One Great Mystery
1 Um Grande Mistério
Notas iniciais
Se tiver alguém que esta lendo isso e lê a minha fic DA 3.2, peço desculpas e aviso que se tudo der certo, nesse Domingo eu vou finalmente lançar um novo capitulo da fic.
Falando sobre essa one, tive a idéia a um tempo atrás, mas só consegui desenvolve-la recentemente após ouvir a musica OGM de Lady Antebellum.
Logo aviso que só peguei o nome da musica para o titulo da fic, a musica em si não tem relação com a one.
Espero que gostem e tenho um aviso importante nas notas finais.
POV Kari
Caminhei devagar pelo corredor do colégio sentindo todos os olhares em minha direção e o completo silencio que todos faziam ao acompanhar cada movimento meu até o meu armário.
Poucos dias atrás eu estaria completamente constrangida com isso, mas agora eu fiquei acostumada, o que não queria dizer que eu não me sentia incomodada e minhas bochechas não ganhassem uma leve coloração.
Eu sabia que em mais alguns dias acabaria os olhares, as fofocas, o interesse súbito em minha vida pessoal além do normal, afinal uma hora algumas coisas perdem a graça – assim eu esperava que acontecesse.
E tudo isso por um descuido meu. Um descuido que fez minha vida ser alvo de praticamente todos os alunos da escola. Um descuido, uma folha de papel que deixei cair e foi parar justamente perto da pessoa mais fofoqueira da escola.
Obviamente não demorou muito para todos saberem o conteúdo daquela folha de papel e todos quererem saber quem era o autor dela, cada um com seu distinto interesse sobre ele depois de eu dizer que não fazia a mínima idéia de quem era.
É, eu tinha um admirador “secreto” que escrevia coisas lindas, deixando todos os dias de aula um simples papel em um envelope de carta com seus pensamentos ao meu respeito no meu armário. Ele sempre aparecia no meu armário quando eu ia embora.
Alguns alunos estavam interessados em saber como ele conseguiu colocar suas cartas sem ninguém perceber – serio, fizeram até vigília no meu armário tencionando pegar ele no ato – para que lhe ensinassem a ser furtivos como ele.
Outros queriam saber quem era ele pelo que ele escrevia. Queriam conhecer quem escrevia tão belas palavras – claro que depois que o meu “descuido” caiu na boca dos alunos logo fui pressionada a mostrar outras cartas as minhas amigas, o que eu não fiz, somente contei umas pequenas partes para poderem me deixar em paz.
E o resto queria o autor das cartas para eles. Sim, sabia de pelo menos sete meninas e três meninos que queriam meu admirador “secreto” para si.
Sem conseguir evitar eu sorri quando um pensamento passou pela minha mente e por causa disso o silencio que estava o corredor agora era preenchido por sons de sussurros e suspiros apaixonados.
Suspiros esses que eu não havia entendido até que me dei conta que estava a um passo do meu armário. Balancei a cabeça em negativa, provavelmente acharam que eu tinha sorrido porque teria mais uma carta do meu “admirador secreto” por qual eles achavam que eu estava deslumbrada.
O que não era totalmente verdade porque eu amo meu “admirador secreto”. Sim, eu sei quem é ele no instante que eu li a primeira carta e foi exatamente pensando nele que sorri agora pouco.
Se soubessem quem era ele, aqueles que queriam ele para si triplicariam com facilidade, afinal ele tem até um fã clube. Se soubessem de mais essa qualidade dele, ele se tornaria mais irresistível do que já é.
Dispersando meus pensamentos abri rapidamente meu armário e vi a carta cuidadosamente colocada junto as minhas coisas. Senti os olhares em mim com mais tenacidade. Peguei a carta e coloquei na minha bolsa e me preparei para ir embora.
– Ah não, Kari. – ouvi uma das minhas amigas resmungar.
Já estava me preparando para me despedir o mais rápido que podia delas. Eu amo receber essas cartas. E gosto de lê-las sozinhas. Sempre tenho ajuda para fazer fugir nesses momentos, mas agora meu “ajudante” estava ocupado ajudando uma professora e não poderia vir ao meu socorro. Mas assim que me virei em direção à saída ela foi bloqueada por três de minhas amigas.
– Desculpa. – a voz rouca dele surgiu no mesmo instante que senti alguém segurar o meu pulso e com o embalo em que já estava me puxou em direção a porta passando pelas três com cuidado, afinal ele é bem educado, um gentleman. – Estamos atrasados. – Sem dar tempo de ninguém reagir, incluindo minha pessoa, ele continuou me puxando passando pela porta e indo além, ignorando todos a nossa volta.
– Como ela pode ser tão sortuda? – ainda consegui ouvir alguém comentar isso antes de nós dois, agora correndo, sairmos do campos da escola.
Deixando ele me guiar, corremos por duas quadras até estarmos livres de qualquer olhar de nossos colegas, pegando um caminho contrario do apartamento a onde moro.
– Essa foi por pouco. – comentou ele rindo direcionando seus olhos azuis direto nos meus. Ele fez um carinho em meu pulso antes de solta-lo e indicando com a cabeça, me pediu para segui-lo, ao qual eu fiz.
A respiração dele não estava tão irregular como a minha estava, graças ao basquetebol. Eu não deveria ter saído das lideres de torcida e entrado para o grupo de fotografia, falta de exercícios regulares pode fazer isso com as pessoas.
– Isso tudo é culpa sua. – acusei-o depois de regularizar minha respiração.
– Com prazer... mas eu só tenho meia parte nessa culpa. – ele ainda tinha o sorriso emoldurado em seus lábios, o que o deixava mais lindo com o sol entornando seu rosto. – A outra parte é toda sua e não me diga que não esta se divertindo com isso porque é bem legal.
– Só para você que não é alvo de todos os olhares e fofocas da escola. – ele levantou as mãos pedindo desculpas silenciosamente. – E a onde estamos indo?
– Você se esqueceu? – descrente ele parou de andar e me encarou. Franzi a sobrancelha dando de ombros, não conseguia me lembrar se tinha algum compromisso hoje. – Sora, Mimi e Yolei. – ele disse o nome delas bem devagar, como se fossem “gatilhos” para me ajudar a lembrar e foi.
Gemi em frustração – o que o fez sorrir novamente. Tinha me esquecido que elas queriam falar comigo hoje depois da escola.
Eventualmente elas ficaram sabendo sobre o “admirador secreto” e apesar de eu ter evitado tanto quanto podia esse encontro com elas, pois essas três juntas nunca quer dizer coisa boa quando o assunto seria sua vida amorosa, não consegui adiar mais do que o dia de hoje – deixando claro, sob forte ameaça vindo delas.
– Porque você teve que inventar de fazer uma coisa dessas, TK? – de brincadeira deu um tapa em seu ombro, que não deve ter feito mais do que cócegas nele.
– Porque eu estava e estou estupidamente feliz. – ele me lançou um olhar de canto, assim como um sorriso. – E já que queríamos pregar uma peça em quem vive querendo se intrometer na nossa vida amorosa, achei que ficou perfeito.
– É, mas não era para eu cair nela. – inconscientemente, já que estávamos caminhando lado a lado, encostei minha cabeça em seu ombro.
– Quem mandou ser descuidada. – ele passou um braço pela minha cintura e me abraçou de lado, sentindo o calor de seu corpo junto ao meu fez um arrepio gostoso passar por todo meu corpo e não me segurei ao soltar um suspiro de satisfação.
Infelizmente isso só durou alguns segundos, pois logo ouvidos um conjunto de suspiros bem altos e familiares perto de nós, o que nós fez nos separarmos e olhar na direção que veio eles. Não foi com surpresa que vi, sentadas em uma mesa do lado de fora de uma cafeteria as três pessoas que me atormentariam pelos próximos infinitos minutos que duraria nossa conversa sobre minha vida amorosa.
– Por favor, nem comecem. – pediu TK. – Creio que querem abordar outro assunto com minha acompanhante no pouco tempo que têm antes de cada uma ir para seus respectivos trabalhos.
Yolei e Mimi estreitaram seus olhos em direção a TK, critica e seriamente.
– Deixem ele comigo, meninas. – disse Sora lançando um olhar serio a TK. – E ele esta certo.
– Hum, vai ter que ficar pra próxima TK. – TK lamentou ao ouvir as palavras de Mimi o que fez a portadora do brasão da Sinceridade sorrir amplamente. – Você sabe do que gostamos, senhor Takaishi, poderia fazer essa gentileza? – pediu Mimi ao meu namorado.
Ah, sim, você leu certo, ele é meu namorado. TK e eu estamos namorando escondido há pouco mais de um mês. Não contamos para ninguém além de nossos Digimons. Como TK disse logo acima, queríamos nos vingar de quem sempre quer se intrometer em nossa vida amorosa.
Desde que tínhamos onze anos escutamos como nós dois combinávamos como algo além de amizade. Comentários que se intensificaram quando Mimi voltou a morar no Japão para cursar a faculdade perto do namorado, o futuro doutor Kido.
– Com prazer,my lady. –TK se inclinou um pouco para frente, fazendo uma leve mesura a Mimi. Antes de sair TK puxou uma cadeira para mim, bem de frente para as três, movimento esse que foi acompanhado pelos olhos afiados de minhas melhores amigas.
E com isso durante meia hora eu relatei sobre meu “admirador secreto”, elas até leram a nova carta que ele havia me mandando – fiquei apreensiva quando elas chegaram no final da carta, a forma como TK assinava as cartas seria algo que Yolei poderia descobrir, mas ela não fez mais do que franzir o cenho.
Escutei todas as opiniões delas sobre ele, o que não foi muito diferente das minhas amigas da escola até que quando estávamos nós preparando para ir embora elas me disseram algo.
– Esse cara, sabe bem como usar as palavras. – começou Sora. – Ele pode fazer derreter o coração de qualquer garota. – Sora abriu um sorriso matreiro. – Ou o coração de um garoto pelo que você contou.
– Mas isso não é tudo. – Yolei trouxe um ar serio a conversa. – Não podemos idealizar alguém somente pela forma que ele sabe usar as palavras. Palavras bonitas nem sempre é a verdade por trás de quem as diz. – disse ela com um olhar perdido.
Eu poderia jurar que ela estava se lembrando da época em que ela se tornou Digiescolhida e gostava do Ken somente pelo que ela ouvia sobre ele e via-o no TV, a forma como ele falava. Afinal, ele agia de uma forma para os outros quando na verdade era algo bem diferente.
– Em algum dia futuro você vai conhecê-lo e ele pode ser realmente uma pessoa boa. – a voz de Mimi me tirou de meus pensamentos.
Ao olhar para ela vi que a namorada de Joe olhava para a cafeteria. Através do vidro da janela pude ver o que ela olhava. TK estava acertando a nossa conta enquanto, com um sorriso no rosto, conversava com a senhora que estava no caixa e com uma moça que estava aguardando atrás dele para acertar sua conta também.
Durante o tempo que eu estava conversando com as meninas TK ficou dentro da cafeteria, sentado no balcão para nós dar espaço. Ele havia pedido um lanche enquanto esperava a gente terminar nossa conversa.
Ele seria a minha carona para casa. Geralmente Davis gostava de nós acompanhar, mas agora o time de futebol da escola esta nas semifinais do campeonato estudantil eles estão usando todo o tempo livre que tem para treinar pelas próximas duas semanas – o que deixa a Yolei a flor da pele já que ela e Ken, que é o capitão do time de futebol, começaram a namorar a pouco mais de uma semana – visando chegar a final.
– Mas ele não é “o” cara para você. – senti o olhar de Mimi sobre mim, assim como o de Yolei e Sora, mas eu continuei a olhar para o TK. Sem me importar que os olhos afiados delas estavam em mim, eu fiquei admirando o sorriso de TK. – Porque no fundo você já sabe quem é, só não admitiu ainda para si. – pode ouvir a voz de Mimi ficar animada enquanto dizia essas ultimas palavras o que me fez desviar a atenção de meu namorado.
Mordi o lábio inferior e segurei a vontade de rir. TK tinha razão, estou vendo a parte legal de manter nosso namoro escondido. Eu sei que quando elas descobrirem vou sofrer um pouco na mão delas, mas esta valendo a pena.
– Olha meninas. – olhei para cada uma delas tentando me manter seria. Olhar para elas sabendo o que eu sei e o que elas estavam tentando fazer estava dificultando muito eu manter minha cara seria. – Já conversamos demais, acho que já deu por hoje.
As três riram enquanto uma por uma apertava a minha bochecha de leve e me chamavam de bobinha. Enquanto isso, TK saia da cafeteria.
– Um dia ira nós agradecer. – assegurou Sora. “E eu vou, em voz alta” clamei em pensamentos.
Confesso que se não fosse por elas nunca descobriria que amo o TK. Elas que me fizeram enxergar isso, me fazer ver TK de forma diferente, como mais que meu melhor amigo.
TK e eu nós despedimos das três e vimos cada uma delas pegar caminhos diferentes. Logo TK e eu rumamos para o prédio em que eu morava. Não demos mais do que cinco passos até eu não agüentar mais e desatar a rir até meus pulmões clamarem por ar.
– Acho que devo dizer. – começou TK quando eu parei de rir. – Meus parabéns. – TK sorria abertamente para mim abrindo os braços, me fazendo um claro convite.
– Foi difícil, mas consegui me segurar. – envolvi meus braços em sua cintura aceitando de muito bom grado seu abraço. – Porem, não sei se vou conseguir em uma próxima vez. Apesar de ser gratificante, isso é mais difícil do que eu pensava.
– Não precisa. – TK deu um beijo em minha testa e se afastou um pouco de mim. Ele tocou gentilmente em meu rosto o que me fez sorrir automaticamente. – Já vamos fazer um mês que estamos juntos. Creio que já esta na hora de contarmos tudo.
– E acabar com o grande mistério que é o meu “admirador secreto” também? – arqueei uma sobrancelha, desafiando-o. TK negou com a cabeça sorrindo antes de tomar meus lábios em um beijo firme e apaixonado, que infelizmente não durou muito. – O que isso quer dizer?
– A brincadeira não precisa acabar ainda. – ele abriu um sorriso maroto. – Uma coisa de cada vez, afinal, passamos anos com eles se intrometendo em nossa vida.
Ele tinha razão, não faria mal algum fazer uma coisa de cada vez. Sorri antes de puxá-lo para um beijo sem me importar com quem iria nós ver.
FIM...?
Notas finais
O aviso é que essa fic é a continuação de Need You Now e que vai ter uma terceira one que eu vou demorar um pouco para lançar, pois não estou tendo muito tempo para escrever as minhas fics.
Muito obrigada a todos que leram. Beijos.
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