Once Upon A Time
1 Capítulo 1: Era uma vez a maid e o astro.
Prólogo.
Uma chuva grossa e violenta caia, dificultando a visão do homem e mulher no carro de luxo. O vento cantava uma melodia forte e agressiva, as arvores dançavam de acordo com sua sinfonia e os postes tiveram suas luzes apagadas.
- Querido – A ruiva, estreitando os olhos numa tentativa falha de ver alguma coisa, falou, sua voz carregada de preocupação – Acho melhor estacionarmos o carro.
- Você tem razão – O homem suspirou – Vou estacionar e quando a chuva ficar menor pegamos o caminho de casa. Espero que Ryuu entenda.
- Ela vai entender – A mulher sorriu.
- Logo depois de nos dar a maior bronca por termos nos atrasado – O moreno de olhos verdes brincou. Riram.
Ainda com um sorriso no rosto o Cal Takamine manobrou o carro.
O que veio a seguir aconteceu tão rápido que anos mais tarde os telespectadores não souberam explicar o ocorrido.
Uma chuva. Um carro. Um veiculo em alta velocidade vindo de direção oposta, com um motorista bêbado. Um choque.
- QUERIDO, CUIDADO!
Tudo ficou escuro.
...
Primeiro capitulo: Era uma vez a maid e o astro.
Ryuu Takamine suspirou, desanimada, ao encarar seu reflexo no espelho do vestiário do Maid Latte. Seus longos cabelos ruivos estavam presos em um par de rabo de cavalo ( maldito dia especial das maria chiquinhas!) , os olhos verdes estavam levemente delineados, escondendo sua olheira e, o pior de tudo, o uniforme de maid caia perfeitamente bem em seu corpo, ressaltando suas curvas. Desconcertante.
Embora não gostasse do uniforme tinha que admitir que trabalhar lá não era tão ruim assim. Sua chefa era flexível quanto aos horários, o salario era bom e o estabelecimento ficava perto de seu apartamento, simplesmente perfeito para ela.
Fechou os olhos verdes, recordando-se dos últimos acontecimentos. Sinceramente, não ficara surpresa quando a tia a enfiara enfiará em um apartamento pequeno e dissera que, a partir daquele dia, era lá que ela iria morar, sendo depositado em sua conta uma pequena quantia para despesas. Tinha apenas dezesseis anos, não podia mexer na gorda herança que seus pais deixaram e tinha certeza de que, quando pudesse, sua tia daria um jeito de ficar com todo o seu dinheiro e propriedade.
Como estava começando a fazer agora.
Balançou a cabeça, em uma tentativa de espantar os pensamentos e esboçou um sorriso falso.
- Ryuu, você quer ir a um Karaokê conosco hoje – Mio perguntou assim que a menina adentrou na cozinha – Depois do trabalho?
- Foi mal, Mio – Mordeu os lábios – Estou em época de provas, tenho de estudar.
- Poxa – A loira fez um pequeno bico – Então venha conosco da próxima vez, combinado?
- Combinado – Riu, pegando um bloco de papel e uma caneta – Agora eu tenho que ir atender os clientes.
...
Kise soltou o ar pela boca, desanimado.
Seu time já estava classificado para a copa de inverno, o que significava que ficaria uma semana sem jogar contra outro time, os treinos extras ficavam cada vez mais enjoativos – ele sempre conseguia fazer tudo de primeira, então não tinha muita graça – e seus nakamas frios e sem coração se recusavam terminantemente a sair até que a copa de inverno acabassem.
Claro, estava em época de provas, mas ele sempre tirava boas notas sem se esforçar, mesmo. Não precisava estudar.
Uma lufada de um vento gélido, digno de um começo de inverno, o atingiu, obrigando-o a se aconchegar mais em seu casaco. Tinha boa resistência, consequência de ser um esportista, mas isso não significava que era imune ao frio.
Era como o típico final de tarde em Tókio. Pessoas andavam de um lado para o outro e o fluxo de transportes aumentava. O modelo loiro andava sem saber exatamente para onde, em passos lentos e ritmados. Estava com frio e precisava urgentemente de uma bebida quente.
Como que por coincidência passou defronte a um mediano estabelecimento. Tinha dois andares, era pintado de bege, e letreiro anunciava “ Maid Latte” . Sorriu, dando de ombros e adentrou no recinto.
...
Quando o loiro alto, de expressão despreocupada e com as mãos nos bolsos entrou a primeira reação da ruiva foi se esconder o mais rápido possível, torcendo para que ele não a tivesse visto.
Era por isso que agora Ryuu estava na cozinha, pálida..
Porque, dentre todas as pessoas de sua escola, logo ele tinha que ter entrado ali? Justamente ali. Logo ele, o esnobe jogador e modelo Ryouta Kise, que tinha todas as garotas aos seus pés e era o garoto mais popular da Kaijo.
Fechou os punhos, com raiva. Ela, definitivamente, não gostava de estudar na Kaijo. Todos os alunos de lá, exceto ela e sua melhor amiga, Yue, eram riquinhos prepotentes, superficiais e esnobes que só ligavam para aparência e dinheiro. Sem duvida, o jogador de basquete era o pior de todos.
Reunindo coragem abriu um pouco a porta e olhou, rapidamente, o local, não encontrando vestígios do garoto ali. Provavelmente ele não a havia visto se não, com toda certeza, permaneceria no Latte para suborna-la ou algo do gênero.
Aquilo a deixou aliviada.
Ah, como ela estava errada.
...
Aquele dia fora cansativo. Tivera que apresentar trabalhos na escola e atendera mais clientes do que o habitual. Por isso estava mais feliz do que o normal com o fim do turno.
A única coisa que ela queria era chegar em casa para poder estudar um pouco e descansar.
Usava um jeans velho, um moletom confortável e seu all star, o cabelo solto, apenas com uma pequena trança lateral, que circundava sua cabeça, e o rosto sem maquiagem. Muito melhor.
- Até amanhã! – Exclamou animada, enquanto saia pela porta dos fundos.
Então, aconteceu.
Com os olhos dourados arregalados em surpresa Kise á encarava. Se levantou da calçada onde estava sentado e foi em sua direção. Ryuu deu um passo para trás, a respiração e os batimentos cardíacos acelerados.
- Ah... – O garoto deu um sorriso malicioso – Então era realmente você.
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