One For The Group
1 Perdendo a paciência.
Notas iniciais
Estava lendo meu livro tranquilamente, até que ouvi uma voz dizer:
–Esse é seu ultimo ano Andressa, será que dá pra você parar de ser certinha? O ano já acabou, relaxa. -dizia Hadriel um amigo.
–Certinha eu? Estou bem longe de ser certa. E eu estou bem relaxada.-Disse sorrindo e parando de ler o livro.
–A para, vc já passou em todas as matérias, já eu estou pendurado em umas 2, não na verdade são 3. -Ele disse sorrindo.
Apenas sorri, e em seguida disse:
–Apenas me esforcei mais um pouco esse ano, pois no outro tinha ficado pendurada em umas matérias também.- Disse dando de ombros.
–A sim. É desculpa pelo que vou pergunta agora, mais será. É isso de você não conhecer seu pai não te deixa nem um pouco revoltada?-Perguntou meio sem graça.
– Revoltada? Eu? Porque eu seria? Porque eu deveria ser?-Perguntei tranquila, não estava conseguindo entender aonde ele queria chegar.
–A cara, assim, você não tem curiosidade de saber quem ele é?-Perguntou tímido.
–Não, na verdade não, estou bem assim sem conhece-lo. Mas do que eu poderia me queixar? Só reclamaria o fato de ele nunca ter me procurado, pôs o resto não poderia reclamar, ele sempre pagou pensão, sempre me mandou presentes, principalmente nos meus aniversários. Ele não tem culpa de ser um imbecil, e não querer ter ficado com minha mãe para assumir a filha que fez.
–É desculpa. foi mal mesmo, não foi péssimo.-Disse ele meio sem graça.
–Tudo bem. -Disse disfarçando meu ressentimento com um pequeno sorriso.
–É, mas, você nem nunca viu nem uma foto dele?- Perguntou voltando ao assunto
–Não, nunca falou nome, nem quem ele é. É eu não quero mais falar...
–Sobre isso. -Disse ele completando o que eu estava falando.
–Exato. Ainda bem que esse é o ultimo dia de aula. -Disse feliz.
–É, bom só se for pra você, que não vai precisar vim pra escola nas férias pra cumprir a dependência.
–Bom, isso é verdade. -disse sorrindo.
–Convencida. — ele disse retribuindo o meu sorriso.
–Bem, tenho que ir Driel, até. -Disse
–Até Andressa. -Disse ele, e em seguida me abraçou e me deu um beijo na testa.
–Daqui a alguns dias eu passo na sua casa pra te vê.
–A sim, obrigado amiguinho. -Disse ironicamente. -Você é o único que ainda se importa comigo.-Disse numa voz chorosa.
Nos abraçamos novamente, só que desta vez foi um abraço mais longo, mais duradouro.
–Bye. -falei me virei e fui embora.
Fui andando pelo pátio, e ao passar pelo portão da escola, avistei umas colegas, que assim que me viram me gritaram, não pude fingir que não tinha escultado então tive que ir ao encontro delas. Muitas coisas haviam acontecido naquele ultimo ano de escola. Tantas, que foram apenas ruins, então por isso não queria muito falar com elas. Mas, por ser uma menina sempre muito bem educada, eu fui me despedir delas. Lá estava uma prima, uma ex-amiga e outras 7 colegas.
–Nossa, ia ir embora sem se despedir de nós?. -Perguntou Heleny, minha ex-amiga.
Apenas sorri, queria dizer sim, mas eu era incapaz de joga a verdade na cara das pessoas e magoa-las, mesmo elas merecendo.
–Ai nem acredito que terminamos. -Disse Heleny.
–É ainda bem. -respondi alegre.
–Era tudo oque você queria né Andressa? -Perguntou minha prima Stella com ironia na voz.-Nunca mais vai ter que aguenta pessoas indesejaveis em sua vida.
–A não, isso sempre vai acontecer, sempre vai haver pessoas indesejaveis em minha vida, no meu caso há pessoas indesejadas em minha familia mesmo. -Disse debatendo a altura da pergunta dela.
–Nossa, bem acho melhor nós pararmos por aqui. -Disse Stella meio sem graça.
–Tudo bem. -Debati novamente.
–Nossa você é tão insuportável deve ter sido por isso que seu pai nunca quis te conhecer. -Debateu Stella minha prima contra mim. Sorri ironicamente e fui abraçar as outras meninas quando terminei de me despedi das outras meninas dei de costas mas dei apenas 5 passos me virei novamente ao encontro de Stella e disse:
–Não tente me humilhar Stella, você não vai conseguir.
CONTINUA...
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