Once Upon A Time - Between Worlds
41 August
Dee sentiu o seu sono sendo interrompido por um barulho não alto, mais constante agudo e extremamente chato. Quando Regina saiu do quarto Dr. Whale aumentou a dose do remédio para que ela pudesse sentir menos dor e conseguintemente ela acabou adormecendo. Com esforço ela abriu um pouco os olhos e sentiu suas retinas doerem por causa da luz do local, ela esticou o braço e colocou a mão sobre o objeto irritante, fazendo com que o garoto que o segurava se assustar.
-Você sabe o quanto isso é irritante? – Disse a garota puxando o jogo da mão de Henry
-Não dá nem para dormir direito com isso – Murmurou Dee
-Já estava mais que na hora de você acorda, já faz 3 dias – Disse Henry animado
- 3 dias ? –Questionou Dee de olhos arregalados
-Maldito Whale – Murmurou Dee
-Mas ei garoto, eu quase morri você, você não vai nem me dar um abraço? – Disse a garota abrindo os braços
O garoto deu um pequeno salto e um pulo nos braços da garota, eles se davam tão bem naturalmente.
-Eu estava falando com a mamãe, se ela pode adotar você, ai você ser minha irmã mais velha – Disse Henry eufórico.
-Você realmente gostaria disso? – Perguntou a garota com um sorriso de orelha a orelha
-Claro, ia ser muito legal, a gente ia poder brincar com a espada, jogar vídeo games, fazer um monte de coisas legais juntos – Disse o garoto feliz.
-Por que você não gostaria? – Perguntou o garoto notando a expressão preocupada de Dee
-É claro, mas é mais complicado que isso – Murmurou Dee com um olha pesaroso.
-Mas eu já sinto que você é meu irmão, não precisa de pedaço de papel para isso – Disse o garoto puxando Henry para mais um abraço.
-E por falar na sua mãe, cadê ela? – Perguntou a Dee
-Ela foi em casa , buscar algumas roupas para você – Disse Henry sorrindo
-Eu me sinto mal deixando ela preocupada comigo desse jeito – Disse a garota reparando só naquele momento em uma mesa ao lado da cama, com o que pareciam presentes e flores.
-O que é isso? – Perguntou a garota confusa
-Todo mundo que veio te visitar trouxe presente – Disse o garoto
-Todo mundo quem? – Perguntou à garota, confusa, ela nunca teve tanta gente que se importasse com ela além dos pais, ela praticamente passou a vida sem amigos, por que as outras pessoas achavam a estranha demais.
-A mamãe, a Emma, o David , Belle , Ruby ahhhhhh um monte de gente – Disse o garoto perdendo um pouco a paciência de enumerar todos
Dee deu um suspiro, ela definitivamente se sentia em casa em Storybrooke, mas do que em qualquer outro lugar.
-Mamãe disse que eu não poderia mexer mais agora que você acordou eu posso abrir? – Perguntou o garoto fazendo cara de cachorro pidão
-Claro vamos abrir – Disse a garota animada
Eles começaram a abrir alguns presentes, muito eram coisas simples, mas Dee ficava feliz que a maioria das pessoas se preocupava com ela.
-Hey biscoito – Disse Henry abrindo um pote e pegando um
-Quem deu isso? – Perguntou Dee tirando um biscoito de pote
-A Vovó e a Ruby — Disse o garoto sorrindo mastigando o biscoito
Dee sorriu de volta para o garoto e puxou algo de forma retangular que estava em baixo de um vaso de flores, estava bem embrulhado e um papel com gatinhos. A garota rasgo a embrulho e de puxou um livro grande, era um atlas do céu.
-Regina que comprou isso? – Perguntou Dee para Henry que parecia mais preocupado com os biscoitos, mas deu uma olhada no livro.
-Não, deve ser a Belle — Disse o garoto
-Hum ? – a garota não acreditava na resposta
-Ela perguntou pra mim do que você gosta, eu disse que era daquele cara com o raio no rosto e os olhos iguais aos seus, espaço, estrelas e essas coisas e comida – Disse o garoto fazendo beicinho.
-Garoto e você ainda, acha que precisa de papel para provar que você é meu irmão? – Disse Dee com a sobrancelha levantada
-É uma edição velha, mas eu adorei – Disse a garota sorrindo.
-Escuta, ela estava preocupada comigo? – Perguntou Dee como quem não quer nada
-Acho que sim, ela veio aqui todos os dias que você esteve dormindo e disse que ia voltar hoje – Respondeu o garoto não muito interessado.
-Sério? – Disse Dee sentindo um nó no estomago
Ambos foram interrompidos por uma voz de mulher que estava a porta
-Com licença, eu estou atrapalhando? – Disse Blue com um leve sorriso
-Não – Disse Dee sorrindo de volta para a moça
-Olá Henry – Disse Blue para o garoto que ainda estava comendo os biscoitos do pote
-Olá – O garoto respondeu meio desconfiado
-Hey Henry será que você não poderia arrumar alguma coisa pra eu beber, eu to com sede – Perguntou Dee para o garoto.
-Claro – Respondeu o garoto descendo da cama onde ele estava sentado com Dee e saindo do local
-Como você está se sentindo? – Perguntou Blue se sentando na beirada da cama
-Como um chiclete mastigado e cuspido, mas eu to bem – Disse a garota sorrindo.
-Eu fiquei realmente preocupada com você – Murmurou a fada
-Mas não só eu a cidade toda – Completou Blue
-A gente sempre se encontra na hora do aperto né – Comentou a garota
-Isso significa que nós somos amigas agora? – Perguntou Dee
-Claro – Respondeu Blue com um sorriso e sentindo seu coração bater um pouco mais forte
Blue ficava feliz só de está perto dela, elas ficarão longos segundos se olhando e de repente Dee soltou um sorriso, Blue se perguntava como o sorriso poderia ser tão igual se agora ela e Link eram pessoas tão diferentes.
-O que? – Blue perguntou inconscientemente ruborizando
-É engraçado eu sendo física ser amiga de freira, é meio contraditório sabe – Disse a garota meio intrigada
-Isso é estranho para você? – Disse a mulher agora com uma expressão de preocupação
-Não, eu estava brincando – Disse a garota sorrindo, fazendo Blue soltar um suspiro desconcertado
-Sabe aquele dia na reunião, aconteceu alguma coisa? – Perguntou Dee se lembrando da mulher pedindo para ser abraçada
-Apenas alguns problemas, mas já está tudo certo – Disse a fada, sabendo que havia se precipitado no gesto.
-Se você precisar desabafar, você pode contar comigo, afinal não somos amigas agora? – Disse Dee com um sorriso
Blue concordou com a cabeça e deu um sorriso, no fim era a mesma pessoa, preocupada com os amigos como o Link sempre foi.
-Escuta, ás vezes eu me esqueço de que todo mundo nessa cidade é um personagem de conto de fadas ... – Murmurou Dee sorrindo
- E você quer saber quem eu sou?- Disse a fada completando o pensamento da moça
-Tipo isso ... – Murmurou Dee
-Você não conhece muito contas de fada pelo visto – Disse a fada com um sorriso no rosto
-Na verdade eu nunca gostei, mas eu to bem curiosa sobre você – Disse a garota fazendo beicinho.
- A Fada azul – Disse a mulher
-Claro – Respondeu Dee dando um leve tapa na própria testa
-Espera você é uma fada? – Disse Dee de olhos arregalados
Blue não teve tempo de responder, ela só pode sentir Dee colocando as mãos no rosto da fada, mas exato em suas orelhas enquanto a encarava, Blue congelou no lugar, ela sentiu um nó no estomago com a proximidade e ficou vermelha.
-Então por que você não tem orelhas de fada? – Perguntou a garota soando decepcionada
- A maldição nos tirou algumas coisas... – Disse a fada quase que gaguejando enquanto Dee ainda passava a ponta dos dedos nas orelhas da fada
-Os Hylians...você também não tem orelha como eles – Murmurou a fada
-Por que eu não sou Hylian, eu vim desse monotomo lado – Disse a moça agora abaixando as mãos e fazendo beicinho.
Blue pensava que a Grande Fada, tinha mesmo razão, Link não retornaria em Hyrule, e não retornou, de uma forma ou de outra e não da maneira que ela imagina o bem e o mal trouxeram Link de volta.
-Você sabe por que os Hylians tem orelhas pontudas como de fada? – Perguntou Dee para Blue
-Não – Era Obvio que Blue sabia, mas ela queria ouvir de Dee , porque mesmo que ela tenha fugido de Hyrule e por muito tempo feito a Floresta Encantada como a espécie de um novo lar ela sentia falta do lugar de onde ela veio, e ouvir sobre Hyrule lhe trazia boas lembranças.
-Os Hylians têm orelhas longas para que eles possam ouvir a voz dos deuses – Disse Dee sorrindo para moça e olhando profundamente nos olhos da fada. A fada sentia seu coração amolecer toda vez que Dee olhava para ela daquele jeito, perto dela Blue conseguia compreender o que as pessoas fazem por amor verdadeiro e no fim tudo que ela fez foi por isso.
-Eu sei que pode parecer loucura, mas eu olho para você e sinto que te conheço de algum lugar – Disse Dee olhando para a fada com um olhar que parecia tentar desvendar o mistério por trás dos olhos da fada.
-O mundo é cheio de loucuras – Murmurou a fada sorrindo
Na delegacia Emma estava sentada a mesa preenchendo alguns formulários, mas pensando em Regina, desde que a salvadora havia voltado de Londres a relação com a prefeita havia melhorado, a mulher já não usava de trabalho burocrático para punir a mulher, provavelmente era sua forma de agradecer por ela e David terem ido atrás de Dee, mas ainda sim ela matinha uma distância considerável, ela não queria se machucar e Emma entendia.
-Meu amor – ela ouviu uma voz masculina quebrar seus pensamentos
Neal estava na porta da delegacia com um boque de flores e um sorriso no rosto, Emma estranhou, Neal nunca foi a aquela delegacia desde que chegou a Storybrooke.
-Ahmm Oi, aconteceu alguma coisa? – Perguntou a mulher meio desconfortável com a presença do homem no seu local de trabalho
-Não, mas eu trouxe isso aqui para você – Disse o homem estendendo o buque e dando um beijo em Emma
-Alguma coisa em especial? – Perguntou a mulher sem jeito com a atitude, não que ela não gostasse de flores, ela simplesmente não via a menor graça em recebê-las como presente.
-Na verdade, sim, será que podemos conversar? – Perguntou o homem
Emma voltou a se sentar na cadeira, e Neal puxou uma cadeira para mais próximo dele.
-Eu estive pensando nós últimos dias, que você vive indo de um lado para outro – Disse o homem sorrindo e gesticulando.
-E eu sei que a nossa relação não está muito boa – Murmurou o homem
-Mas dessa vez, eu não sei o que pode acontecer, o quanto tempo nós teremos juntos e então eu quero fazer isso direito – Disse o homem pegando nas mãos da mulher
O homem empurrou a cadeira com o pé para trás se ajoelhou na frente da mulher sentada, e tirou um caixinha de veludo do bolso do palito, ele abriu a caixa e mostrou o anel com uma pedra brilhante para a mulher, Emma sabia o que aquilo significava e sentiu um pânico crescer por sua espinha.
-Emma Swan, você me daria à honra de ser minha esposa? – Disse o homem com olhos esperançosos
Emma ficou alguns segundos parada com os olhos arregalados e engoliu um seco, algo na cabeça dela gritava para que algo entrasse ali e a salvasse daquela situação.
-Emma, você gostaria de ... – Entrou Regina na sala caminhando sem prestar muita atenção no que acontecia em volta
Emma notando a presença da mulher rapidamente se levantou da cadeira onde estava sentada, ela agradeceu mentalmente a mulher. Regina notando Neal de joelhos com a caixinha nas mãos, sabia exatamente o que estava acontecendo, e ela que não ficaria para terminar de presenciar a cena que ela considerava deplorável.
-Acho que eu estou atrapalhando algo ... – Murmurou Regina girando nos calcanhares e saindo pela porta
-Espera Regina aconteceu alguma coisa? – Perguntou Emma correndo e segurando a mulher pelo braço
-Não é nada de importante – Respondeu a mulher com uma cara séria
-Se não fosse nada você não estaria aqui – Urrou Emma a mulher
-Henry me ligou e disse que a Dee acordou eu só vim saber se você gostaria de ir para o hospital – Disse a mulher olhando para Neal com a cara feia e ele retribuindo
-Eu tenho certeza que a Emma irá depois, só que agora estamos no meio de algo importante – Disse Neal com um sorriso sarcástico
Emma andou em direção até onde Neal estava em pé, próximo a mesa dela , e tirou o seu casaco da cadeira e foi em direção a Regina
-Vamos – Disse Emma para Regina, tirando um sorriso da mulher.
-Espera Emma ! – O homem gritou com a mulher
-A gente conversa em casa – disse a mulher saindo pela porta com Regina, e deixando o homem furioso na delegacia.
-Vamos no meu carro – Disse Regina com um sorriso de orelha á orelha
-Tudo bem – Disse Emma sem pestanejar
Emma e Regina entraram no carro, quando Emma se sentou no banco ela de um longo e profundo suspiro de alivio, ao qual Regina não poderia deixar passar despercebido.
-Senhorita Swan, você realmente vai casar com aquilo? – Perguntou a mulher com um sorriso debochada
-Senhora prefeita, sabia que você não é nada fácil?- Perguntou Emma Retribuindo o sorriso
Storybrooke – Flashback
Regina não podia negar que os primeiros anos da maldição, tudo era divertido, ter controle sobre tudo, e todos os outros dias após dia vivendo a mesma coisa como eternos robôs, quando só ela tinha consciência do que realmente acontecia. Mas depois de um tempo tudo passou ser tão monotomo, ela se sentia tão sozinha, era obvio que naquela situação era nunca conseguiria encontrar alguém e ter uma família e por fim o que ela mais queria ser feliz. Até que um dia em uma conversa com Katherine, a mulher sugeriu que Regina adotasse uma criança, a principio, a mulher achou bobagem que aquilo nunca daria certo, mas depois ela reavaliou quando pensava sobre sua mãe. Ela sempre amou sua mãe incondicionalmente apesar de todas as coisas ruins que ela a havia feito passar, então uma criança também a amaria, mas só que dessa fez Regina tinha a oportunidade de fazer as coisas diferentes do modo que sua mãe fez.
-Eu presumi que a madre superiora, poderia ajudar a prefeita – Responde Gold elegantemente à mulher.
-Afinal você deve ter contanto com orfanatos – Murmurou o homem
A fada olhou para o homem e mexeu na cômoda da mesa de seu pequeno escritório e tirou um papel e entregou ao homem.
-Fale com August w. Booth é um antigo conhecido meu – Disse a mulher com um olhar satisfeito
-Mencione que você está o contatando à indicação de “Triste Irmã”, use exatamente essas palavras “Triste irmã” e ele irá te ajudar – Terminou a fada.
-Isso não me parece muito seguro, e a Senhora prefeita disse que quer uma criança adotada legalmente – Disse o homem desconfiado.
-Senhor Gold, eu sou uma mulher Deus, o senhor acha realmente que eu me aliaria a coisas ilícitas – Disse a fada se sentindo ofendida.
-O Senhor Booth é um ex órfã que hoje trabalha com isso, por isso disse que ele poderia ajudar – Concluiu a fada
-Claro, me desculpe – Disse o homem desconcertado.
-Tenho certeza que Regina ficará muito feliz com isso – Disse o Homem sorrindo de lado
A prefeita estava nervosa naquela manhã, enquanto arrumava os últimos detalhes do quartinho do novo bebê que estava para chegar. Ela comprou cores neutras pós só iria saber o sexo do bebê na hora de sua chegada, junto com os papéis de adoção. Suas mãos suavam e ela checava o relógio a todo instante, ela tinha medo que no fim não desce certo e Gold chegasse com desculpas e nenhum bebê. Ela ouviu a campainha e correu para a porta e encontrou Gold com um cesto na mão, a mulher sinalizou para que o homem entrasse e ela fechou a porta. Gold colocou o cesto em cima de uma messinha e Regina parecia meio receosa a olhar dentro dele.
-Não vai cumprimentar o seu filho? – Disse Gold olhando para a mulher
A mulher se aproximou e olhou dentro de cesto e viu um menino de bochechas rosadas e pouco cabelo, olhando com os olhos arregalados para tudo em volta e parecia meio assustado, quando o garoto percebeu o olhar de Regina, ele deu um sorriso que fez a mulher sorrir de volta e para Gold, ela finalmente tomou coragem e pegou o menino nos braços.
-Quanto tempo ele tem? – Perguntou Regina com os olhos marejados enquanto embalava o garoto
-Alguns dias – Comentou o homem
-E aqui estão os documentos dele, já está tudo certo e se você não gostar do nome, creio que é possível mudar hoje em dia – Disse o homem olhando a mulher com o sorriso de orelha a orelha para com garoto em seus braços.
-Qual é o nome dele? – Perguntou a mulher finalmente olhando para Gold
-Henry – Disse o homem
-É perfeito, não precisa mudar – Disse Regina olhando para o garotinho.
-Hey Henry Mills , muito prazer eu sou a mamãe, Regina Mills – Disse a mulher olhando para o garoto com um sorriso
Notas finais
e OBG ♥
Fale com o autor