One Shot (One Dead)
7 Planos e Fagulhas
Notas iniciais
Enjoy=D
O dia amanheceu e Bulma não conseguiu pregar os olhos por um minuto se quer. Agora, as 7:30 da manhã, começou a se arrepender por ter perdido o sono durante a noite. Tudo por causa daquele idiota do Yancha.
Mas agora não tinha tempo para lamentações. Estava atrasada para a faculdade, porém, o cansaço insistia em permanecer . A única maneira de conseguir um pouco de disposição era tomar um banho frio, coisa que odiava.
Derrotada pelo cansaço, seguiu para o banheiro como quem vai para forca. Parou em frente ao espelho e pode constatar: estava péssima. Olheiras enormes, cabelo desgrenhado. Pegou a escova de dentes, enquanto colocava a pasta olhando para baixo seus olhos quase saltaram de seu rosto.
Entre seus seios pode ver uma marquinha arroxeada. Desesperada, arrancou a camisola. Começou a procurar mais marcas. Tentou se tranquilizar, aquela era a única.
Terminou de se despir e foi para de baixo do chuveiro. Quando a água gelada começou a cair sob sua cabeça e quase saiu correndo, definitivamente, não suportava banho frio.
Reuniu toda sua força de vontade para terminar seu banho o mais rápido possível. Praguejou mentalmente, tinha que lavar os cabelos.
Depois de longos 15 minutos, finalmente desligou o chuveiro. Tremendo de frio, começou a se secar com a toalha, passou rapidamente um hidratante, se enrolou na toalha e saiu do quarto indo em direção ao closet.
Parou em frente ao grande espelho, pelo menos agora estava bem melhor. Escolheu a primeira roupa que viu pela frente, não tinha muito tempo para provar muitas roupas, uma vez que, estava atrasadíssima.
Assim que colocou a roupa, pegou uma escova de cabelos e parou, mais uma vez, em frente ao espelho a fim de se pentear. Deu uma ultima checada no visual. Até que não estava tão mal: Vestia um vestido preto bem justo de alcinha e combinou com um tênis All Star comum.
Antes de sair do quarto lembrou-se de pegar um óculos de sol Ray-Ban e uma bolsa tira colo.
Desceu as escadas rezando para não se encontrar com Yancha. Quando estava passando pela sala ouviu passos vindo em sua direção. O desespero foi tão grande que, sem ter tempo de pensar, correu e se escondeu atrás de uma imensa cortina.
No entanto, mesmo sendo um gênio, Bulma se esqueceu que aqueles guerreiros tinha um pequeno inconveniente: eles sentiam o Ki. Portanto, seria inútil tentar se esconder.
Seu coração gelou, sua mente lhe condenou e seu bom senso fez seu rosto queimar de vergonha, assim que ouviu aquela voz pronunciar seu nome:
_ Bu.. Não faça assim... Você se esqueceu que eu posso sentir seu ki?- Yancha esperou um instante ela lhe responder mas não obtendo nenhuma continuou- Meu amor, agora tenho que ir, mas depois quando eu chegar do trabalho a gente se fala, pode ser?- Mais uma vez o silencio- Desculpa por ontem... Mas tenta se lembrar que eu te amo, okey?
Satisfeito com sua performance, Yancha prosseguiu seu caminho. Não era inteiramente mentira o que havia falado, ele realmente a amava, mas também não era inteiramente verdade, ele não se arrependia. É claro que podia ter pedido para doce Melissa não lhe arranhar tanto mas valera a pena.
Depois de um longo momento de silencio, Bulma decidiu sair de trás da cortina. Como ela pode esqueceu de algo tão básico? Depois de tantos anos de convivência com seus amigos e ela ainda não se acostumara com aquilo...Mas que inferno, ela nem sabia direito o que era ki!!!
Quando chegou a mesa do café se sentiu aliviada por não encontrar seus pais. Não queria manter longos diálogos com ninguém depois de vexame que passara.
A única pessoa ainda presente era Vegeta que, estranhamente, parecia ler um jornal local. Um flashback passou em sua mente, lembrou-se do pequeno beijo. Sorriu.
Sentou-se e com seu melhor sorriso travesso exclamou:
_ Bom dia Vegeta!!-
Sabia que não haveria resposta. Vegeta sempre fora muito quieto mas, pela manhã, ele eramudo.
Tomou uma grande xicara de café, ela precisaria de toda cafeína do mundo para sobreviver o dia que teria.
...Ou talvez não....Talvez, a única coisa que precisasse era de um pouco de adrenalina.
Terminou sua refeição matinal ligeiramente, levantou-se em silencio e, uma ideia passou pela sua mente. Uma ideia irresistivelmente tentadora. Relutou por uma fração de segundo mas a descarga de adrenalina a fez seguir seu impulso.
Caminhou até Vegeta ficando ao seu lado, bem próximo, recostou a mão em seu ombro chamando a sua atenção.
Intrigado com a atitude da azulzinha, abaixou o jornal e levantou seu olhar interrogativo a ela. A viu e curvar levemente, deixando uma linda imagem de seu decote.
Bulma apoiou uma das mãos em seu joelho e, institivamente, deu-lhe um beijo rápido nos lábios, apenas um selinho:
_Tenha um bom dia Vegeta.
Pegou sua bolsa e, sorrindo muito, foi para a faculdade. Sentindo-se muito bem, como a muito tempo não se sentia. Interagir com Vegeta era muito bom para ela. Fazia se lembrar quem ela era. Não era uma menininha inocente e sem sal. Era uma garota travessa que necessitava de adrenalina para viver. Como ela pode se esquecer disso? Se esquecer de seu verdadeiro eu!
Sabia muito bem como: Yancha a fez esquecer, mas agora que seu lembrou, se autodescobriu, era hora de faze-lo lembrar.
Agora tinha um plano para bolar.
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Vegeta permaneceu sentado em sua cadeira. Aquela garota só poderia ter ficado maluca de vez. O simples beijo o tinha deixado embasbacado. Porém, o singelo ato tinha despertado algo nele. Algo que não sentia há muito tempo: desejo.
Afinal, descobriu que não estava tão vazio quanto pensava.
Pensou por um instante, onde poderia encontrar uma companhia para essa noite? Procurou em sua memoria e se lembrou da senhora Briefs dizendo, em um desses monólogos que costumava ter com
ele, que as filhas solteiras de suas amigas costumavam ir ao parque para fazer exercícios e procurar, desesperadamente, por um namorado.
Ele não queria uma namorada. Apenas sexo casual. Mas quem sabe nesse parque não encontraria alguém disposto a um encontro e nada mais? Até por que, se aquele desfigurado conseguiu encontrar uma mulher disposta a isso, então ele conseguiria fácil.
Terminou seu café e subiu ate quarto, olhou para o relógio, já era tarde: 8:45. Não dava para ir agora, o sol já estava muito quente, decidiu que iria no final da tarde assim seria melhor e, e tudo desse certo, estaria em casa antes das 23:30.
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Yancha não aguentava mais as perguntas bobas daquelas crianças. Sua cabeça estava lhe matando, parecia que que iria explodir. Dormir pouco sempre lhe fez mal.
Sorte sua que estava terminando. Poderia voltar para casa e dormir ate o almoço, depois teria que voltar para a academia e dar aulas novamente ate as 18 horas. Lembrou-se que a turma de hoje seria do irmão de Melissa e, com certeza, ela iria busca-lo.
Hoje não teria pique nem paciência para ela. Toda sua paciência estava direcionada para Bulma. Tinha que fazer as pazes e conhecia muito bem a sua namorada, ela era teimosa que nem um burro.
_ Tio, e quem faz Kong-fu fica com super. poderes e visão a laiser?- Perguntou um garoto rechonchudo.
Meu Deus, o que será dessas criança?
_ Visão a laiser não, mas você pode ficar mais forte e ágil. E como eu já havia falado, você aprende muito mais que golpes de cinema, aprende valores como disciplina e respeito. Lutas não se trata de violência e sim de valores morais.
O gordinho fez uma carinha de decepção, não queria fazer papel de bobo nas frentes dos colegas, mas o que poderia fazer? Ele tinha apenas 6 anos.
A pequena apresentação terminou com outra pergunta boba de um menininho de cabelos ruivos e rosto cheia de sardas. Ele queria saber quando exatamente aprenderia a lutar e perseguir os bandidos. Depois de uma exaustiva tentativa de convence-lo que ele não poderia, em hipótese alguma, perseguir as pessoas pela rua, que isso era muito perigoso. Se despediu:
_ Bom, agora galerinha eu preciso ir e vocês precisam estudar muito. O Massao esta passando pela sala e distribuindo panfletos da nossa academia se vocês estiverem interessados, peçam para seus pais ligarem, okey?- Disse Yancha juntando toda a disposição que lhe restava.
Esperou seu assistente terminar de distribuir os panfletos e, juntos se despediram uma ultima vez.
_ Nossa de onde essas crianças tiram essas perguntas absurdas? Visão a laser?- Puxou assunto Massao enquanto passavam pelo corredor.
_ Nem sei... Escuta, você se importa de eu sair 15 minutos mais cedo hoje no turno da tarde? Não quero me encontrar com a maluca da Melissa...
_ Sim, mas por que você não quer vê-la? Meu Deus, a Bulma te pego e deu uma surra na coitada?
_ Não... Apenas estou sem saco! Nem te conto o que aconteceu. Você acredita que....
Quando ia narrar os fatos da noite passada, ouviu alguém chamar pelo seu nome:
_ Com licença, Yancha!!! Yancha!!
Olhou para trás procurando a dona da voz. Reconheceu a professora da turma que tinha acabado de se apresentar correndo para alcança-lo. Esperou alguns segundos ate ela chegar:
_ Nossa, pensei que nunca mais ia vê-lo... Você se lembra de mim?- Perguntou um pouco afegante.
Yancha a olhou por alguns instantes. Seus olhos se arregalaram quando a reconheceu. Não poderia ser.
_ Ieza? O que você faz aqui?
_Eu e que pergunto! quando as pessoas me diziam que você tinha saído daquele buraco em que você vivia, eu sinceramente não acreditei. Mas agora, aqui esta você !!!
_ Você também veio do mesmo buraco que eu! Mas quer saber? Já passou o tempo que eu tinha paciência com você! Agora eu tenho uma noiva e ela é linda.
_ Huuu, inacreditável!!! Mas escuta, vamos parar de brigar, afinal, já somos adultos e a o que aconteceu já foi a muito tempo. Olha, nós somos da mesma vila, eu te conheço desde pequeno...
_ Tá bom Ieza... Depois a gente conversa melhor, vou te dar meu cartão e você me liga para marcarmos de conversar. Agora eu realmente preciso ir, minha noiva esta me esperando....
Assim que virou as costas se permitiu sorrir saboreando as palavras que pronunciou. Ahh doce vingança e seu sabor inigualável. E o melhor, só estava começando.
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Assim que chegou em casa, Yancha foi correndo para seu quarto. Sua cabeça latejava de dor, precisava dormir pelo menos 1 hora e ficaria bem.
Após fechar a porta se jogou na cama e, sem nem ao menos tirar os sapatos, adormeceu instantaneamente.
Acordou duas horas e meia depois, olhou para o relógio, já marcava 13:30. Levantou-se em um pulo, ninguém o havia chamado para almoçar, agora estava atrasado para o trabalho. Desceu as escadas correndo, passou na cozinha para comer qualquer coisa que estivesse em sua frente. No caminho encontrou a mãe de Bulma:
_ O senhora Briefs, por que não me chamou para o almoço?
_ Ohh meu querido, quando passei pelo seu quarto, chamei, chamei e ninguém respondeu.... Achei que não estivesse em casa...
_ Humm, eu estava dormindo, não devo ter ouvido... Tudo bem, deixa eu ir que já estou atrasado para dar aulas e ainda vou passar na cozinha para comer alguma coisa...- Disse Yancha dando-lhe um beijo no rosto.
A senhora Briefs ficou observando o namorado de sua filha se afastar. Ele era bonito, mesmo com aquela cicatriz. Ás vezes se perguntava como ele tinha conseguido uma marca tão significativa no rosto, mesmo após anos de convivência ele nunca falara para ninguém como a tinha ganhado, nem mesmo para Bulma.
Mas cicatriz por cicatriz, existia uma que realmente a interessava.
Há alguns dias atrás, estava lendo uma revista na sala de convivência familiar. Uma matéria muito interessante sobre como apimentar seu casamento. Estava sozinha em casa, sua filhinha tinha saido com alguns amigos, eles iriam ao cinema. Seu marido ainda estava trabalhando, mesmo com o escritório e o laboratório em casa, ele tinha o costume de trabalhar ate as 19 horas de segunda a sexta e, como ainda eram 18:15, não tinha saído. Já o Yancha, não sabia, ela nunca sabia onde ele estava, nem sabia direito com que o garoto trabalhava. Apenas que era algo muito rentável envolvendo crianças.
Enquanto se distraia com sua revista, sua cabeça fervilhava de ideias. Eram tantas ideias que estava ficando ansiosa para coloca-las em prática. Em meios aos seus devaneios, nem percebeu que alguém se aproximou, sentou-se no mesmo sofá, porém, mantendo uma certa distancia e ligou a TV.
Foi quando seu nariz começou a apitar, que cheiro e esse? Ela conhecia esse cheiro. Era o cheiro de um kit de banho que havia comprado em uma loja de perfumes e dera para o Vegeta assim que ele havia chegado ao planeta como um presente de boas vindas. Desde então, esse cheiro era quase que uma marca registrada dele. Mas há exatos 20 minutos o viu correndo na esteira. Por que aquela sala estava cheirando a ele?
Abaixou a revista e seguindo seu nariz, olhou para o lado.
_ Ohhh!!!!- Gritou em um susto.
_ O que?!!- Exclamou Vegeta com uma expressão de incredulidade- Por que esta gritando?!!
_ Ohh gatinho, não sabia que você estava aqui... Quem diria, um gatinho com passos de pantera!!
Assim que se acalmou pode reparar melhor em Vegeta. Ele havia acabado de sair do banho. Vestia apenas uma fina calça de fazer exercícios preta que ela mesma tinha comprado para ele. Trazia os cabelos unidos e estava sem camisa.
Meu Deus! Que homem era aquele?! A pele clara, seus músculos muito bem definidos. Nossa! Ele bem que poderia ser modelo, ela conhecia um estilista muito famoso e, fazer dele um sucesso não seria difícil...
Enquanto planejava uma vida de glamour nas passarelas para Vegeta, notou algo que nunca tinha percebido. Uma fina linha que começava no ombro e seguia pelo tórax, abdome, descia pelo baixo ventre ate onde sua calça permitia mostrar.
_ Gatinho, o que foi isso?- Perguntou sentindo-se intrigada.
Vegeta demorou um pouco para entender o que a mulher estava perguntando. Teve que esperar ela apontar para a sua cicatriz para compreender o que ela estava querendo saber.
_ Foi apenas uma queda.- Explicou Vegeta enquanto passava a mão no local onde a cicatriz era mais nítida. Esperava que isso satisfizesse a curiosa mas estava enganado. Ela ainda o olhava com ar de questionamento, então prosseguiu- Eu estava sobrevoando um planeta recém conquistado que iria se tornar uma colônia de exploração. Acabei me distraindo e fui atacado de surpresa. Não me lembro bem, mas acho que desmaiei por alguns segundos. Quando vi, já estava me chocando com uma montanha cheia de pedras pontiagudas, uma delas perfurou meu ombro e me rasgou até a coxa. Meu scouter estava quebrado por isso, demoraram 17 horas para me encontrarem e só cheguei ao tanque de regeneração depois de 18 horas. Geralmente, a solução regenerativa do tanque não deixa formarem cicatrizes, mas como fiquei muito tempo sem nenhum tipo de
primeiros socorros foi impossível não deixar nenhuma marca do incidente. Mas e bem que nem ficou bem pequena em comparação ao estrago que foi feito...
Desde de que ouviu a comovente história de Vegeta, sempre que o via sem camisa sentia uma imensa curiosidade de saber onde aquela linha terminava. E, claro, junto com a linha tinham as pernas.
Só de imaginar as lindas pernas de Vegeta, suspirou.
Sua linda Bulminha tinha muita sorte de poder viver esse tórrido romance com Vegeta. Seria só questão de tempo.
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O dia passou rapidamente, ao entardecer Vegeta se apressou em tomar um banho, estava todo suado, tinha treinado a tarde inteira. Vestiu uma roupa de fazer exercícios, procurou estar bem apresentável.
Saiu caminhando para o parque, como era bem próximo, chegou rápido. Começou a fazer exercícios leves, uma corrida não muito acelerada para não suar. Como o previsto, não foi necessário muito esforço. Aquele lugar era cheio de mulheres desesperadas por companhia.
Vinte minutos após o inicio de seus " exercícios" , já havia conhecido uma garota bonita, seu nome era Nicole. Tinha a pele clara e cabelos castanhos, um bumbum bonito ,seios fartos, cintura fina. Tudo do jeito que ele queria. E, o mais importante, não parecia uma louca desesperada por um relacionamento e carente a ponto de mendigar carinho.
Saíram do parque e foram comer alguma coisa em um restaurante próximo. Mesmo não parecendo Vegeta tinha jeito com as mulheres, conseguia fazer a conversar fluir, flertar sem exageros. No geral, sabia como leva-las para a cama. Era um dom natural.
Poucos minutos depois já estavam entrelaçados entre quatro paredes de um motel que nem sabia que existia. A primeira vez foi rápida. Fazia muito tempo que não fazia sexo. Mas bastou apenas umas rápidas caricias para recomeçarem.
Depois de muitos recomeços, ambos estavam exaustos e ofegantes.
Finalmente, Vegeta tinha conseguido, depois de meses, sentir algo no seu deserto interior. Com o desejo saciado fez uma nota mental: tinha que ser menos duro com a azulzinha. Isso seria como uma forma de agradecimento. Afinal, quem tinha acendido a fagulha do desejo fora ela.
Notas finais
Beijos meus lindos e ate o próximo =D
Ahh me mandem reviws, se vocês tem gostado e tals... Ou se vocês tem sugestões e ate mesmo criticas são bem vindas, quem sabe assim eu melhoro um pouquinho neh?!
many kisses;*
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