Once Upon A Time - Between Worlds
16 A Criança Com Orelhas De Fada
Notas iniciais
Henry já estava cansado e de saco cheio daquele lugar ele só queria voltar pra casa, para a família dele, ele não entendia como as crianças poderiam querer viver daquele jeito, como eles poderiam ser tão egoístas a ponto de negligenciar o afeto dos pais para viver em um lugar desse, esse pensamento fez com que o menino se sentisse terrivelmente mal pelo modo como há tempos vinha tratando Regina, ela podia ter seus defeitos mas sempre fez de tudo por ele , tudo para fazer ele feliz e esse foi o maior tapa na cara que o menino pode tomar , basicamente a gente paga pelo que a gente faz, pensou o menino.
–Ele parece deprimido — Comenta Sininho com Tootles
–Eu já fiz tudo que eu podia, mas ele não quer interagir e como Pan disse que abaixo dele é o garoto, eu não posso obriga-lo, ele é superior a mim — Diz Tootles pesaroso.
–O irmão dele chega hoje, o humor dele vai melhorar — Disse Sininho ouvindo um zumbido no ouvido.
Tootles percebeu quando a moça levantou a mão ao ouvido e sentiu um leve desconforto, o zumbido era uma forma que as fadas usavam para se comunicar entre si em grandes distâncias, se houvessem problemas havia zumbido e Sininho devia se encontrar com as outras.
–Quando Pan chegar me mande um aviso, parece que tem alguns problemas no reino das ecologistas de plantão — Disse Sininho entortando os olhos e mudando de aparência para uma pequena fada e saiu voando.
Sininho detestava o senso de parcialidade das outras fadas, elas não se importavam com mais nada além da floresta, a não ser o mundo delas, resumido aquele lugar, já Sininho sempre achou que nasceu para algo grande , mais além do que ser um espírito da floresta , então ela passava dias voando de um lado para a outro , ilhas diferentes , até que um dia ela foi longe demais do que costumeiramente ia, quando deu por si , estava em meio a construções de pedra e um relógio enorme , o lugar fazia frio , o clima não era nada agradável quanto Neverland , mas era vivo , a partir dai Sininho retornou toda as noites aquele lugar, ela vigiava as casas , olhava os bares e tudo a absorvia , os humanos daquele lugar eram tão fascinantes, a fada pensava .Até que uma noite voando sobre uma rua , ela se deparou com uma carro batido , havia uma mulher e em um homem, que pelo que Sininho pode perceber não havia um sopro de vida neles mais , mas o garoto mesmo com o machucado na cabeça, estava vivo , ele tinha os olhos brilhantes e estranhamente suas orelhas eram como de fadas e Sininho sabia que seres humanos não tinham orelhas como as de fadas , Sininho as tocou e o garoto arregalou bem os olhos
– Não me deixa — Sussurrou o garoto com uma expressão dolorosa
Sininho olhou para os olhos do garoto, ele ainda era uma criança e obvio podia vê-la, seus olhos estavam marejados como se pedisse não apenas para ser salvo do acidente, mas ser salvo da vida que levava.
–Por favor, não me deixa aqui, eu não aguento mais esse lugar — Sussurrou o garoto choroso.
Sininho se compadeceu do garoto, ela enxergava o desespero de suas palavras, ela também não se sentia em casa em Neverland, ela se viu nos olhos do garoto, eles se entenderam logo de primeira de uma forma assustadora, apenas com o olhar. A fada tomou forma de moça, e jogou pó de pirimpimpim suficiente no garoto para ficar mais fácil carrega-lo, qualquer um podia pensar que esse foi o dia que Sininho salvou Peter, mas Sininho pensava que esse foi o dia em que Peter a salvou de todo os modos que uma pessoa pode ser salva.
–Qual é o problema? – Sininho chega de encontra a uma fada que veste um vestido de tom rosa meio sujo
–Tem um exercito aqui deles você sabe disso? – Disse a fada de pele morena com muita raiva
– Da garota ? Pan retorna hoje não se preocupe – Sininho pergunta com a sobrancelha levantada
–Aquele garoto !? Desde que você trouxe ele pra cá, ele esta sempre nós trazendo problemas – Disse a Fada fervendo, Sininho parecia não se importar e já ia indo embora
–Eles até tem um adulto que nós enxerga – Disse a fada com mais raiva da jovem não lhe dar atenção
–O que? Isso não é possível – Sininho parou no mesmo momento, ela mal podia acreditar no que ouvirá, em muitos anos de vida, ela nunca nem tinha ouvido falar de um adulto que enxerga-se fadas.
–Parece que não , inclusive ela correu atrás de mim , só que estava na água não conseguiu me pegar – Disse a mulher seria
–Ela? – Sininho disse cautelosa.
–Uma jovem morena, um olho azul e outro vermelho – Disse a mulher nervosa mais com um ar aflito.
–Eu vou investigar isso! — disse Sininho saindo voando, isso definitivamente era um problema a se preocupar.
Regina e Emma estavam à caminho da aldeia dos índios, Emma até pensou em tentar atacar, mas quando ela percebeu que os índios possuíam bombas parecidas com as da Ilha dos Piratas ela pensou que poderia ser perigoso para a Regina, os índios faziam mais o estilo índio americano do que indio canibal e ladrão esperando fazer um ensopado de prisioneiros , ela achou que poderia ser melhor se render eles não pareciam tão ameaçadores assim , e não era a primeira vez que ela passava por esse tipo de situação e ela sempre encontrava um jeito de fugir. Elas chegaram em uma aldeia que parecia até com aquelas de filmes de faroestes , algumas mulheres cuidado de crianças, outras crianças correndo de um lado para outro , homens com arco e flecha, parecia de certo modo bem convidativo o local.
–Os últimos prisioneiros da carceragem dos pele vermelhas chegaram – Surge uma voz
–Dee!! – Regina e Emma gritaram ao mesmo tempo
–Emma ! – Mary Margaret gritou com os olhos marejados
Emma pensou em correr para abraçar a mãe que estava amarrada junto com os outros sentados no chão, mas o índio a seguro e encaminhou para sentar no chão ao lado dos pais , Emma automaticamente recebeu um abraço sem braço dos pais e olhares amorosos.
–Mas o que ta acontecendo? – Disse Regina olhando para todos amarrados
–Digamos que o Hook é burro pra cacete! — Disse Dee olhando com desdém para o pirata.
–E você é um gênio, né? – Hook devolveu
– Isso ai é verdade – Disse Dee gargalhando
–Nós não temos tempo pra essa bobagem! – Disse Regina séria
–Bom digamos que o Hook tentou comer uma das filha do chefe a não sei quantos anos atrás, ele não gosto e disse que se ele aparece-se de novo ele ia morrer, literalmente a gente ta se fodendo por causa do pênis do Hook , não é poético !? – Disse Dee sarcasticamente sorrindo para o pirata
–Meu deus do céu – Disse Rumple farto olhando para o chão
–Mas ele vai querer matar a gente também? – Disse Emma receosa
– A gente é basicamente companheiros de navio então creio que sim querida – Disse Rumple fulo da vida
–Mas a gente é o bem , o bem sempre vence , vamos explicar ao chefe e ele vai entender – Disse David apressado
Dee e Regina revirão os olhos quase que em sincronidade, meu deus como são idiotas, ambas pensarão.
–Bem? Ta doido? Quem disse que eu sou do bem? Eu não sou nada disso, só aconteceu que os caras que eu quero arrebentar as fuças são os do mau. – Disse a garota olhando para o casal indignada. Arrancando sorrisos meios orgulhoso de Rumple, Hook e Regina, quem diria que algo seria de comum acordo entre os quatro.
–Hey vocês, o chefe quer ver vocês! – Disse um Índio com a cara um pouco mais pintada do que outros e sério, o que fez Hook engolir um seco.
Eles foram levados a outra parte da pequena vila de índios, onde um homem que parecia bem velho estava sentando sozinho fumando uma espécie de cachimbo e jogando umas pedras do chão , o homem quando notou a presença deles fez gesto para que os outros índios os sentassem no chão.
–Você sabe o que eu disse que faria se te visse por aqui de novo – o Velho disse olhando Hook de cima.
Hook balbuciou, mas não conseguiu formar nenhuma frase.
–Me dê um motivo pra eu não matar você e todos os seus companheiros agora mesmo? – Disse o homem sério
–Chefe, por favor, meu filho foi sequestrado, nós viemos resgata-lo! – Disse Regina em um tom alto e de desespero para o homem
O Homem ouvindo o ar desesperado da mulher se contorceu em si mesmo e fez sinal para que o índio a soltasse
–Pan ? – Disse o chefe pesaroso à mulher
–Sim, ele sequestrou meu filho para não sei o que! – Disse Regina passando as mãos no pulso por causa da corda
–Por favor, solte os outros, só deixe o pirata amarrado – Disse o chefe o que fez o pirata revirar os olhos, mas não disse nada.
– Me desculpem só que aquele garoto tem causado tantas problemas desde que chegou aqui e ultimamente a situação tem estado pior – Disse o homem pesaroso
–Eu tenho filhos também, e eu entendo como você se sente – O homem terminou olhando para Regina.
–Como eu disse, por causa do garoto, nossa ilha tem sido invadida por homens do outro lado que só vem pra nos matar por nada, por isso fomos tão incisivos com vocês – Disse o homem colocando a mão na cabeça com preocupação.
–Chefe, venho de uma terra distante que sofria dos mesmos problemas, fui mandada especificamente para isso, estamos perto deles, vamos pega-los – Dee disse de forma firme ao homem
O homem sorriu lembrando de algo que o shamã havia lhe contado , uma visão, que os problemas se resolveriam quando o mal e o bem se unissem a sombra de um guerreiro que viria de um lugar distante.
–Solte o Hook, eles devem estar cansados e com fome, por favor, os ajudem — Disse o homem olhando agora com um sorriso a todos.
–Conversaremos mais a noite – Disse o homem entrando para uma tenda
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