Once Upon A Time

1 Capítulo 1: Árvore dos Desejos


Muitos dizem que a Finlândia é um ótimo lugar para se viver. Naqueles velhos tempos, que lugar não era? Mas havia uma cidade que atraía as crianças com um belo parque situado em pleno centro da cidade. Era repleto de árvores, porém nenhuma se comparava a árvore central, mais conhecida como a árvore dos desejos, pois, de acordo com lendas locais, no dia do aniversário da árvore, algo misterioso acontece com os habitantes daquela cidade, Kitee.

Ninguém sabia ao certo quando a árvore havia nascido, mas corriam boatos de que a árvore nasceu na cidade junto com um garoto, Tuomas Holopainen, um jovem um pouco assustado com os avanços de guerra no mundo. Tuomas tinha dois grandes amigos, que também eram seus vizinhos e colegas de sala, Tarja Turunen e Erno Vuorinen. Após completar vinte anos, Tuomas, cheio de anotações em seu caderno, resolveu transformá-las em música.

Aos sábados, os três se reuniam no pico de uma colina fria e coberta pelo nevoeiro, acendiam uma fogueira e cantavam. Era uma paixão que eles tinham em comum, a música. Erno levava sua guitarra, enquanto Tuomas levava seu teclado. Tarja usava de sua linda voz para dar alma nas canções. A mente de Tuomas estava repleta de trevas, era um tempo difícil para ele, por conta da morte de seu pai.

Cansado de ser descriminado por conta de uma lenda urbana, Tuomas ameaçou incendiar a árvore a qual dizem pertencer a ele, logo no dia de seu aniversário. Então, à meia noite daquele domingo, foram os três amigos, junto de seus equipamentos de incineração, mas recearam ao verem a grande barreira de crianças unidas para proteger a árvores de suas infâncias. Tuomas debochava dessa coragem e ordenou que o grupo pusesse fogo na árvore dos desejos.

Mas para ele, aquela árvore tinha um significado, o mesmo que para aquelas crianças, mas ele queria não ser comparado a uma árvore por deduzirem que esta nasceu no mesmo dia que ele. Então ele a abraçou, antes de incendiá-la, mas aquele abraço o impactou. Ele foi puxado para o chão, aonde viu as luzes se tornarem mais incandescentes e quase o cegaram. Ele então fechou os olhos, mas na hora, ele pôde ver um anjo céltico descer aos seus pés.

Aquele anjo apenas o disse: “Guarde-me em seu coração, não em sua cabeça, pois um dia precisará de mim, mas só teu coração tem o poder de me chamar.” Logo Tuomas foi acordando aos poucos, meio assustado, confuso, mas não queria deixar seu espírito rebelde de lado, logo atirou fogo na árvore, cortando seus galhos e arrancando suas folhas. Uma criança então, deprimida com tudo aquilo, disse: “As folhas dessa árvore são dias de tua vida. Cada folha queimada representa um dia a menos em tua vida.”

- Tuomas, acho que não vale à pena continuar. – Disse Tarja, meio assustada com o que a criança havia dito.

- Não! Está na hora de todos saberem que essa árvore não faz parte de mim. – Falou Tuomas, com um olhar flamejante direcionado para a criança que havia dito aquilo.

Logo ele pôs fogo em todas as folhas, todas menos uma que teve o azar ou a sorte de voar e seguir os caminhos do vento. Se a lenda estivesse correta, a vida dele estava dependendo daquela folha, mas recusava-se de acreditar, logo ele a alcançou, estraçalhando-a com muita ira. Sua mãe chorava desesperada e mandava-o parar de seguir contra a lenda, mas para ele isso não fez nenhum sentido. Após matar a árvore, admirou-se por ainda estar vivo, logo se pôs a gabar que ele havia enfrentado a lenda, que ele nunca fez parte de uma árvore e que ele não morreria tão cedo. Todos mudaram suas reações, passaram a se alegrar, pois Tuomas não tinha sido amaldiçoado, logo festejaram com bebidas e carne de caça. Tarja ficou surpreendida com a coragem que Tuomas teve ao enfrentar sua própria lenda e o presenteou com um beijo. Enquanto isso, Erno os observava, triste por saber que a garota que ele amava não gostava dele.

Após a celebração acabar, todos voltaram para seus aposentos, pois tentariam de descansar para mais um dia de amargura no trabalho. Tuomas demorou a dormir, pois vinham em sua cabeça as lembranças daquela noite, da destruição da árvore dos desejos e, por um tempo ele havia esquecido de que era natal, dia 25 de dezembro de 1996. Ou seja, a lenda da árvore não estava necessariamente ligada a ele. Tuomas estava confuso, mas já estava sonolento, então resolveu deitar-se para dormir. Mas no silêncio da escuridão, ecoava um som de sussurros e gritos vindo atrás da porta de seu quarto.

Assustado, pensou ser apenas coisas de sua cabeça, até ver a sombra de vários anjos se arrastando, tentando subir em sua cama. Logo ele tentou fugir, mas não tinha para onde, então o anjo lhe disse: “Do mesmo jeito que me mataste, será morto”, então a sombra do anjo penetrou em sua sombra, causando assim uma morte lenta e sangrenta. Seus gritos eram absorvidos pelo silêncio da escuridão, logo só o anjo poderia o ouvi-lo, então, desesperado, Tuomas suplicou pela vida, prometendo nunca mais fazer isso de novo.

Logo o anjo parou de torturá-lo. O observou, todo deteriorado após ser quase morto, então ele o perguntou qual era a data de seu aniversário. Em seguida, Tuomas respondeu ser dia 25 de dezembro. O anjo então concedeu, mas como ele suplicou pela vida, primeiramente a tiraria para dar-lo novamente. Então pôs fogo em Tuomas, mas agora seus gritos eram ensurdecedores. Logo, todos da vizinhança vieram ver o que estava acontecendo, então viram ele ser incendiado vivo pelo anjo da árvore. Mas, ao ver que todos o observavam matar-lo, ele some, deixando somente o corpo de Tuomas trucidado no chão.

Tarja, então desamparada, permitiu ser abraçada por seu amigo, Erno. Estava assustada com o que tinha visto, junto com todos. Então deixaram o corpo dele no chão enquanto se retiravam para suas respectivas casas. Ficaram no quarto somente Tarja, Erno e a mãe de Tuomas, todos desesperados com o acontecimento.


Notas finais
Não se esqueçam de deixar reviews para eu saber se devo ou n continuar
Bjus