Once in the eternity
9 Capitulo 9
Notas iniciais
– Ombric, como vai, meu velho amigo? – North deu dois tapinhas nas costas do senhor.
– Estou levando a vida... E você está diferente, Nick, quase não o reconheci.
– O tempo passou rápido. – North sorria. – Ah, nem apresentei vocês. Ombric, esses são meus companheiros, Toothiana, Bunny e Sandman, que você já conhece, Elsa de Arendelle, Jack Frost, e os amigos da moça, Kristian, Olace e a rena.
– É Kristoff, e o nome dele é Sven, e é meu amigo. – Kristoff corrigiu.
– Hey, meu nome é Olaf, e eu gosto de abraços quentinhos! Espera... quem é Olace? – O boneco de neve olhava em volta, procurando alguma coisa.
– Por que vocês trouxeram uma rena? – Agora quem falava era uma lagarta, que tinha mais ou menos o tamanho de um pequeno livro, ele usava óculos grandes e redondos, um colete preto com botões dourados, um chapéu e tinha uma caneta na mão, que era quase do seu tamanho.
– Legal, uma lagarta! – Jack disse, todo feliz, tentando cutucar o bicho.
– É Mr. Qwerty, meu jovem... Santo Deus! Ombric, já olhou as feições desse jovem? Por um segundo achei que fosse o... – A lagarta disse, encarando Jack.
– Sim, mas não é ele. – O senhor disse, olhando para algum livro aleatório sobre a mesa. A lagarta desceu da estante e foi até uma mesa, pegando um livro e limpando-o com um pano.
– Estamos aqui para resolver um problema maior, então podemos nos focar no problema, por favor? – Elsa disse calmamente, coberta de postura e elegância, dignos de uma rainha.
– Certo... Então, o que houve? – Ombric se sentou em uma cadeira ao lado da mesa onde a lagarta polia o livro, e fez um gesto para que todos se acomodassem em algum canto.
– Minha irmã foi sequestrada por Pitch. Conseguimos resgatá-la, mas, infelizmente, ela está sob efeito de algum tipo de magia, que a impede de acordar. – A loira explicava calmamente. – Por favor, nos ajude a acordar a Anna.
– Foi o mesmo que aconteceu com a jovem Katherine. – A lagarta voltou a falar.
– Sim... – Ombric se aproximou de Anna, que havia sido posta sobre o sofá, tomou a mão da jovem e analisou cada aspecto dela. Depois colocou seu cetro próximo ao rosto de Anna, que brilhou em uma luz verde, fazendo com que ele colocasse a mão sobre a barba, com uma expressão pensativa.
– É, como pensei... Ela está no mundo dos pesadelos. – O senhor disse, por fim. – O único que saberia como acordar a jovem é meu querido amigo Nightlight, porém, ele se encontra muito distante daqui.
– Ele está longe? Ele não morreu? – Jack perguntava, estranhando o que o outro havia dito.
– Sim, mas para mim, ele apenas está longe.
Jack olhou para Elsa, e deu com os ombros tentando entender o que aquele senhor estava falando.
– Senhor Ombric, nos deixe usar sua máquina, para perguntar ao Night como acorda a garota. – Tooth pedia com uma voz meiga.
– Querem usar minha máquina do tempo? – O senhor cerrou os olhos, desconfiado. Ele suspirou e prosseguiu: — Tudo bem, só que eu nunca enviei ninguém, a única pessoa que a usa sou eu, então se vocês querem mesmo usá-la, terão que obedecer algumas regras.
Todos concordaram, e ele prosseguiu. – Primeiro, só um de vocês pode ir.
– Quer dizer que não podemos ir todos juntos? – Tooth indaga.
– Escolham entre si quem irá. Aconselho que seja o que conseguir se locomover mais rápido, afinal, vocês não terão muito tempo. Segundo, todo tempo que passa lá é cronometrado, então quando a hora chegar, você vai ser forçado a voltar para essa realidade, queira ou não. Terceiro, você não pode morrer, se morrer no passado, seu corpo irá desaparecer para sempre e sua existência será apagada. Isso é tudo. Quem irá?
O senhor olhou para todos. A lagarta parou de polir os livros, e voltou-se para ver que decisão seria tomada. Eles se reuniram em círculo e North começa:
– Então, quem irá?
Todos se entreolharam e Jack sentiu um aperto no peito. Apertou seu cajado na mão e disse: — Eu irei.
– Não, Jack, é muito arriscado! Se você morrer lá...
– Está tudo bem, eu consigo.
– Jack, tem certeza de que quer fazer isso? – North perguntava seriamente.
– Confie em mim, vou rápido como uma lebre. – Jack sorriu, passando confiança para seus amigos. Bunny deu um meio sorriso para ele, mostrando que aprovava sua atitude e lhe dando um voto de aprovação; Sandman fez um sinal positivo com os dedos e sorriu meigo para o amigo; North assentiu positivamente, também dando a Jack um sorriso de confiança.
O garoto se aproximou de Elsa e pôs a mão sobre o ombro da jovem. Bem próximo a ela, ele disse, em um tom calmo e confiante: — Eu irei trazer sua irmã de volta, e retorno antes que vocês sintam minha falta. – Disse, em um tom brincalhão.
A rainha sorriu para ele, e fez algo que o guardião não imaginaria. Elsa abraçou Jack, um abraço caloroso e meigo, que surpreendeu a todos, mas principalmente a Jack, que nem conseguiu reagir, apenas colocando receosamente a mão sobre a cintura da garota. A presença dela só durou apenas alguns segundos, porém, foi o suficiente para deixar o Frost desconsertado. – Obrigada, Jack.
Ele assentiu e se dirigiu em direção a uma espécie de portal mágico, que Ombric havia feito enquanto eles se despediam. Ele salta lá, deixando todos apenas com a esperança de sua volta.
❄❆❄
O garoto Frost pousou no chão, sentindo seus pés em terra firme. Ele olhou em volta, para tentar se localizar, e notou que estava mais ou menos dentro da floresta. Ele suspirou e começou a seguir o caminho, que supôs ser o certo, o caminho no qual North supostamente tinha trilhado. Entretanto, ele havia saído em um ponto diferente, então seria um tanto mais difícil achar a trilha até a cidade.
Para ele, era tudo igual, várias árvores, mata, e alguns habitantes da floresta. Nada de diferente do que ele havia visto anteriormente.
Ele vagava calmamente, até que seu senso de perigo começou a alertá-lo. Algo estranho estava prestes a acontecer, Jack estava segurando seu cajado de forma leve e frouxa. Ao escutar alguns barulhos atrás de si, o apertou e levantou na altura do peito, entrando em modo de alerta. Algo começou a correr em meio aos pequenos arbustos perto dele; seja lá o que fosse, iria sair dali congelado se chegasse mais perto.
Estava tenso, parecia que vinham pequenos barulhos de todos os lados, começou a pensar que fossem os pesadelos de Pitch que haviam vindo atrás de si.
– Hey – uma voz feminina disse, fazendo Jack virar bruscamente, e apontar o cajado para a figura atrás de si.
– Vamos com calma, meu anjo. – A voz tomou forma, era uma mulher muito bonita, de cabelos dourados e ondulados que iam até o meio das costas, e em sua cabeça havia adornos cobertos de diamantes e rubis, e usava um vestido bem justo ao corpo, na parte de cima, e bem solto embaixo, que ia até os pés, e havia duas aberturas laterais, deixando suas lindas coxas totalmente à mostra. O vestido também possuía cor dourada e era repleto de pedras brilhantes, possuía mangas laterais, que estavam caídas sobre os ombros, dando um aspecto sexy e provocante à garota. Ela tinha uma boca rosada e carnuda, e olhos prateados, quase brancos, brilhantes como diamante.
Ela se aproxima de Jack e sorri para ele. O garoto ainda se mantinha em guarda, porém já havia abaixado seu cajado.
– Qual seu nome? – perguntou a mulher, com uma voz doce.
– E-eu me chamo Jack... –
– Que belo nome. – ela o interrompeu. – O que faz aqui, Jack?
– Estou procurando uma coisa. – ele disse, passando a mão nos cabelos, enquanto a mulher se aproximava mais dele.
– Hum... Muitas pessoas vem a esse lugar procurando coisas, Jack... O que você procura? – ela se aproximou mais dele, colando seu corpo no do Frost, que recuou para trás e passou a mão na nuca. Quem era ela? Que tipo de atitude era essa? Por que estava se achegando tanto a ele assim? Será que era uma armadilha? Jack não conseguia pensar direito com os avanços da garota para si, ele estava desconsertado e com pressa, mas não queria ser indelicado.
– E-eu estou com pressa, preciso mesmo ir. – ele a afastou e começou a andar novamente, quando ela puxou seu braço, o trazendo de volta para si, aproximando bem seu rosto do de Jack.
– Por que a pressa, Jack? Estamos bem aqui, fique mais um pouco, que eu lhe darei o que procura. – ela o olhou nos olhos, e seus olhos prateados começaram a ficar vermelhos e brilhantes, fazendo com que o garoto de cabelos brancos começasse a relaxar.
– Você não está mais com pressa, Jack... Fique comigo. – ela dizia de maneira sexy.
– Eu... Não, eu preciso... Eu... – ele já não sabia mais onde pôr as palavras, sua cabeça estava girando e sua visão estava turva, seus pensamentos tão focados e objetivos agora estavam se dispersando em meio à uma vastidão branca.
– Isso, você não precisa ir. – seu rosto estava bem próximo ao do guardião, ela respirava sobre a bochecha dele, e ele parecia totalmente inerte a tudo aquilo. Em seus olhos, havia apenas o vazio, ele parecia estar hipnotizado, ou algo do tipo.
– Você ficará aqui, para sempre, comigo, como minha preciosa estátua. – ela sorri, enquanto passava a mão sobre o rosto do garoto, que nada fazia. Ela deitou sobre o peito dele e suspirou sorridente, os dedos brincavam com o cabelo de Jack, que mais parecia uma marionete.
❄❆❄
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