One Night - Livro 1
26 Capítulo XXVI
— Sara Sidle conte-me tudo e não me esconda nada, sua safadinha.
Eu abri um largo sorriso da minha amiga louca, que veio me disparando tais palavras, tão logo entrei em casa após Gil ter vindo me deixar de carro na porta do meu prédio.
— Eu bem que queria, mas tenho que trocar de roupa. Nós temos que está na editora em meia hora. — comuniquei, passando por Dayse em direção ao meu quarto.
— Negativo que eu vou ficar sem saber nada. Vai se arrumando e desembuchando pra mim como foi com o Sr.Gostoso.
Eu gargalhei dessa vez enquanto tinha em meu encalço a minha melhor amiga.
— Dayse se você não existisse, teriam que te inventar, amiga.
— Não me enrola não, Sara. Conta como foi a noite.
— Você não está merecendo saber nada viu? — lembrei que ela tinha contado coisas a meu respeito para Gil.
— Como assim, por quê? O que é que eu fiz?
Virei para ela quando já estávamos no meu quarto e encontrei minha amiga com cara de confusa. Acabei rindo dela.
— Qual é a graça?
— Essa sua cara está hilária!
Mas antes que ela rebatesse, eu esclareci sobre Gil ter me revelado que ela me defendeu dele, inclusive fez ameaças a ele e depois, quando já tinham se entendido lhe contou coisas sobre mim.
— Te agradeço por me defender.
— Que isso! Tenho certeza que faria o mesmo por mim.
— Com certeza! — afirmei, jogando na cama o macacão que acabava de tirar e indo só de calcinha e sutiã até o guarda roupas para pegar outro par de lingerie além de roupa para vestir para o trabalho. Na casa de Gil, eu já tinha tomado banho, então aqui em casa era só trocar a roupa. — Mas o que andou falando de mim para ele? Gil falou sobre particularidades.
— Ah, não contei nada de mais e nem íntimo, se essa é a sua preocupação. Falei o essencial e só.
— Vou acreditar em você, hein!
— Agora me conta como foi a noite. Não me enrola, não.
— Foi ma-ra-vi-lho-sa a noite! — resumi com um sorriso de orelha à orelha.
— Eu quero detalhes, queridinha.
Enquanto ia me despindo do conjunto que usava para vestir o outro, eu satisfiz a curiosidade da minha amiga contando como foi em detalhes a noite com Gil e sobre as conversas que tivemos.
— Ai, Sara, eu quero um bofe desse.
— Procura que você acha. — retruquei indo outra vez ao guarda roupas após colocar o par de lingerie limpo, para agora apanhar uma roupa.
— Se bem que o Sr.Gostoso era pra ter sido meu, porque eu o vi primeiro.
— Ah, você está insinuando que furei seu olho? — lancei um olhar para ela antes de puxar da cruzeta um vestido novinho para usar.
— Longe disso, amiga. Até porque assim que vi seu interesse nele, eu te incentivei. Ou será que esqueceu disso?
— Claro que não. Eu estava te zoando, chata. — respondi já colocando o vestido cor de vinho, com mangas compridas e comprimento até o meio das coxas. — Fecha aqui pra mim esse zíper, Dayse. — pedi.
Minha amiga veio e fechou o zíper do meu vestido, que ida do fim da coluna subindo até o pescoço.
— Você vai com esse vestido novo por quê?
— Gil vai me buscar depois do trabalho pra jantarmos num restaurante fino em Manhattan.
Ele tinha me convidado para esse programa no trajeto de carro para minha casa, e obviamente, eu aceitei o convite.
— Então outra vez você vai dormir fora?
— Não. Ele vem me trazer pra casa e vai dormir aqui. Tudo bem pra você? — olhei para ela de relance enquanto ia ao banheiro retocar o batom.
— Desde que eu não escute "barulhos estranhos" de madrugada. Tá beleza!
— Você é louca! — ela riu.
Passei o batom que era da cor do meu vestido e saí do banheiro.
— Você está linda! — Dayse me elogiou assim que retornei ao quarto. — Sabe que se eu fosse um homem ou até mesmo fosse lésbica, não te conhecesse e te visse assim, eu passaria uma boa cantada em você? Porque, meu amor, você ficou um arraso nesse vestido.
— Obrigada! Vamos ou chegaremos atrasadas. — puxei Dayse pela mão e saímos do quarto.
— Você não vai tomar café?
— Já tomei com o Gil.
Antes de pegarmos o helicóptero Grissom preparou uma pequena mesa de café para nós dois.
— Ah, claro com o Gil!... O amor estar no ar! — minha amiga disse num tom meloso ao mesmo tempo em que fazia um coração com as mãos e me jogava beijos enquanto eu já trancava a porta do apê.
— Dayse, você é terrível. Vem, sua louca! — minha amiga gargalhou enquanto seguimos para pegar o elevador no fim do corredor.
Por conta de um engarrafamento, nós chegamos na editora vinte minutos acima do tempo devido, ou seja, atrasadas. Meu chefe me deu um pequeno puxão de orelha pelo atraso, porque tínhamos trabalho para caramba naquela manhã e meu atraso, consequentemente atrasaria o serviço. Me desculpei com ele e expliquei o motivo do atraso. Ele aceitou as desculpas e pediu para nós terminarmos logo o serviço que deixamos pendente ontem. Fui para sua sala e por lá fiquei com ele até quase o horário do almoço, debatendo e fazendo anotações sobre os textos que ainda restava dos autores independentes que tínhamos para ler.
****
Assim que cheguei a mesa do refeitório onde meus colegas já estavam a minha espera com seus devidos almoços, ouvi assovios e galanteios de todos os rapazes.
Aquilo foi um up maravilhoso no meu ego.
— Caramba, Sara. Você está... Desculpa o termo, mas... Você está muito gostosa nesse vestido.
Eu ri junto com os demais.
— Bolton se a sua "peguete" do quarto andar ouvir isso, ela vai querer minha cabeça. E ela já não gosta de mim. — comentei já acomodada em minha cadeira ao lado de Nina.
— Ah, tô cagando pra Lisa, Sara.
O pessoal riu na hora disso.
— O que houve? — quis saber rindo.
— Ela quer colocar cabresto no Bolton aqui. — Erick contou, dando tapinhas nas costas do nosso amigo.
— E o Bolton, não é de ter cabresto, não é não, cara? — Trent perguntou com um sorriso.
— Não mesmo. Onde já se viu encoleirar um gato de rua como eu?
As risadas foram geral na mesa.
Bolton não valia nada. Era do tipo que pega, mas não se apega. Até porque ele é um cachaceiro e festeiro de primeira. E relacionamento sério estava fora de cogitação para o meu colega de trabalho. E a Lisa, do departamento de contabilidade, acha que vai ser a que "salvará" o Bolton da vida perdida que ele leva. Pobre coitada!
Passamos uma hora de papo animado ali no refeitório até que deu nosso fim de horário de almoço e seguimos para nossos serviços.
****
Estava terminando de redigir um texto para o meu chefe quando meu celular tocou dentro da bolsa. Apanhei o aparelho e vi que era uma chamada de Gil. Faltava dez minutos para o fim do meu trabalho e será que ele já estava lá embaixo na portaria do prédio da editora a minha espera?
Atendi rapidamente a chamada.
— Oi, Gil! Já chegou?
— Não, Sara. E sinto muito, mas infelizmente, nosso jantar vai ter que ser cancelado, querida.
— Por quê? O que houve?
— Surgiu de última hora um jantar de negócios para eu ir no lugar do meu pai, já que ele está viajando. Então, sinto muito, querida.
Que pena! Eu adoraria jantar com ele, mas não ia rolar. Paciência!
— Fica pra uma próxima então, né?
— Com certeza.
Eu escutei ao fundo uma voz masculina chamar por Gil dizendo que já precisavam ir.
— Tenho que desligar, Sara. Beijo.
— Outro.
Encerrei a ligação e suspirei descontente por não mais ir jantar com Gil. Maldito jantar de negócios!
— Terminou de redigir o que pedi, Sara?
— Já estou terminando, Brooke. Falta apenas um parágrafo. — larguei o celular e retomei a digitação.
— Aconteceu alguma coisa? Você parece meio decepcionada.
Desviei o olhar da tela do computador para o meu chefe. Pensei que ele tivesse retornado para sua sala depois da minha resposta, mas não.
— Meu programa de hoje a noite não vai rolar mais. "Subiu no telhado", como se diz. — lhe revelei com desânimo.
Meu chefe sorriu e para minha surpresa, ele me fez um convite.
— Gostaria de me acompanhar a uma exposição?
— Como?
— Recebi a "intimação" de um amigo pra ir prestigiar a exposição que a mulher dele está fazendo. Ela é fotógrafa e das boas. E vai expor suas fotos no Photo Gallery. Vem comigo? A minha acompanhante me deu um bolo e não quero ir sozinho. Além do mais, é um desperdício enorme você tão arrumada e bonita assim ir só para casa.
Confesso que fiquei sem graça pelo convite e por seu elogio final. Era a primeira vez em anos que trabalho com Brooke, que ele me faz um convite para sair sem ser uma saída profissional. Quanto aos elogios ele sempre o faz quando me vê bem arrumada.
Mesmo tentada em aceitar seu convite de ir a exposição, já que adoro fotografia, eu achei por bom recusá-lo.
— Eu agradeço tanto pelo elogio quanto pelo convite, mas não acho adequado sair com o meu chefe sem ser uma saída de trabalho.
Isso, com certeza, daria "pano para manga" ali no trabalho. O povo naquela editora vive achando a mínima coisa para ficar fofocando e fazendo piadas de mal gosto. E, eu não quero ver meu nome na boca de terceiros, envolvido em brincadeiras ou piadas.
— Por que não? Da porta pra fora da editora não sou mais seu chefe, você pode me ver como um amigo. Até porque nos conhecemos há mais de cinco anos e criamos amizade mesmo. Portanto somos amigos. — sim, é verdade. Com esse anos que já trabalhamos juntos podemos ser considerados amigos. — Então vamos lá, Sara. Não tem nada de mais. Apenas uma saída de amigos e não um encontro amoroso. Te garanto. E eu não quero ir só nesse evento. Além do mais, com você de companhia posso fugir mais cedo da exposição com a ótima desculpa de que vou te deixar em casa. Não pretendo ficar muito tempo lá. Amanhã cedo tem reunião com o chefão como você sabe. Então bora comigo nessa exposição, vai?
Eu sentia que ele estava quase suplicando para eu ir. Acho que faltava pouco para ele dizer: "eu te imploro!". E como eu não tinha nada para fazer depois do trabalho, já que o compromisso que eu tinha foi cancelado, então resolvi aceitar e mandar para o espaço os possíveis mexericos que farão a respeito dessa minha saída não profisisonal com meu chefe.
— Tá bom! Eu aceito o convite.
— Ótimo. — ele sorriu feliz e ao mesmo tempo aliviado por não ia sozinho ao evento. — A gente já sai direito daqui para a exposição.
— Okay! Vou terminar logo de redigir esse texto.
— Beleza! Assim que terminar leva pra mim na minha sala.
Assenti para ele.
Apanhei meu celular e rápido digitei uma mensagem de texto pra Dayse.
De: Sara
Para: Dayse pervertida
Você já vai sair?
Em questão de poucos segundos me chega a resposta dela.
De: Dayse pervertida
Para: Sara
A bruxa velha e carrasca da minha chefe disse que vamos trabalhar além do horário hoje, por conta da reunião que terá cedo com o chefão amanhã. Por quê?
De: Sara
Para: Dayse pervertida
Brooke me convidou para acompanhá—lo a uma exposição da mulher de um amigo dele. Eu topei. Então você volta sozinha para casa.
De: Dayse pervertida
Para: Sara
Você vai sair com seu chefe sem ser evento profisisonal?
De: Sara
Para: Dayse pervertida
É só uma ida a uma exposição. Nada de mais! Beijos.
De: Dayse pervertida
Par: Sara
Beijos e divirta-se!
Terminei de redigir o texto poucos instantes depois de troca essas mensagens com a minha amiga. Imprimi o que digitei e em seguida, fui a sala do Brooke entregar os papéis.
— Bom já podemos ir.
— Você me dá só uns poucos minutos pra me ajeitar no banheiro? Passar uma maquiagem pra chegar na exposição com uma cara mais "apresentável".
Brooke sorriu e disse que ia me esperar na portaria. Assenti e fui ao banheiro. Fiz uma make rápida e sem exageros. Minutos depois já descia para encontrar meu chefe que estava a minha espera.
****
— Richard!!
Meu chefe abriu os braços ao ver um sujeito vindo em nossa direção. E quando o desconhecido para mim se aproximou de Brooke os dois trocaram um abraço e descobri que eram amigos.
— Brooke, meu amigo. Que bom que veio. E, pelo visto, veio muito bem acompanhado, amigão.
O sujeito comentou, olhando para mim com um sorriso gentil.
— Não viaja que a moça aqui é só uma amiga. Sara trabalha comigo na editora. — esclareceu Brooke.
— Olá, Sara! — o outro sujeito me estendeu a mão em cumprimento.
— Olá. — lhe disse enquanto apertava sua mão.
— Este é Richard, Sara. A mulher dele é que está expondo as fotos aqui.
— Muito prazer, Richard.
— Igualmente, Sara.
O amigo do meu chefe era um sujeito mediano, ruivo, bonito e com um sorriso largo.
— E Tamara?
— Concedendo entrevista para alguns repórteres.
Notei certo incômodo da parte dele ao contar isso. Talvez, ele fosse um sujeito avesso à midia.
— Sua mulher vai ficar famosa depois dessa exposição. Preparado pra dividi-la com o mundo?
— Nem um pouco, cara.
Ele sorriu, fazendo uma careta engraçada que fez Brooke e eu abrirmos um leve sorriso.
— Vou ver as fotos com a Sara. Assim que Tamara estiver livre me manda uma mensagem pra irmod falar com a artista da noite.
— Beleza!
Segui com Brooke pela galeria e fomos ver as fotos da mulher do amigo dela.
A exposição trazia fotografias de pessoas de diferentes etnias, raças, cores e cantos do mundo. Eram fotos lindas de pessoas comuns, que carregavam seu encanto no olhar e seus costumes nas vestimentas típicas do local ao qual elas pertencem. Crianças. Adultos. Velhos. Mulheres. Homens. Não havia um tipo específico, eram simplesmente pessoas distintas. Cada qual com sua beleza peculiar.
Brooke foi me contando ao longo do nosso passeio pela galeria para ver cada foto, que Tamara viajou por quase três anos pelo mundo fazendo aquelas fotos. E o resultado tinha ficado incrível. Era cada foto linda exposta ali!
Vimos várias fotografias até que pelo caminho encontramos a tal Tamara e está veio cumprimentar Brooke.
— Meus parabéns, Tamara. Sua exposição está linda, sensacional.
— Obrigada, Brooke. E que bom que veio.
Ela era uma mulher linda: alta, pele negra, olhos cor de mel e lindos cabelos crespos enfeitado por uma tiara branca como seu vestido.
— Richard me intimou a comparecer.
— Ah, só por isso que veio, né seu cara de pau?!
Meu chefe riu todo sem graça. E depois, me apresentou para mulher de seu amigo. Fiz questão de parabenizá-la pelas lindas fotos e a bela exposição dela.
— Adoro fotografia e as suas são sensacionais. — elogiei.
— Muito obrigada, Sara. Foi um longo trabalho cujo resultado me dá um tremendo orgulho. E que bom que gostou.
— Nossa, eu adorei, na verdade.
Richard apareceu ali para avisar a esposa que um patrocinador da exposição chegou e queria cumprimentá-la. Pedindo-nos licença, Tamara seguiu com o marido e eu fiquei os observando se afastarem de nós. Eles faziam casal tão bonito juntos. Ela negra e ele ruivo.
— Tamara está radiante. — o comentário de Brooke me fez tirar a atenção do casal que de mãos dadas já ia lá no fim do corredor. — E eu fico feliz por ela e pelo o meu amigo. Eles são pessoas incríveis, sabe?
— Parecem ser mesmo. Você os conhece há muito tempo, Brooke?
— Richard conheci na época da faculdade há anos. Já a Tamara tem seis anos, quando ela e meu amigo começaram o relacionamento deles. No começo eles enfrentaram certa resistência por parte da família dele por ela ser negra.
O maldito preconceito!
— Eu e os outros amigos dele os apoiamos desde o início dessa relação. Víamos o quanto eles se amavam e ainda de amam. E aos poucos a família do Richard viu isso e passou a aceitar a Tamara.
— Que bom! Eles têm filhos?
— Infelizmente não. Tamara é estéril.
— Nossa!
— Mas ele me contou recentemente que eles estão pretendendo adotar.
— Que legal!
A noite na galeria foi muito bacana. Eu me diverti na companhia do meu chefe e do casal de amigos dele. Tamara e Richard eram ótimas e agradáveis pessoas. Descobri que eles se conheceram durante uma sessão de fotos que ela fazia num parque. Richard contou que estava correndo pelo mesmo parque na ocasião e se encantou pela fotografa de sorriso encantador. Segundo ele foi amor a primeira vista. E Tamara afirmou que de sua parte foi o mesmo quando pousou seus olhos em Richard que tinha vindo puxar papo com ela, alegando ser amante de fotografia porem não entendia nada.
— Seu mentiroso. — brincou meu chefe com o amigo.
— Ora foi o meio que me ocorreu de primeira para chegar perto dela. — justificou Richard para mim e Brooke. — Só que ela sacou logo que eu não entendia nada daquilo.
Nós formos as risadas.
Lá pelas dez e pouco, beirando as onze, Brooke me deixava em frente ao meu prédio.
— Brooke, eu adorei a noite. Foi bem divertida e seus amigos são o máximo. Valeu pelo convite.
— Que isso! Eu que te agradeço por ter aceitado me acompanhar. E meus amigos agora são seus amigos também. Eles te adoraram.
— Você acha que os quadros que comprei vão demorar pra serem entregues?
Eu havia adquirido dois quadros da exposição de Tamara, que estavam a venda junto com todos os outros expostos. Pretendia dá-los de presente para os meus pais. Eles assim como eu adoravam fotografia.
— Tamara certamente, vai se encarregar de liberar os seus logo. Vou falar pra ela me entregar os seus e venho pessoalmente te trazer os quadros.
— Não precisa se incomodar.
— Não será incômodo algum. Faço questão disso.
— Se é assim então... Obrigada. — agradeci. — Vou subir. Amanhã tenho trabalho e você também, chefe.
Ele sorriu e saiu do carro para vir abrir a porta para mim. Nos despedimos com um abraço seguido de dois beijos no rosto e eu caminhei para a portaria do meu prédio.
Em questão de poucos minutos já entrava no meu apê e me surpreendia ao encontrar Grissom ali na companhia de Dayse. Sorri ao vê-lo, porém meu sorriso sumiu ao ver que a cara do meu Sr.Gostoso não era nada boa. Ele estava sério, muito sério ao me encarar e nem retribuiu o sorriso que lhe dirigi. Tranquei a porta e me aproximei do sofá onde os dois estavam acomodados.
— Boa noite!
Apenas minha amiga me respondeu e após sua resposta, ela anunciou prontamente que já ia se recolher e nos disse "boa noite".
— Estou surpresa com sua presença, Gil. O que faz aqui?
— Que história é essa de você ter saído com o seu chefe, Sara?
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