One Shot - It's Me...
1 Capítulo único
Notas iniciais
Qualquer pessoa que não conhecesse a Freddys Fazbears Pizza, devia ser, no mínimo, de outro bairro distante. E, na verdade, bem distante, porque esta pizzaria era muito conhecida. Qualquer um que passasse em sua frente, sem conhece-la, iria apenas ver um estabelecimento respeitável, grande, bonito e bem-cuidado. Com um pouco de investigação mais a fundo, veriam alguns robôs que entretinham as crianças, sendo, com isso, um estabelecimento que investiu no entretenimento. Era famosíssimo por seus animatronics. Haviam quatro deles: Bonnie, Freddy, Chica e Foxy. Por causa deles, o fluxo de crianças era simplesmente enorme, o que gerava À pizzaria lucros enormes. Só que Purple Guy não achava isso interessante. Na verdade, pouquíssimas coisas eram interessantes para ele, mas ele gostou da ideia de ser um segurança noturno. Não sei; talvez ele achasse a ideia de um segurança emocionante, talvez com ação, para proporcionar alívio à sua mente perturbada. Mas nada disso aconteceu. Quando começou a trabalhar, Purple Guy continuou achando tudo tão comum quanto antes. E isso era uma coisa inaceitável para ele. Ele tinha crises de demência, onde tinha alucinações e onde tinha ideias loucas. Ele as rejeitava, mas as ideias continuavam vindo à tona, mesmo sendo constantemente empurradas para o fundo. Morava sozinho, a solidão sendo só mais um ponto de estímulo para sua loucura... Nunca conhecera seu pai nem sua mãe. Ninguém saberia responder-lhe qualquer coisa sobre eles, se ele perguntasse no orfanato onde morava. Por ser solitário, sempre afastado das outras crianças, elas o rejeitavam. Não foram poucas as vezes em que elas roubavam sua comida, ou então o ridicularizavam na frente de todos. No início, ele chorava, abatido, em seu travesseiro. Odiava aquela vida. Pela manhã, tinham que estudar coisas que Purple achava irritante. Aliás, o próprio apelido, Purple, fora dado pelos ‘colegas’ de quarto, que o chamavam de muitas coisas, e nunca o incluíam em suas brincadeiras e aventuras. Foi assim que Purple desenvolveu uma infância solitária, marcada pelo afastamento social, e distanciamento de tudo. No seu tempo livre, o seu corpo ficava parado, mas a mente sempre voava longe... imaginava de tudo. Era seu único passatempo. A única coisa que não podiam arrancar dele naquele lugar medonho. Foi assim que, após algum tempo, ele não passou mais a ligar para as provocações, para as risadas. Se distanciou de tudo. Cresceu no orfanato. Quando completou dezoito anos, deram-lhe um emprego e algum dinheiro, assim como ele morava em uma casa, tudo isso fruto de um projeto do governo. Mesmo após ter se livrado do pesadelo constante e inescapável que era o orfanato, ele continuou sozinho. Nunca falou com seus vizinhos. Nunca respondeu a uma única pergunta feita por alguém na rua, mesmo que fosse apenas para saber as horas. Até mesmo em seu trabalho, os colegas sabiam e respeitavam seu silêncio. Creio que foi por essa época que Purple começou a desenvolver uma obsessão por crianças. Ele, porém, prometeu para si mesmo que nunca se envolveria demais com elas, para não se lembrar de sua experiência traumática de sua infância. Foi por essa época também, que ele começou a trabalhar na Freddy Fazbears Pizza. Seja porque quis ou porque sua limitada infância não o permitiu apreciar as coisas de infância, ele desenvolveu uma certa curiosidade em relação aos animatronics. Por isso, ele começou a trabalhar lá. Contudo, ao trabalhar primeiramente como segurança diurno, ele observou muitas crianças que pareciam felizes, correndo de um lado para outro. E disse a si mesmo que aquilo era só uma ilusão, que nenhuma criança era realmente feliz. E então, após alguns dias, em frente à pizzaria, ele tomou a vida da primeira criança. Ele se sentiu bem, como se tivesse realizado um grande feito, o de livrar a criança. Dias depois, ele se sentiu ainda melhor ao saber que a criança era filha de um antigo ‘colega’ seu do orfanato. Animado, ele se entusiasmou. Mas, para se livrar de mais suspeitas, assim que foi possível, ele se mudou para o turno da noite. Entretanto, uma vez provado de algo, e gostando-se, é difícil largar. Simplesmente se esgueirava durante o dia, para observar as crianças, e, num dia de festa especial, em que a pizzaria estava lotadíssima, ele, a dedo, selecionou cinco crianças para suas vítimas. Sabendo da existência do Golden Freddy, ele, usando a alavanca, comprimiu as molas e o sistema, entrou na fantasia e, com um bolo roubado da cozinha, com a porta da Pars and Service destrancadas, atraiu as cinco crianças para a Parts and Service. Chegando lá, ele serviu o bolo às crianças, e, enquanto elas comiam, ele trancou a porta. Seria terrível descrever com precisão o que aconteceu, mas todos vocês já sabem. Foi assim que a Marionette, a primeira criança assassinada, a quem haviam sido dados poderes sobrenaturais, colocou os corpos das crianças nos animatronics, selando suas almas ali. Purple Guy oscilava; ora sua mente orgulhava pelo feito, ora sua mente o culpava pela morte das inocentes crianças. Lentamente, sua mente passou do orgulho à loucura, e ele tinha constantes alucinações, seu feito o perseguia. Ele acabou descobrindo enfim, o que a Marionette tinha feito, e, aterrorizado com as alucinações, desmontou violentamente os animatronics. Só que isso liberou temporariamente as almas das crianças, que o encurralaram em uma sala, em que só havia o traje de Springtrap, Purple Guy entrou nele, aterrorizado, para escapar dos espíritos, e foi esmagado.
A maldição foi quebrada. Os espíritos foram libertados, enfim.
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