Notas iniciais
Querida Jujah sabe que até seria interessante o que mencionou no seu comentário? Mas infelizmente, você está errada. O pai do bebê da Maryane não é o Conrad. É outro sujeito. Ana já antecipo a você e as demais leitoras que sim, Gil e Sara vão transar de novo durante esse fim de semana. E não será só uma vez. E sobre a Sara ficar grávida do Sr. Gostoso? Bem... Essa questão não vou nem confirmar e nem negar. Vamos acompanhar as coisas que vem pela frente. E Bruh por enquanto não dá pra dar dica do projeto do Gil, mas é algo incrível que o nosso Sr. Gostoso quer fazer.

— Uma estrela cadente! Vamos fazer um pedido?

— Você acredita nessas coisas de pedido pra estrela?

— Claro! Você não? — virei o rosto para Grissom e este me respondeu com um balançar negativo com a cabeça.

Nós dois nos encontrávamos deitados cada um na sua espreguiçadeira, observando o céu azul escuro daquela madrugada.

A conversa a respeito do casamento dele com Maryane e as razões pelas quais aquele enlace aconteceria, foi encerrada momentos atrás por mim mesma. Eu não queria mais saber nada aquele respeito. Bastava já o que descobri.

Aí diante do término do papo, eu avisei Grissom que ia subir para meu quarto, mas o Sr.Gostoso me pediu para ficar mais um pouco fazendo companhia para ele, pois estava sem sono.

A princípio, eu rejeitei a proposta. Contudo, Grissom pediu e insistiu tão docemente que ficou difícil persisti na recusa. Então eu me rendi e cedi. E, cá estávamos nós, observando o céu a seu pedido.

— Se é assim, eu vou fazer um pedido sozinha. — voltei minha atenção ao céu.

— Espera, eu faço um pedido junto com você.

Tornei a olhar para ele sem conseguir disfarçar o sorriso divertido.

— Pra quê vai fazer pedido se nem acredita nisso? — meus lábios se esticaram em um bico descontraído.

Gil sorriu e deu de ombros.

— Não importa. Eu quero fazer assim mesmo.

— Tá, então faz o seu. Duvido muito que realize, já que não acredita nisso. — resmunguei, voltando a encarar o céu e em seguida fechei os olhos. Em silêncio fiz meu pedido a estrela para que ela não me deixasse cair na tentação que era o homem acomodado na espreguiçadeira ao lado. Ele era cilada e encrenca. E eu estava fugindo de ambas. Repeti três vezes meu pedido para quem sabe assim, ele ter mais garantia de ser realizado.

Ao abrir os olhos virei o rosto na direção de Gil e ele ainda estava com seus olhos fechados. Provavelmente ainda fazendo o pedido dele. Eu ri levando uma das mãos a boca para cobri-la e não chamar a atenção de Gil, que parecia concentrado fazendo seu pedido.

Ele não acredita nisso de pedido a estrela, no entanto, está fazendo seu pedido a ela. Cara doido!

Assim que ele terminou, virou o rosto em minha direção e me encontrou encarando-o.

— Que foi?

— Nada!

— Sei... — ele resmungou, arqueando uma das sobrancelhas e espichando os lábios num biquinho sedutor que me fez desejar mordê-lo. Céus! Tudo que ele faz, qualquer gesto por mínimo que seja, me afeta e desencadeia sentimentos intensos. — Qual foi seu pedido?

Desviei o olhar dele para o bem da minha sanidade e tranquilidade da libido.

— Isso é segredo, sabia?

— Posso te contar o meu então?

— Não vai se realizar se contar.

— Vai, sim. Eu tenho certeza que vai.

Sua convicção chamou minha atenção e em virtude disto, voltei a encará-lo.

— Ah, é? — Gil assentiu. — Então, diz aí, o que pediu a estrela?

Me acomodei de lado na espreguiçadeira, ficando com o corpo direcionado a Gil. Ele me imitou, e desse modo, nós estávamos um de frente para o outro em nossas espreguiçadeiras, que se encontravam a um metro apenas de distância da outra.

— Pedi que você seja minha de novo, como naquela nossa noite juntos!

****

— Ei, gostosa, vamos acordar!... Sara!... Vai, Sara, acorda!... Ô, preguiça em forma de mulher, abre os olhos.

Eu conhecia aquela voz. Ela era bem familiar.

Abri os olhos devagar, me acostumando ainda com a claridade no quarto.

Porra, quem abriu as cortinas?

— Nossa você já foi mais bonita acordando.

Foquei o olhar ainda sonolento na figura agachada ao lado da minha cama e quase não acreditei quando vi que se tratava do meu primo. Ao vê-lo despertei na mesma hora e me joguei para os braços do Sanders fazendo-nos ir ao chão.

— Greg, eu não acredito! Você aqui?!

Estava tão feliz de ver meu primo. Fazia mais de anos que não nos víamos.

Crescemos juntos e sempre fomos muito próximos. Mas aí, me mudei de Santa Mônica para cursar a universidade em outra cidade e ele também, aí passamos a nos vermos quase que raramente. Todavia, mantinhamos contato por telefone, porque ele me ligava.

— Vim visitar a tia May e ela me contou que seus pais disseram à ela ontem que você estava aqui. Não perdi tempo e vim visitar a prima mais gostosa que eu tenho nesse mundo.

Greg me abraçou apertado, enrolando suas pernas e seus braços em torno de mim, parecendo até um polvo com seus tentáculos agarrando a presa.

— Ai, que bom que veio me ver, seu maluco adorável! — salpiquei beijos em seu rosto, fazendo Greg sorrir.

— Acha mesmo que eu viria a Santa Mônica e não passaria para te visitar sabendo que está na cidade? Óbvio que não, gata.

— Ei! Você tá gatinho hein? — observei e passei as mãos por seus cabelos loiros arrepiados. Ele sempre usava o cabelo assim. Nunca gostou do cabelo arrumadinho, era sempre bagunçado.

— Qual é?! Sempre fui gatinho, Sara!

— Quando usava aparelho nos dentes não. — provoquei-o.

Na verdade ele havia ficado uma graça de aparelho na adolescência. E toda vez que ele ia a dentista fazer a manutenção, também mudava a cor do aparelho. Perdi as contas de quantas cores ele usou ao longo do período em que fez uso do aparelho dentário.

— Ah, valeu, tá?!

Greg fingiu-se de magoado com o que eu disse, mas dois segundos depois já caía na risada comigo o acompanhando.

— E aí, como você tá?

— Será que dá pra gente ficar de pé ou vamos ficar de conversa deitados no chão mesmo?

— Até parece que não está gostando de ter sua prima gostosa bem em cima de você só de baby doll curtinho.

Sorri com malícia para ele que soltou uma gargalhada.

Greg sempre teve uma queda por mim. Na verdade, ele se dizia apaixonado pela minha pessoa. Viveu me cantando dos nossos quatorze aos dezasseis anos. E numa dessas cantadas, eu acabei cedendo e rolou um namorico escondido entre nós. Foi algo rápido, muito rápido, e o bastante para que ele percebesse que funcionávamos melhor como primos do que como ficantes.

— Não duvide que eu estou gostando disto mesmo, mas acho que a sua mulher aí dormindo, não vai gostar nada de te ver em cima de um cara com essa pouca roupa.

— Minha mulher?

— Sim. Essa que está dormindo com você ai na cama. Vocês estavam dormindo abraçadinhas e tudo. Desde quando você virou lésbica ou seria bi?

Eu não consegui aguentar ouvir aquilo sem deixar que uma sonora gargalha me escapasse. E tal riso alto despertou Dayse, que reclamou.

— Porra, Sara!! Pára de rir alto aí. Eu quero dormir mais um pouco.

Greg arregalou os olhos me fazendo rir mais.

— Dayse! — eu a chamei ainda rindo.

— Hum...

— Olha aí.

— Sara me deixa dormi, vai.

— Meu primo tá aqui achando que você é minha mulher. — contei aos risos e vendo Greg ficar corado de vergonha.

— Quê?? — sonolenta Dayse ergueu a cabeça do travesseiro e olhou para mim e Greg ainda deitados no chão. — Que merda vocês estão fazendo aí no chão?

— Acasalando! — não resisti em em zoar minha amiga.

— Ah, então podiam fazer isso no banheiro. Eu não quero ser voyer de vocês. — rindo Dayse rebateu em brincadeira, sentando-se na cama.

— Ela é minha amiga, Greg. — esclareci ao meu primo que calado escutava as besteiras ditas por mim e Dayse. O coitado do Sanders estava boiando na conversa. — Vamos levantar pra eu apresentar vocês direito.

Meu primo e eu ficamos de pé, e eu tratei de fazer as devidas apresentações entre um e outro.

— Ah, então você é o Sanders, de quem eu já atendi inúmeras ligações? — Dayse trocava um aperto de mão seguido de dois beijinhos no rosto do meu primo.

— Exato! E você é a amiga com quem a Sara mora?

— Isso aí!

De repente a porta do meu quarto se abre e Sean aparece com um largo sorriso.

— Eu não posso acreditar! — meu irmão adentrou o quarto e veio em nossa direção. — Quando meus pais disseram que você estava aqui, eu vim me certificar se era verdade mesmo. E não é que é verdade! Greg, seu grandíssimo filho da mãe!

— Sean, seu grandíssimo filho da mãe 2!

Os dois se abraçaram aos risos e deram tapas nas costas um do outro.

Assim como eu tinha uma grande proximidade e amizade com Greg, meu irmão também tinha. Greg e Sean eram muito mais do que primos, eles eram quase irmãos.

Na verdade, eu e Sean, éramos os irmãos que Greg não teve. Meu primo era filho único e viu em nós, seus primos, os irmãos que gostaria de ter tido, mas não teve. Se bem que ele só passou a me ver como irmã depois da gente ter se pegado, antes disto ele me via como sua paixonite.

— E aí, cara? Como está a sua vida?

— Está indo bem e divertida como eu. E a sua?

— Gostaria que estivesse melhor.

— Mulher?

— Não. Solteiro.

— E aquela loira que vi com você numas fotos na rede social?

— Terminei com ela. E você, namorando?

— Que nada, Sean! Sou uma alma livre. Quero só curtir, brother.

— Um dia tem que arranjar alguém e sossegar, Greg. — bati meu ombro no dele.

— Ah, um dia, Sarinha. Um dia bem distante. — ele sentenciou, passando o braço em torno da minha cintura.

Todos nós caímos na risada quando ao fim dessas suas palavras Greg fez uma careta engraçada nos deixando claro que "esse dia distante" era BEM distante mesmo.

— Você e a Dayse são inguais nisso. Ela também só quer sossegar mais lá para frente, não é amiga?

— Com certeza!

— Dayse já me considere seu amigo. — meu primo estendeu a mão para minha amiga, que a segurou. — E se quiser uma amizade colorida, estamos aí.

— Greg! — rindo, eu o recriminei lhe acertando um safanão no braço.

Aquele ali era fogo.

— Opa, amizade colorida é comigo mesma.

E a Dayse não ficava atrás.

— Vocês dois são farinha do mesmo saco, meu Deus. — comentei em divertimento e os outros riram.

Nesse mesmo instante observei Gil aparecer na porta aberta do meu quarto. Sem ser convidado, ele entrou e vi seu olhar bater certeiro em mim, passeando por meu corpo de cima a baixo, sem qualquer discrição. Quis me enterrar e rezei para ninguém notar a cara de pau daquele sujeito em me olhar na cara dura.

Seu olhar se desviou de mim para meu primo postado ao meu lado abraçado a minha cintura e com a mão repousando na lateral dos meus quadris.

Vi Gil apertar o maxilar e uma de suas sobrancelhas se arquearam enquanto seu olhar sério e incisivo estava encarando a mão de Greg em mim.

Era impressão minha ou o Sr.Gostoso não estava gostando de ver aquilo?

Será que ele estava com ciúmes de mim?

A louca dentro de mim começou a pular em alegria só de cogitar isso. Gil com ciúmes de mim! Será possível?

— Ah, Greg, deixa eu te apresentar esse cara aqui. — Sean disse todo já cheio de intimidades passando um dos braços pelos ombros de Gil e chamando-o de "cara". — Este é o Gil, noivo da Maryane. A chata da nossa prima vai casar. Desculpa por chamar sua futura esposa assim, Gil. Mas é que Maryane é um pouco chata.

Sean se explicou à Gil enquanto lhe apresentava nosso primo Greg. Depois meu irmão apresentou nosso primo ao Sr.Gostoso.

Foi nítido, ao menos para mim, e espero ter sido só para mim mesmo, o alívio de Gil depois que soube que Greg era como se fosse um irmão para mim e Sean. O Sr.Gostoso rápido suavizou a expressão.

— Cara, não sei se te dou os parabéns ou te desejo boa sorte por casar com Maryane.

— Acho que deve ficar com a segunda opção, Greg. Nós sabemos bem que ele precisará de sorte. — sugeri enquanto meu primo trocava um aperto de mão com Gil.

Todos nós ali sorrimos, inclusive, o Sr.Gostoso, que me olhou e piscou.

Notas finais
Greg fazendo uma pontinha como primo da Sara. Gil já ficou com ciúmes de Sara com o primo. Mas logo o ciúmes da proximidade entre a morena com o primo será substituída pela proximidade dela com outra pessoa. Vocês têm um palpite de quem seja? Dica: É uma pessoa que está bem próxima dos dois. Só que o Gil nem tem porquê sentir ciúmes desse sujeito com Sara, mas vai acabar sentindo mesmo assim. Beijos e até o próximo.