One Shot (One Dead)
2 Paradoxos e Vulcões
Notas iniciais
Desculpe pela demora nas postagens...
Bem esse e o segundo cap, espero que vcs gostem =D
Melissa teve que esperar 20 minutos para sair de baixo da mesa. O medo de um novo escândalo era muito grande. Há 2 semanas ela se envolveu com um rapaz muito bonito, só tinha um defeito: era casado! Mas ele era tão charmoso, com aquele sorriso encantador, que a pobre Melissa acabou se envolvendoe foi ficando, ficando... Tudo ia as mil maravilhas. Ate que a bruaca desconfiou e o seguiu. Foram pegos no flagra. Sorte sua que seus pais não estavam em casa.
Melissa sabia que o que tinha feito era errado. Não queria causar tanto sofrimento (que viu nos olhos da esposa) mas quando começou a se envolver como o rapaz não sabia que ele era casado e depois que descobriu não queria desistir do relacionamento. No fundo ela tinha esperança que ele se apaixona-se por ela e se separasse. A garota de cabelos ruivos tinha um sonho. Se casar. E com certeza Henri era o noivo idealizado.
O flagra lhe rendeu um belo tapa na cara. Poxa, quem tinha compromisso com a bruxa era ele e não ela. Por que ela é quem tinha que apanhar?
Depois do incidente, Melissa nunca mais viu Henri. Ele simplesmente desapareceu. Deixando um misto de frustração e complacência.
Um belo dia foi buscar seu irmãozinho na academia Dragãozinho, foi quando conheceu mais um rapaz charmoso de sorriso encantador. Yancha. A partir daquele dia se tornou uma irmã exemplar buscando seu irmão em todas as aulas de arte marciais. E em pouco tempo, conheceu a salinha privada.
Naquele dia , depois de uma primeira tentativa frustrada de sair de baixo da mesa, devido a uma caibra em sua perna esquerda. Finalmente conseguiu sair. Procurou a chave que Yancha havia lhe deixado, saiu da sala, trancou a porta, assim como a porta da escola. Guardou-a na bolsa e sorriu. Se Yancha quiser dar aulas amanhã teria que procura-la. Olhou para o relógio e se xingou mentalmente. Seu irmãozinho, provavelmente, estaria esperando-a em frente a sorveteria depois de ter devorado todo sorvete que podia com o dinheiro que ela havia lhe dado.
Iria levar seu irmão para casa. Ouvir um sermão de sua mãe falando que eles não poderia tomar sorvete antes do almoço. Depois iria se arrumar para se encontrar com Yancha mais tarde. Chegou em seu quarto. Trancou a porta, tirou a chave da sua bolsa e a apertou contra o peito. Com certeza ele ligaria.
............................................................................................................................................
No caminho para casa Bulma e Yancha estavam em um silencio sepulcral. Bulma não conseguia tirar aquela sensação de estar sendo passada para traz. Já Yancha não disfarçava o sorriso bobo que se formava em seus lábios. Se sentia um gênio. Conseguiu convencer sua ficante a se esconder e ainda levar sua namorada para casa como dois pombinhos apaixonados.
-Tira esse sorriso do rosto. Você esta parecendo um palhaço!
-Que isso Bulma. O que aconteceu? Não posso estar feliz por estar com você?
-Não seu idiota! Você esta comigo todos os dias!
-Ok, ok! Tudo para te agradar, meu amor...
Bulma soltou um suspiro cansada. Provavelmente, quem os visse pela rua iria pensar que ela e uma bruxa. Decidiu tentar ser mais branda, afinal, todos são inocentes ate que se prove o contrátrio.
-Ai Yancha. Me desculpa. Apenas vamos para casa, ok?! Hoje não foi um dia legal...
-O que aconteceu Bulma?
-Nada. Só acho que tem pessoas mentindo para mim...
Sem obter resposta alguma de seu namorado, foram embora, dessa vez, sem sorrisos.
Quando finalmente chegaram em casa, uma linda mesa estava posta no deck, a beira da piscina. Bulma subiu correndo para seu quarto. Guardou sua mochila e lavou suas mãos.
Ao chegar na mesa estranhou a ausência de um certo hóspede.
-Mamãe, o que houve? Onde esta Vegeta?
-Oh, minha filha! Ele saiu hoje cedo e disse que não iria almoçar em casa provavelmente....
-É uma pena!-Exclamou Dr. Briefs-Tenho tanto o que falar com ele hoje... Sabe sempre que Vegeta sai fico sem companheiro de conversa!
-Que isso DrBriefs!- Exclamou Yancha- O senhor tem a mim para conversar.- completou puxando uma cadeira bem ao lado do pai de Bulma, cadeira essa que , normalmente, pertencia a Vegeta.
- Mas e claro meu jovem...
Dr. Briefs lhe ofereceu um sorriso complacente, mas ao contrario do que Yancha pensava, ele não era tão seu fã assim. A verdade é que a idade o fizera um bom leitor de pessoas. E tinha algo errado em Yancha, como se as peças não se encaixassem. Sua experiência lhe dizia que o rapaz não era má pessoa, mas definitivamente, não era para sua filha.
Já Vegeta, mesmo sem querer, ganhou sua confiança e amizade. Percebia que ele poderia ser muito perigoso quando queria. Quando se mata alguém é como se o assassino ficasse marcado. E para um leitor atento, era fácil identificar as marcas.
Porém, seu interesse realcomeçou em uma noite de tempestade, em que, preocupado com seus animais( ate a pouco tempo abandonados), resolveu ir ate a estufa que mantinha no quintal.
Um raio havia atingido a fiação elétrica da ruae danificado o gerador interno da CC e, assim como o bairro inteiro, estavam sem luz.
O Dr. Briefs chegou a estufa completamente ensopado, seu cigarro praticamente se desfez.Jogou-o fora, pegou uma lanterna que havia trazido consigo, tentou liga-la e percebeu que estava que quebrada. Provavelmente, sua filha havia a derrubado e a colocado no mesmo lugar afim de não levantar suspeitas. Esboçou um leve sorrisoaquela menina era tão esperta para algumas coisas, já para outras agia como uma criança.Sorriu ainda mais ao lembrar de seu jeito sapeca. Ah, não havia como negar, Bulma era seu orgulho.
Sem outra alternativa decidiu prosseguir seu caminho sem iluminação. Seus animais precisavam dele.
Demorou um pouco para chegar ate no local efetivo dos animais.Seus olhos já estavam completamente acostumados com a pouca luminosidade. Estranhou, não ouviu barulhos, apenas a tempestade lá fora.
Um momento de pavor pairou sob sua alma. Alguém havia matado seus animais. Ouviu um ruído, como se alguém estivesse se movimentando. O assassino ainda estava presente. Se armou com um material de jardinagem e se escondeu atrás de uma árvore de copa bem larga.
Tomou folego e espiou por uma fresta. A imagem que surgiu diante de seus olhos foi inacreditável: Vegeta sentado no chão. Ao redor dele se encontravam vários gatinhos ( mais frequentemente abandonados), alguns disputavam seu colo. Agarrado a sua camisa estava o macaquinho Jupí. Um macaquinho tão maltratado pelo circo que hoje era agressivo. Jupí se agarrava a ele como se sua vida dependesse disso e protestava com um ruído toda vez que seu protetor lhe ousava interromper as caricias.
O pavor que antes domava todo seu ser se transformou em pura e simples epifania. Ele estava diante de um paradoxo. Aquele seu hospede que era capaz de cometer asmaiores atrocidades também era capaz de um ato tão singelo de empatia e ate solidariedade.Em meio a sua reflexão pode ouvir Vegeta sussurrando aos animas para se acalmarem , que a tempestade já iria passar.
Nesse momento, Dr. Briefs percebeu que Vegeta era uma dessas pessoas que só se encontram uma vez na vida. Era como testemunhar um vulcão em erupção: tão belo, tão intenso e ao mesmo tempo, tão destrutivo.
Se envergonhou da imensa tesoura em sua mão, imediatamente a colocou em uma mesa próxima. Hesitante se aproximou dos indivíduos. Vegeta levantou seu olhar para o Dr ,tão surpreso que o mesmo quase virou as costas e foi embora. No entanto, aquele certo alienígena despertou a sua mais profunda admiração e ate além disso, um desejo incontrolável de conhece-lo melhor. Pessoas paradoxais são raras. Tão fascinantes que seduzem involuntariamente as pessoas ao seu redor. Quem não era seduzido, era ofuscado, ganhando assim instantaneamente e , muitas vezes, gratuitamente, a antipatia dos sem brilho.
A vontade de desvenda-lo o fez ficar. Sentou-se no chão em frente a Vegeta. Pegou alguns gatos e juntos ficaram esperando a tempestade passar. Em silêncio.
A partir daquela noite, Vegeta ganhou, para sua infelicidade, dois fiéis admiradores: Dr. Briefs e Jupí.
O almoço prosseguiu em silêncio, já que Bulma estava praticamente cuspindo fogo. O dialogo entre o Dr. e Yancha era quase nulo. Porém, o que foi pouco notado era o estranho silêncio que se abateu sob a senhora Briefs. Mulher de cabelos dourados estava muito preocupada com a saída de Vegeta, o medo dele não voltar era quase palpável. Mesmo com tão pouco tempo ela já tinha se apegado ao belo rapaz, claro que ela se apegava fácil as pessoas mas, ele era diferente. Ela sabia algo sobre as pessoas, e principalmente , o tipo dele. Ele era um desses rapazes capazes que despertar paixões arrebatadoras nos corações das mulheres. E na sua opinião, era disso que sua filha precisava: Um tórrido romance.
Assim que o almoço terminou cada um foi cuidar de seus afazeres. Porém, mesmo que alguns não queiram admitir, uma dúvida persistia no pensamento de todos: onde Vegeta teria ido?
................................................................................................................................................
Vegeta estava parado diante a uma confeitaria.Checou o endereço anotado em sua folha de papel. Era esse mesmo o local. Um disfarce muito convincente. Entrou no loja, havia vários clientes. Procurou um atendente e sem dizer uma única palavra lhe mostrou um cartão. O rapaz imediatamente o conduziu ate o banheiro e juntos entraram. O funcionário revelou um painel na parede e pediu o cartão para fazer a identificação, após confirmada uma voz robóticafeminina lhe deu boas vindas,o banheiro se transformou em um elevador e começou a desceu.
Assim que chegaram ao destino o rapaz que o conduziu voltou para a confeitaria, a partir dali Vegeta seguiria sozinho.
Os clientes da confeitaria ficariam embasbacados se soubessem que em baixo daquela charmosa doceria funcionava uma sede da Organização Intergaláctica de Administração Espacial. Órgão responsável por administrar e manter a ordem tanto social como comercialmente do universo.
Não, o universo não era tão caótico como alguns podem pensar. Um espaço sem leis.
Ele era governado por um órgão de competência inquestionavel.Muito bem organizado. Composto por representantes de várias nações,todas que sabiam da existência de vida fora de sua "bolha". Era esse órgão que decidia quando se podia entrar em guerra, quando um planeta podia ser colonizado ou conquistado. E fora esse mesmo o órgão que nomeara a Terra como uma área de reserva,por considerar seus habitantes inferiores culturalmente.
No entanto, esse órgão tão competente e integro acabou sucumbindo a nações militar e economicamente poderosas, tornando-se mera estratégia politica para manipulação de outras nações, a fim de conseguir garantir seus interesses apenas por diplomacia ao invés de se envolver em cansativas e honerosas guerras. Foi isso que aconteceu com o Império de Friezza. Ele tinha O.I.A.E. nas mãos, mas para isso precisou manter algumas aparências e por isso, a organização ainda tinha alguma autonomia.
Vegeta tinha apenas um objetivo na O.I.A.E. Transferir sua conta. Já havia comunicado que estava em uma área de protetorado. Depois de passar por uma serie de burocracia e assinar vários tratados de não agressão, conseguiu um visto de permanência, tudo graças ao seu título e fortuna.
Vegeta mesmo tendo seu planeta destruído ainda era um homem muito rico. Estava na lista dos mais ricos do universo. Reinos explodem ou caem. Dinheiro vaza por entre os dedos. Porém títulos são sempre, graças a tão hipocrisia diplomacia. E ele era uma Príncipe.
Prosseguiu por um corredor muito bem iluminado enquanto seguia ate chegar a um grande saguão onde um homem de meia idade foi recebe-lo:
-Prícipe Vegeta , veio ter acesso ao seu capital, suponho?
-Não, vim ver como você estava! Mas que quero meu dinheiro!
-Desculpe-nos pela demora, mas foi muito difícil fazer a conversão da moeda. Mas agora que conseguimos, creio que vossa alteza ficará muito satisfeita... Sabe a Terra não um destino muito comum para volumes tão grandes e...
-Ok, ok... Agora eu realmente não estou afim de conversar com o senhor, só me de o que te pedi, sim? Explique-me como vai funcionar, você conversou com meu acessor financeiro, certo?
-Oh, sim. Desculpe-me. Vossa alteza terá com quantia que será depositada mensalmente. Nós faremos a conversão e transferiremos para um conta terráquea. Para gastos adicionais, basta comunica-lo, o que eu acho muito pouco provável, já que a quantia e bem grande...
-Tá, tá. Me passa logo esse cartão terráqueo e algum dinheiro em espécie, sim?!
Sem perder tempo o gerente do Banco Central fez o que lhe foi pedido, já conhecia Vegeta e sabia que não era muito inteligente contraria-lo.
A fortuna de Vegeta teve um aumento vertiginoso nos últimos dez anos e , por mais difícil que seja de acreditar, foi graças a Friezza.
Saiu do escritório do gerente e ficou sem saber o que fazer. Achou que, resolvendo o problema financeiro se sentiria mais leve , mas não. Sua dúvida apenas aumentou. O que ele estava fazendo naquele lugar? Por que simplesmente não partia? Sentiu a insegurança lhe invadindo. Pela primeira vez na vida estava vivendo sem ter uma pessoa lhe dando i rumo na qual deveria seguir, um chegou a pensar que isso o libertaria, mas não ter objetivos era assustador. Descobriu que não sabia fazer nada nesse mundo tão patético e simplório. Era tão acostumado naquele universo de jogos de intrigas,de alianças perigosas com pessoas perigosas , naquele jogo quase como um xadrez, onde um passo em falso poderia ser a sua ruina, e uma bela jogada calculada de forma fria e antecipada e ,muitas vezes, cruel poderia levar a mais completa gloria. Jogo alias na qual ele era exímio. Mas, não sabia lidar com pessoas que não era preciso jogos de interesses. Pessoas que eram confiáveis.
A falta de respostas o sufocava. Decidiu sentar-se e comer uma torta. Porem, ali, sentado naquela charmosa mesinha diante de um pedaço de torta tão bonitinho que dava ate dó de comer, um nó na garganta insistia em se formar. Ele estava completamente sozinho.
Sem tocar na torta jogou-a fora e foi para casa, entorpecido pela solidão.
Notas finais
Mas mesmo assim espero que gostem...
A lot of kisses ;*
Fale com o autor