Once Upon A Time - Between Worlds
58 Manhattan
Manhattan
Era tarde da noite e soprava um vento frio, as ruas de Manhattan estavam ainda molhadas devido a recente chuva e a atmosfera parecia estranhamente calma. Um carro vermelho no estilo esportivo parava enfrente a um centro social que costuma receber crianças de rua, quando a mulher de dentro dele saltou do carro e logo em seguida um homem não muito contente.
–Ruby deixa a criança ai e vamos embora — Reclamou Hook
–Está terrivelmente frio e molhado e eu nunca faria isso dessa maneira — Repreendeu a loba seguindo em direção à porta e a abrindo.
Hook a seguiu logo atrás emburrado, o local não parecia grande coisa, uma sala com cadeiras, uma tv e um balcão com uma recepcionista, uma típica sala de espera. A loba se aproximou do balcão em que uma mulher alta e negra folhava algo que pareciam arquivos.
–Com Licença... -Disse Ruby sem jeito ela não sabia exatamente o que fazer
A mulher olhou para os dois e por constatação presumiu que fossem um casal e um casal em um estado deplorável, ambos machucados com curativos mal feitos e sujos, o que fez com que a experiência da mulher na área lhe disse se que provavelmente era um casal de viciados que não poderiam ficar com o bebê.
– Me dê essa coisinha aqui — Disse a mulher saindo de trás do balcão e esticando os braços para pegar o bebê barulhento.
–Esse bebê precisa de um hospital — Disse a mulher afobada vendo um curativo no rosto do bebê
–Não se preocupe o bebê esta perfeitamente bem, o machucado esta quase que 100% sarado — Disse Ruby dando um sorriso de lado, ela se sentia péssima pelo que estava fazendo.
A mulher notando que o bebê parecia bem e bastante agitado se sentiu, mas tranquila porque aquilo que era sinal de que ele estava bem.
–O que vocês planejam para criança? — perguntou já presumindo que a resposta seria que eles entregariam o bebê, mas mesmo se isso não acontece- se o que era raro ela obviamente tomaria a guarda porque era visível que eles não tinham condições de cuidar de uma criança.
–A gente não pode ficar com ela — disse Hook sem pestanejar já sem paciência
A mulher reviveu em sua cabeça quantas vezes havia visto homens tão detestáveis como ele naquela posição.
–Vocês podem preencher formulário? — Perguntou a mulher para Ruby
–Vamos embora nós não temos tempo pra isso — Disse Hook puxando Ruby pelo braço
–Se você não soltar o braço dessa moça agora, eu chamo os seguranças — Disse a mulher seria para Hook em um tom de ameaça fazendo o pirata soltar o braço da loba na hora
–Desculpe eu não posso preencher — Disse Ruby se lamentando
–E eu não posso te obrigar- Respondeu a mulher tentando demonstrar alguma cumplicidade
–Mas você pode se despedir se quiser — Disse a mulher devolvendo o bebê aos braços da mulher e dando um espaço para que ela pudesse se despedir.
Ruby olhou para o olho verde arregalado do bebê que estava agitado e bastante esperto a ponto de sorrir e Ruby devolver o sorriso.
–Hey pequenininha acho que essa é a ultima vez que vamos nos ver — Disse a mulher forçado um sorriso
– Todas as coisas terríveis que aconteceram não importam mais, isso é pro seu bem e eu espero que um dia mesmo que você não se lembre do que aconteceu, você entenda que alguém te colocou aqui para o seu melhor — Disse a mulher a criança que parecia prestar atenção
–A sua madrinha Ruby , a sua avó postiça , o Henry e até a sua avó de verdade vão sentir sua falta — Disse ela beijando a testa da criança e logo em seguida murmurando um adeus e saindo acompanhada de Hook.
– Mas uma coisa... — Disse a mulher antes de o casal sair pela porta
–A Criança pelo menos tem um nome? — Perguntou a mulher
Ruby e Hook se entre olharam como se perguntassem um ao outro se deveriam, mas a altura do campeonato aquilo não ia fazer diferença alguma.
– Diane — Respondeu o pirata saindo porta a fora com a moça
– Henry nunca vai nós perdoar — resmungou Ruby
–Se nem a Mary Margaret ele vai perdoar porque seria tão fácil com a gente ? — Comentou o pirata
Storybrooke
Regina estava na delegacia com um pequeno laboratório químico que ela magicamente havia colocado em cima da mesa de Emma, e ela parecia extremamente concentrada enquanto passava um liquido brilhante de um tubo ao outro, enquanto Dee em um silêncio que não era comum a ela, apenas observava a mulher trabalhar.
–Eu me pergunto o que há de tão urgente e porque eu estou aqui na delegacia – Disse Rumple entrando e arregalando os olhos ao perceber Dee dentro de uma cela.
–Eu devo perguntar... – Murmurou o homem olhando desconfiado para mulher
–Sim, mas antes eu preciso de sua ajuda em uma poção – Disse Regina sem pestanejar e não restou nada além de o homem concordar.
Enquanto isso David e Emma caminhavam floresta adentro, ambos detestavam receber ordens daquele modo de Regina, mas qual era a solução se não naquele momento acatar, ambos caminhavam e a todo o momento David achava que ele haviam se perdido do caminho e que eles deveriam ter chamado Ruby para ajuda-los com seu faro e Emma já achava que ela já tinha feito demais.
–Como vão as coisas? – Perguntou David
–Que coisas? – Perguntou Emma confusa, mas acabou levando uns segundos para ela entender que ele estava falando de Regina.
–Ela não sossega e não me dá sossego enquanto todos os filhos dela estiveram não estiverem de baixo das asas dela – Disse Emma sorrindo por que era algo que ela admirava em Regina
–Ela foi me arrumar uma neta mais encrenqueira do que o neto que eu já tinha , não achei que isso fosse possível – Disse o homem sorrindo, para ele Dee e Henry eram irmãos e ambos os seus netos
–Neta? Não tenho idade pra ter filha daquele tamanho não – Retrucou Regina
–Você realmente quer entrar nesse mérito? – Disse David dando um sorrio irônico e Emma o olhando de cima a baixo
–É melhor não... – Respondeu ela sabendo que não estava em uma situação muito diferente
Ambos continuaram andando até chegarem um lugar mais aberto onde a cabana deveria estar, mas não havia nada.
–A gente ta perdido – Resmungo David
–Não pai não estamos – Respondeu Emma
–A cabana que sumiu – Concluiu a mulher.
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