Notas iniciais
Boa noite, meninas! Capítulo novo! Mas antes de comentar sobre ele, quero primeiramente dar as boas vindas a Aira pipipopo, uma nova leitora. Flor, te agradeço aos elogios e me alegra saber que gosta da história. Sobre o desfecho dela, já estou trabalhando nele. E prepare-se, ou melhor, preparem-se todas vocês, leitoras para as fortes emoções e surpresas que estão por vir daqui pra frente até o fim. Agora falando do que lerão logo abaixo, aviso: capítulo Hot... MUITO Hot! Boa leitura.

— Assim que chegar em casa tentarei falar com seu pai, querida.

Assenti para minha mãe e nós trocamos um longo e caloroso abraço de despedida. Saber que agora tinha o apoio dela e de Sean, e que eles não me virariam as costas por conta da minha relação com Grissom, fez com que uma tonelada de medo tivesse saído de cima das minhas costas. Agora só faltava mesmo o apoio do meu pai para tudo ficar perfeito.

Depois do nosso abraço foi a vez de me despedir do Sean da mesma forma.

— Sabe que pode contar com o seu mamão sempre, não sabe?

Assenti. Depois de hoje, eu tinha mais certeza ainda disso! Tanto em relação a Sean quanto a nossa mãe.

— Se cuida e liga pra gente com mais frequência.

Ele me disse após nos afastarmos.

— Eu vou ligar sim!

Daqui para frente pretendia ser menos relapsa com eles. Estaria mais em contato com minha família — ou pelo menos com Sean e nossa mãe — de uma maneira mais frequente do que vinha sendo.

— E você cuida bem da minha irmãzinha, hein? Qualquer deslize... E vou atrás de você onde quer que esteja... Cunhadinho!

Sean deu três tapinhas no ombro de Gil enquanto lhe sorria de um jeito nada amistoso. Acho que nunca vi o meu irmão ameaçar tanto um namorado meu antes, como já havia feito naquele meio tempo em que estava ali.

Sem se deixar intimidar Grissom assentiu e estendeu a mão para meu irmão em um cumprimento de despedida. Dois minutos depois disso, eu já fechava a porta do quarto após minha mãe e Sean terem partido dali.

— Viu só como foi bom ficarmos na cidade?!... — me virei para Gil que estava a poucos passos de distância de mim. — Se tivéssemos ido, você não teria a chance de conversar pessoalmente com a sua mãe.

O encarei me encostando a porta. Lhe dei aquela olhada de cima abaixo e cruzei os braços.

— Que foi? — ele me olhou sem entender o porquê de eu olhá-lo silenciosamente.

O motivo do olhar era que somente agora fui reparar bem no quão tentador o Sr.Gostoso estava. Antes de recebermos as visitas de Sean e minha mãe, Gil usava bermuda moletom cinza, regata branca e chinelos. O que não deixava de ser um look tentador nele!

Mas aí, momentos antes da chegada dos nossos visitantes, Grissom resolveu trocar de roupa para estar mais "apresentável" a minha família. Substituiu a bermuda por uma calça jeans clara e a regata por uma camisa de algodão, na cor vermelha, contudo manteve os chilenos e conseguiu a façanha de ficar tão gato quanto estava antes.

— Nada! — respondi sua pergunta. — E sobre o que disse acerca da minha mãe, tinha razão. Foi muito bom termos ficado.

Concordei com ele enquanto lhe dava mais uma nova olhada de cima a baixo.

— Acredito que logo será o seu pai que vai estar aceitando nossa relação e dando sua aprovação para o nosso casamento, assim como a Laura fez ainda pouco!

Depois de mil e duas recomendações e até algumas ameaças a Gil, de fato minha mãe deu seu "aval" e nos aceitou juntos. Torcia para que em breve recebesse o mesmo aval do meu pai.

— Tomara!

Esperava que mais uma vez, Gil estivesse certo no que dizia.

— Agora mudando de assunto...

Me afastando da porta, fui até o Sr.Gostoso e parei há um passo apenas de distância dele.

— ...Você me surpreendeu ao revelar sobre a verdadeira paternidade do bebê da Maryane. — depositei as mãos em seu peito e com os dedos me pus a brincar com os dois botões de sua camisa bonita.

Não vou esconder que fiquei feliz e ainda me encontrava em estado de graça pelo que ele revelou a minha mãe. Mesmo diante das minhas cobranças, não colocava muito fé que Grissom fosse um dia de fato revelar aquilo, muito menos naquele exato momento. Mas ele foi na contramão do que eu achava e isso foi uma grata surpresa.

— Percebi!

Suas mãos repousaram em minha cintura e ele me puxou para junto de seu corpo. Aproveitei o embalo passei os braços ao redor de seu pescoço, unindo mais nossos corpos um ao outro.

— Vi o quanto a minha omissão em relação a verdadeira paternidade dessa criança estava te incomodando bastante. E, de alguma forma, sei que isso ia acabar pesando e causando mais desavenças entre nós futuramente. Então, visando o bem estar da nossa relação, e não querendo vê-la mais chateada comigo, resolvi abrir o jogo com eles.

Gil murmurou as últimas palavras antes de juntar sua testa a minha e roubar-me um despretensioso e rápido beijo.

— Até porque não gosto quando brigamos, muito menos quando você fica aborrecida comigo.

— Nem eu gosto disso!

Deixei que um sorriso escapasse.

— Adoro quando sorri.

Seus braços fortes se apertaram levemente em torno da minha cintura, aniquilando qualquer mínima distância que ai da houvesse entre nossos corpos. Bastou essa proximidade toda para a ideia de Gil e eu na cama matando as saudades, começar a dançar em minha mente por segundos, lembrando-me que há uma semana não transávamos.

— Agora tenho razões pra voltar a sorrir. Ao menos em parte.

Num único dia fui de um extremo ao outro. De uma manhã desgostosa e desastrosa na casa dos meus pais, para um ótimo fim de tarde em decorrência das visitas que recebi.

— Suponho que as razões disso sejam: a vinda da sua mãe e do Sean aqui, e o apoio que eles nos deram, certo?

— Também!

Havia outra além destas, que me deixaram tão feliz quanto aquelas.

— Também? — ele questionou com curiosidade e confirmei com a cabeça. — E qual seria a outra ou outras razões?

— Na verdade é outra, uma só razão a mais. Trata-se de você ter admitido que não é o verdadeiro pai do bebê de Maryane.

Obviamente, ainda não me agradava em nada a ideia dele assumir essa criança (talvez isso seguisse desagradando por um longo tempo). Porém... Agora, tal fato estava incomodando menos, depois de Grissom ter deixado minha família ciente, que ele não é biologicamente o pai desse bebê. Portanto, eu NÃO estava o separando do filho dele!

— Acredito que por isso não mais nos desentenderemos, né?

— Pode ser!

— Por que "pode ser"?

Resolvi deixar no vácuo esse seu questionamento. Já chega de rusgas entre a gente por hora!

— Sabe que me deu vontade de comemorar os fatos de você ter dito a verdade e a aceitação da minha mãe quanto a nós.

Estava feliz (não totalmente, pois ainda faltava a aceitação do meu pai em relação a mim e Grissom) e extravasar aquela felicidade numa comemoração com Gil era tudo o que mais desejava naquele momento. Ainda mais, se a comemoração fosse a que eu tinha em mente.

Observei Grissom franzir momentaneamente a testa ao ver que eu ignorei sua pergunta. Porém não ousou dizer nada respeito disso e sim, a comemoração que mencionei, sugerindo que fôssemos jantar mais tarde no restaurante daqui do hotel e depois podíamos sair para dançar.

A proposta dele era boa e tentadora. Porém, eu já tinha muito bem claro a comemoração que queria fazer com ele.

— Eu pensei em outra coisa.

De maneira bem sedutora fui descendo minhas mãos de sua nuca, deslizando-as pela extensão de seus ombros, braços até o punho e fazendo o caminho inverso por seu abdômen e peitoral, até retornar a seus ombros onde comecei a massageá-los, arrancando de Gil um sorriso por aquilo.

— Tipo?

Ele sussurrou e pareceu desconhecer completamente o que eu tinha idealizado para gente. Ou talvez, apenas, estivesse fingindo e jogando comigo. Independente do que fosse, tratei de revelar à ele as minhas (más) intenções.

Aproximando minha boca da sua, eu sussurrei:

— Te levar pra cama e transar loucamente com você .

Eu podia dizer aquilo de uma maneira mais romântica como, por exemplo: fazermos amor! Mas, eu queria algo que soasse mais depravado que romântico. Pois a intenção primeiro era fazer sexo e depois amor.

Um assobio alto seguido de um sorriso safado escaparam de Gil.

— Essa comemoração me agradou bem mais!

Abri um sorriso da cara safada que ele fez ao falar aquilo. Acho que com a saudade que estávamos um do outro era capaz dessa comemoração virar a noite e se transformar numa maratona assim como foi a nossa primeira noite juntos.

Aquela altura ali, eu me encontrava louca para levá-lo para o quarto e matar a saudade, que se acumulou desde que Gil viajou há uma semana. Depois que chegamos naquele hotel horas atrás, não houve clima para sexo. Eu estava péssima com o ocorrido na casa dos meus pais. Porém, agora as coisas já tinham melhorado e tudo que eu mais desejava e queria era "tirar o atraso" com aquele cretino.

— A mim também. Portanto... Você vem comigo agora para o quarto!

Saí puxando Gil pela camisa em direção ao quarto. Momentos depois, eu já o jogava na cama vestido apenas com uma cueca boxer preta com pequenas listras verticais na cor branca, que ainda ostentava no cós de elástico o nome de uma famosa grife masculina. Sob seu olhar, me despi e fui me acomodar sentada sobre seu quadril usando somente meu conjunto de lingerie bege.

Sem perder tempo me inclinei para frente e juntei nossas bocas num beijo demorado e tão intenso quanto o trocado no avião.

O toque das mãos de Grissom apalpando partes do meu corpo, durante o nosso beijo só foram fazendo com que a saudade, o desejo e a necessidade por aquele homem que eu mantinha sob meu domínio, se apoderassem do meu ser e mais ainda do meu corpo, maid especificamente do centro do meu quadril que pulsava sobre o de Gil que eu já sentia excitado.

Um gemido escapou-nos, quando durante o beijo eu fiz um movimento com o quadril, friccionando meu centro ao de Grissom. Repeti o movimento dois segundos depois e outro gemido nosso, só que mais alto que o anterior. As mãos do Sr.Gostoso abandonaram minha cintura e foram parar ambas espalmadas em minha bunda. Com um aperto seu, ele me incitou a outro novo movimento com os quadris. O fiz e a resposta foram outros gemidos nossos. Repetimos isso mais três vezes até Grissom fazer menção de inverter nossas posições, mas não lhe permiti isso. O poder e o domínio da situação seriam meus daquela vez, ao menos nesse início.

— Hoje quem vai comandar essa brincadeira sou eu! — sussurrei para ele após afastar minha boca da sua, pondo um fim temporário ao nosso beijo que já durava algum tempo. — Ou pelo menos a primeira parte dela. — meus olhos estavam fixos nos seus e os dele nos meus. — Sendo assim, você só será meu no momento que eu quiser e da maneira que eu desejar.

Minha língua deslizou por sobre seus lábios vermelhos e inchados pelo beijo recém trocado.

Sempre era ele quem fazia as coisas em mim e pra mim; era ele quem ditava o ritmo e comandava as nossas transas. Não que eu não gostasse das coisas serem assim. Eu ate gostava, mas agora era a minha vez de mandar e comandar essa porra, ou pelo menos a primeira parte dela, como bem mencionei a ele.

— Gostei disso! Primeira parte sua... E a segunda é minha?

Ele sorriu um tanto safado.

— Exatamente!

— Então sou todo seu!... Use e abuse de mim da maneira que ben quiser, querida.

Ele jogou de maneira displicente os abraços acima da cabeça e nós acabamos rindo por um breve instante disto. Contudo, frações de segundos depois, eu já estava reivindicando novamente sua boca com a minha.

Como era bom beijá-lo! Mas, dessa vez, esse nosso segundo beijo não durou mais que poucos segundos, pois eu tinha planos de saborear e explorar outras áreas daquele corpo gostoso.

Uma mordida leve em seu queixo barbado e segui para seu pescoço onde lhe deixei beijos molhados, mordidas de leve e passeei com a língua. Segui caminho abaixo até alcançar seu peito esquerdo. O mordi antes de circundar com a língua por seu mamilo e então abocanhá-lo para sugá-lo, arrancando daquele homem um suspiro. Repeti o gesto no outro mamilo e o resultado foi o mesmo para a minha inteira satisfação. Se eu era receptiva aos seus estímulos, Gil também não ficava atrás quanto aos meus.

Serviço finalizado por ali! Então, parti com a língua agora e, tendo o olhar de Grissom me acompanhando o tempo inteiro, um caminho mais para baixo deixando para trás uma trilha úmida. Salpiquei alguns beijos molhados por sua barriga firme e deslizei a língua pela extensão dela, vendo-o contrair os músculos daquela região em resposta ao meu toque molhado. Aí, por fim, cheguei aonde queria: o cós de sua cueca, que estava muito bem recheada, diga-se de passagem!

Pressionei os lábios e encarei por um mísero segundo Gil antes de levar uma das minhas mãos de encontro a todo aquele volume ainda guardado dentro da cueca. Bem devagar comecei a massageá-lo por cima da peça e Grissom suspirou bem fundo com minha carícia. Ele já se encontrava duro e parecia preparado para consumarmos nosso ato, mas... A minha intenção ainda não era essa!

Com a ajuda de Grissom que ergueu um pouco os quadris ao meu pedido, eu o livrei da cueca e para o meu inteiro deleite agora o tinha nú em pêlos.

De joelhos na cama e entre as pernas dele, apoiei as mãos nas coxas grossas de Grissom. Pela segunda vez pressionei meus lábios um ao outro ao fixar meus olhos exatamente em seu majestoso e excitado membro. A vontade de me encaixar sobre ele e cavalgá-lo até a exaustão foi grande, confesso! Mas antes de partir para essa "fase da brincadeira", eu tinha "planos ousados" que pretendia colocar em ação.

Grissom já tinha me feito inúmeros orais durante aquele pouco tempo que estávamos juntos, e eu nenhum nele. Nem mesmo na nossa louca maratona da primeira noite juntos. Mas agora era hora de mudar isso e dar a ele o prazer que muitas das vezes ele me proporcionou com esse tipo de sexo. Entretanto, não sabia se ele gostava de receber oral. Quanto a fazer, estava mais que claro, pois eu era prova disso. Agora receber, eu tinha dúvidas, porque em nenhuma vez Grissom me pediu ou deu a entender que queria que eu lhe fizesse. Coisa bem diferente do traste do meu ex!... Ops, péssima hora para lembrar do Elliot!

Sem dirigir o olhar a Gil fui me acomodando deitada entre suas pernas. E enquanto me ajeitava para ficar numa posição confortável para dar início ao oral que eu pretendia lhe fazer, ouvi o Sr.Gostoso deixar escapar um palavrão em gemido.

Lancei um olhar em direção ao seu rosto e encontrei Gil me encarando com um sorriso que misturava desejo com excitação.

— Vai fazer isso mesmo?

Sua voz era rouca e ele parecia não acreditar no que eu estava prestes a fazer. Assenti a ele de maneira positiva e o vi engolir a seco para depois sorrir um tanto satisfeito.

— Então vai em frente... baby! ELE é todo seu!

Jesus!

A forma sexy, sensual e até erótica com a qual ele pronunciou aquelas palavras, me fez eriçar da cabeça aos pés. E juro, que se ele tivesse sussurrado aquilo bem no meu ouvido, enquanto me possuía com o vigor que eu sabia que ele era capaz de me possuir, eu desmanchava na mesma hora!

Tomando-o em minhas mãos com cuidado, porem firme, eu o senti bem mais quente, pulsante e duro, quanto imaginei que estaria. Inicialmente fiz breves movimentos de vai e vem com as mãos pela sua generosa extensão, para só então descer minha boca por ele e deslizar até sua metade, ouvindo Grissom suspirar e gemer meu nome por duas vezes.

Eu não era nenhuma expert no sexo oral, mas modéstia a parte sabia fazer bem feito. Elliot e meus outros ex-namorados nunca reclamaram, pelo contrário, sempre teceram elogios as minhas performances. E com Grissom, eu queria que fosse melhor do que foi com os outros. Quem sabe até alcançar a proeza de ser melhor no sexo oral do que qualquer outra mulher tenha sido para ele antes de mim. E para isso daria o meu melhor naquilo!

Retornei a cabeça de seu membro e com a língua fiz lentos movimentos circulares nela. Arrisquei uma olhadela em Grissom e ele estava naquele momento de olhos fechados, boca entreaberta, mãos apertando o lençol da cama com força e peito subindo e descendo num ritmo já diferente do "normal".

Tirei meus olhos dele e foquei no meu "serviço". Tinha que sair perfeito!

Minha boca guardou outra vez seu pênis já mais rígido que antes e deslizou outra vez por sua extensão para retornar ao "ponto de partida"; suguei brevemente a sua glande fazendo Grissom arquear os quadris da cama. Eu queria levá-lo a perdição pura e total, e esperava conseguir isso.

Coordenando os movimentos das mãos junto com os da boca e língua, eu comecei num ritmo lento os movimentos de vai e vem, e subir e descer, intercalando-os com algumas sucções e lambidas.

— Que boca maravilhosa!... Não pára, querida!

Lhe escutei pedir pouco depois de imprimir um ritmo mais acelerado. Ele agarrou meus cabelos e os segurou apertado num rabo de cabelo.

Sorri de leve sem deixar "cair" o ritmo mais acelerado dos movimentos. Não tinha qualquer intenção de parar mesmo. Não ainda! Não sem antes conseguir o que quero!... Prossegui por mais um pouco até que ouvi de Gil:

— Sara... Eu vou gozar... Vem e monta em mim, querida!

Negativo, meu bem!

Com mais intensidade continuei o que fazia e ignorei o pedido de Grissom.

— Sara...

Seu gemido pareceu um alerta, que outra vez ignorei. Prossegui, pois queria exatamente que ele viesse em minha boca, como eu já cheguei na dele algumas vezes; queria seu gozo, sentir o gosto dele e engoli-lo até a última gota, algo que até então não havia feito com outro antes de Grissom, pois nunca tinha sentido tanta vontade daquilo como agora com o Sr.Gostoso!

— Puta merda!

Ele gemeu jogando a cabeça para trás nos travesseiros e eu podia apostar que estava se segurando.

— É isso mesmo que você quer, Sara?

A minha resposta foi sugá-lo com mais intensidade. A consequência depois disso, foi que ele veio em jatos quentes que bateram na minha garganta. Seu gosto era bom... salgado, mas bom. E eu engoli tudo até a última gota como queria e enquanto meus ouvidos eram agraciados por seus gemidos longos e roucos misturados a palavras desconexas.

Serviço feito e terminado!

Satisfeita com o fato de ter conseguido o que queria, eu me levantei e apoiando as mãos e os joelhos sobre o colchão, fui engatinhando sobre Gil até alcançar seu rosto. Estava bem corado, com os olhos fechados e na testa algumas gotículas de suor. Sorri e beijei sua boca rapidamente, mas ele sequer retribui pois ainda parecia meio "fora de órbita" pelo meu feito. Mais satisfeita ainda fiquei por ter lhe levado ao paraíso. Coisa de uns três segundos depois, ele pareceu voltar.

— Meu Deus, Sara! Você...

Ele próprio se interrompeu, dando um longo suspiro enquanto parecia procura a palavra perfeita para definir minha performance.

— Foi bom?

Anseei por sua resposta positiva como quem anseia por água após passar dias no meio do deserto sob um sol escaldante.

— Garota... Foi um espetáculo!

Sua resposta seguida de um sorriso foi a minha recompensa assim como o seu prazer. Satisfazê-lo daquela forma era tudo o que eu esperava conseguir e pelo que ele deixou claro, eu consegui isso com louvor.

Me puxando pela nuca Gil uniu nossas bocas em um beijo calmo, que durou poucos segundos apenas.

— Depois de hoje passei a amar mais ainda a sua boca. Ela me fez ir ao céu, sabia?

— Que bom, pois essa era a intenção dela.

Ele sorriu feito um garoto contente e satisfeito.

— E a minha intenção agora é fazer você ir ao céu também, querida.

Num movimento rápido que me pegou desprevenida, Grissom inverteu nossas posições e tratou de me despir com rapidez do conjunto de lingerie, atirando cada uma das peças por cima dos ombros o que em fez rir.

Grissom também sorriu, mas era um sorriso altamente malicioso e pervertido, algo que me fez sorrir mais ainda.

Com destreza e cuidado meus ombros, seios e a barriga foram agraciados com beijos dele. A cada contato da sua boca em mim a minha pele arrepiava e meu centro pulsava desejoso para ser o próximo que receberia o toque macio daquela boca mágica e sedenta. E não custou nada para isso por fim acontecer.

Dos altos dos travesseiros eu me deleitava vendo sua cabeça grisalha acomodada entre minhas pernas enquanto sentia sua boca me sugar e sua língua maravilhosa ora me lamber, ora me invadir com extrema excelência e perfeição. Os gemidos altos já me escapavam, pois eu era incapaz de contê-los. Pouco me importa se por acaso dos corredores do hotel fosse possível me ouvirem. Dane-se! Grissom já havia confessado que adorava ouvir meus gemidos de prazer, então que assim fosse.

— Gil!

Agarrando seus cabelos, eu expulsei seu nome da minha boca junto com um gemido. Já estava me aproximando do meu limite e por mais maravilhoso que fosse, chegar ao orgasmo na boca do Sr.Gostoso, eu não queria isso agora. Desejava alcançar o prazer com ele dentro de mim! E parecendo entender isso, Grissom interrompeu-se e veio se acomodar sobre mim. Ele que àquela altura já estava mais do que pronto e recuperado, me penetrou devagar e só parou até estar por inteiro todo guardado dentro de mim.

Céus! Que saudades disso e DELE!

Era bom demais tê-lo abrigado dentro de mim e me preenchendo daquela forma que só ele sabia e me satisfazia.

Achei que fosse logo começar a se mover, mas não. Primeiro, Grissom agarrou minhas mãos e as levou até o alto da minha cabeça e entrelaçou seus dedos aos meus. Só depois disto que ele iniciou os movimentos de seu quadril escondendo o rosto em meu pescoço. Três estocadas devagar e o ritmo das entradas e saídas em mim aceleraram, com ele sempre fazendo questão de manter nossas mãos unidas sobre a minha cabeça e o rosto escondido em meu pescoço, enquanto me sussurrava roucamente obscenidades impublicáveis ou me beijava.

Seus movimentos firmes, intensos e rápidos pareciam querer me rasgar em duas. Ele batia lá no meu fundo e eu estava indo a loucura com aquilo. Queria tocá-lo, mas suas mãos segurando as minhas me impossibilitavam disso.

— Quero tocar em você, Grissom! — pedi, ou melhor, implorei.

Na mesma hora ele me atendeu e largou minhas mãos. Pude passear com elas por suas costas já suadas até alcançar sua bunda e apertá-la. Um gemido escapou de Grissom. Ele então interrompeu seus movimentos, aí foi a minha vez de gemer insatisfeita e manhosa, pois não queria que parasse.

Antes que eu ousasse reclamar, Gil me beijou. Segurando seu rosto, me pus a movimentar os quadris sob ele enquanto nos beijávamos. Segundos depois sua boca se afastou da minha assim como seu corpo também.

— Ei!

Protestei arranhando seu abdômen. E já ia mandar que ele voltasse e continuasse o que fazia antes de me beijar, quando Grissom anunciou, gesticulando com o dedo indicador:

— Vira! Quero terminar te comendo por trás e de um jeito que você... Vai gozar gostoso e em segundos, querida!

Puta... Que... Pariu!

Meu tesão chegou a níveis inimagináveis depois dessa fala de Grissom. Assim, do jeito que eu estava, realmente iria gozar em segundos. E sobre ser gostoso? Bom... Com Grissom sempre era gostoso!

Sem fazer a mínima objeção, porque eu não era louca para fazer isso né? Eu atendi, no mesmo instante o pedido dele. Fiquei de quatro, com o rosto apoiado na cama e o quadril bem empinado para lhe dar mais profundidade quanto a penetração.

Antes de me penetrar Gil aproveitou a posição que eu estava, para me desferir um tapa no lado direito da bunda, algo que me arrancou um gemido.

— Senti saudades de fazer isso. — Gil admitiu após o golpe desferido. — Tinha algum tempinho que não batia nela. E sei que você também sentia saudades disso, que eu sei.

— Sim! — afirmei com sinceridade e sem demora.

— Sabia! — ele resmungou todo convencido enquanto o sentia posicionar seu membro em minha entrada.

Não custou mais que um segundo para ele estar logo depois se metendo para dentro de mim de novo. Com uma das mãos segurando firme o lado esquerdo da minha cintura, enquanto a direita foi parar sobre meu clitóris, Gil começou a se movimentar firme atrás de mim, ao mesmo tempo que seus dedos me estimulavam.

Daquela forma seria humanamente difícil não gozar em questão segundos, ainda mais levando em conta que eu já estava há mais de meio caminho disso.

E foi preciso poucos segundos de Gil me possuindo naquela posição, para eu alcançar meu segundo orgasmo e gozar mais que gostoso. Grissom se juntou a mim logo em seguida e ao fim desabou seu corpo molhado de suor sobre o meu.

O silêncio tomou conta do quarto por sei lá quanto tempo, enquanto Grissom e eu permaneciamos estáticos na cama e respirando ofegantes. Meu coração batia rápido e nas minhas costas eu era capaz de sentir o pulsar forte do coração de Grissom, que até parecia sincronizado com o meu.

As coisas ali foram além do que eu esperava. E com certeza aquilo tomou aquela proporção toda por causa da saudade acumulada e da necessidade que tínhamos um pelo outro. Foi uma sessão de sexo deliciosamente maravilhosa!

— Sara!

Sua voz saiu baixa e lânguida.

— Hum...

E a minha não soou tão diferente assim que a dele!

— Foi bom?

Sorri. Aquilo tinha sido mais que bom.

— Foi espetacular!

Pude sentir em meu ombro seus lábios se espichando em um sorriso.

Muito mais tarde e antes de dormimos, nós repetimos a dose com um porém. Desta vez não fizemos sexo selvagem e ardente. Ao contrário, fizemos amor daquela maneira calma e romântica, que cabia bem ao termo "fazer amor". Foi devagar, sem pressa; regado a movimentos suaves; beijos lentos; toques sutis. Teve olhos nos olhos o tempo inteiro, isso quando não estávamos nos beijando. E houve uma conexão de almas, não só de corpo. Foi realmente amor e não só sexo como havia sido bem mais cedo. E foi perfeito tanto dessa forma, quanto tinha sido da anterior, porém... bem mais mágico.

— Eu te amo mais do que tudo, Sara!

Sua declaração carregada de emoção veio antes dele me beijar e sucumbir ao ápice do prazer pouco antes de mim.

— Eu também te amo dessa mesma maneira!

Minhas palavras saíram sussurradas, bem no exato instante em que nossas bocas se separaram, e eu já tinha assim como Grissom chego ao meu orgasmo.

Pessoas até poderiam tentar nos separar, mas acho difícil conseguirem, pois o amor que sentimos um pelo outro se mostrava cada vez mais forte e indestrutível!

Notas finais
E com essa maneira romântica encerramos este capítulo, que espero ter agradado a vocês. Beijos e até o próximo.