Storybrooke

Belle havia acordado cedo, ela estava ansiosa desde a conversa com Ruby no dia anterior. A moça tirou do armário um dos vestidos que Rumple havia lhe dado mais ela ainda não havia encontrado um motivo especial para usar, bom aquilo não era exatamente um motivo especial, na verdade ela não sabia exatamente porque estava fazendo aquilo, mas ela estava fazendo. A moça passou a manhã inteira atenta a qualquer coisa que fizesse movimento na porta da livraria. A manhã passou se arrastando e Dee não apareceu, Belle se sentia extremamente frustrada e não sabia exatamente pelo que, não que aquilo fosse um encontro e não que Belle esperasse que aquilo se tornasse isso, afinal ela estava com Rumple e Dee era uma garota, definitivamente não era isso, dizia a mulher para si própria tentando se convencer do mesmo. Ela se arrastou para o Granny na hora do almoço com a cabeça nas nuvens, ela se sentia frustrada e com um pouco de raiva, porque será que ela não apareceu?

-Oi Ruby – Disse Belle entrando no local

-Heyy Belle – Disse a moça

-Nossa que vestido bonito – Disse a loba de desdém, elas tinham gostos completamente diferentes e Ruby uma vez ou outra tirava sarro do gosto extremamente convencional da moça.

-Ruby hoje não – Disse Belle com a expressão um pouco aborrecida

-O que foi? Aconteceu alguma coisa? – Perguntou a garçonete notando uma cara não muito feliz de Belle

-Nada... – Murmurou Belle olhando para os olhos da loba

Apesar do pouco tempo Ruby já conhecia Belle bem o suficiente para saber quando o nada era realmente nada e quando era alguma coisa. A Loba continuou olhando para a mulher em silêncio, com um sorriso de irônico esperando a verdadeira resposta.

-Tudo bem ... – Disse a moça levantando as mãos como se tivesse se rendendo

-A Dee não foi na livraria – Disse a moça com tom reclamão

-Ahhhh a Dee – Disse a loba abrindo um sorriso

-Ohhhhhhhhh a Dee – Repetiu agora em um tom sério se lembrando da conversa que teve mais cedo com Mary Margaret

-É por isso que você esta usando vestido novo? – Disse a loba com um ar debochado

-Não... é ... Rumple me deu faz um tempo eu quis estrear – Disse Belle gaguejando

-Sei.. – Disse a loba levantando a sobrancelha

-Mas você sabe de alguma coisa? –Perguntando Depois de ter notado o tom na voz da loba

-Bom eu tenho uma má noticia, que pode ser boa, dependendo do ponto de vista que você olhar – Disse Ruby se embolando nas próprias palavras.

-O que ? – Perguntou Belle confusa

-Ela não deu furo na livraria hoje, é que ela não pode estar lá – Disse Ruby meio cautelosa.

-Ela foi sequestrada – Disse Ruby com um olhar pesaroso para a amiga

-O QUE ? – Disse Belle chocada

Londres

O trio ainda estava parado na rua fechada vigiando, já estava anoitecendo e a hora de entrar no local se aproximava Impez nem piscava em vigiar a entrada do lugar, o que fazia David pensar que ela era mais eficiente do que qualquer um do exercito da Floresta Encantada. Emma estava encostada na parede com a cabeça nas nuvens, havia acontecido tanta coisa na vida dela em um espaço tão curto de tempo, como se ela não pudesse nem ter tempo para assimilar as coisas e a única pessoa que poderia entender ela pós estava encarando a mesmas coisas tinha sido sequestrada e ela tinha que partir desesperada ao seu socorro.

-Regina – Murmurou David

-O que? – Perguntou Emma , sendo tirada de seus pensamentos

-Suas preocupações tem haver com a Regina? – Pergunto o homem tentando ser compreensivo

-Pai eu não quero discutir isso ... – Murmuro Emma

-Não estou brigando com você – Disse o homem

-Eu amo a sua mãe, mas eu não sou ela, eu já disse que você pode se abrir comigo, eu não vou te julgar – Disse o homem com a mão no ombro da loira.

-Sim ... – Disse Emma respondendo a primeira pergunta

-Não é só com ela, mas digamos que ela é o ponto principal – Disse Emma olhando nos olhos do pai.

-Você a ama... – Suspirou o homem

-Como você sabe? – Perguntou Emma de olhos arregalados

-Quer dizer, que estupidez a minha, eu a beijei na sua frente e na frente da guarda real de Hyrule – Disse a mulher dando um sorriso nervoso.

-Antes disso eu já sabia – Disse o homem tentando dar um sorriso de conforto

-Você olha pra ela do mesmo jeito que eu olho pra sua mãe – Disse o homem

-Me desculpe interromper a conversa de vocês, mas já está quase na hora da gente entrar – Disse Impez em um tom sério.

Emma e David se posicionaram quando ouviram a voz de Impez

-Isso me parece algum tipo de zona de trabalho, e me parece que grande parte dos trabalhadores já saíram, pelo que eu venho obsevando – Disse a mulher

-Então o que vamos fazer? – Perguntou Emma

-Vou me esgueirar até a guarita e farei sinal e vocês entram mais tentem não fazer muito barulho – Disse a mulher

-Não é melhor deixar a Emma ir, ela é menor e vai fazer menos barulho – Disse David com referência ao tamanho e músculos da mulher.

-Eu posso fazer isso – Disse Impez

Impez de repente se transformou em sombra e se esgueirou até a guarita fazendo David e Emma arregalarem os olhos

- Ela pode fazer isso – Murmurou Emma

Eles esperaram atentos até ver um sinal de uma lanterna piscando, era o sinal de Impez, eles andaram normalmente até a guarita para não chamar atenção. Chegando ao local Impez abriu a porta para que eles entrassem a mulher já tinha amarrado os dois seguranças do local e a mulher mesmo em meio ao momento de tensão parecia curiosamente entretida com a lanterna.

-Como se chama essa coisa? – Perguntou a mulher para Emma

-Isso é uma lanterna e a gente não tem tempo pra isso Impez – Disse David sério

A mulher enfiou a lanterna em uma pequena bolsa que ela carregava e entrou no local com David e Emma. No lugar havia um casarão enorme , e um jardim com pés de uma coisa que David conhecia muito bem.

-Essas coisas são...- Murmurou David abestalhado com a visão

-Feijões mágicos – Completou Emma com os olhos arregalados

-Agora faz sentido à quantidade absurda de feijões que encontramos com o exercito dela em Neverland – Disse David

-Nós temos feijões mágicos em Hyrule também – Comentou Impez

-O QUE? – disse Pai e filha em uníssono

-Segundo a Dee não funciona igual aqui, quer dizer funciona pra transporte também, mas é diferente e tirando que são bem caros – Terminou a mulher.

-Vocês vendem feijões mágicos em Hyrule? – Perguntou David incrédulo

-Sim, por que não? – Respondeu Impez

-Tá vindo alguém se escondam – Disse Emma interrompendo a conversa dos dois

Os três se enfiaram entre os pés de feijão para se esconder quando notaram passar duas figuras conhecidas passando, uma mulher e um homem de terno segurando uma prancheta.

-É a Wendy – Emma já disse querendo partir para a briga

-Não, espera a gente não sabe quanta gente tem nesse lugar ainda – Disse impez puxando a mulher.

-Temos que ser cautelosos, calma! – Disse David

-Vamos deixar ela sumir por esse lugar enorme ? – Disse Emma afobada

-Eu vou seguir ela como sombra, vocês seguem para o outro lado e tentam encontrar Dee – Disse Impez se transformando em sombra e logo seguindo a dupla.

Storybrooke

Princesa Zelda estava calmamente sentada na cadeira da cozinha enquanto olhava para Mary Margaret irritada insultar os guardas reais.

-Me perdoe pelo os meus guardas eles só estão em estado de alerta – Disse a menina calmamente

-E quem é você? – Disse Mary Margaret com um tom raivoso

-Sou Zelda, a Princesa de Hyrule – Disse a menina se curvando de leve.

Mary Margaret arregalou os olhos a imagem da menina bem vestida e de tão bons modos, então essa era a famosa princesa.

-Mas você é só uma criança... – Murmurou Mary Margaret o que tirou um sorriso de lado da menina

-O que está acontecendo? – Pergunto Henry saindo do quarto

Henry olhou para a menina que agora estava de pé na cozinha, usando um vestido com símbolos ao qual ele reconheceria em qualquer lugar.

-Você é de Hyrule não é? Você veio por causa da Dee? – Pergunto Henry a menina

-Crianças são muito mais perspicazes – Disse a menina olhando para Mary Margaret

-Você é a princesa Zelda? – Pergunto Henry

-Sim, querido – Dessa vez Regina que respondeu.

-A Dee me falou muito sobre você – Comentou o garoto

-E eu vim por causa dela – Responde a princesa

-E se me permitem eu ficarei até Dee estiver aqui e bem – Disse a garota olhando para Regina

-Claro — Respondeu Henry antes de Mary Margaret e Regina

Belle correu para a loja de Rumple , quando Ruby lhe contou toda noticia, ela sabia que o homem não gostava da garota, mas mesmo assim ela não achava que se ele soubesse de alguma coisa e fosse realmente importante, ele esconderia dela, e mesmo se ele não soubesse de nada ela achava que ele tinha direito de saber afinal Emma estava lá, e ela era mãe do neto dele.

-Rumple como você não me contou do que aconteceu? – Disse a mulher afobada

-Do que você ta falando Belle? – Perguntou o homem assustado

-Dee foi sequestrada pela Wendy e o David e a Emma foram atrás dela – Disse a mulher em só fôlego

-O QUE? – Respondeu o homem chocado

-Você não sabia? – Questionou a mulher

-É claro que não, quando foi isso? – Perguntou o homem tentando assimilar a situação, não que ele estivesse preocupado com a Dee, ele não estava , ele só odiava não saber das coisas

-Isso foi ontem à noite – Respondeu Belle

-Se você não sabia o Neal provavelmente também não, você deveria avisar – Sugeriu a mulher.

-Façamos o seguinte, eu tenho algumas coisas ainda para resolver aqui, será que você pode avisar para ele e daqui à uma hora nos encontramos na hora casa de Mary Margaret – Disse o homem olhando nos olhos da mulher

-Claro – Disse a mulher ainda desnorteada com a noticia.

Belle de um abraço e um beijo rápido no homem e saiu pela porta, Rumple esperou que a porta batesse para soltar um suspiro.

-Você não tem nada haver com isso? – Perguntou o homem

-É obvio que não, você não ouviu a sua namorada dizer Wendy? – Disse a Blue saindo de onde estava escondida

-Nós temos que acha lá ela pode estar em perigo – murmurou a fada

-Nós? – Disse o homem dando um sorriso irônico

-Me diga uma coisa, tudo isso... Toda essa porcaria... – Murmurou o homem

-É tudo sobre ela não é? – Perguntou o homem sarcástico

-Ou melhor, o garotinho de roupas verdes... – Disse o homem dando um sorrido de lado

-Isso não é da sua conta, recolha-se a sua insignificância – Disse a fada usando a porta para sair do local.

Londres

Dee sentia tanta dor que ela pensou que não fosse aguentar e a única coisa que ela conseguia pensar naquele momento por incrível que pareça era um estudo que ela havia assistido em Yale de como a cérebro reagia à dor, em ponto de extremo trauma ou dor física o cérebro desassocia, criando uma nova espécie de realidade na mente da pessoa para que o cérebro suporte a dor e a sensação é seguida de um estado de leveza, como um voo de uma borboleta, o que para ela era bastante semelhante ao estado de ignorância que as pessoas se encontram, porque as verdades muitas vezes machucam. A Garota odiava o fato de as pessoas não verem o mundo como ele realmente era, enquanto desde pequena ela tinha olhos que a faziam enxergar muito mais do que ela queria e um cérebro analista que a perseguia incansavelmente como inquisidor, para os outros era muito mais fácil, mas também ela nunca desejou permanecer no nicho de ignorância, nunca, mas naquele dia pela primeira vez em todos esses anos ela desejou a sensação de leveza da dissociação, a falta de peso da ignorância, ela só queria que a dor parasse.

-Me... Mata logo – Sussurrou a garota quase sem força

-Diz logo o que eu quero que a dor vai parar – Disse Sininho se abaixando ao nível da garota

-Eu não sei... – Suspirou Dee tentando tomar um ar

Dee se esticou e intencionalmente tocou o bolso da própria causa, sentiu que havia algo ali, ele havia esquecido que tinha colocado a ocarina no bolso logo que Judith a encontrou no parque. Sininho notou a expressão que a garota fez quando sua mão encostou o bolso, ela se abaixou e puxou o que havia dentro dele, Dee tentou lutar mais ela não tinha mais forças o suficiente, ela se esticou mais as algemas queimarão o seu braço, e ela urrou de dor.

-ISSO É MEU! – Dee gritou usando o resto das forças que tinha

Sininho olhou para o instrumento em suas mãos, ela nunca tinha visto nada igual, mas se era importante para a garota deveria se para Wendy.

-Entregue isso a Wendy, ela vai saber o que fazer com isso – Disse Sininho a um dos homens.

-NÃO, É MEU !!!!! – Gritou a garota

Dentro do casarão Emma e David andavam de um lado para o outro, o local estava quase que por completo vazio, quando eles notaram um homem saindo de uma porta segurando alguma coisa em mãos, David e Emma se esconderam e esperaram o homem desaparecer, quando escutaram vozes.

-EU NÃO VOU TE DEVOLVER NADA! – Uma voz de mulher gritava alto

-Eu já ouvi essa voz em algum lugar- murmurou David

-Vamos chegar mais perto – Disse Emma fazendo sinal para o pai

A porta era grande e velha, parecida como as de castelos de filme de terror, nela havia um pequeno espaço com o qual quem estava de fora podia espiar o que acontecia dentro, David e Emma chegaram perto e viram alguns homens e Sininho, e ouviram uma voz uma fraca abafada.

-Por favor, alguém muito importante me deu ela, se for me matar me deixa pelo menos morrer com ela – Dee disse em uma voz baixa quase suplicando.

-É a Dee ! – Exclamou Emma

-O que estão fazendo com ela? A gente tem que entrar lá logo – Disse Emma desesperada com o estado de Dee que não parecia nada bom

-Calma Emma ! — Disse David

O homem deu uma olhada no buraco e viu quatro homens contando com a fada

-Quatro homens e uma fada – Disse o homem sério

-Dois pra mim e dois pra você – Respondeu Emma

-E a fada? – Perguntou David

- A gente dá um jeito – Disse Emma rindo de lado confiante

-Você realmente acha que eu vou deixar você morrer e ainda mais assim? – Disse a fada para a garota

De repente eles ouviram alguém bater na porta

-Vai abrir deve ser a Wendy – Disse a fada para um dos homens

O homem chegou à porta e passou a chave logo depois girando a maçaneta, ele não teve muito tempo de assimilar o que aconteceu, antes de sentir uma espada perfurando a sua barriga e perceber os estranhos que estavam à porta. O homem caiu ao chão atraindo a atenção dos outros homens que pareciam em choque.

-A princesa e o papai Charming – Murmurou Dee dando um sorriso

-O que estão esperando seus idiotas? Peguem eles – Ordenou Sininho

Os três outros homens que sobrarão não tinham a menor chance contra David e Emma e eles sabiam, pai e filha acabaram com os três homens facilmente e só restou a fada que parecia encurralada. Emma partiu para cima dela com a espada mais ela voltou ao tamanho de fada e saiu voando pela porta.

-Droga! – David urrou enquanto tentava correr atrás da fada

Emma se aproximou de Dee e viu se estado deplorável

-Eu só espero que a Regina não esteja aqui – Disse a garota quase sem voz para a Emma enquanto ela abria as correntes

-E ela não está – Disse Emma dando um sorriso e segurando a garota nos braços

-Bom trabalho Swan – Respondeu Dee com um sorriso

David deu um sorriso de alivio e de admiração, como alguém pode estar em um estado tão deplorável e ainda sim se importar apenas com alguém que ta distante?

-O que eles fizeram com você? – Perguntou David olhando para a moça machucada

-Eles queriam algo de mim – Murmurou a garota fazendo força para respirar

-Mas agora a gente está aqui e vamos te levar para casa – Disse Emma sorrindo para a moça

-Vamos sair daqui! – Disse David apressado

-Espera! eles estão com a minha ocarina eu não posso ir embora sem ela — Disse a garota

Emma olhou para David, e ele retribui o olhar, ambos sabiam que o melhor era ir embora agora, mas algo dizia que essa ainda sim não era a melhor escolha.

-Tudo bem! – Disse o homem sério

-Temos que achar a Impez também – Completou David

-Você consegue andar? – Perguntou Emma

-Eu não consigo nem me mexer, acho que quebrei uma perna... – Murmurou a garota

David levantou a garota nos braços, e ela deu um sorriso ao homem e o homem retribuiu, ela se sentiu segurança nos braços dele e adormeceu quase que instantaneamente.

-Vamos atrás da Impez e da ocarina agora – Disse Emma, sabendo que era quase suicídio fazer isso naquele momento, mais quem ta na chuva e pra se molhar.

Storybrooke

Mary Margaret já parecia ter se conformado com a situação de ter sua casa invadida por estranhos, e de longe para ela Princesa Zelda não era ruim comparada com Regina, ela era só uma criança, era como ter uma amiguinha de Henry como visita, mas incrivelmente inteligente e com excesso de bons modos.

-Princesa você aceita um suco de laranja? – Perguntou Henry

-Claro – a princesa respondeu não muito ao certo

Mary Margaret estendeu um copo cheio de suco para a menina, que o tomou em mão e ficou admirando.

-Algum problema? – Perguntou Regina

-Não, mas a cor desse liquido é bem amarelo, interessante – Disse a menina sorrindo

-Você nunca tomou suco de laranja? – Perguntou Henry

-Não tem essa tal laranja em Hyrule – Disse a menina meio envergonhada

Henry correu e tirou uma laranja da cesta de frutas e deu a menina

-Isso é uma laranja — Disse o garoto

A garota pegou a fruta com os olhos arregalados e cheirou a casca, Regina e Mary Margaret não podiam não deixar de achar o gesto da menina adorável.

-O cheiro é bom – Disse a garota sorrindo

-O gosto também, prova! – Disse Henry sorrindo para a menina

A menina levou o copo à boca e primeiro sentiu a acidez do suco e depois o sabor agradável, a misturas de sensações na língua fez com que a cara fizesse uma leve careta a principio.

-Isso é estranhamente muito bom – Disse a garota

-As frutas em Hyrule são muito diferentes? – Perguntou Mary Margaret

-Bastante – Respondeu a menina

-Eu estava pensando se eu poderia levar algumas sementes para Hyrule — Disse a garota sorrindo

-Isso é algo que deixaria definitivamente os Hylians felizes – Terminou a menina dando outra golada no suco

Mary Margaret se sentia um pouco incomodada quando ouvia a garota falar de Hyrule como se ela comanda-se o local, afinal ela era uma criança, isso não era o papel dela, na idade dela Mary Margaret não tinha nem sequer esse tipo de preocupação.

-Me perdoe se eu estiver me intrometendo em algo que não é da minha conta – Suspirou Mary Margaret

-Mas você não acha que é muito jovem para carregar esse assunto de Reino e o povo nas suas costas? Afinal você é só uma criança – Perguntou a mulher

-Me perdoe Senhorita, mas em Hyrule se aprende desde pequeno, que a única diferença entre a família real e os outros Hylians, é que a família real tem como obrigação proteger e defender o seu povo, tirando isso não existe diferença alguma entre nós – Disse a garota gentilmente.

- Eu sou o povo e o povo sou eu, se o povo esta infeliz eu nunca poderia ser feliz, se eu provo de algo bom, eu quero compartilhar isso com eles, porque eles, o povo sou eu! – Disse a princesa

-Então de forma alguma isso é um peso para mim – Disse a menina sorrindo.

-Os adultos tem mania de subestimar as crianças tratando os como incapacitados ou até mesmo estúpidos , quando eles não são nenhum dos dois , são só crianças – Terminou a menina

A Princesa Snow White recebendo uma lição de uma simples garotinha, a mulher simplesmente não sabia o que responder, mas o que ela iria dizer? A pequena Princesa Snow White passou quase que toda a vida trancada em um palácio sendo mimada o quanto podia pelo pai, e só por causa de Regina, ela realmente teve que encarar as coisas como elas eram, que a vida não era um palácio, cheio de serviçais prontas para atender todos os seus desejos mesquinhos, a vida era dura.

A mulher foi tirada dos próprios pensamentos, por batidas na porta do seu apartamento, Henry se levantou e atendeu a porta.

-Com a sua licença, Majestade, três senhores e uma dama estão aqui e desejam vê-lá – Disse o homem para Regina, apesar de não ser Regina que eles gostariam de ver.

-Permita que entrem – Disse Regina, não recebendo um olhar muito contente de Mary Margaret, por estar agindo como autoridade na cada dela.

Neal entrou apressado no apartamento

-Onde está a Emma? – Disse o homem afobado

Notas finais
Gente batchy meu recorde, cap enorme x____x
espero que vocês gostem !