Onde? Quando? E Por quê?

2 Vinte e oito de abril de dois mil e dezenove


Três horas e doze minutos da tarde.

— Harry, você pode pegar essa caixa para mim? – diz Meredith apontando para a caixa de papelão que está no chão ao seu lado direito.

— Claro. Quer que eu ponha ela onde? – reponde Harry da varanda da casa enquanto se abaixa e pega a caixa.

Meredith para no tempo por um segundo e apenas observa o homem de um metro e oitenta e oito centímetros e noventa quilos. Ele tem cabelos castanhos, curtos e cacheados, sua pele branca reflete os raios de sol. Ele veste uma camiseta verde musgo e calça jeans clara. Meredith o observa, ela aprecia o momento, o momento deles, finalmente eles conseguiram comprar a casa dos sonhos e poderiam começar uma família. A nossa casa, nossa família.

—Ei, você está aí? – diz Harry olhando para Meredith e sorrindo com a caixa na mão.

Meredith então retorna à atenção para o homem e responde. – Desculpa, eu estava com a cabeça longe.

— Ok. – responde Harry sorrindo. – A caixa, onde coloco? – pergunta Harry, novamente, com a caixa nos braços e mostrando ela para Meredith.

— Pode pôr lá em cima, no nosso quarto. – responde Meredith ao observar o homem assentindo com a cabeça e entrando na casa. No nosso quarto, no quarto da nossa casa. Nossa casa, pensa Meredith.

O tempo está agradável, faz 23°C e venta pouco considerando que eles, agora, moram ao lado do mar. Meredith, dá uns passos, desce dois degraus e se coloca de frente para a casa, fica observando ela, como se estivesse tomando aquele momento para si, o eternizando, o sonho dela começou a se realizar, o sonho de Meredith e Harry começou a se realizar.

Meredith toma mais um tempo para admirar a casa iluminada pelos raios de sol ela é linda, ela é nossa pensa ela. Ela observa por mais alguns segundos até começar a caminhar em direção a porta de entrada da casa.

— Mere? Você pode subir aqui? – grita Harry, no andar de cima da casa.

Meredith ouve e responde. – Já estou subindo.

Meredith se coloca de frente para escada, sobe, na metade da escada ela para. Ela sente uma fisgada no seu tornozelo direito. Não é nada grave, ela continua subindo, até chegar no andar de cima, ela passa por uma porta, ali será o quarto do nosso filho, pensa ela.

— Ei, amor. Aqui no quarto – diz Harry.

Meredith então entra no quarto e observa que Harry está com um porta-retratos em sua mão esquerda e um quadro em sua mão direita. Meredith adentra o quarto.

— Sim. – diz ela, com os olhos fixos em Harry.

Harry, que estava observando os objetos em suas mãos muda o olhar para Meredith.

— Onde eu coloco essas coisas? – pergunta Harry mostrando os objetos para Meredith.

Ela caminha em direção a Harry, se coloca ao lado dele, então observa que a foto que está no porta retratos é do casamento deles, Meredith com vestido branco com bordados e decote em V e com uma tiara de brilhantes que havia sido passado de gerações em sua família ela não se lembra ao certo, mas acha que começou com sua tataravó por parte de mãe. Harry vestia um smoking preto, uma camisa branca tradicional, o grande diferencial em seu visual ficou por conta da gravata rosa, cuja mesma ele estava usando, pois, anos antes havia perdido uma aposta com seu melhor amigo, Paul. Quem perdesse a aposta deveria vestir uma gravata rosa no dia de seu casamento. Ao contar sobre a aposta para Meredith ela riu e concordou, então Harry cumpriu com sua palavra e usou a gravata rosa pink.

— O porta-retratos pode pôr aqui na escrivaninha ao lado da cama. – responde Meredith apontando o local onde Harry colocaria o objeto.

— Ótimo. Vou adorar acordar toda manhã e lembrar desse dia. – responde Harry sorrindo enquanto ajeita o porta-retratos na escrivaninha ao lado da cama.

Meredith sorri.

— E isso? – diz Harry mostrando o quadro para Meredith.

Ela olha e percebe que o quadro é o certificado de conclusão do curso de Geografia de Harry. Ele também cursou Geografia no mesmo período que Meredith cursava jornalismo, na mesma universidade (UGC), foi lá onde os dois se conheceram.

— Pode pendurar ali. – diz Meredith apontando para a parede que fica a leste da casa. – Ao lado do meu. – finaliza a mulher.

Harry caminha em direção a parede, pendura o certificado. Olha de volta para Meredith.

— Está perfeito. – responde ela. Meredith mais um vez vê o mundo congelado por um segundo e sorri enquanto observa o seu quarto sendo arrumado, arrumado para uma família, a sua família.

Harry se aproxima de Meredith, põe sua mão direita por trás da cabeça de Meredith e sua mão esquerda na cintura, ela a beija. Ele para por um segundo, olha nos olhos da mulher.

— Eu te amo. – diz Harry e retorna a beijá-la.

Os dois continuam um de frente para o outro se beijando, Meredith afasta o rosto e olha nos olhos de Harry.

— O que acha de a gente estrear a casa nova? – pergunta Meredith com um sorriso provocante no rosto.

— Uma reestreia, não é? – responde Harry sorrindo e voltando a beijá-la.

Harry cai na cama delicadamente sobre Meredith, eles se beijam enquanto tiram a blusa um do outro. Meredith está com uma camiseta de botão que facilmente Harry a tira. Já com as mãos sobre os peitos dela ele solta o sutiã, deixando os seios dela a mostra. Então Harry beija seu pescoço, ele vai descendo até o seios de Meredith, ele os beija também. Meredith levanta a cabeça de Harry até a altura de seus olhos.

— Eu te amo. – diz Meredith olhando para Harry.

Os dois voltam a se beijar.

Sete horas e nove minutos.

Harry está sentado no sofá que fica na sala de estar, ele ligaria a TV como de costume, mas estava com preguiça de instalar todos os cabos, então só ficou encarando o vazio negro da televisão desligada.

Ele espera Meredith sair do banho, demorando como sempre, pensa Harry enquanto sorri sozinho.

Sete horas e vinte e um minutos. Harry continua sentado no sofá quando houve a voz de Meredith que está descendo as escadas.

— Comida chinesa? – pergunta ela.

— Nós temos outra opção? – diz Harry sorrindo.

Meredith se aproxima de Harry, se coloca a frente dele. – Na verdade temos sim. – responde ela. – O que acha de irmos naquele restaurante no centro da cidade? Parece bom. – finaliza Meredith.

Harry olha para Meredith. E já imagina de qual restaurante ela está falando, é uma cidade pequena, não há muita diversidade, então ele diz. – O Leicester’s? – pergunta Harry.

— Esse mesmo.

— Parece bom. Vamos lá.

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.