One Year In London
1 The dream
Notas iniciais
Prim Prim! — O despertador toca. Argh e la vamos nós, mais um dia chato com professores chatos, pessoas chatas, assuntos chatos.. esse inferno nunca vai acabar? Eu não aguento ter que viver nesse mundo de rotina, todo dia eu faço a mesma coisa, podia mudar um pouco, começando a surgir mais ferias.. A salvação disso tudo é a minha melhor amiga nanda, ja considerada a minha irmã.. Ela é branca, olhos claros e cabelo preto. E eu sou morena, olhos azuis e cabelo castanho. Chegando na escola eu não suportei olhar para a cara das mesmas pessoas depois das minhas doces ferias de julho..
7:04, escola:
– Nandaa! Espera! — Eu corri em sua direção.
– Oii liz! Eai amiga? Como voce esta?
– Como eu estou? Olha, para falar a verdade.. eu não estou nada bem!
– Mas o que foi que aconteceu dessa vez? — A nanda perguntou
– Ai nanda, la em casa piorou..
– Piorou? Como assim? Ahh já sei! É londres não é?!
– Pois é, acertou, novamente. — Disse com uma cara não tão animada
– Ai amiga queria tanto que conseguisse. Ia ser bom por um lado, porque você ia realizar seu sonho, e ia ser ruim pelo outro por você ficar longe de mim..
– Ahh nandaa, amiga a distancia nunca vai acabar a nossa amizade, e se eu fosse nem ia passar tanto tempo assim..
– Espero que não passe! — Ela disse
– Acredita que não dormi essa madrugada só chorando?
– Ou amiga, nossa pelo jeito ta dificil mesmo em?!
– E como.. Mas eu vou dar um jeito você vai ver!
Entramos na sala e logo em seguida sentamos com uma cara de quem não estava com disposição alguma para estudar, e principalmente história. Enquanto aquele professor chato falava eu ia escrevendo em uma folha como ia ser que eu ia convencer meus pais, e infelizmente meus planos foram interrompidos.
– Ora ora dona liz, vejamos o que tem aqui nesse papel. Blablabla.. tarara... Fazer greve para que meus pais deixem eu ir para londres? Mas o que é isso? — Ele disse rindo
E foi o fim, eu fiquei vermelha, o professor começou a rir e a sala pegou o embalo e começou a rir também, a nanda me olhou com uma cara de raiva e eu olhei com a cara toda vermelha. — E tinha que ser na aula do professor de história liz? Pensa da proxima vez, ai como sou burra! — Eu disse no meu pensamento. Depois de muito tempo até que enfim a aula dele acabou, e a de matematica também, o sinal tocou para o intervalo e fomos lanchar.
– Você ficou um tomate. — A nanda comentou
– É, eu sei, eu sempre fico.. Ai, tinha que acontecer comigo.. — Eu reclamei
– Ah liz que nada, essas coisas também acontecem comigo, e se não forem piores..
– Ainda bem que o lucas não riu! Ele riu? Ai meu deus nanda você viu se ele riu? — Eu me preocupei.
– Bem ele riu só no começo.. mas não foi aquela risada sabe..
– Não, não sei, ai meu deus que burra que sou! — Falei batendo na minha testa.
– Eai liz? Quer ajuda com a greve? — O lucas falou
– O-Oi lu-lucas.. Na verdade é só uma bri-brincadeira sabe, não é nada a serio!- Eu falei morta de vergonha
– Tudo bem então, se quiser ajuda com.. — Ele riu — a tal da greve.. eu posso ajudar!
– O-Ok então.. — Falei com um sorriso bobo.
Eu estava derretida pelo lucas, como um menino podia ser tão lindo e gente fina assim? Eu devo ter ficado um tomate novamente quando ele veio falar comigo, ai que burra, ai que burra! Nas proximas 3 aulas eu fiquei imaginando sobre alguma forma para eu poder convencer o meu pai de deixar eu ir para londres.. Mas como? Eu não fazia a minima ideia. As aulas acabaram, peguei meu material e fui embora, liguei para a minha mãe e pedi para ela me buscar, e aproveitei pedindo novamente para eu ir para londres.
– Mãe, cade você? Eu ja sai, vem logo! — Eu disse aborrecida e cansada.
- Oi filha, espera ai que a mamãe já chega.
- Ô mãe eu preciso que voce fale com o meu pai para que ele me deixe ir para londres, caramba isso é meu sonho, meu futuro e voces não vão estragar, eu não vou deixar.
- Liz minha filha, isso não é hora de conversar ao telefone, converso com você pessoalmente, tchau.
- Mas mãe.. Argh ela desligou, droga!
- Oi liz, ta tudo bem?
- Tudo bem? Tudo bem? Não esta nada bem, pelo simples fato dos meus pais etragarem tudo, eles sempre estragam tudo. Porque os adultos sempre querem se meter nas nossas vidas? Se eles quiserem dar uma de adolescentes desculpe dizer mas não está dando certo.
- Calma liz, não são só seus pais que fazem isso com você. Se eles não querem é que voce va, as vezes é pelo simples amor que eles tem com voce e não querem que nada de mal aconteça com voce.
- Porra andre, sera que eles não entendem que eu ja vou fazer 18 anos daqui a alguns dias? Que saco! — Eu gritei. — Olha, desculpe eu não queria descontar nada em voce, é que eu não aguento mais..
- Sem problemas liz, eu te entendo. — Ele me abraçou. — Calma que vai dar tudo certo.
- Ah falando na coisa, ta ali, ela chegou. Tchau andre obrigada ai por me escutar. — Eu o abraçei.
Peguei as minhas coisas e andei em direção ao carro, abri a porta e echei com tudo, eu não queria olhar na cara dela.
- Liz, para que isso? — Ela me olhou
- Voce ainda pergunta? Não da para ver aqui na minha cara não? — Falei virada para frente
- Acho que tem alguem que esta pedindo para não ir para londres..
- Se voce continuar falando isso pode deixar que eu vou apé ouvio?
- Sim senhora, agora deu para mandar em mim? Não esqueça que sou a sua mãe..
- Eu dando opiniões, sabe o que é isso?
- Agora chega, se voce continuar com esses abusos voce não vai para coisa de londres alguma. — Ela gritou.
- Calma, não precisa gritar.
- Precisa porque só assim que entra na sua cabeça, e não me mande ficar calma. Ah como adolescente é dificil.
- Os adultos que são. — Eu sussurrei.
No caminho para casa foi assim, nós duas caladas sem conseguir nos olhar. Que odio, sera que ela não entende? Poxa eu ja vou fazer 18 anos, ja posso fazer o que eu quiser, ja posso sair de la. Chegando em casa eu fui direto para o meu quarto, tomei um banho para relaxar e fui comer.
2:45, Na mesa:
- Filha, me diga porque quer ir logo para londres? — Meu pai perguntou.
- Pai, o seu sonho era ser um médico, e ta ai, o senhor é, e o maior, o que todos admiram, e para voce conseguir isso voce teve que ir fazer cursos fora do brasil, e voce foi, porque seus pais deixaram. E pai, eu quero ser alguem na vida, voces deviam me deixar ir porque ao contrario de muitas pessoas que não estao nem ai para o futuro eu estou.
- Mas liz voce tem que ver que la é perigoso para uma menina de 17 anos.
- 18, eu vou fazer 18, ou voces esqueceram do aniversario da sua propria filha? — Eu gritei
- Liz, se acalme.
- Não me mande me acalmar né dona Laura, aquela hora voce disse aquilo, agora é minha vez.
- Acontece que sou sua mãe, e não venha levantar a voz para mim.
- Ja chega! Perdi o apetite. — Eu gritei me levantando da mesa.
Fui para o meu quarto e começei a chorar, eu não podia acreditar o quão chata a minha mãe estava, ela nunca foi assim, mais que droga!
2:57, Ainda na mesa:
- Sabe amor, eu concordo que ela ja vai fazer 18 anos e ja tem responsabilidade, e é o sonho dela, por mim eu deixo.
- Eu vou ver o que faço laura, só não gostei de como ela falou com voce.
- É, mas ela esta muito sobrecarregada..
- Tem aquela agencia aqui perto(falta algum texto)
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