One Of The Boys
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Notas iniciais
Usem de muita imaginação, okkay? o_o
One of the Boys
- Eu disse que você deveria acordar mais cedo, para variar Shinji-kun! – A voz levemente rouca do menor ecoou por toda a rua enquanto tentava segurar a mala sem que esta o atrapalhasse mais do que era necessário. Não que ele fosse bom em corridas, pelo contrário...
- Eu entendi Taka! Mas agora não adianta! Você bem que poderia ter me acordado! – Resmungou de forma irritada, praticamente arrastando o mais novo pelos quarteirões que os separavam do colégio. Era a segunda vez naquela meia semana de aulas que eles chegavam atrasados por culpa do moreno mais velho.
Os garotos corriam apressados pelo caminho que os levavam até o colégio. Amano Shinji, 17 anos, último ano. O mais popular do colégio, alto e forte, os cabelos levemente longos quase nunca estavam arrumados corretamente, assim como o uniforme. Talvez fosse isso (e a beleza bem maior que de outros garotos da mesma idade) e a conhecida fama de encrenqueiro que o fizessem tão popular nos locais que freqüentava.
Tão contrário do seu melhor amigo, Sakamoto Takashi, 15 anos, primeiro ano. Os cabelos acastanhados sempre cortados e bem arrumados caíam levemente sobre o rosto coberto por óculos de grau enormes, daqueles que o deixavam muito parecido com uma daquelas tartarugas de desenho animado, fazendo par com o uniforme impecável. O típico menino NERD. Daqueles que sentavam na primeira fileira e trocavam futebol por um videogame.
\"Se no começo do ano está assim, não quero nem ver quando estivermos no final do ano...\" foi o pensamento de Takashi, enquanto desviava de um poste.
Os professores não admiravam aquela amizade, temendo que Amano fosse capaz de levar Sakamoto para o \"mau caminho\". Mas eles andavam juntos desde que poderiam se lembrar, os pais não reclamavam, visto a amizade de anos... Não valia a pena se preocupar, uma vez que as encrencas em que o mais velho se metia não afetavam em nada a conduta de Takashi.
xXx
Pararam ofegantes em frente ao portão fechado, Shinji jogando-se no chão, ofegante, os braços estendidos ao longo do corpo e a mala jogada longe. Takashi escorou-se no muro, sentando e abraçando os joelhos, retirando os óculos para limpá-los em algum canto da camisa, tentando ignorar que parte do abdômen do amigo estava a descoberto.
Aquele sim era um segredo que ninguém precisava ficar sabendo. O que Takashi sentia era muito maior que uma amizade. E ao mesmo tempo mais sujo, na concepção do garoto. Por isso, recusava-se a se declarar, preferindo assistir de longe as conquistas do amigo mais velho, desejando secretamente estar no lugar das garotas que constantemente acompanhavam Shinji.
\"E ele nem ao menos gosta de garotos... Que chances eu teria?\"
- Taka?... HEY! – Levantou a cabeça, colocando novamente os óculos e encarando o amigo que o olhava de forma indagadora. – Tá tudo legal com você, cara? Você ficou quieto... Não tá passando bem?
O menor sorriu largo, adorando em segredo toda aquela preocupação, mesmo que fosse somente entre amigos, negando com a cabeça.
- Está tudo bem, Shinji-kun. Eu só... Me distraí.
Recebeu em troca uma risada genuína, impedindo-o de não rir também. Ele adorava aqueles momentos em que eram apenas os dois, sem nenhuma máscara, em que Shinji não era \"Tora\", o garoto mais desejado do colégio. Os momentos em que ele era apenas seu amigo, mais nada.
- Existe algum momento em que você não se distrai Taka? – Ele perguntou, bagunçando os cabelos do mais novo, arrancando um protesto de Takashi.
- Quando estou comendo, oras. – E uma nova onda de risadas os invadiu.
xXx
- Você ainda não se declarou? – A voz de Naoyuki invadiu todo o cômodo, o pequeno garoto de cabelos negros e bochechas incrivelmente adoráveis jogando-se na cama de Takashi, bufando exasperado.
Nao era o melhor amigo de Takashi, depois de Shinji, e estava com eles desde que se lembrava. Não sabia exatamente quando a amizade entre os três começara, mas sabia que não viveria sem um dos dois. Nunca. Talvez por isso protelasse tanto em se declarar para Shinji. Rejeição era a pior coisa que poderia lhe acontecer.
- E o que você quer que eu faça Nao-chan? O jogue contra uma parede e grite que eu arrasto um caminhão por ele? – Cruzou os braços, as bochechas enchendo-se levemente de ar em uma atitude infantil, olhando para o lado oposto de Naoyuki.
- Um trem de carga.
- Como?
- Caminhão você arrastava quando tínhamos sete anos. Hoje você arrastaria um trem de carga pelo Shinji.
O maior ficou olhando fixamente para Naoyuki, recusando-se acreditar que havia escutado mesmo aquilo. Não durou muito, logo ambos estavam rindo descontraídos, até lágrimas saírem de seus olhos.
- Fa... Falando sério, Taka-chan... – Naoyuki começou, enxugando os olhos, endireitando-se na cama. – Você realmente deveria se arriscar. Vocês são melhores amigos, vivem grudados e...
- E mais nada, poxa! Nao-chan, ele nunca ficou com um garoto, eu sei disso, ele nem ao menos se mostra interessado! Não que ele seja contra ou não estaria nunca mais falando com você desde que você resolveu sair com o Mr. Covinhas, mas... Ele não é nem remotamente interessado.
- Então, Sakamoto, faça-o se interessar. Não faça essa cara de descrente! Se não for por ele, faça por você, Taka-chan! Você não sabe o quão desesperador é saber que você tem 15 anos e já viveu quase metade da sua vida em um amor platônico se guardando para o Príncipe Encantado.
Takashi sentiu os olhos enxerem de lágrimas, recusando-se a deixá-las caírem. Não, ele não tinha esperanças. Ou ao menos seu lado racional não tinha. Mas seu coração teimoso insistia em manter aquele lumezinho de esperança, alimentado pelos momentos que passava com o mais velho, ou pelos sonhos que tinha todas as noites. Levantou-se, abrindo os braços, ficando de frente para Nao.
- Olha pra mim, Nao-chan. Mesmo que eu quisesse, eu sou apenas um NERD sem graça de óculos e que não tira a cara do videogame nem pra ir ao banheiro. Ele nunca se interessaria por alguém assim. – Voltou a cair na cadeira, escondendo o rosto nas mãos, os óculos largados em cima da escrivaninha do computador.
Sentiu os dedos do amigo em seu cabelo, afagando suavemente, a voz baixinha de Nao invadindo seus ouvidos.
- Então mude isso, Taka. Eu sei que você pode e já mostrou ter vontade. Por que continuar assim? Vamos, enxugue o rosto que eu vou chamar o Yu-kun, nós vamos sair e... É... Fazer o possível para mudar o seu visual.
Sakamoto arregalou os olhos, concordando com a cabeça. Conhecendo Naoyuki e Yutaka, muito provavelmente ele ficaria uns dois anos sem receber mesada de seu pai só para cobrir as despesas com o cartão de crédito.
- Não vamos chamar o Shinji-kun?
- Para que? Faça uma surpresa, eu tenho certeza que ele vai gostar.
xXx
- Não. Eu definitivamente não vou vestir isso, Yutaka! – A voz de Takashi era estrangulada, como se estivesse fazendo uma força imensa para fugir de algo. E de fato estava. Estava tentando escapar dos braços dos dois amigos que envolviam sua cintura, forçando-o a permanecerem na loja.
- E o que tem de mais nisso, Taka? É apenas um short! – Yutaka, conhecido como Kai, disse pacientemente, arrastando o amigo de volta para dentro da loja, desculpando-se com quem havia sido atraído pela confusão enquanto o namorado escolhia alegremente algumas camisas.
Takashi pensou que, talvez, aquela tivesse sido uma furada, quando viu Naoyuki voltar com uma calça de couro que parecia ser incrivelmente pequena para ele.
- Eu não vou entrar nisso, Nao!
- É claro que você vai! Com esses dois gravetos que você chama de pernas você entra até nas calças de uma criança. Agora vá provar as roupas, nós temos hora marcada no cabeleireiro e Miyavi-san não gosta de atrasos.
Suspirou cansado, tomando as roupas das mãos dos dois e trancando-se em uma das cabines. Ele só esperava que aquilo tudo valesse a pena.
xXx
Dizer que Takashi pensou em sair correndo quando botou os olhos no rapaz alto e com um moicano deveras estranho que Yutaka apresentou como \"Miyavi\" seria até mesmo amenizar as coisas. O nosso querido protagonista pensou que sairia dali careca. Ou no mínimo com um moicano colorido também.
- Qual o problema com ele? — Miyavi indagou, escorando-se em uma das cadeiras do salão, sorrindo com todo o desespero mostrado pelo moreninho, enquanto Nao tentava fazê-lo parar de gritar que iria ser expulso de casa.
- Nada, apenas impressionado com o seu arco-íris capilar, Meevs. – Yutaka olhava as próprias unhas, considerando se não seria uma boa fazê-las, estava ali mesmo...
- Ne, Kai-chan, me diga que você vai me ajudar com aquele seu amigo loiro... – A voz de Miyavi era baixinha, e Kai quase riu quando viu a cara de cachorro pidão que o Hair Stylist fazia.
- Eu voutentar, Miyavi. Você sabe que o Uruha-chan é incrivelmente lerdo com essas coisas e nem que você colocasse um néon em sua testa com as palavras \"Eu quero ter o Kouyou\" ele entenderia. Ou melhor... Não faça isso, você já chama a atenção demais. – O assunto morreu quando Nao voltou com um Sakamoto mais calmo.
- Escute arco-íris. Eu não quero nada que faça meu pai me expulsar de casa ou minha mãe dizer que eu ficaria perfeito num remake de \"Marie Antoinette\". Entendeu? – Sakamoto praticamente gritava, preferindo não pensar no que aquele... Aquela... Aquela coisa colorida faria consigo.
- Pode deixar bonitinho. Eu, o grande Miyavi-sama vou te transformar no mais novo modelo da Calvin Klein. Ou o mais próximo disso.
É. Talvez ele devesse começar a arrumar suas malas.
xXx
- O QUE HOUVE COM VOCÊ? – Certo, aquela não era bem a reação que Takashi esperava de Amano, mas era um começo. Riu sem graça, retirando da frente do rosto um dos fios coloridos de loiro-mel, tentando acostumar-se com uma daquelas camisetas justas que Nao o havia feito comprar.
- Eu... Só... O Nao, ele e o Mr. Covinhas me levaram no shopping e... – Não conseguiu terminar. Não quando as mãos do moreno já estavam brincando com o seu cabelo e o rosto do Amano expressava o mais puro espanto. Droga! Não era aquilo que ele queria!
- Ficou bom, ficou muito bom... – Tora murmurou, segurando nos ombros do mais novo, fazendo com que desse uma volta no próprio eixo, exibindo-se para o mais velho. – Com certeza eu não faria nada melhor.
Prendeu a respiração por alguns segundos, tentando ignorar os dígitos do maior brincando com os fios de seu cabelo, vez ou outra escorregando para a nuca, provocando arrepios que Takashi esperava poder passar despercebido. Estranhou quando o moreno se afastou, olhando para si de forma clínica e aproximando-se demais do seu rosto.
- Esses óculos. – O moreno disse, retirando os óculos do maior, afastando-se novamente, agora sim sorrindo abertamente. – Você fica melhor sem eles, Taka-chan.
Takashi sorriu feliz com o elogio. Nunca havia recebido um elogio de Shinji pela beleza e agora... Estava nas nuvens. Recolocou os olhos, implorando aos deuses que o mais velho não tivesse percebido o leve rubor de satisfação que cruzava seu rosto.
- Talvez... Mas o modelo novo ainda não ficou pronto e eu não me acostumei ainda com as lentes, amanhã eu coloco elas. – Deu de ombros, jogando-se no sofá da casa do moreno, pegando o controle remoto e mudando a televisão de canal. Não entendia como o amigo conseguia assistir aqueles programas horríveis de auditório.
- O QUE ACONTECEU COM VOCÊ? – Ambos riram quando a mãe do moreno entrou na sala, gritando quase exatamente o que o filho havia gritado minutos atrás ao ver o novo visual de Sakamoto.
xXx
Seria mentira dizer que o primeiro dia de aula com o novo visual não atraiu olhares para Takashi por onde passasse. Justamente ele, que nunca havia se considerado tímido, sofria com a vontade de enfiar a cabeça no primeiro buraco que aparecesse em sua frente.
Ele sempre achara avestruzes animais muito interessantes, afinal.
- Seria mais confortável se todos eles parassem de olhar para você, afinal. O que é isso? Até parece que nunca te viram! – Um irritado Amano Shinji comentou, passando os braços de forma protetora pelos ombros de Takashi, assustando o garoto e Nao, que estava sem a companhia do namorado naquele dia.
- Bem, com certeza nunca viram ele loiro e de uniforme desleixado. Eu sempre disse que aquelas gravatas parecem uma forca. – Nao tentou desviar o olhar e esconder o sorriso vitorioso, antes que Takashi pulasse em seu pescoço. E pelo olhar mortal que o, agora loiro, amigo o mandava, não demoraria tanto assim.
- Não importa. Até parecem lobos em cima de carne fresca e eu nem ao menos posso ficar com o Taka para impedir que algum engraçadinho resolva fazer algo que vá lhe custar os dentes.
Tá, talvez não fosse tão ruim assim ficar dois anos sem mesada.
xXx
- O que estamos fazendo aqui mesmo? – Takashi perguntou, incomodado com algum dos muitos olhares que recebia das pessoas na fila da boate. Tora os havia deixado ali para conseguir falar com a hostess que, segundo ele, era uma ex-namorada sua. Oh, ele se lembrava dos tempos em que passava praticamente todas as sextas e sábados a noite chorando em casa porque Tora o chamara para sair e ele recusava, não querendo ver o moreno com a namorada.
- Estamos esperando até que o Amano volte com a droga dos ingressos VIP. – Nao respondeu calmamente, sendo abraçado pelo namorado, trocando alguns beijos suaves, arrancando um rolar de olhos do amigo.
- Ah, claro. E esperando que ele dê uns \'pegas\' na ex também. – Murmurou, olhando para o chão, sentindo-se um pedaço de carne fresca.
Havia relutado em ir com os amigos naquela boate. Seus pais até mesmo se assustaram quando pediu permissão, seu pai estabelecendo o horário \"duas horas no máximo em casa, Takashi\". E perdera a noção de quanto deveria ter ficado vermelho quando sua mãe o olhou, assustada, ao descer as escadas vestido com algumas das roupas novas que Nao o havia feito comprar.
- Gomen! Eu... – Amano limpou o canto dos lábios com um sorriso indecente no rosto, balançando os ingressos prateados com o nome da boate em alto-relevo, não prestando atenção nos olhos estreitos de Takashi. – Demorei em consegui-los. Mas nós podemos entrar agora.
Suspirou cansado. Já que não poderia voltar para casa, ao menos tentaria se divertir, mesmo que isso significasse ter que aturar Naoyuki e Yutaka se agarrando em um dos cantos da boate ou provavelmente sumindo nos primeiros quinze minutos, e Shinji dispensando sua atenção para alguma garota que encontrasse. Não, ele não iria chorar agora.
Talvez corar, quando percebeu que Amano estava segurando sua mão para que entrassem na boate. Mesmo que sua mente gritasse que era para que não se perdessem, ao menos nos primeiros minutos.
Não demorou muito para que estivessem os quatro em uma das mesas da área VIP, cada um com uma bebida diferente. Amano com um copo de whisky, Kai com batida de frutas, Nao com uma vodka com limão e ele mesmo com refrigerante (\"Alguém precisava voltar sóbrio para casa\").
Mas o que mais irritava o loiro era que ele nem ao menos conseguia disfarçar os olhares voltados para Amano. E o moreno estava tão lindo com os cabelos jogados para trás com gel, algumas mechas da franja caindo sobre o olho, a calça jeans justa e a camisa preta quase toda aberta, um pingente de cruz dando o toque final. Sakamoto sentia-se tão artificial perto de Amano que sairia correndo de lá, se fosse possível.
- Eu... Eu vou lá para a pista... Sabe como é, dançar. – Murmurou em um tom de voz tão baixo que seria impossível escutá-lo. Talvez eles não tivessem o escutado mesmo, mas Shinji não perdeu o momento em que desceu as escadas, indo até a pista de dança, atraindo alguns olhares.
Era incrível que, somente agora, havia parado para prestar atenção no mais novo. No jeito em que andava, como passava os dedos pelo cabelo nervosamente quando não entendia algum problema de cálculo, como mordia o lábio inferior quando ficava irritado, ou até mesmo as pernas, agora delineadas por calças justas. Era tão desconcertante se pegar olhando para o corpo do amigo quando este não estava vendo, ou até mesmo desejando passar os dedos por todos os contornos da face do mais novo.
Continuou olhar o corpo jovem mover-se timidamente na pista de dança, as calças jeans escuras praticamente coladas a vácuo nas pernas longas e de coxas roliças, a camisa branca por baixo do colete negro e as botas que iam praticamente até o joelho do mais novo. Os cabelos loiros caíam graciosamente pelo rosto maquiado levemente. Quando o tinha visto aquela noite, indo pegá-lo em casa, perguntou-se o gosto do brilho labial que o garoto usava. E morrera de raiva ao pensar que aquilo era para provocar outras pessoas.
Afinal, o que era aquilo que estava sentindo? Por que estava cruzando a pista, indo até onde estava Takashi, retirando-o dos braços daquele cara loiro e vestido em uma calça de estampa de oncinhas, com uma cara aterrorizante? Por que não sentia a mínima vontade de soltar Takashi, ou de afastar os rostos quase colados?
Por que se sentia tão abalado com a maciez dos lábios do mais novo contra os seus, com as formas que se moldavam contra seu corpo ou com as mãos de dedos longos brincando com os cabelos de sua nuca, provocando arrepios muito proveitosos? Separou os rostos quando já sentia necessidade de ar, os dedos afastando a franja do menor, contemplando todo o rosto que teimava em esconder-se, sorrindo largo, recebendo outro sorriso em resposta.
- Onde você estava escondido todo esse tempo? Por que mesmo com você ao meu lado eu não consegui te enxergar? – Murmurou, arrancando uma risada envergonhada do mais novo, que escondeu o rosto em seu pescoço, murmurando:
- Esperando você me notar. Mas acho que eu jamais teria conseguido isso sem a ajuda daqueles malucos. – Riram baixo, dançando suavemente, os corpos colados. Amano ergueu o rosto de Takashi, os lábios muito próximos novamente, as respirações se misturando e os olhos fixos um no outro. – Eu não queria mais ser só um dos seus amigos, Shinji. Eu queria ser aquele para quem você olharia.
- Eu deveria estar cego, muito cego mesmo... – Riram, os lábios colando-se mais uma vez, arrancando suspiros e murmúrios.
... the end?
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