Notas iniciais
Ok, como o capítulo 7 foi BEM intenso, fiz o 8 mais "light"

Regina narrando:

Ao longe, ouvi uma moça gritar. Ela gritava por outra pessoa. Gritava um nome. "Regina". O que setá que essa outra pessoa havia feito para ser tão 'gritada', estava um pouco tonta e alguns segundos depois, provavelmente a moça que antes gritara, me segurou e me virou para sua direção. Começou a falar coisas sem sentido, dizia que me amava, mas, não fazia sentido para mim, eu nem sabia quem ela era. Ela me abraçou e chorou ao me ver.

– Quem é você? Por que veio atrás de mim? — Perguntei rapidamente.

Emma narrando:

Aquelas palavras machucaram mais do que qualquer coisa no mundo. Eu precisava de Regina. Aqui. Comigo.

Regina narrando:

– Agora, me dê licença porque tenho que ir. — Coloquei as mãos no bolso e senti algo. Era um papel. Abri-o para ler.

"Emma,

se tiver me achado e, eu já tiver passado dos limites da cidade, espero que encontre algo que me faça voltar. Quero dizer, apenas se quiser. Tem algo no meu escritório que vai me fazer voltar. Procure a chave no carro.

Com amor, Regina"

– Você sabe quem é Emma? — Virei-me para a moça loira, ainda com o papel na mão.

– Eu sou Emma. — Estendi o papel para ela e ela pareceu ler. O que demorou uma eternidade. — Você não se lembra de nada, não é?

Afirmei com a cabeça.

– Olha, deixa eu te explicar. Eu me chamo Emma e você Regina. Hoje faz dois meses que estamos namorando, mas, você me disse uma coisa que na hora eu não consegui responder, porque (...) eu não sei, mas, eu preciso que você venha comigo. Por favor. Não vou te fazer nenhum mal.



Emma narrando:


Enquanto esperava que Regina respondesse, a encarei por algum tempo.

– Por favor. — Eu tentei de novo.

– Onde nós vamos? — Ela perguntou meio insegura.

– Vamos no lugar onde você trabalha. — Sorri.

– O que eu faço? — Ela chegou do meu lado e me deu a mão. Eu nunca tinha visto Regina fazer isso.

– Você é a prefeita dessa cidade.

– Eu sou? — Ela se soltou de mim e pareceu surpresa. Porém, feliz. — Que incrível. — Ela encaixou sua mão na minha de novo.

– Sim você é, quer ir onde você trabalha?

– É claro.

– E, aquele é seu carro. — Apontei para o carro preto parado na estrada.

– Eu sou (...) rica? — Ela ficou meio corada, porém, mesmo assim perguntou.

– Uhum. — Respondi balançando a cabeça.

Quando chegamos no carro, vasculhei o porta luvas e não encontrei a chave.

– Regina? — Ela já havia sentado no banco do carona, apenas esperando para eu começar a dirigir.

– Sim? — Ela respondeu sem tirar os olhos do banco de couro.

– Esse carro é seu, certo? Certo. Se tivesse que esconder uma chave. Onde seria?

Ela pareceu pensar um pouco e saiu do carro. Deu a volta no mesmo algumas vezes e quando já havia perdido as esperanças, ouvi Regina falando.

– Ali. — Quando saí do carro, ela estava apontando para a calota traseira.

– Por que aí?

– Porque mesmo que eu não saiba o motivo, se perceber, aquela parte da calota está solta, mas, apenas dessa calota e apenas aquela parte, tem sinais de "dobraduras" o que significa que a parte de cima da calota foi dobrada, porém, o espaço que foi aberto com essa dobradura é pequeno, perfeito apenas para esconder uma chave, então, se puxarmos a calota assim... — Ela fez uma grande força e não conseguiu abrir a calota.

– Quer que eu puxe?

– Seria muito gentil. — Ela se levantou e eu me abaixei, fiquei encarando a calota por um tempo. Não por causa da calota, quer dizer, também, mas, eu não achava que estava ali. Mas, teria de confiar em Regina, da última vez que não tinha o feito, ela esquecera quem eu sou. Quem ela é. — Você não acha que esteja aí, não é?

– Na verdade, eu não acho não, mas, confio em você. — Puxei a calota com tanta força que, não apenas o pedaço que estava solto saiu, a calota toda se soltou da roda e um pequeno tlin soou no ambiente.

– Era isso que estava procurando? — Ela pegou a chave do chão e estendeu. Exatamente como tinha feito de manhã quando me entregara a chave do carro.

– Era sim. — Sorri. — Vamos até lá? — Dessa vez, ela sorriu.

Quando chegamos no gabinete, Regina desceu do carro e pareceu bastante surpresa com o tamanho de seu escritório.

– É aqui? — Ela perguntou bastante surpresa.

– É sim. — Entramos no gabinete e ela logo se sentou. — Se tivesse que esconder um cofre. Onde seria? — Ela sorriu e se levantou.

– Depende...

– Do que?

– Se eu fosse boa, o meu cofre seria a terceira gaveta da escrivaninha, se eu fosse malvada. Na lareira... — Ela sentou-se de novo. Fiquei surpresa por ela pensar exatamente como antes, porém não lembrar de nada. Fui olhar primeiro na lareira. Não tinha nenhum lugar onde colocar uma chave, então, fui até a escrivaninha. A única gaveta que tinha fechadura, era exatamente a terceira, coloquei a pontinha da chave e rezei para que entrasse. Entrou e, consequentemente, girou. Quando puxei a gaveta só havia um frasco. Um frasco transparente com um líquido vermelho.

– Eu posso começar essa maçã que está aqui? — Ela perguntou.

– Pode. — Respondi sem prestar muita atenção. Tinha algo escrito no rótulo do vidro. "Para Emma".

– Regina?

– Sim? — Ela disse entre mordidas.

– Beba isso.

– O que é?– Algo que vai te fazer bem... — Estendi o vidro para ela.

– Não vou beber algo que eu não sei o que ele faz.

– Vai recobrar sua memória.

– Ai, de novo com a história da memória. Olha, eu só vim porque você pediu. Eu só achei a chave porque você quis e, eu só te disse onde ficava o cofre porque já estava aqui. Se eu beber e não acontecer nada, você para de me importunar com essa história de memória?

– Paro. — Eu jurei, mesmo sabendo que não.

Ela pegou o vidro e tirou a rolha que o lacrava. Virou tudo na boca em um gole só. Após beber, olhou para mim e eu esperei que ela me dissesse algo. A maçã escorregou de sua mão e ela ficou imóvel. Lágrimas começaram a escorrer em seu rosto, ela se levantou e sorriu.

– Emma? — Ela pulou em meus braços e ficamos assim por vários minutos. Fechei os olhos para senti-la melhor. — Me desculpe, eu fui imprudente e, só pensei em mim mesma, (...)

– A culpa foi minha. Toda minha.


Notas finais
*u*
mandem reviews oncers ♥♥♥