Once Upon A Time - Between Worlds
13 Hitsuzen
Manhattan — Flashback
O tempo estava bem limpo, mas um ar gelada preenchia o apartamento de um dos bairros mais carros de Manhattan, um homem bem loiro de olhos bem azuis, sentando perto da lareira lia um jornal bem focado, enquanto coçava a cabeça meio preocupado com a cotação das ações , a casa era de incrível luxo e bom gosto, era perceptível que a família tinha muito dinheiro.
–Ainda preocupada com as ações papá? — Surge uma menina de uns 8 anos , pele morena e cabelos negros , olhos de uma beleza estranha um azul e ou outro vermelho como sangue.
–Está tudo bem querida e isso não é assunto para uma criança — Disse o homem levantando a sobrancelha e sorrindo para a filha que falava como uma adulta
–Papá, não se preocupe eu já dei uma olha e segundo uns cálculos que eu fiz , tudo indica que vai subir- Disse a garota olhando com desdém para o pai
Paolo de Carlo era um homem muito rico que fez fortuna com ações na bolsa, vindo de uma família Italiana tradicionalíssima, acabou por se instalar em Manhattan e casar com a Jovem Carmela, que o apoiou e esteve junto a ele desde os momentos mais difíceis, desde quando o homem não tinha nada, para Paolo, Carmela era sua alma gêmea, mas a felicidade de ambos nunca foi completa, Carmela nunca pode ter filhos e ela se sentia culpada por não poder dar herdeiros a Paolo, já que ele era de família tradicional e isso fazia muito diferença entre eles. Até que depois de tamanha insistência de Paolo e de métodos que não deram muito certo, eles resolverão adotar uma criança, que acabou se tornando a coisinha mais inteligente e arrogante que eles poderiam conhecer e o maior orgulho e amor da vida deles, Diane.
–Diane e o que acha de ir brincar com a Julie a filha dos Watsons? Eles vivem te chamando e você tem 8 anos e é isso que crianças de 8 anos fazem — Disse o Homem se levantando pegando a menina no colo e dando um beijo na testa da filha
– Ela quer pentear bonecas e fazer chá isso é muito entediante Papá, e o que isso tem haver com a minha idade? — Disse a garota levantando a sobrancelha para o pai
O pai sorriu e colocou a menina no chão, no fundo não tem jeito, desse tamanho e é mais esperta que eu, pensou o homem orgulho. Alguém começou a bater na porta e a menina correu para abri lá, dela emergiu uma senhora com o cabelo branquinho, carregando umas bolsas que pareciam envelhecidas.
–NONNA !!!! — Gritou a menina fazendo à senhora larga as malas e cobrir a criança num abraço amoroso
–Dee, meu amor como você cresceu! — Exclamou a senhora acariciando o rosto da menina
– Mamma!! — Gritaram Paolo e Carmela ao mesmo tempo, que se aproximaram para abraçar a senhora.
Paolo fez sinal para que a empregada recolhe-se as malas da senhora e Carmela a puxou para dentro, para que se sentasse em um dos luxuosos sofás do grande apartamento.
–Mamma , vai ficar quanto tempo ? — Pergunto o homem animado
–Uns dois dias — Responde a mulher sorrindo ao Homem
–Nonna, onde você estava dessa vez ? — Pergunto a menina com os olhos arregalados
– Mi ammore, eu estava no Japão , vi o Monte Fuji ! — Disse a senhora animada a menina com a boca aberta
–E eu trouxe uma coisa pra você !! — Completou a senhora
Ela enfiou uma das mãos na bolsa e puxou o que parecia um tubo e entrego nas mãos da menina. A menina balançou o tubo perto do ouvido para tentar identificar o que era e olhou para a avó. Ela fez um sinal para que a menina abrisse o tubo , de dentro do tubo Dee puxou uma papel de seda , no papel estava alguns escritos em kanjis e apenas isso , fazendo a menina coçar a cabeça.
必然, ひつぜん
– O que é isso Nonna? — Pergunto a Menina levantando a sobrancelha e olhando de volta para a mulher.
– Hitsuzen ! — Responde a senhora animada
O homem que estava sentado assistindo a conversa, sempre estranhava como a filha se empolgava mais com coisas que a avô trazia do que com os brinquedos mais caros que ele comprava, a filha passava tanto tempo sozinha desde que eles a adotarão, que no fim para ele era aliviador que ela encontrar alguém com quem ela se sentisse por igual para conversar, mesmo que fosse sua avó , e mesmo que as conversas soassem muito sem nexo para ele. O homem por fim acabou se levantando e indo para cozinha para deixá-las conversar mais confortavelmente.
– E o que isso significa? — Pergunto Dee fazendo beicinho
– Hitsuzen ao mais grosso modo de tradução seria destino, porque nós não temos nenhuma palavra em nossa língua que iguala ao conceito dessa palavra — Respondeu à senhora.
–E o que seria esse conceito? — Pergunto a menina
–Isso é algo que eu trouxe para você como uma lição, que eu quero que você aprenda, por isso esteja bem atenta! — Dizia a senhora, que tratava a menina como igual, não como uma criança que não entendia das coisas, por isso Dee amava passar quase que todo o tempo que a senhora estava presente, extraído tudo que pudesse dela.
–Destino seria algo trazido a você pela mão de outros, ao qual você não possui nenhum controle e isso é um absurdo isso significa que não temos livre arbítrio para mudar as coisas – Diz a mulher olhando atentamente para a menina
–Mas Hitsuzen é o inevitável, você terá um leque de escolhas e caminhos a sua mão baseados em escolhas que você já fez e escolherá o que tiver que “ser” para que fatos maiores ou menores mais ambos cheios de significados aconteçam, mas isso não significa que você não tem o controle, que o universo pré-planejou que você escolheria aquilo, você simplesmente escolheu porque era o seu desejo, é o inevitável, entende? – Disse a mulher puxando a menina para um abraço e fazendo um carinho em sua cabeça
–Eu não sei se consigo compreender isso bem nonna, isso não seria uma espécie de paradoxo? – Disse a garota decepcionada consigo mesma por não entender algo.
–Sim e não, mas não se preocupe, a maioria passa a vida inteira e não consegue entender isso – Disse a mulher fazendo carinho na menina.
–Mi ammore, o universo é mantido por uma margem de aparente desordem enquanto mantém um equilíbrio. O que é mantido por manter o equilíbrio irá ruir se o equilíbrio se perder. Existe significado até para o que ruiu e renasceu como novo. Hoje você não entende, mais um dia quem sabe? Talvez você vá entender... – Diz a mulher serena
–Nonna , se não existe a necessidade de que eu entenda , então porque dessa lição ? – Pergunta a menina curiosa
– Hitsuzen! – Responde à senhora sorridente
–Tudo é Hitsuzen, Dee ! – Completou a velha.
Jolly Roger
Emma acordou com uma tremendo dor de cabeça. Arrependeu-se de ter bebido todo aquele Rum e queria bater mais em Dee por ter dado o rum para ela, mas com a ressaca que ela tava mal conseguia abrir os olhos.
–Acho que isso vai te ajudar! – Regina sorri estendo a mão com copo de café para Emma
Ela detestava café mais a ressaca estava batendo tão forte que ela pegou o copo da mão de Regina
–Obrigado ! – Emma deu um leve sorriso com sinal de preocupação da Regina
Regina puxou uma cadeira para mais perto de Emma e sentou, enquanto ela tomava o café aos poucos, ela queria conversar sobre a noite passada mas não sabia como começar e Emma muito menos.
–E a Dee como é que tá ? – Pergunta Emma , e logo dando uma golada no café
–Levantou pulando, como se só tivesse bebido água – Regina respondeu calmamente.
–Ela é um ser humano? Não é possível eu to com a minha cabeça estourando – Emma disse esfregando a mão na cabeça
–Se te consolar, a cara dela ta tão inchada quanto a sua, alias por que vocês brigarão? – Pergunto Regina com a sobrancelha levantada
–Não sei... Só sei que eu precisava e ela até que é legal – Disse Emma com um sorriso de lado olhando nos olhos da mulher
Elas congelarão durante alguns segundos olhando uma para outra, novamente conversando com os olhos.
– Daqui a um semana é o aniversario do Henry ! – Regina soltou dando um sorriso e desviando o olhar
–Espero que até lá, a gente consiga que ele volte, ele ficaria muito feliz de passar o aniversario com toda a família dele junta – Completou a mulher.
Emma pareceu entender o recado, naquele momento Henry era total prioridade e ela não estava errada.
–Não se preocupa a gente vai trazer o garoto de volta a tempo de fazer uma festa de aniversario com todo mundo junto – Diz Emma com um Sorriso tentando animar a mulher
No deck Dee parecia puxar umas cordas de um lado para outro adiantando o trabalho, para facilitar o desembarque, eles já estavam perto da ilha , e o plano era atracar em uma das minúsculas ilhas próximas para o navio não chamar atenção.
–“Rebel, rebel, you've torn your dress...” – Dee subiu cantando até onde Hook estava e de extreme bom humor
–“Rebel, rebel, your face is a mess…” – A garota continuo cantando.
–Ta de bom humor hein! – Disse Hook olhando em direção a ilha que já estava a vista no horizonte
–Meu caro pirata maneta, a possibilidade de chutarmos uns traseiros hoje é de uns 80%, quem não acordaria de bom humor com essa possibilidade? – Disse a garota levantando a sobrancelha.
–Meu deus o que aconteceu com o seu rosto? – Hook não havia reparado nos hematomas até o momento quando tirou os olhos do horizonte e olhou para a garota
–Eu e a Swan , ficamos amigas ! – Ela disse com um sorriso largo
–Meu deus se você faz isso com seus amigos imagina com seus inimigos – Disse o Pirata com os olhos arregalados
Dentro do bucker de Dee, aproveitando-se do momento de distração da moça, Rumple se esgueirava sorrateiramente, ele queria achar alguma coisa que dedura-se quem Dee era e de onde ela veio, o homem remexeu em todos os lugares até achar a mochila, ele a abriu e jogou tudo em cima de uma mesa , e o que ele encontro foi um videogame , uns cadernos com cálculos , lápis e canetas e as folhas que ele havia mostrado quando eles se conheceram , nada que parecia útil , por via dos duvidas o homem pegou umas das folhas , eram umas 20 ela não ia perceber se sumise uma , talvez fosse útil ,pensou o Homem, que enfiou o papel no bolso e saiu o mais rápido possível do bucker.
Hook e Dee ainda conversavam quando ouviram uma batida que tremeu todo o barco, todos pararam o que estavam fazendo e correram para o deck para ver o que tinha acontecido .
–O que aconteceu nós batemos? – Pergunta Mary Margaret afoita
–Impossível, aqui não tem pedras em um nível que possa bater nos barcos – Disse Hook que correu para borda do navio.
–Droga ! – Hook gritou consigo mesmo quando se deparou com o que tinha acontecido
Todos correram para beira e se deparam com um amontoado de uns 20 tritões e sereias olhando feio para eles, ambos vestiam uma espécie de armadura, que os faziam parecer oficiais, havia um definitivamente, um mas imponente barbudo que se destacava dos outros.
–Daqui vocês não passam – Disse o tritão barbudo.
Fale com o autor