Notas iniciais
Olá meus anjos,
Estou aqui pra pedir desculpas pela demora pra postar mais capítulos, mas eu estou tendo muitos trabalhos pra fazer e está meio complicado.
Leitores fantasmas, por favor, quero saber quem vocês são.
Enfim, eu gostei bastante desse capítulo. É um POV Harry e depois um POV Babi.
Espero que gostem xoxo

Harry POV

Não sei o que estava acontecendo comigo. Desde quando eu levava meninas ao meu quarto ou ia até o quarto delas apenas pra dormir? Provavelmente, eu estava ficando maluco. Mas era tudo culpa dela. Aquele rosto angelical, aquela voz, aquele corpo, aquele jeitinho meigo, tudo nela era perfeito aos meus olhos.

Ela estava deitada em cima de mim, assim como ficamos no meu sofá. Dormia feito um anjo, eu afagava seu cabelo e pensava. O que Caroline veio fazer aqui? Por que ela tenta estragar? Se ela me deu o fora por que eu não poderia ficar com outra menina? Não sei, mas nesse momento eu só queria saber da Babi.

Acordei e ela ainda estava dormindo. Devagar, eu virei e a coloquei na cama. Levantei, abri a porta, desci as escadas e estava indo embora. Hoje ela teria aula e se eu ficasse ali iria atrapalhar. Isso não era legal, mas eu tinha que fazê-lo.

- Uma mulher não gosta quando os homens vão embora enquanto elas dormem. – uma voz masculina disse enquanto eu passava pela cozinha. Pisquei forte e me virei. O pai dela estava sentado no balcão da cozinha, com uma xícara na mão.

- É... Eu sei disso. – eu disse um pouco sonolento e confuso. – É que ontem ela disse que você não sabia que eu estava aqui, então achei melhor ir embora antes que você acordasse. – eu estava totalmente sem jeito.

- Não se preocupe. Só sente e tome café comigo. – ele disse com um sorriso amigável no rosto e eu fui até uma das banquetinhas e me sentei. Ela tomou um gole do líquido de dentro da caneca. – Hm. Só pra que saiba eu ouvi você conversando ontem, eu sabia que estava aqui.

- Ah. – eu não tinha o que dizer e nem o que fazer. Estava, vamos dizer, em choque. E por que a Babi não acorda logo?

Babi POV

Quando acordei passei o braço pela cama ainda de olhos fechados ao perceber que estava deitada no colchão e não em Harry. “Não acredito que ele me enganou” foi a única coisa que pensei. Não suporto dormir com alguém e acordar sem ninguém. Merda.

Sem nem ir ao banheiro eu desci as escadas, quase caindo no último degrau. Estava morrendo de fome. Eu estava me arrastando e como a Olivia adorava dizer me mataram e esqueceram de me enterrar. Entrei na cozinha e fui até a geladeira, peguei um iogurte, fui até a gaveta de talheres e peguei uma colher.

-Bom dia. – eu ao meu pai que estava sentado em frente ao balcão.

-Tem certeza que vai querer acordar com esse ótimo humor, esse cabelo lindo e essa cara maravilhosa por um bom tempo? – eu estava em outro mundo, provavelmente. O que o meu estava falando? Eu ouvi uma risada. Uma risada que eu conhecia. Com quem meu pai estava conversando?

Virei pro balcão ainda comendo. Fiquei um pouco sem reação quando vi Harry ao lado do meu pai. Eles estavam rindo. Juntos. Quê?

Eu balancei a cabeça negativamente e coloquei o potinho de iogurte em cima do balcão – Olha aqui. É muita coisa pra assimilar. E eu acabei de acordar. – Sai andando, voltando pro meu quarto. Olhei pra cama, fiquei um pouco para até que me joguei nela. Nesse exato momento a porta abriu e eu ouvi a risada de Harry.

- Achei que tivesse ido embora. – eu disse com a cara ainda enfiada em um travesseiro.

- E eu estava indo. – ele sentou na cama. Que sínico. – Mas seu pai me viu e nós ficamos conversando até você acordar.

- Ah claro. Que coisa comum. – o travesseiro abafa os meus gritos.

-Ei, eu sei que é meio complicado e você acabou de acordar, mas...

- Vamos fazer assim. Eu não vi nada e não quero saber o que aconteceu. Agora vocês são amigos. Simples assim. – Levantei, abri a porta do guarda-roupa, peguei uma calça jeans, uma regata branca e por ainda estar frio, um blusão que caia no ombro vermelho. Tirei meu pijama ali mesmo, enquanto andava para o banheiro. Acho que estava com tanto sono que só lembrei que Harry estava ali quando entrei no banheiro. Tomei um banho rápido, sai já vestida. Coloquei um sneaker bege, me arrumei, peguei minha mochila e desci as escadas não dando a menor atenção ao Harry.

- Ei, eu vou te levar. – ele disse enquanto me seguia escada abaixo.

Cheguei à sala e me virei pra ele – Assim? – eu apontei para o pijama dele.

- Eu nem vou sair do carro. Já tomou café? – ele se preocupava comigo e eu achava isso fofo.

-Sim senhor. – eu disse em um tom diferente o fazendo rir.

- Vamos logo. — ele disse me virando de costas pra ele, me abraçando por trás, apoiando o queixo no meu ombro e me empurrando em direção à porta. – Até mais Ale. – Quê? Eles já se chamavam pelo apelido?

- Até Harry. – meu pai gritou de volta.

Harry abriu a porta do carro pra que eu entrasse. Ele entrou logo depois, eu escolhi uma rádio e fomos sem conversar até a escola.

- Obrigada – eu disse fria. Ele veio me beijar, mas eu desviei, dando-lhe um beijo na bochecha.

- Você me enlouquece sabia? – ele disse com um sorriso sem humor no rosto.

- Sabia. – eu abri a porta – é a intenção. – Eu meio que me deitei no banco do carro, deitando minha cabeça em sua perna. Ele se abaixou e me beijou. – Melhor assim?

- Bem melhor – ele abriu um sorriso grande e que me fez sorrir. – Eu venho te buscar?

- Se quiser. – eu disse dando de ombros enquanto sai do carro. Abaixei um pouco para olhar nos olhos de Harry. – Ir a pé pra casa porque alguém resolveu do nada que iria me trazer não vai ser uma boa. – eu sorri e ele entendeu que a resposta era sim.

Fechei a porta e fui até Olivia que como sempre me esperava na porta do colégio. Ela estava me olhando confusa depois da cena que viu ali.

- Te explico tudo na aula. – eu passei a mão em seu pulso e a puxei até o meu armário, peguei meu material e fomos pra aula. Eu contei a ela tudo que aconteceu e às vezes eu tinha que segurá-la pra que não desse um chilique de felicidade ou raiva dentro da sala de aula.

Quando deu a hora do intervalo, contei para as outras meninas. Elas estavam mais empolgadas com ele do que eu. Mas isso é mentira. Por fora eu estou mostrando que estou indiferente, que não me importo com tudo isso que está acontecendo, mas a verdade é que por dentro eu estou mais eufórica do que uma criança que ganha de Natal aquilo que pediu.