One and only

30 De glória em glória


Notas iniciais
Hey, galera! Caramba, a quanto tempo! Nem acredito que consegui estar aqui com vocês hoje. Não tenho palavras para expressar o quanto estou feliz por isso. Perdão por quase ter abandonado essa história linda e deixado vocês no escuro por tanto tempo... eu, realmente, sinto muito. mas a faculdade e o trabalho consomem a gente, amores. Enfim, espero que gostem do capítulo e vejo vcs lá embaixo.

Beatriz estava completamente maravilhada com a ideia de ser madrinha do casamento de Gabriel. Ele, que, muitas vezes, havia se enganado a respeito do que realmente sentia por ela, agora, estava certo de que tudo não passou de uma projeção por não ter vivido o amor que sentia por Helena. Contudo, no momento em que estavam, ela podia ver o brilho nos olhos do rapaz todas as vezes que direcionava os olhos para sua bela Helena. A moça também não estava diferente, ela demonstrava, nitidamente, o quanto amava seu melhor amigo Gabriel.

Matheus estava sorridente, estava completamente satisfeito com o efeito que surpresa que tanto havia planejado causara em Beatriz. Sua amada morena matinha um sorriso largo que subia aos olhos no rosto. “Como ela poderia te acreditado que realmente havíamos esquecido do seu aniversário?” pensava consigo mesmo, sorrindo com o canto dos lábios.

—Amor, acho que já podemos ir. Já passam das 17:00. Pensei em assistirmos um filme juntos na sua casa, afinal vou dormir lá hoje. -afirmou Beatriz segurando gentilmente a mão direita do rapaz, mesmo sabendo que ele não estava sentindo o seu toque, ela não reprimia nenhum dos seus contatos físicos. Ele precisava perceber que suas limitações físicas não seriam motivo suficiente para impedi-los de viver o amor por inteiro.

—Tudo bem. Creio que, se não for mais um daqueles filmes água com açúcar que você tanto ama, será uma ótima ideia assistir ao seu lado um filminho. -disse sorrindo largamente, já sabendo qual seria a resposta.

—Nem vem, Matheus! Hoje é o meu dia, ok? Eu quem escolho o que iremos assistir. E se você reclamar muito, coloco Titanic ou Um amor para recordar. — a morena sorria travessa, depositando um beijo suave nos lábios do namorado que não ficava atrás quanto a reação dela.

—Só porque é seu aniversário e, também, porque acho que não aguentaria assistir a nenhum desses dois filmaços, meu bem. -alegou gargalhando ainda nos lábios da moça.

—Haha, ótimo!

O casal foi em direção a saída do parque junto aos amigos queridos que haviam ido prestigiar o aniversário de Beatriz com muita boa vontade. Logo, todos se despediram e entraram em seus carros para voltarem a fazer o que deixaram pendente naquela tarde de sábado, ou, simplesmente, para descansar e aproveitar a noite de São Paulo.

Carolina contou com a ajuda de Beatriz para colocar o rapaz em seu quarto, visto que logo ele iria tomar banho. Era visível o quanto ele se incomodava com aquela situação. Em sua cabeça, ele mal podia esperar para passar a viver como sempre viveu. A saudade das coisas que fazia, dos esportes que praticava, ou de, apenas, segurar um copo com água o matavam por dentro. Era difícil demais se adaptar a não fazer, absolutamente, nada sozinho. “Ninguém deveria passar por isso.” pensou consigo mesmo, enquanto seu semblante mudava drasticamente ao ver o esforço de sua mãe e namorada para posicioná-lo em cima de sua cama.

—Nem pense nisso, mocinho! Você sabe muito bem que tudo o que fazemos aqui não é nenhum sacrifício. Amamos você e é um verdadeiro prazer poder te ajudar. -Carolina fala suavemente com seu filho, mesmo mantendo um timbre firme. Ela o conhecia melhor do que ninguém, afinal ele havia saído de sua barriga. Era o seu bebê quem estava ali a sua frente.

—Eu sei, mãe. Não comecemos com isso novamente, por favor. Está tudo bem. — um pouco resignado, o rapaz tentou esbouçar um leve sorriso, por mais que esse, naquele momento, fosse forçado.

—Amor, qual é!? Passamos uma tarde tão linda juntos, não vamos nos entristecer por isso. Você é bem mais forte do que sua atual condição física, Matheus. Tudo isso vai passar. É momentâneo. -disse Beatriz beijando o topo da cabeça do seu namorado e fazendo um sinal com o olhar para que sua sogra os deixasse sozinhos.

—Vou ver o que temos para jantar. Bea, você fica conosco essa noite, certo?

—Sim. Fico sim. Obrigada! -respondeu gentilmente.

Beatriz se acomodou ao lado do namorado e ficou a acariciar os cabelos macios dele. Sentindo todo o carinho e amor que ela exalava, Matheus decidiu que não iria estragar sua noite com aqueles sentimentos ruins. Por mais que as pesquisas científicas dissessem que é normal desencadear um quadro depressivo por conta do seu estado, ele iria lutar, pois não aguentaria ver sua família triste por ele mais uma vez.

—Eu amo você! -disse apenas.

—Olhe para mim, por favor. -pediu docemente e Matheus obedeceu virando a cabeça para encarar os olhos acolhedores de sua namorada. _Eu, também, amo você mais do que seria possível descrever, meu bem. Não fique assim, tudo bem? Eu entendo que é difícil e tudo o mais, mas você precisa lutar, amor. É necessário lutar com todas as forças. Eu estou aqui e jamais vou desistir ou abandonar você. -os lindos olhos já estavam marejados ao pronunciar cada palavra. Infelizmente, o humor de Matheus era muito instável por causa de sua situação.

—Eu luto, Bea. Mas, às vezes, é mais forte do que eu, entende? Eu sinto muito por decepcionar vocês assim. Me desculpe por ser tão fraco. -disse sinceramente lembrando do que fora capaz de desejar e planejar anteriormente.

—Eu sei, amor, eu sei. Fique tranquilo, pois lutaremos essa guerra juntos. Pode ter a plena certeza que Deus nos ajudará a vencer. Confie em mim. -disse sorrindo lindamente, afim de transmitir toda a esperança que sentia.

—Obrigado. Eu tenho fé nisso.

Eles ficaram mais algum tempo conversando sobre a tarde que tiveram e sobre o convite que receberam, mas, logo, Victor entrou no quarto para ajudar o enfermeiro a dar banho em seu irmão. Beatriz foi até a cozinha para saber se poderia fazer um pouco de brigadeiro de colher e pipoca. Tendo toda a liberdade de sempre, Beatriz começou a fazer o que queria na cozinha, enquanto a cozinheira colocava a mesa para o jantar. Surpreendendo-a, Mateus entrou no ambiente em sua cadeira motorizada, um pouco mais contente.

—Já? -perguntou Beatriz sorrindo ao olhar o moreno ao seu lado, lindo e com um cheiro másculo de levá-la as alturas.

—Sim, meu bem. Não posso deixar minha namorada esperando por muito tempo. -falou olhando diretamente para a panela que ela mexia. _Não me diga que isso é o que eu estou pensando...

—Exatamente. Estou preparando o único doce que você come comigo sem me amolar e sem se cobrar por ele ser calórico demais. -falou, ao se aproximar do moreno com a colher de pau na mão.

—Deixa eu ver se está como eu gosto, senhorita Beatriz Masterchef. -pediu, pois ela sempre dava a colher para ele.

—Acho que dessa vez o senhor terá que provar de uma outra maneira. -sorriu sapeca, provando o que estava na colher e deixando os lábios com alguns rastros de chocolate.

—Essa cena deveria ser proibida para menores de 18, querida. -falou, ao perceber que a morena se aproximava para sentar em seu colo.

—É mesmo? Por que? -falou já em seu colo e muito próxima ao rosto dele, ela o olhava profundamente.

—Acho que eu preciso mostrar. -disse beijando a morena com tudo de si. Ele a desejava demais. Cada pedaço de Beatriz era perfeito para Matheus. Os lábios pareciam ter um encaixe perfeito. A moça passou os braços ao redor do pescoço do namorado e deixou-se embriagar pelo perfume e sabor que ele exalava. Ela o amava, a cada dia que se passava, Beatriz o amava ainda mais.

—Bea, vo... -disse Carolina ao entrar na cozinha e se deparar com a cena romântica a sua frente.

—Ops! -disse Matheus gargalhando profundamente ao ver o rosto da namorada quase explodir numa intensa vermelhidão.

—Oi, Carol, o que houve? Desculpe. -disse levantando-se do colo de Matheus para voltar ao brigadeiro que embolou um pouco por conta do tempo que passou sem mexê-lo.

—Ahh, sim. É, eu só queria saber se você precisa de alguma coisa no quarto, já que a Luzia foi embora antes de você chegar. -falou um pouco deslocada, sabendo que havia interrompido um lindo momento entre os dois.

—Não, não. Tudo bem. Eu me arrumo por lá. -falou de costas sem querer encarar a mulher que permanecia na porta da cozinha.

—Então, tudo bem. Ãnn, eu acho que vou tomar um banho para chamar o Jorge e jantarmos todos juntos. -disse rapidamente. _Matheus, pare de rir da gente, seu engraçadinho. -ralhou Carolina contendo um sorriso para parecer séria.

—ok, ok. Mas que foi ótimo ver vocês duas nessa situação, foi. -disse sorrindo ainda mais.

Logo, o brigadeiro estava esfriando e todos posicionaram-se em suas cadeiras para o jantar. Um belo bife à parmegiana estava posto na mesa com salada verde e arroz à grega para acompanhar. A morena amava aquela combinação e sabia que Carolina havia pedido para assim prepararem, porque sabia o quanto ela gostava.

Após o jantar, Victor disse que ia sair e foi embora. Em seguida, Jorge e Carolina disseram que iam se recolher no quarto, pois tinha sido um longo dia. Matheus e Beatriz foram em direção a sala de vídeo. Quando a moça viu que Matheus já estava devidamente posicionado com sua cadeira ao lado de uma poltrona confortável, a morena foi até a cozinha colocar a pipoca no micro-ondas e pegar o brigadeiro. Sem demora, ela voltou e começou a ziguezaguear pela TV, com o intuito de encontrar uma boa comédia romântica. Acabou colocando um chamado “A barraca do Beijo”, mas não sem ouvir os protestos do namorado.

—Não acredito que, além de ser uma comédia romântica melosa ainda é adolescente, Bea. -disse rapidamente ao passar os olhos pela capa do filme.

—Eu disse que hoje é o meu dia e eu quem vou escolher, querido. Não reclame mais, ok? Lembra do que eu disse, não lembra?

—Meu Deus! O que eu fiz para merecer isso? Na moral, amor! -disse como uma criança manhosa que já não tinha mais nenhum argumento.

—Ja avisei pra não reclamar, meu bem. -disse Beatriz por fim, sorrindo ao ver o filme começar.

Acomodada ao lado de Matheus numa poltrona, Beatriz ora assistia ao filme, ora se via pedindo a Deus que seu namorado se recuperasse o mais rápido possível, mas não deixava de agradecer a Ele pela grande melhora que já havia ocorrido. Esse era o segredo de se alcançar milagres, ter um coração grato. Não importa o tamanho do problema ou a gravidade da doença, o que precisamos fazer é, apenas, acreditar e sermos infinitamente gratos pelos bens que Deus nos proporciona todos os dias.

—Eu não acredito que eles se beijaram... Sabia! -exclamou Beatriz sorridente olhando para Matheus que, naquele momento, carregava uma expressão estranha no rosto, como se algo ruim estivesse acontecendo. _O que foi? Não é tão ruim assim, vai. -disse ainda o olhando diretamente nos olhos.

—Eu acho que estou alucinando, Bea. -disse apenas.

—Como assim? o que está sentindo? Quer que e chame sua mãe? -perguntou já se prontificando a ficar de pé, dando pausa no filme.

—É suave, mas acho que senti quando você acariciou minha mão. -disse, olhando nos olhos doces e já marejados da namorada.

—Você continua sentindo agora? -perguntou, repetindo o movimento para que ele pudesse ter certeza.

—Sim. Eu consigo. Com toda certeza, eu consigo, amor. -respondeu com um sorriso largo no rosto e algumas lágrimas rolando pelo rosto.

—Não acredito, Matheus! Isso é demais, meu bem! Espera, vou chamar seus pais.

Beatriz levantou de imediato e subiu os degraus que levavam ao andar de cima para ir até o quarto dos pais de Matheus. Batendo à porta, ela sentiu o quanto o seu coração estava acelerado, contudo não era por conta do esforço que fizera para chegar até ali, mas sim pela alegria em saber que Deus estava ouvindo as suas orações e o quanto Ele os amava.

—Oi, Bea. O que houve? Você parece um pouco eufórica. -disse Carolina ao abrir a porta e dar de cara com uma Beatriz que exalava animação e alegria.

—É o Matheus... -a morena olhou nos olhos da sogra e só com aquele ato, ela passou pela jovem e correu até aonde estava seu querido filho.

Beatriz e Jorge desceram e percorreram o mesmo caminho que a mulher fizera quase que na mesma velocidade. Ao entrarem na sala, se depararam com uma cena linda de amor. Carolina estava abraçada ao pescoço do filho chorando baixinho em seus ombros.

—Eu consigo, mãe. Eu consigo! -falava em soluços.

Beatriz e jorge se juntaram ao abraço apertado e choraram juntos. Era uma imensa emoção que tomava o ambiente. Quem poderia imaginar que tão cedo o rapaz estaria recuperando sua sensibilidade física? Era muito para aquela família. Sem mais nenhum clima para terminar o filme, todos continuaram conversando na sala de vídeo, enquanto Jorge fazia questão de avisar a cada uma das pessoas que amavam o seu filho.

—Acho que poderíamos aumentar as sessões de fisioterapia, Matheus. Creio que já estamos num estágio bastante avançado da sua recuperação. -disse Victor despois de algum tempo na sala, pois assim que recebera o telefonema do pai, ele voltou para casa.

—Tudo bem. Eu não vou correr e nem ter tantas resistências quanto as sessões. Deus tem me dado muito e eu preciso fazer a minha parte. -disse sorrindo largamente, olhando para Beatriz e assim que terminou sua fala, recebeu um baita abraço da namorada.

—Ótimo, mano. É assim que se fala. -disse sorrindo.

Os dias foram se passando e Matheus estava melhorando milagrosamente. Com muito esforço, ele já conseguia levantar um pouco o braço esquerdo, o mesmo que sentiu as melhoras anteriores. Beatriz estava radiante com tudo o que estava acontecendo. Dia após dia, ela continuava agradecendo e orando pela melhora de Matheus. Numa sexta feira, ela recebeu uma ligação de Helena, pedindo para que a morena fosse ao seu encontro em Recife, uma vez que a mesma estava enfrentando algumas dificuldades com a família do noivo. Beatriz ficou tensa com aquele telefonema, pois sabia que viria coisa pesada pela frente, mas ela prometeu ajudar e assim faria.

Despedindo-se de Matheus na manhã do sábado, a moça foi de táxi até o aeroporto Santos Dumont. Ela embarcou por volta das 07:00Hrs daquela manhã e aproveitou o voo para dormir um pouco, uma vez que tinha acordado cedo demais.

A morena só acordou próximo dos preparativos para a aterrizagem, e quando encontrou Helena na praça de alimentação do aeroporto internacional do Recife, Beatriz não pôde conter o choque, pois Helena logo a abraçou com tudo de si e se pôs a derramar lágrimas grossas pelo rosto. Algo muito ruim havia acontecido ou estava acontecendo e tudo o que a morena pensou foi em pedir ajuda ao seu Pai para enfrentar mais aquela situação

Notas finais
E aí, o que acharam? Ficou muito ruim? confesso que gostaria de ter feito melhor, mas relevem, pois estou digitando no laboratório de informática da faculdade... hahaha bom, espero estar de volta logo. Um xêro e fiquem com Deus.