One Summer Dream
4 IV – I need U
Notas iniciais
Isto vai e volta, por que eu continuo voltando?
Eu vou baixo e baixo, eu sou um completo idiota
Eu tentei de tudo, mas eu não consigo ajudar
Isto está em meu coração, mente e emoção
Então foi naquele dia que eu decidi pegar meu CD que minha vida, que eu pensei que estava de cabeça para baixo, complicou mais ainda.
— Não se aproxime de mim, eu tenho uma arma. – Disse apontando o meu CD para ele
— Calma, eu sou só um fã, esqueci uma coisa aqui, vim buscar. – Ele falou com uma voz meio rouca, parecia está querendo mudar sua voz
— Ah, assim vou denunciar para a Big Hit e a policia que tem um maníaco encapuzado planejando sequestrar os Bangtan Boys.
Ouvi alguém entrar e seguir em direção a onde nós estávamos. Não pude acreditar em quem era. Park Jimin.
— Hey, Taehyung você tem certeza que não tem ninguém aqui? O segurança disse que viu uma moça entrar ... – Jimin parou de falar assim que me viu.
Nesse momento eu entrei em choque, o traficante que eu havia esbarrado três vezes era nada mais nada menos que Kim Taehyung?
Eu estava em uma sala com Kim Taehyung e Park Jimin. E nesse mesmo me perguntei o que eles estariam fazendo sozinhos, essa hora da noite em um lugar vazio. Seria algum romance entre eles que eu não estaria sabendo?
Senti alguém me cutucar, enquanto, ao mesmo tempo, acenava em frente ao meu rosto. Eu estava em meus devaneios, paralisada em uma sala com dois idols e do meu grupo favorito.
— Oh... – Fui impedida de falar por uma mão que tampou minha boca. Seriam os Bangtan Boys traficantes mesmos? Porque isso parecia um pré-sequestro, como nos filmes que eu já assisti.
— Não grite, por favor, ninguém pode saber que estamos aqui. – Disse Jimin
— Nós lhe damos qualquer coisa, um CD, ingresso, só não dê sinal algum que nós estamos aqui. – V completou
Puxei a mão que cobria minha boca e me afastei um pouco dos garotos.
— Eu não vou gritar, não quero nada – apesar de estar me mordendo para aceitar as propostas — calma, eu só queria saber, o que vocês estão fazendo aqui essa hora?
— Eu que te pergunto, porque invadiu o lugar? Não sabe que não é permitida entrada aqui essa hora? – Perguntou Taehyung
— Eu só vim pegar meu CD, eu tinha esquecido, já estou indo. – Me apressei em pegar o CD que havia caído no chão no momento em que fui pega de surpresa. Me curvei e em seguida caminhei em direção a saída.
— Espere! Já nos vimos antes? – Disse Jimin
— No fansing, hoje mais cedo, sou só mais uma fã. Anyong hikyeseyo (Tchau. No literal: Fique em paz)
Eu fiquei com medo de parecer ignorante, porém estava incrivelmente envergonhada de estar ali àquela hora. Que imagem eles poderiam ter de mim? Alguma ladra?
Eu estava me sentindo em uma fanfic, daquelas onde se encontram facilmente os idols enquanto passamos em um café ou algo do tipo. Eu definitivamente precisava de uma explicação viável para aquela situação. O que eles estariam fazendo ali? Será que minha ideia de romance estava certa? Será que os outros meninos estavam prestes a chegar?
Minha mente estava muito confusa naquele momento, então liguei para Leandra, que provavelmente estaria trabalhando. Por sorte, ela atendeu.
— Alô. Tá tudo bem Diana? Porque você tá me ligando essa hora? Não que esteja feliz, mas é que eu tô meio ocupada agora.
- Alô, é bem rapidinho, me dá cinco minutos?
- Claro, eu vou ver o que eu consigo fazer aqui para que não percebam que eu estou usando o celular.
Eu lhe contei a história rapidamente do que estava acontecendo nos últimos dias e ela ficou em choque.
— Isso não seria sorte? Porque você tá triste? Pense pelo lado positivo, você pelo menos realizou seu sonho que tem há quatro anos. Fique calma, vai dar tudo certo. No começo eu também estava muito confusa quando estive aí, mas consegui me adequar. Só não encontrava idols pela rua, mas isso deve acontecer uma vez em um milhão. Preciso ir, estão me chamando. A propósito, estou com saudades.
Eu ia respondê-la, mas ela já tinha desligado o telefone. Apesar de admirar seu esforço, também desejava que ela tivesse mais tempo livre, afinal vivia trabalhando.
Guardei meu celular rapidamente no bolso, mesmo que eu soubesse que a segurança de lá era excelente, ainda não tinha me acostumado com isso. No Brasil eu escondia meu celular em todos os cantos possíveis, ia demorar a perder esse costume.
Chegando no apartamento, Anne, que estava deitada ouvindo música, saltou em minha direção e me deu uma abraço.
— Meu Deus! Ainda bem que você tá viva, já ia chamar a policia, onde você estava? Olha só a hora, se tivesse chegado um pouquinho mais tarde, provavelmente não iam te deixar entrar – Ela falou apontando para o relógio, que marcavam dez e cinquenta da noite.
— Fui pegar o CD que eu tinha esquecido no fansing. – Disse tentando disfarçar que havia acontecido algo a mais.
— Achei que você não soubesse andar por Seul, podia ter se perdido. E você encontrou o CD?
— Credo, você tá parecendo minha mãe, calma, tô viva não tô? E sim, encontrei, dá até uma vontade de emoldurar ele e por na parede – E nesse momento nós duas começamos a rir. Era realmente uma situação engraçada.
Depois de todo o ataque que Anne teve, nós começamos a conversar sobre coisas aleatórias. Acabei descobrindo que ela era de Brasília, tinha vinte e dois anos de idade, sabia cozinhar muito bem e que tinha um irmão mais novo um ano que não via há anos, pois tinha fugido de casa.
Anne era alta, magra, loira – natural -, muito branca e tinha algumas sardas por conta do sol que pegou no Brasil. Ela parecia ter saído de uma revista de moda, como se fosse aquelas modelos de catálogo.
xx
No dia seguinte, tivemos um dia duro de aula, eu não estava me sentindo bem o dia todo. Provavelmente fora a friagem que peguei a noite, tinha saído com tanta pressa que nem havia levado algo a mais para me proteger do frio.
No fim do dia, como eu previa, estava deitada e tomando uma sopa que Anne tinha preparado. Meu plano de me dedicar a sustentar minha bolsa estava indo por água a baixo. Eu me perguntava se na vida passada tinha feito algo muito ruim, para tanta coisa assim acontecer comigo. Eu sei que encontrar os Bangtan Boys é uma sorte, mas não na situação que aconteceu comigo, sentia vontade de nunca mais dar de cara com eles na vida, de tanta vergonha.
Depois de descansar um pouco, acordei com uma ligação de Rafael, que perguntava como eu estava e que ficou todo preocupado depois que eu disse estar doente. Acho que ele estava quase estava comprando uma passagem para ir para Coreia, então falei algumas coisas para acalmá-lo, e desliguei logo, afinal uma ligação internacional custava caro.
Quando achei que podia dormir de novo, o meu celular tocou novamente. Era um número desconhecido. Atendi.
— Alô, é do departamento de policia, é a senhora Diana da Silva Gomez?
- Sim, aconteceu alguma coisa?
— A senhora está sendo acusada de invasão da Casa de Eventos Lee Stef, você deve comparecer na delegacia policial em 24 horas para prestar depoimento.
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