouco lhe importava sua aparência naquele momento. Gabriel voltou para o quarto vestindo uma bermuda de tecido e uma camisa branca de algodão, seus cabelos estavam molhados e como sempre ele mantinha um sorriso doce nos lábios.
_Espero que fique um pouco confortável. –disse Beatriz mostrando a “cama” improvisada para o rapaz.
_Está ótimo, não se preocupe. –disse sorrindo.
_Desculpe, sei que você não tentaria nada, mas não seria legal você... dormir comigo, entende? –falou envergonhada.
_Perfeitamente, já disse que não há problemas. –disse rapidamente se aproximando da morena.
_Boa noite então e obrigada mais uma vez! –disse sorrindo enquanto o abraçava.
_Boa noite Bia, durma com Deus! –disse sorrindo largamente.
_Amém. –disse deitando-se em sua cama.
Gabriel seguiu para o lado da cama da morena e apagou a luz, logo após deitou-se em sua “cama” e por fim pegou no sono sem conseguir acreditar que estava dormindo no apartamento da mulher por quem estava perdidamente apaixonado.
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