Todo mundo sabe que a vida não é um mar de rosas, que as pessoas precisam ser fortes, aguentar tudo que estiver ao seu alcance e um pouco mais, a sorte não existe, tudo é questão de cuidado, um passo em falso e você volta pra o inicio, a vida é um jogo que você tem que aprender a jogar, e, sozinho ser o melhor.

Eu me chamo Suzana Luose, e isso é tudo que você precisa saber, pelo menos por enquanto, e essa é a minha historia, preste bem atenção em cada detalhe, se não, irá perder toda a diversão.

1 de Janeiro de 2009

" Querido Gabriel, estou saindo de Vilashe porque as coisas não estão muito boas pra mim por aqui, e como sempre, sua linda sogra adora se mudar, não sei ainda pra onde essa louca vai me levar, mas assim que chegar lá te mando uma carta, espero que saia logo desse lugar terrível que você está.

Com amor, Suzane."

– Filha!

– Não pode esperar um pouco, mãe? — grita Suzane. — Eu já estou descendo.

– O táxi não espera você, querida, vamos logo.

~ alguns minutos depois ~

– Qual é o seu problema com horários? — pergunta Laura.

– Desculpa mamãe, não irá acontecer mais. — diz Suzane. Então, pra onde vamos dessa vez?

– Querida, eu sinto muito ter que te falar isso, mas você vai para um reformatório, e eu vou para Talsvi, eu só...

– Oque? — grita Suzane, furiosa.

– Não temos tempo para discutir isso. — Diz Laura, friamente.

Duas horas, quinze minutos, e doze segundos depois o táxi para, Era uma escola grande, muito grande, porém velha, e assustadora, mas sofisticada ao mesmo tempo, não consigo entender, mas naquele momento, pra mim, era o inferno, e o velho que estava a minha espera no portão era o próprio Lúcifer, com um sorriso diabólico. Pedi mais três vezes a minha mãe para não ficar lá, mas infelizmente eu falhei.

– Suzana Luose, estávamos a sua espera, a Talsvi Frontier fica muito feliz em te-lá aqui. — diz o velho Tully do portão.

– Tudo bem. — diz Suzane, com um sorriso meio torto.

A Escola era divida em duas casas, a Talsvi e a Frontier. A casa dos Talsvi era completamente moderna, com computadores, robôs e tudo, tudo mais moderno e tecnológico possível, eram 3 quartos, com garotos e garotas misturados entre 16 á 18 anos, todos queriam morar na Talsvi, mas a lei da escola era "querer não é poder", e isso mudava as coisas. A casa Frontier era o lugar mais assustador de toda a escola, qualquer distração você cai na sala "Onde está você?" e acredite, é o melhor e o pior lugar de onde você poderia estar, nessa sala tem 48 portas que levam a 47 lugares diferentes, pode ser em uma sala de aula ou até mesmo o cemitério da escola, que é terrivelmente sombrio, diziam que alguns alunos que caiam nessa sala eram encontrados mortos alguns dias depois e assim enterrados, porém, suas almas vagavam pela Frontier para pegar mais um distraído, garotos e garotas de 18 á 23 anos moravam lá. As salas de aula eram misturadas, ou seja, moradores da Talsvi deveriam ir na Frontier assistir aula e assim o contrário.

– Suzane, vamos, aqui é a sala do comitê de boas vindas. — diz o velho Tully.

Passei 15 minutos para me vestir como uma aluna, uma saia branca colada que batia no joelho e uma blusa preta, era normal, mas faltava o colete, o bendito colete que dizia em qual casa eu iria ficar.

– Suzane por favor, entre. — diz alto uma voz de mulher.

– É... Oi. — diz Suzane, envergonhada.

– Suzane esse é o comitê de boas vindas e eu sou Karina, a diretora dessa escola.

"Comitê de boas vindas" imaginava todos os alunos sentados nas suas devidas cadeiras a minha espera, porém só tinha as cadeiras, vazias, um banquete perfeito para 666 alunos, e uma mesa a minha frente com dois coletes virados para baixo, não foi tão esperado...

– Suzane pegue essa pasta e escolha um colete, rápido, você está atrasada para a primeira aula.

– Não quero ficar na Frontier, Karina. — Pede, Suzane.

– Querida, querer não é poder, e ainda mais, não é você que escolhe o colete, ele que escolhe você, mas que idade você tem?

– Tenho 17. — diz Suzane.

– Então provavelmente irá ficar na Talsvi.

– Espero que sim...

Olhei com determinação para os coletes, porém fechei os olhos em seguida e peguei um, mas...

– Isso é completamente interessante! — Exclama Karina.

– Meu Deus, Karina, você disse que eu ficaria na Talsvi. — diz Suzane, surpresa.

– É a primeira vez em 69 anos que o colete escolhe alguém mais novo para morar na Frontier, não posso fazer nada. — diz Karina.

– Oque eu faço?

– Vista e vá para aula, e cuidado, qualquer distração e a casa leva você para um lugar errado. — avisa, Karina.

Eu realmente estava com medo da casa, mas teria que me acostumar, e além de ter que ficar com os mais velhos eu teria que assistir aulas de bruxaria intermediária, era demais pra mim, eu não acreditava naquilo, nenhum pouco.

– A novata está matando aula de bruxaria intermediária, muito interessante, talvez isso vá para o jornal.

– Quem é você? — Pergunta Suzana, assustada.

– Sou Brendon, o jornalista da Frontier... e sou gay, por isso não fique pensando nisso.

– Nisso?

– Sexo. Você está pensando em fazer sexo comigo, e sim, eu leio pensamentos.

– Ai que vergonha, é sério, jornalista?

– Não. — Brendon da uma gargalhada. — Então você realmente pensou nisso?!

– Pensei, você é gostoso.

Brendon tinha olhos cinzas, perfeitos. Loiro, alto, forte, estava vestido com o uniforme, mas com um toque especial, ele era apaixonante a primeira vista.

– Então, vamos pra aula ou não, bruxinha? — brincou Brendon.

– Vamos.

Brendon segurou na minha mão e me guiou até a sala, sentei numa cadeira vazia e ele foi pra perto da turma dele, era muito ruim não ter amigos por ali, a sala era incrivelmente grande com cadeiras arrumadas, estavamos tendo aula na Talsvi, todos usavam seu uniforme com um toque diferente, então decidi que iria arrumar o meu também assim que chegasse no quarto, tirei meu livro da mochila e tinha um papel meio velho e amassado escrito "leia" na pagina 333, que estava marcado de caneta vermelha a seguinte frase "Por ser a escolhida, deverá sacrificar quem amas e assim sobreviverá." Não deu tempo pra mim pensar o livro simplesmente se fechou e eu desmaiei.

Notas finais
Espero que gostem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.