One Night - Livro 1

58 Capítulo LVIII


Notas iniciais
Se não bastasse o pai do Gil, Sara ainda vai ter um encontro desagradável com o "amigo" do Sr. Gostoso. Eita, que a vida não anda nada fácil pra Sara! Mas logo melhora.

As palavras do pai de Gil me deixaram momentaneamente sem ação. Eu na verdade fui tão pega de surpresa por ouvir aquela grosseira dele, que nem soube o que dizer em resposta. Mas Gil se apressou em tomar a minha defesa.

— Quem está sendo deselegante aqui é você, pai, ao tocar nesse assunto sem a menor necessidade. Pra quê isso? Está constrangendo a Sara.

— Ela não me pareceu constrangida quando bateu em Camille, muito pelo contrário.

— Ela me provocou, senhor. Eu não tenho sangue de barata. — consegui abrir a boca para me defender.

— Isso me parece mais "justificativa" de garota de doze anos e você pelo que vejo já passou dos doze há alguns anos.

— Já basta de grosseiras com a moça! — Gil se mostrou irritado.

— Veja lá como fala comigo, Gilbert. Sou seu pai e não seu moleque.

— Então se comporte como um homem e não um moleque implicante. Está sendo de uma falta de respeito enorme com a moça. Ela não lhe fez nada.

Gil se mostrava claramente furioso com o pai e aquela situação desnecessária que o mesmo estava criando ali. Eu também estava igual à ele, porém me segurava para não deixar aquilo transparecer. Até fingi tirar por menos aquela situação para evitar um bate-boca maior entre pai e filho.

— Grissom tudo bem! — eu lhe disse numa falsa calma. — Não precisa também falar assim com o seu pai. — pedi, tentando amenizar a situação.

— Precisa sim, Sara. — Gil afirmou ao me lançar um rápido olhar, e depois voltou a fitar o pai. — O senhor Joseph aqui foi extremamente desagradável com você. E não foi esse tipo de educação a qual ele acabou de demonstrar não ter, que meu querido pai me deu, não foi, papai?... — havia um explícito tom irônico quando Gil pronunciou as palavras "querido pai" e "papai". — Deve desculpas a moça por sua grosseira com ela.

Olhei para o tal Joseph e este encarava o filho tão furioso quanto Grissom lhe encarava. Eu achei por bem dizer que não havia necessidade daquele pedido de Gil, pois estava claro na expressão do pai dele que o sujeito tinha detestado aquela 'ideia' do filho. Porém, antes que eu tivesse a oportunidade de falar, o tal Joseph de maneira nada contente e soando nenhum pouco verdadeiro, me pediu desculpas. Mesmo não sentindo verdade alguma no pedido dele, resolvi aceitar seu pedido para pôr fim logo naquela desagradabilíssima situação quase formou ali.

Certamente, se aquilo não tivesse um fim o mais rápido, as coisas iam descambar para algo bem pior. E eu não queria nada daquilo. Por isso mesmo aceitei o pedido de desculpas daquele senhor mesmo ciente de que ele não foi sincero.

Mas também pouco importava mesmo sua falta de sinceridade, pois em contrapartida, eu também não fui completamente sincera com ele na aceitação. E só não mandei aquele senhor tomar naquele lugar e depois ir para àquele outro, porque o sujeito era pai do Gil. Foi em consideração ao meu Sr.Gostoso que não fui tão grosseira com aquele pai dele quanto o mesmo foi comigo.

Após ter seu pedido de desculpas aceito — só de fachada por mim — o pai de Gil se dirigiu ao filho 'pedindo' que ele o acompanhasse agora, pois queria falar a sós com ele.

Me pedindo licença, Gil o seguiu visivelmente insatisfeito. Assim que os dois se foram, eu xinguei silenciosamente de inúmeros nomes nada gentis aquele senhor Joseph. Aquele homem foi o sujeito mais grosseiro que já conheci. E eu podia ter revidado aquela grosseira toda dele, mas me segurei porque certamente se eu fizesse com ele o que fez comigo, a coisa não ia prestar ali. E não queria estragar a festa do Lewis. Então engoli aquele sapo calada!

Depois do que ocorreu minha vontade era de ir embora dali naquele instante. No entanto seria deselegante com o anfitrião da festa, pois não tem nem uma hora que cheguei aqui e já iria embora. Então eu ainda ficaria, mas não seria por muito tempo.

— Dayse aonde você se meteu? — procurei com os olhos a minha amiga entre as pessoas pelo salão. Precisava contar à ela o que houve; externar a raiva que eu estava sentindo por dentro devido ao ocorrido.

Obviamente que parada ali, eu não ia achá-la. Então resolvi circular pela loja à procura de Dayse. Aposto que nesse meio tempo ela já deve ter arranjado uma companhia masculina para bater papo.

Segui pelo salão com o olhar atento à procura da minha amiga. Em questão de pouco tempo, eu já a encontrava de papo com um cara boa pinta.

Dayse, você realmente não perde tempo. Jesus!

Fui até onde ela e o cara estavam conversando de maneira bem animada, pois ambos sorriam.

— Aí está você! — Dayse se virou para mim e sorriu. — Estava te procurando.

— Puxa, achei que ainda estava de papo com o Grissom!

— O pai dele chegou e depois te conto o resto. — eu não ia contar na frente daquele desconhecido.

— Se quiser pode contar agora pra ela. Tô indo já. Dayse vou estar no segundo andar tocando. Aparece lá na boate que montaram. Com licença.

O sujeito bonitão deu um beijo no rosto da Dayse e acenou para mim, depois se retirou. Quanta intimidade adquirida em tão pouco tempo em que eles devem ter passado de papo.

— Quem é esse cara?

— Um DJ que vai tocar na boate que armaram pra essa festa no andar de cima da loja.

— Meu Deus, Dayse. Você saí de perto de mim por quase vinte minutos e já fica toda amiguinha de um cara? Acho que esse foi seu recorde.

Ela riu.

— Essa eu tenho que me defender. Não fui eu quem chegou nele e puxou papo dessa vez. Foi o bofe quem veio em mim. E você nem imagina. Ele é primo do namorado do Lewis.

— Mentira! Ele te contou isso?

— Não. Ele apenas disse que era primo de um tal Edgar, que é um grande "amigo" do Lewis. Aí, eu lembrei que você comentou certa vez comigo que o namorado do Lewis se chamava Edgar. Logo meu 'tico e teco' ligaram os pontos e eu cheguei a essa conclusão.

— Ah, tá. E vocês parecem ter se dado bem, né?

— É. Mas me conta como foi o papo com o Sr.Gostoso?

— Estava indo bem até o pai dele surgir e ser tremendamente grosseiro comigo após o Gil nos apresentar.

— Grosseiro? O que ele disse ou fez pra você?

Sem esconder a minha raiva, eu contei de maneira breve e resumida o ocorrido de ainda pouco. Dayse ficou fula da vida e disse que já havia detestado o pai de Gil. Nem preciso dizer que compartilho dessa mesma opinião da minha amiga, né?!

Nós ainda ficamos falando mais um pouco sobre o pai do Gil e o modo como ele me tratou. Depois Dayse me contou a respeito do novo "amigo" dele, o DJ. Seu nome era Damien, mas gostava de ser chamado de Dam já que esse era seu "nome artístico" DJ Dam; tem 30 anos e há cinco trabalho como DJ; já tocou em vários cantos do mundo e em grandes festas.

— Você pelo visto tá interessada em pegar o cara não é?

— Quem sabe!

Nós duas rimos, mas no instante seguinte parei de rir ao avistar ao longe a desagradável presença de Bryan que estava de papo com um casal.

— Achei que esse cara não estivesse aqui! — resmunguei para Dayse.

— Que cara, Sara?

Com discrição apontei Bryan e expliquei a Dayse que aquele sujeito era o tal amigo de Gil com quem Maryane tinha um caso.

— Ah, aquele é o canalha pai do filho dela?

— O próprio!

O sujeito parecendo ter radar para sacar que estava sendo tema do nosso papo, olhou do nada para nós duas e ao me ver o calhorda sorriu e pior, depois disso, resolveu vir até mim.

— Não acredito que ele vai ter a cara de pau de vir falar comigo.

— Pois pode acreditar, amiga. Ele tá vindo pra cá.

Era muito cinismo.

Eu podia sair dali, mas não ia dar esse gostinho à ele de achar que estava fugindo dele. Então fiquei ali vendo-o chegar e parar a minha frente estampando um sorriso.

— Olha só quem está aqui! Como vai, Sara?

— Estava muito bem até te enxergar.

Ele sorriu e seu sorriso fez meu estômago embrulhar.

— Nossa! Por que essa hostilidade toda comigo, Sara? Nunca lhe fez nada. — o sujeito teve a ousadia de segurar no meu pulso.

— Tira essa sua mão nojenta de mim!

Acho que por estarmos em um lugar repleto de pessoas, ele não pensou duas vezes em acatar minha ordem.

— Você e Gil já se entenderam?

— Não é da sua conta! — eu não tinha que ficar dando satisfação da minha vida àquele sujeito. Sem contar que qualquer coisa que eu dissesse, certamente, ele diria a Maryane.

— Gosto desse seu jeito arrisco.

— E eu detesto você!...Vamos embora, Dayse! — segurei no braço da minha amiga para sairmos dali, mas Dayse me pediu para esperar e depois se dirigiu ao Bryan.

— Escuta aqui, cara... Chega perto da minha amiga de novo e eu mesma me encarrego de contar ao Grissom o grande "amigo" que ele tem. E te garanto que seu amigo vai acreditar em mim, e sabe, por quê? Porque tenho provas contundentes contra você e aquela sonsa da noiva dele, com quem você anda de caso pelas costas do Grissom.

Tive a ligeira impressão que Bryan balançou diante da ameaça, porém se recompôs rapidinho.

— Você está blefando. Aliás quem é você pra me ameaçar? — o olhar do sujeito enquadrou Dayse de cima à baixo. E sem se deixar intimidar, minha amiga respondeu a pergunta daquele asqueroso.

— Sou alguém que pode causar um estrago na sua "amizade" com o Grissom caso não fique longe da Sara. Entendeu? Acho que sim. Vamos amiga!

Nós duas saímos de perto de Bryan no mesmo instante. Já há uns passos de distância do sujeito, arrisquei um olhar para trás e vi Bryan nos fitando com cara de poucos amigos. Bateu uma preocupação.

— Dayse obrigada por me defender, só que acho que foi uma péssima ideia a sua ter ameaçado aquele sujeito.

— Por que?

— Sei lá. Esse cara me parece daquele tipo que não tolera ameaças.

— E eu tô morrendo de medo dele. — ela le lançou um olhar seguido de um sorriso irônico.

— Tô falando sério, Dayse. — olhei séria para ela.

— Também estou. Olha, assim que você se acertar com o Grissom me faz um favor? Conta logo sobre esses dois; as ameaças que a sua prima te fez; e principalmente, a respeito desse "amigo" dele ficar te cercando.

— Eu já disse que vou contar tudo isso.

Nenhum daqueles três fatos seriam omitidos por mim durante a conversa que eu pretendia ter com Grissom.

***

Com um copo de drinque de fruta com vodka na mão, eu observava Dayse de conversa ao pé do ouvido com o DJ lá onde ele tocava. E pelo andar da carruagem lá, aqueles dois estavam se entendendo muito bem obrigada. Arrisco em dizer que Dayse sendo como é, ia esticar essa noite com o bonitão do DJ. Sorte dela!

— Ei! A princesa não quer dançar?

Um cara alto, elegante e muito bem apessoado encostou ao meu lado e me propôs tal convite com um sorriso tão sedutor e irresistível.

— Não, ela não quer dançar!

Escutei a voz inconfundível de Grissom tomar a frente da resposta. Me virei para encontrar o meu Sr.Gostoso encarando nada amistosamente o sujeito que me chamou para dançar. Juro que àquela altura, eu até já achava que ele nem estivesse mais na festa. Desde o ocorrido entre o pai dele e eu, que não o vi mais.

— Acho que quem tem que dizer isso é a moça.

A fala do outro sujeito "roubou" minha atenção de Gil para ele.

— Aceita meu convite pra dançar, moça?

Por um segundo olhei de relance Gil e este mantinha os olhos no estranho que me chamava para dançar. Achei por bem inventar a desculpa de que estava com calo nos pés por conta do sapato novo e dispensei a dança com aquele desconhecido. Em hipótese alguma arriscaria minha possível chance de reconciliação com Grissom ao conceder uma dança a outro cara. O outro sujeito ao ter seu convite de dança recusado, foi embora dali insatisfeito. Já Gil me olhou bem satisfeito e contente com o passafora que dei no estranho.

— Achei que tivesse ido embora. — comentei ao me posicionar bem de frente para Grissom.

— Não. Apenas fui deixar o coroa em casa depois daquele episódio lamentável que ele fez com você.

— Parece que meu comportamento no casamento, causou com razão uma péssima impressão no seu pai.

— Me desculpe pela grosseira dele, Sara.

— Tudo bem, Grissom.

Tudo bem o cacete! Mas vamos bancar a fina.

— Eu sei que não está "tudo bem". Não tenho ideia do que deu na cabeça dele pra ter agido daquela forma. Mas quero acreditar que as constantes mudanças de fusos horários que enfrentamos ao longo desta semana, tenham mexido e interferido um pouco com o psicológico do velho a ponto dele ter sido grosseiro daquele jeito. E te garanto que o Joseph não é assim tão grosseiro como se mostrou.

— Grissom não se preocupe. Vou fingir que nada daquilo aconteceu.

Eu poderia fingir como acabei de dizer à ele, mas esquecer não. Pelo menos não tão cedo assim. A forma grosseira como aquele pai dele me tratou e sem necessidade, era algo que ficaria entalado na minha garganta por um longo tempo.

— Obrigado!

— Pelo o quê está me agradecendo? — tomei um gole do meu drinque.

— A sua gentileza em relevar o que houve. Pelo que já conheço de você e da sua personalidade, imagino que não deve ter sido nada fácil se conter e não responder à altura a grosseira feita pelo Joseph.

Realmente não foi fácil não, mas por ele e só por ele, eu fiz esse esforço de não responder com a mesma grosseira ao pai dele.

— Acho que seria bem pior se eu respondesse, não é?

— Talvez! — seus lábios se espicharam num sorriso lindo.

Ai, que saudades daquela boca!, Suspirei. No meu subconsciente ouviu uma vozinha me mandar atirar-me nos braços de Gil e tascar um beijo naquela sua boca deliciosa. Vontade não faltava para isso, mas não queria pagar de atirada e pior, acabar sendo rejeitada por esse meu "ataque" para cima dele.

— E a Dayse? — ele quebrou a breve falta de falas entre nós ao questionar sobre minha amiga.

— Ah, está ótima e bem ali com o DJ. — apontei com discrição a direção dos dois.

— Olha, parece que ela e o primo de Edgar estão se dando super bem.

— Pois é.

— Lewis te apresentou o Edgar?

— Sim!

Mentos atrás ele tinha feito isto. Inicialmente, apresentou-o como um "amigo" e o sujeito não gostou nada. Edgar saiu logo em seguida a apresentação. Sozinha com Lewis, eu acabei contando que sabia quem de fato era o Edgar para ele.

"Gil te contou?"

"Sim! Mas não se preocupe que não vou contar a ninguém."

Vi Lewis suspirar e baixar os olhos para as mãos.

"É tão difícil ficar escondendo isso. Edgar como você viu fica irritado com essa minha 'omissão' e com o fato de apresentálo sempre como um amigo. Só que não estou preparado pra 'abrir o jogo' e ser rejeitado pelo meu pai, você entende?"

Ele me encarou e eu conseguia ver o medo e a tristeza reduzirem no fundo daqueles olhos azuis.

"Acho que entendo."

Depois desse nosso papo, ele me pediu licença para ir atrás do namorado conversar com ele.

— Damien é um cara divertido como a Dayse. Acho até que combina com ela. — opinou Gil com um sorriso.

— Olhando os dois juntos, eles combinam mesmo. E pelo visto, ela ainda vai querer ficar por aqui mais um pouco e eu já quero ir.

Para mim a festa tinha dado já.

— Eu te levo em casa. — olhei para ele no mesmo instante. Juro que não havia dito que queria ir embora com a intenção de Gil me oferecer carona. — Aí, a gente aproveita logo pra ter a conversa que você quer ter comigo. Aceita a carona?

Só se eu estivesse fora do meu juízo perfeito para recusar. E mesmo que ele não tivesse dito sobre nós termos aquela conversa, eu teria aceitado a carona como aceitei.

— Então podemos ir agora mesmo? — propus.

— Claro.

Pedi para que ele esperasse eu ir avisar a Dayse que já ia embora. Gil concordou e eu me dirigi até onde Dayse estava. Em poucos passos já chegava nela.

— Dayse! — toquei no ombro da minha amiga que se virou para mim. — Tô indo pra casa. — ela já ia dizer algo, mas nem dei tempo e fui logo emendando: — Gil vai me dar uma carona.

Ao ouvir isso, ela cochichou algo no ouvido do tal Damien, que assentiu para ela. Logo depois disso, Dayse me puxou para um canto longe do DJ.

— Você pretende conversar logo com ele, não é?

— Essa é a intenção de ambas as partes.

Dayse sorriu.

— Okay! Ó, independente de como desenrolar aqui com o Dam, eu não vou dormir em casa. Me hospedo em algum hotel por uma noite e você fica com o apê inteiro pra "matar as saudades" do Sr.Gostoso!

— Você não presta, Dayse. Tchau! — abracei a louca da minha amiga.

— Tchau! E boa sorte nessa conversa, que vocês se acertem.

— É o que eu espero.

Desfizemos nosso abraço e segui de volta para o mesmo lugar aonde Gil me esperava.

— Gostaria de me despedir do seu irmão agoro. — anunciei a ele.

— Claro! Vamos, ele está do outro lado da boate.

Nós seguimos lado a lado e em questão de poucos instantes, chegávamos em uma mesa onde Lewis estava com seu namorado e um grupo de outras pessoas. Ao nos ver juntos, o irmão de Gil não escondeu o sorriso.

— Lewis estamos indo! — Gil anunciou alto ao irmão.

— Estão é? — ainda estampando um sorriso, Lewis se levantou da cadeira que estava acomodado.

— Vou levar Sara em casa pra ela não voltar sozinha, já que a Dayse tá com Damien.

— Pra ela não voltar sozinha? Sei!

Eu ri discretamente de Lewis e seu modo de falar.

— Vai se ferrar, Lewis. — Gil disse ao irmão que riu dele.

Os dois trocaram um abraço e depois foi a minha vez de me despedir do anfitrião da festa.

— Obrigada pelo convite. — agradeci durante nosso abraço.

— Que isso! Só espero que durante essa carona vocês conversem e se entendam, viu? — ele me murmurou antes de desfazermos nosso abraço.

Apenas assenti após lançar um rápido olhar na direção de Gil que se despedia do namorado do irmão.

Momentos depois nós dois já estávamos parados e calados na frente da loja esperando o manobrista trazer o carro de Gil. De canto de olho, eu podia notar o Sr.Gostoso meio impaciente, inquieto e me fitando vire-mexe, mas fiquei na minha. Foi então que numa fração de tempo, eu o escuto dizer-me:

— Não aguento mais isso, Sara!

Eu não tive nem chance de falar, pois no segundo após essas suas palavras, Gil me puxaou para junto de si e uniu nossos lábios.

Notas finais
Que sacanagem da autora parar aí, né? Kkkkk Mas quis deixar o melhor pra vir no próximo. Aguardem. Beijos.