Once upon a heart

3 Violet - The heart wants what it wants


Notas iniciais
Hey leitores ! Comentem. Estou começando a achar que vocês não estão gostando :(

Violet acordou de manhã com dor de cabeça e cansaço. Haviam passado duas semanas desde que seu coração se partiu. Mesmo assim ele doía, mas que tudo. Mas não era Irina que habitava seus pensamentos.

Violet levantou a cabeça ao ouvir uma pedra se chocar contra sua janela. Com os olhos doendo, se levantou da cama. Ela ainda estava dormindo e já eram umas 15 horas.

– Ei! Abra a janela, vizinha.

Lara estava lá em baixo. Havia pulado a cerca que separava as duas casas e entrado no lado de Violet. Da janela do andar de cima, onde Violet estava apoiada com seu pijama de ursinhos, dava pra ver o imenso decote de Lara e seus peitos saltantes.

Violet abriu a janela com o ruído das dobradiças velhas e esfregou os olhos.

– O que foi ?

– Vem aqui em baixo.

– Pra que ?

– Não posso gritar o que vamos fazer – Lara mordeu os lábios e olhou os dois lados da rua. Quando se certificou que estava vazia, sorriu sensualmente e levou as mãos aos seios. Apertou-os, franziu o cenho e semicerrou os olhos. Com os lábios semi abertos, gemeu de maneira que Violet pudesse ouvir.

Com um impulso, Violet saiu da janela, se sentindo estranha. Estaria ela excitada com aquilo ?!

Sem pensar e determinada a descobrir de uma vez por todas seu gosto sexual, vestiu uma roupa tão agradável aos olhos quanto a minúscula roupa de Lara : uma blusa de alças vermelha com um decote grande e um short não tão curto quanto o dela, mas rasgado de maneira que suas sinuosas coxas se delineassem sozinhas.

Fez uma trança nos cabelos enquanto descia as escadas e abriu a porta. Lara, que esteve parada me frente a porta todo o tempo, salta sobre ela com as mãos apertando seus seios e a boca presa a da garota, com um beijo lânguido de língua.

Violet dá alguns passos pra trás e a empurra depois de voltar a si.

– Minha irmã está em casa ! Não podemos fazer isso aqui !

– Então vamos lá pra casa – ela diz com os lábios avermelhados do beijo. Sem saber o que dizer, Violet assente com a cabeça.

Lara agarra seu pulso e só dá tempo pra ela fechar a porta. As duas pulam a cerca e correm para a porta da frente da antiga casa do vizinho mais amado de Violet, James Summers. A curiosidade dentro de Violet ardia. Ela sempre fora gamada no moreno de olhos azuis claros da casa que agora pertence a Lara. Sempre imaginou o quão grande e confortável devia ser o quarto dele e da esposa, Montana.

Lara abriu a porta e correu pra dentro. Violet pediu licença baixinho e entrou receosa.

Um rapaz alto e musculoso veio descendo os degraus rapidamente. Quando ele levantou a cabeça mostrou cabelos loiros com pontas avermelhadas ( assim como os de Lara ) caídos sobre a testa e olhos cor de mel brilhantes.

– Lara, nós precis... – os olhos penetrantes dele pousaram em Violet. A garota estremeceu com a expressão sexy dele. Era igualzinha a de Lara.

Lara retornou de onde foi e se aproximou do irmão.

– O que foi Bryan ? – ela perguntou melosa.

– Nada. Só uns assuntos que temos que resolver. A sós.- Violet estranhou mesmo o timbre repleto de segundas intenções que ele usou.

– C-claro – ficou um tanto sem graça e apesar de ter tentado parecer firme, hesitou. Bryan então enlaçou a cintura dela e a beijou com força.

Violet não sabia onde enfiar a cabeça. Lara interrompeu o beijo quando viu que Violet estava tentando sair de fininho. Usando aquilo de pretexto, saiu dos braços do irmão.

– Ah Bryan ! Essa é a nossa nova vizinha ! Deliciosa não acha ? – Lara saiu de perto do irmão, passou por Violet e fechou a porta, tentando ao máximo parecer sexy aos olhos da convidade.

Bryan concordou com a cabeça, olhando a ruiva de cima a baixo.

– Vai passar um tempo com ela irmã ?! – Lara sorri pra ele e Violet fica vermelha – Okay. Vou ver se a Cristinne quer que eu coma ela hoje. Até de noite, irmã.

Lara puxa Violet pra longe da porta e quando vê que o irmão já saiu, puxa Violet pelo pulso para um quarto de casal no andar de cima.

A ruiva suspira ao ver a imensidão do quarto.

– Esse é o seu quarto ? – a ruiva pergunta ainda corada.

– Isso, gostosa.

A loira avança sobre os lábios dela e dessa vez permite suas mãos a percorrerem o corpo da garota acanhada. Violet levou sua mão timidamente as costas de Lara que se desvencilhou dela.

– Vamos Violet ! Se anima ! – ela vai até um rádio e põe um cd com músicas um tanto vulgares. Lara assim passou a rebolar feito uma doida, tentando ao máximo ser sexy. E por mais estranho que parecesse, Violet pensou ter visto Lara estremecer com um lampejo de dor estampada nos olhos.

Violet deu de ombros e começou a rebolar mordendo o lábio.

Lara parou e foi andando em direção a ruiva que se aproximou também.

As duas se enlaçaram mais uma vez até ficarem sem ar.

– E-eu tive uma ideia – Violet murmurou, arfante. – Que tal um jogo de verdade ou desafio ?

Lara sorriu, aprovando a ideia.

As duas se sentaram na cama e Lara pediu pra começar.

– O que você estava fazendo que não me atendeu de primeira ?

– Dormindo. Pra mim você só me chamou uma vez.... minha vez... bem, e o que você estava fazendo antes de me chamar ?

– Eu fui visitar um gostoso.

– Pera, você namora homens também ?

– Claro ! Ta achando que eu sou o que ? Sapatão ? – ela parecia ofendida com a pergunta.

– E quem era esse tal gostoso ? – Violet tenta mudar de assunto.

– Você não conhece... Ethan Norton.

Mas Violet conhecia. E muito bem. Já fora muito tempo amiga de Ethan Norton pra depois se tornar sua namorada. Um dos melhores namoros dela, pra não dizer o melhor. Que infelizmente acabou por causa de Irina.

Violet amava Ethan. Mas não podia negar sua atração por Irina. Ela sentia que estava enganando o moreno e não podia continuar com aquilo. Mas naquele momento Violet se sentiu estúpida. Mas do que qualquer pessoa poderia se sentir. Ela sentiu um peso horrível cair em seus ombros e os encolheu quase que instantaneamente, mesmo sabendo que não havia nada sobre eles.

A loira viu Violet estremecer e tirou um dos cabelos alaranjados dos olhos dela. E como não era do seu feitio ficar triste, forçou mais um de seus sorrisos animados.

– Agora minha vez de perguntar...

Mas Violet fechou os olhos e franziu o cenho.

– Não Lara. Eu... eu vou pra casa – a ruiva abriu os olhos e mostrou para Lara que ela estava prestes a chorar.

Ela se levantou e sem que Lara pudesse dizer algo abriu a porta e saiu. Desceu as escadas correndo e saiu da casa de Lara.

E no exato momento que Violet a deixou, Lara abraçou seus joelhos e suspirou triste.

Ela estava sozinha de novo. As lágrimas que escorriam de seus olhos mostravam isso. Ela nunca choraria na frente de alguém.

Por trás de toda aquela máscara de garota safada e popular, existia uma garota triste, maltratada e que lutava pra ser forte.

O que ela mais queria era ter alguém no meio de todos aqueles que a rondavam que ela pudesse contar. Mas, por mais clichê e típica de tumblr que aquela frase fosse, ela estava sozinha no meio da multidão.

Ela soluçou baixinho e seu corpo se encolheu ainda mais no abraço. Só de pensar que logo seu irmão estaria lá pra machucá-la, já a fazia sentir um aperto na garganta.

O que ela podia fazer era chorar. E só.

Ela depois de um tempo se levantou e foi até o banheiro. Procurar algo que fizesse a dor passar. Ou pelo menos lhe dar um pouco de força.

Lara pendurou seu espelho de corpo inteiro, literalmente do pé a cabeça, na parede mais escondida do banheiro e tirou toda sua roupa.

Aquele espelho mostrava a ela as verdadeiras marcas que ela tinha. E com isso ela tinha força pra impedir que mais coisas a marcassem.

Ela se posicionou na frente do espelho e observou o seu reflexo.

Seus seios fartos tentavam em vão esconder os ossos das costela, a mostra. Suas coxas estavam repletas de marcas de dedos e chupões violentos. Ela suspirou e passou os dedos na barriga. Arranhões e mais arranhões, roxos e vermelhidões tomam conta dela.

Sem poder mais ver o que seu corpo havia se tornado, Lara leva as mãos ao pescoço e o aperta com força. Consegue até se machucar, mas não chega nem perto de desmaiar ou algo mais sério.

É então que ela tem a brilhante ideia de vestir o vestido que mais ama, um rodado rosinha aberto nas costas, mesmo mostrando algumas cicatrizes, que a faz parecer uma inocente garotinha.

Ela pega um salto branco e calça. Seus joelhos tremem ao ficar em pé sobre aquela agulha de 15 cm. Mas ela nem percebe pois seu corpo todo está tremendo.

Ela pega a faixa do vestido e faz um nó apertado em seu pescoço. Lara então sobe em uma cadeira pra ficar próxima do teto e prende a corda em um gancho em que a luminária deveria ficar.

Sobre o banco, suspirou. Se matar faria dela fraca. E isso ela não era. E pensando bem ela poderia contornar a situação. Sempre contornou. E podia finalmente ter alguém. Aquela Violet parecia tão boa.

Mas como todas as outras, Lara a afugentou. A garota estaria agora com medo dela. Como todas as outras que chegaram perto de serem algo pra Lara.

E se ela afastava tanto as pessoas por que ela deveria ser forte e continuar a viver? Não faz sentido. E além de tudo todo mundo tem direito a fraquejar. É quando Lara suspira e tira um dos pés do banco. E com um impulso tira o outro.

Seu pescoço resiste ao impacto, e ela continua lá pendurada, asfixiando, sentindo o ar sendo levado dos pulmões. Seus pés começam a se balançar, sentindo a dor na pele do pescoço passar para todos os membros, que passavam a ficar dormentes. Com balanço, seu corpo pendia com mais força a cima do chão. Seus dedos se embrenham na fita no pescoço dela, desesperados, as unhas se partindo, tentando soltar. Mas só apertam ainda mais o pescoço. A fita marca o pescoço dela e ela revira os olhos sentindo a vida deixar o corpo inútil dela.

É quando a fita se parte e o corpo de Lara desaba no chão frio do banheiro.

A loira desmaia com os olhos abertos e a bochecha contra o piso. Um corte aparece em sua testa e brota sangue, sujando o rosto dela.

O corpo da garota fica inerte por umas 4 horas. Com o impacto algumas outras feridas se abriram e mancharam o chão mais ainda. E depois daquilo o vestido estava arruinado.

Os olhos dela se abriram devagar e deram de cara com uma parte do chão ainda branca. Pensou que estava no céu, mas outra coisa lhe atingiu. Suicidas não vão para o céu, sua estúpida.

Foi quando ela ouviu então a porta da frente abrindo e por um momento se animou pensando que era Violet. Mas não podia ser.

Ouviu então o ruído da porta batendo e de risadas embargadas. O desespero tomou conta dela e ela tentou se debater. Mas alguns de seus membros doíam muito e outros nem se mexiam. Talvez dormentes. Mas ela não estava nem aí pra dor. Ela tinha que se levantar.

Mas era tarde. Lara ouviu os passos pesados de seu irmão e sem que percebesse o mesmo estava em pé, um pouco drogado e bêbado, no batente da porta.

– Larinha... vamos brincar. – foi quando o loiro desceu os olhos até o corpo ensangüentado que era Lara.

A raiva tomou conta do corpo de Bryan. Como ela podia achar que tinha o direito de se matar ?!

Puxou com força o braço da loira, que teve que levantar mesmo repleta de dor, e torceu o tornozelo da mesma , que nem sequer se segurava no salto. A garota gemeu e tirou os sapatos com dor. O tornozelo dela latejava e ela soltou uma lágrima sorrateira.

Bryan lhe despejou um golpe raivoso no rosto .

– Como você ousa tentar se matar ? – ele cuspiu em seu rosto.

Ela levou as mãos ao rosto com a dor e jogou seu peso contra o chão. Os braços bêbados do irmão não agüentaram o peso e deixaram o corpo magro da garota se espatifar no chão.

Rapidamente Lara se levantou do chão e mesmo com dor saiu em disparada em direção a escadaria. Seu tornozelo doía a cada passo, mas ela não podia parar.

Chagando no andar de baixo uma garota meio bêbada da sua idade a olhou assustada.

Ela era linda, morena de cabelos curtos e olhos diferentes. Um olho era verde e outra era azul. Ela engoliu em seco e segurou o pulso de Lara.

A loira mal pode acreditar quando a morena a puxou e sussurrou em seu ouvido.

– Eu vou te ferrar vadia. O Bryan é só meu.

Ela a soltou e a empurrou sem jeito. Bryan desceu as escadas furioso.

– Hayley, gostosa ! Vai se importar se nós transássemos em 3 ? Eu, você e minha irmãzinha.

Hayley balançou a cabeça positivamente.

– Claro Bryan ! Quero você só pra mim !

– Então espera 5 minutos só pra eu dar um trato na minha vadiazinha.

Hayley assumiu uma expressão raivosa e Lara se desesperou, mas antes que ela pudesse fazer algo, Bryan a segurou pelo pulso e a levou até o banheiro.

Entrou com a loira e fechou a porta. E durante todos os 30 minutos que os dois ficaram lá trancados só se ouviram gritos agudos e xingamentos.

Mesmo assim a morena ficou. Ela queria muito aquele cara. Sado masoquista. Ela só podia ser isso.

Bryan saiu do banheiro e puxou a garota loira. Ela estava cheia de hematomas e sangue.

Parecia um corpo morto tombando pros lados. Hayley riu alto feito uma doida.

– Você tinha dito que ela gostava de meninas... Ela é bem bonitinha Bryan.

– Toda sua, gostosa – Bryan soltou o corpo de Lara sobre o sofá e foi tomar uma cerveja na cozinha.

Hayley se sentou sobre Lara e a beijou. A loira gemeu de dor nas feridas sangrentas da sua boca.

A morena se separou e puxou um fio de cabelo que estava colado em sua boca. Era um dos fios vermelhos da franja de Lara.

Depois de ficar pensativa por instantes, Hayley se pronunciou.

– Traz uma tesoura pra mim, gato.

Bryan nem perguntou pra que. Trouxe a tesoura até ela. Uma tesora de ponta fina.

Hayley pegou todas as pontas vermelhas do franjão de Lara e as cortou rindo da cara de tristeza de Lara. A morena então arranhou a clavícula de Lara em um X, de modo que iria ficar uma cicatriz.

E olhou pra loira quase desmaiada e riu.

– Ficou tão sem graça de repente... Vem gato, vamos transar !

Os dois se entrelaçaram e foram para o quarto de Bryan.

Lara, que só estava fingindo estar sem forças, levantou. E mesmo quase desmaiando, subiu as escadas e foi para o quarto dela de fininho.

Chegando lá, pegou uma mochila, onde todas as suas coisas estavam reunidas. Pelo menos as principais que ela não tinha desfeito.

Agarrou a mochila e a enfiou dentro de uma bolsa imensa de colocar no ombro onde todas as suas coisas estavam. Foi então até a cama, onde tinha colocado apenas uma muda de roupa para tentar sair a tarde. Colocou uma calça preta e uma blusa preta com um sobretudo com capuz preto por cima. Apanhou na bolsa uma bota e umas bandagens.

Enrolou as bandagens no tornozelo e calçou as botas marrons.

Entrelaçou a alça da bolsa e desceu as escadas sem fazer barulho.

Mas inevitavelmente quando estava abrindo a porta, a chave fez ruídos altos que acordaram seu irmão.

Lara viu Bryan descer as escadas e fechou correndo a porta atrás de si. Ela tremia tanto que acabou jogando a chave no chão.

Ela correu com dor, sem olhar pra trás por alguns metros. Até que ouviu a janela da sala se partir. Olhou pra trás e viu Bryan saltando por ela. O irmão começou a correr e a loira só podia se esconder.

Pulou a cerca de uma casa e passou para a parte de trás do gramado. Pulou a outra cerca separando a casa da frente da de trás e correu agachada para o outro lado da rua.

Tentou pensar em meio ao medo. Pra onde ela estava indo ? Foi quando lhe ocorreu. A casa de Ethan Norton não era tão longe dali. Começou a chover. Chover muito forte.

Lara correu em direção a casa de Ethan, já tendo despistado o irmão.

*-*

Enquanto isso na casa dos O´Connel, os pensamentos da pequena Violet estavam voltados a Ethan. Ela tinha de se encontrar com ele e provar que ainda queria ele.

E nem precisava se importar já que aquilo estava demasiadamente próximo de acontecer. A mãe de Violet, Erin, no outro quarto, ligava pra um dos colegas de trabalho de Robert, já preocupada com o paradeiro do marido.

Carlson atendeu, um dos melhores amigos do delegado O’Connel.

– Alô, Paul ? – Erin perguntou amavelmente.

– Olá Erin. O Robert está no seu último caso da noite no hospital North State.

– Obrigada Paul. Fico te devendo essa.

– Ok. Vou anotar no meu caderno. Tchau Erin.

Erin sorriu e lhe disse tchau. Agora com um destino, foi até o carro e partiu para o hospital North State.

Chegando lá, nem foi preciso procurar muito. Uma policial de nome Harriet a conduziu por meio dos corredores em direção a Robert.

Mas Erin não pode não parar em um quarto onde dois garotos estavam. Quando ela viu pela porta aberta, um garoto todo machucado e outro sentado ao seu lado, aninhando as mãos do machucado entre as suas, não pode conter sua pena e nem sua curiosidade.

Sem avisar Harriet, entrou no quarto dos dois, com o sorriso mais amável que conseguiu expressar.

Um garoto moreno de olhos azuis escuros olhou pra ela assustado, enquanto o loiro machucado apenas ressonou. Ele estava dormindo quieto com a cabeça no colo do moreno.

– Oi – Erin começou.

– Oi – o garoto tentou dizer sem tanto espanto. – Quem é você ?

– Meu nome é Erin. Erin O’Connel.

– Você é mulher do delegado O’ Connel ? – a expressão dele se fechou.

– Sim.

– Ah. Ele é muito grosso para ser um homem da lei – os olhos dele mostravam coragem e esperavam que Erin ficaria ofendida.

– Sim. Ele com toda certeza é muito grosso. E teimoso. Mas sabe como é. O coração quer o que ele quer. – ela sorriu e se sentou na borda da cama.

O garoto baixou os olhos para o loiro e sorriu tristemente.

– Ele tratou vocês mal ? – ela perguntou um pouco desconfortada.

– Um pouco. Só porque nós somos... ah esquece.

– Só porque vocês são gays ?! Eu não acredito que ele fez isso !

Na mesma hora que ela disse aquilo, Robert apareceu na porta do quarto.

– Erin ! O que está fazendo aqui ?

– Conversando. Eu não acredito que fez isso com esses dois !

– Fiz o que ?

– Os maltratou ! Tem de ter uma maneira de se voltar a trás com isso. Já sei ! Vou fazer um jantar para os dois ! – Erin sorriu satisfeita.

O moreno se assustou e Robert gelou.

– Não ! Nem pensar – Robert protestou.

– Eu não posso aceitar, Sra. – o moreno tentou ser educado.

– Pode e vai. Robert, eu já decidi. – Erin já escrevia no papel o endereço de sua casa – Toma. Amanhã as 19:00 horas. Se vocês não forem vou ficar desapontada !

Ela sorriu como se fosse a ideia mais normal do mundo convidar estranhos para jantar em sua casa.

– Vamos agora, Erin ?! Temos muito a conversar !- Robert estava furioso.

– Claro. Você pode me esperar por 1 minutinho lá fora ? – Erin pediu educada. Robert saiu sem nem protestar.

Erin se levantou e foi até o moreno.

– Violet vai adorar te ver, Ethan. – e saiu do quarto.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.