Notas iniciais
Oii, amores *--* Espero que gostem ♥

— Seb, eu estou completamente ferrado. – Eu disse, acordando Sebastian. – Acorda, preguiçoso. Já são onze da manhã.

— Por isso se chama férias. – Ele disse acordando emburrado.

— Não são férias, é feriado. – Eu falei bufando.

— Isso não muda o fato de que eu quero dormir. – Ele disse irritado.

— Você dormiu por dois meses, como ainda tem sono? Você praticamente hibernou. – Eu falei e ele se virou para mim, rindo.

— Por que você está ferrado? – Ele disse se sentando na cama.

— Amanhã é o aniversário de Blaine. – Eu falei.

— E daí?

— Eu só me lembrei disso hoje. E eu não comprei nada para ele. – Eu falei meio irritado comigo mesmo.

— Você é um ótimo namorado. Só que não. – Ele disse rindo. – Você é o presente dele. Se dê para ele e pronto.

— Eu estou falando sério, Sebastian.

— Qual o problema? Os dois saem ganhando. Quer dizer, não sei, ele é meio velho, as coisas podem não funcionar mais.

— Ah, elas funcionam. – Eu falei e corei logo depois por ter percebido o que acabei de falar.

— QUE? – Ele gritou para mim.

— Não vou entrar em detalhes, ok? Funciona e pronto.

— Então está tudo certo, se dê para ele e pronto. Ambos saem ganhando. Quer presente melhor? – Ele falou e eu botei as mãos no rosto e ri.

— Você é muito idiota.

— Eu te dei a melhor ideia do mundo, basta você aproveitar.

— Eu preciso comprar alguma coisa para ele.

— Sei o lugar certo para você ir. – Ele disse e eu toquei um dos travesseiros nele. – Ai! Não foi isso que eu quis dizer. Eu ia dizer para você ir numa loja de discos e comprar algum para ele. Ele gosta dessas coisas do século passado.

— Você ama falar mal dele, não é?

— É meu passatempo preferido. – Ele disse e nós rimos.

— Tudo bem. Eu vou ver algo assim para ele.

— E pode passar naquele outro lugar também. – Ele falou fazendo cara de safado.

— Vai se ferrar! – Eu exclamei. – Seria legal fazer uma festa surpresa, mas não dá tempo de combinar com todo mundo.

— Kurt, entra na casa dele sorrateiramente, vai até o quarto dele, tira a roupa e fica lá esperando ele chegar. Quando ele chegar vai ter uma surpresa e vai aproveitá-la a noite inteira. É tão simples. – Ele falou e eu toquei o travesseiro nele, de novo. – Para de me agredir, mala sem alça. – Ele disse rindo.

— Não é uma má ideia. – Eu falei meio baixo.

— Claro que não. A ideia foi minha. – Ele disse se gabando.

— Idiota! – Eu falei e ouvi a campainha. – Deve ser ele.

— Então vai abrir. – Ele disse e eu revirei os olhos e fui.

Saí do quarto e fui até a porta e a abri. Quando abri vi Blaine parado a minha frente, sorrindo.

— Oi, amor. – Eu disse a ele.

— Oi, meu bem. Aconteceu alguma coisa? – Ele perguntou preocupado.

— Não, por quê? – Eu perguntei me fazendo.

— Você está estranho.

— Impressão sua. – Tentei disfarçar.

— Eu vim te fazer um convite. – Disse ele sorrindo.

— Qual? – Perguntei animado.

— Amanhã é meu aniversário. E eu queria saber se você não quer ir jantar lá em casa. – Ele falou sorrindo.

— Eu não sei se é uma boa ideia. – Eu falei meio receoso.

— Vai dizer que está com medo de ficar sozinho comigo. – Ele falou revirando os olhos.

— Eu não quero deixar Sebastian sozinho. Nós marcamos uma maratona de filmes até. Um fim de semana só entre amigos. – Eu disse feliz.

— Não se preocupa comigo. Eu vou ficar bem. – Disse Sebastian chegando até nós quase nu.

— Você deveria se vestir. Pode pegar uma gripe. – Disse Blaine.

— Não se preocupe, não vou roubar seu namorado. Kurt, limpa a boca, você está babando. – Ele disse me tirando de meus pensamentos.

— Também quero passar dois meses dormindo e ficar com esse corpo. – Eu disse baixo e Sebastian riu.

— Isso é para poucos. – Ele disse apontando para si.

— Idiota. – Falei revirando os olhos.

— Enfim, Sebastian não vai ficar sozinho. – Blaine disse e nós o encaramos.

— Como assim? – Perguntou Seb.

— Você tem um encontro. – Disse Blaine novamente sorrindo.

— Com quem? – Perguntou Seb arregalando os olhos.

— Nicolas, né?! Quem mais seria? – Blaine disse óbvio.

— Sei lá, eu sou muito concorrido. – Sebastian disse e nós rimos.

— E se acha muito também. – Eu falei e ele riu.

— É só a verdade. – Ele falou vindo me abraçar e Blaine o olhou sério.

— Sebastian, esteja nesse endereço aqui amanhã às oito, vá bem vestido. – Disse Blaine bem sério.

— Tudo bem. – Disse Sebastian saindo da sala.

— Agora, você aceita ir? – Blaine perguntou, segurando minhas mãos.

— É, não tenho muita escolha. – Eu disse rindo.

Ele me deu um beijinho e ficou olhando nos meus olhos.

— Eu te amo tanto. – Ele disse e eu abri o maior sorriso do mundo.

— Eu também te amo, muito. – Eu disse dando outro beijo nele.

— Podem parar com as safadezas que eu estou aqui. – Disse Sebastian já vestido com uma calça, porém sem blusa.

— Não vai se vestir? – Eu perguntei olhando ele.

— Tem medo de não resistir? – Perguntou ele pegando minha mão e passando nele.

— Para! – Eu gritei e saí da sala, indo até a cozinha. Peguei um copo d’água e logo Blaine e Sebastian também estavam na cozinha, rindo.

— Tá escorrendo a baba, de novo. – Disse Sebastian e eu joguei a água do copo nele.

— Vamos ver se isso acalma esse seu fogo. – Eu disse e Blaine ficou vermelho de tanto rir da cara do Seb.

— Ok. Parei. – Disse Seb se rendendo.

— O que vai fazer hoje? – Perguntei a Blaine.

— Comprar coisas para brincar com você. – Disse Sebastian rindo.

— Quer participar da brincadeira? – Perguntou Blaine e Sebastian ficou vermelho.

— Eu vou sair daqui. – Disse Seb saindo da cozinha.

Eu e Blaine começamos a rir e nos encarar.

— Não tenho nada planejado. Quer fazer alguma coisa? – Blaine disse depois de um tempo.

— Não posso. Tenho que ajudar Sebastian a estudar, ele perdeu muita matéria. – Eu falei fazendo careta. – Não aguento mais estudar.

— Falta pouco para o ano acabar. Logo você estará de férias. Aí, Sebastian vai estar namorando e você será todo meu. – Ele falou vindo até mim e segurando minha cintura.

— Tem Kurt para todo mundo, não se preocupe com isso. – Eu disse rindo.

— Você me entendeu. – Ele disse rindo.

— Sim, eu entendi. – Eu falei e beijei ele.

— Sem safadeza na minha cozinha. – Disse meu pai se aproximando de nós.

— Pai, você por aqui! – Eu falei rindo.

— Eu moro aqui. – Ele respondeu sério.

— Você mais visita do que mora, pai. – Eu falei e nós rimos.

— Desculpa, filho. É que eu preciso trabalhar.

— Eu sei, eu entendo, pai! – Eu falei e abracei ele.

[...]

— Sebastian, não devíamos estar olhando filme, você precisa estudar. – Eu falei a Seb.

Estudamos uma hora e passamos o resto da tarde assistindo filmes.

— Já são quase onze da noite, eu não vou estudar agora. Só faltam duas provas, eu vou conseguir. – Disse ele. – Eu não aguento mais ler sobre genética.

— Nem eu. Se eu ler ácido desoxirribonucleico de novo, meu cérebro vai explodir. – Eu falei e nós rimos.

— Exagerado. – Disse Seb rindo.

— Igual você. – Eu falei e ele me encarou. – Que foi?

— Eu preciso te contar uma coisa.

— Conta. – Eu falei, me virando para ele.

— Eu acho que eu ainda gosto do Carl. – Disse ele.

— Sério isso? – Eu falei bufando.

— Ciúmes, Hummel? – Ele falou rindo.

— Não. – Eu falei revirando os olhos. – Você acha ou tem certeza?

— Eu acho. Quer dizer, eu não sei. Sei lá.

— Assim não dá.

— Ele ainda faz meu coração bater mais forte. – Ele disse meio triste. – Você deve estar se perguntando o porquê de eu estar te contando isso.

— Se estou. – Eu disse rindo.

— Eu acho que ele ainda gosta de você.

— Problema dele.

— Eu queria te pedir uma coisa.

— Peça.

— Dá um fora nele. – Ele disse e eu o olhei sério.

— Blaine disse que não quer brigas. Não posso fazer isso. Ainda mais agora que estamos todos tão unidos. Sebastian, ele nunca vai me ter, uma hora ele vai cansar. E outra coisa, você deveria investir em Nicolas.

— Sim, e eu sou a Madonna. – Ele falou revirando os olhos.

— Está mais para Britney Spears. – Eu falei rindo.

— Para que inimigo se eu tenho você? – Ele falou soltando uma risada engraçada. – Já pensou no que vai vestir no aniversário do seu amor? – Ele falou “amor” de um jeito debochado.

— Ainda não.

— Vá sem roupa, então. – Ele disse rindo e eu dei um tapa nele. – Depois eu apareço todo machucado, ainda quer perguntar o porquê.

— Eu não sei se eu preciso ir muito formal, mas acho que não. – Eu falei dando de ombros.

— Vá bonito.

— Só se eu nascer de novo. – Eu falei e levei um tapa no braço.

— Cala essa boca. Você é bonito, agora fica quieto.

[...]

Levantei cedo, eu dormi todo torto no sofá, praticamente em cima de Sebastian, era uma cena relativamente engraçada. Acordei ele e tomamos café juntos.

Ficamos um bom tempo estudando e decidimos parar antes de nossos cérebros fritarem. Quando chegou as sete horas da noite começamos a nos arrumar. Logo eu estava pronto.

— Seb, estou pronto. – Eu falei entrando no quarto de Sebastian.

— Wow! – Exclamou ele. Eu estava com uma calça bem apertada vermelha, uma blusa branca e um casaco vermelho. – Ele vai ter fortes emoções só de olhar para você.

— Você não está de se jogar fora também. – Eu falei observando ele. Ele estava com uma calça preta, uma blusa branca e uma jaqueta preta de couro. – Nossa blusa é quase igual. – Eu falei nos observando.

— Verdade. – Ele falou rindo.

— Quer carona? – Eu perguntei a ele.

— Aceito.

O caminho foi inteiro em silêncio. Chegamos e Sebastian desceu do carro, dando a volta para falar comigo, então eu abri o vidro.

— Usa proteção, baixinho. – Ele falou me encarando.

— Sebastian, vai se ferrar, ok? Não vai acontecer nada.

— Você prevê o futuro? – Ele perguntou e eu neguei. – Então não diz que não.

— Aproveita seu jantar.

— É, talvez seja legal.

— É claro que vai ser. Boa noite.

— Boa noite, manda os parabéns para o seu velhinho. – Ele disse e eu apenas ignorei, rindo.

Liguei o rádio e estava tocando uma música lenta. Foquei tanto meus pensamentos em Blaine que quase passei da casa dele. Estacionei e desci do carro. Fui andando até a entrada da casa e toquei a campainha. Logo ele veio abrir e eu fiquei de boca aberta. Ele estava usando um terno preto. Me senti um qualquer ao ver ele vestido tão bem. Seu cabelo estava cheio de cachos, lindo.

— Wow! – Blaine disse e eu lembrei de Sebastian.

— Digo o mesmo. – Eu falei tentando tirar os olhos dele.

— Você está perfeito. – Dissemos juntos e acabamos rindo.

— O jantar já está te esperando. – Disse ele pegando minha mão e me levando para dentro.

Todas as luzes estavam apagadas. Fomos até a sala de jantar e a grande mesa estava cheia de velas. Ele puxou a cadeira para que eu me sentasse. Foi até a cadeira de frente para mim e se sentou.

— Como adivinhou tudo que eu gosto? – Eu perguntei vendo que ali, só possuía coisas que eu gostava ou amava comer.

— Você já jantou tantas vezes comigo que eu decorei, mas confesso que a sobremesa eu tive que perguntar para seu pai. – Ele falou envergonhado.

— Você é tão fofo. – Eu falei sorrindo.

Ficamos jogando conversa fora durante o jantar, e quando acabamos, depois de muito insistir, ele deixou que eu o ajudasse a arrumar a bagunça.

— Eu achei uma partitura que você vai gostar. Eu não sei o motivo de estar nas minhas coisas, mas estava. – Ele disse quando estávamos subindo as escadas em direção ao quarto dele.

Quando entramos eu fiquei chocado. O quarto estava cheio de velas e de pétalas de rosas pelo chão e na cama.

— Não se assusta. Eu realmente quero te mostrar a partitura. – Ele disse e eu sorri.

— Isso tudo é por causa minha? – Eu perguntei surpreso.

— Para quem mais poderia ser? – Ele perguntou e me puxou para um beijo.

— Eu trouxe um presente para você.

— Você é o meu presente.

— Bobo. Abre. – Eu falei entregando a ele o pacote.

— Meu Deus. – Ele falou abrindo, com os olhos brilhando. – Discos. Como sabia que eu gosto de colecionar?

— Eu te conheço bem. – Eu falei e me senti feliz por Sebastian ter dado essa dica.

— Claro, não podia faltar. – Ele disse olhando os artistas que continham ali. Tinha disco do Bon Jovi, Queen, U2, Journey e claro, Phil Collins.

— Você gostou?

— Eu amei. – Ele falou e me beijou. – Assim como eu amo você.

— Não tanto quanto eu te amo. – Ele abriu a boca para falar, mas eu não deixei. – Aceita que eu amo mais e não discute.

— É essa a partitura. – Ele me entregou e eu sorri.

— Depois você diz que não gosta dele. – Eu falei observando a partitura de Runnin’ do Adam Lambert.

— Eu não gosto. Mas, você sim.

— Confessa, isso foi só uma desculpa para me puxar para cá.

— Eu não preciso de desculpa para fazer isso. – Ele falou. – Mas, foi.

— Eu sabia. – Eu falei e sorri para ele.

— Kurt, eu te amo demais. Eu nunca amei ninguém do jeito que eu te amo.

— Você é meu primeiro amor. Mas, já que estamos nos abrindo, você não é minha primeira paixão. – Eu falei e ele me olhou sério.

— Isso não importa. Mas, quem foi sua primeira paixão? – Ele perguntou e eu ri.

— Promete não surtar? – Eu falei e ele revirou os olhos.

— Foi Sebastian? Sério? Quando você entrou na escola ele te maltratava, como conseguiu se sentir apaixonado por ele?

— Não foi nada sério, logo passou. Mas eu senti que precisava te contar isso. Nem ele não sabe. – Eu falei rindo.

— Isso já passou, então eu não me importo. Onde estávamos mesmo? Ah, lembrei!

Ele disse e me beijou. Fomos caminhando e nos beijando, até que eu bati na cama e caí, e ele caiu por cima de mim, sem parar de me beijar. Quando perdemos o ar ele passou a beijar o meu pescoço, e calmamente tirou minha blusa. Eu me botei por cima dele e tirei a blusa dele. Logo estávamos praticamente sem roupa.

— Eu te amo. – Ele sussurrou em meu ouvido.

— Eu te amo. – Eu sussurrei para ele.

Tudo ocorreu sem pressa e com muito amor. Blaine é a pessoa mais carinhosa e cuidadosa que eu conheço. Ele me tratou como se eu fosse uma criança, sempre perguntando se eu estava bem, sem nunca parar de dizer o quanto me ama. Eu realmente namoro com o garoto mais perfeito do mundo.

Eu estava escorado no peito dele e estávamos sob um lençol.

— Você está quieto. – Disse Blaine me acariciando. – Está tudo bem?

— Eu só estou pensando.

— No que?

— Esse foi o melhor dia da minha vida. Ou a melhor noite. Ou ambos. Enfim, você entendeu. – Eu falei e ele riu.

— Eu digo o mesmo. Você transformou a minha vida por completo. Eu nunca imaginei que eu namoraria um garoto. Nunca mesmo. Mas você é diferente de todas as outras pessoas que eu conheço, eu não me apaixonei por quem você é por fora, eu me apaixonei pela sua alma, pois a sua alma foi feita para fazer par com a minha. Você é a minha alma gêmea e eu não preciso me esforçar para perceber isso. Como eu já disse, eu te amo desde a primeira vez que te vi, eu só ainda não sabia disso. – Ele falou e eu sorri bobo. – Isso vai parecer idiota, mas eu penso em um futuro para nós. Eu penso em casar com você, em, de repente, adotarmos um ou dois filhos.

— Não é idiota. Eu também penso nisso. Penso em todos os detalhes.

— Posso te fazer uma pergunta? – Ele perguntou e eu assenti. – Como você imaginava a sua primeira vez?

— Hmm, com um garoto legal, que eu ame, que seja carinhoso comigo e que não me abandone depois de conseguir isso. Tradução: Exatamente como foi. – Eu disse e ele riu.

— Eu não teria coragem de te abandonar. Até porque, eu sofreria demais com isso.

[...]

Acordei com carícias na minha cabeça e no meu braço.

— Já comecei o dia bem. – Falei sorrindo.

— Eu também, só pelo fato de ter acordado ao seu lado. – Disse ele beijando minha testa.

— Que horas são?

— Quase três.

— Da manhã?

— Da tarde. – Disse ele rindo.

— Como conseguimos dormir tanto?

— Cansaço!? – Ele disse rindo. – Fomos dormir quase às seis da manhã. O que esperava?

— Eu não reparei na hora. – Eu falei.

— Você passa tempo demais com Sebastian. – Ele falou rindo.

— Se eu fosse dar uma resposta ao estilo dele eu não responderia isso.

— Responderia o que?

— Eu estava ocupado demais prestando atenção no que tem sob o lençol, o que, no caso, era muito melhor do que ver as horas. – Eu falei, imitando a voz de Sebastian.

— Seria isso mesmo. – Ele falou soltando uma gargalhada. – Acho que eu vou pedir pizza, topa?

— Claro. Posso tomar um banho?

— Você não está me perguntando isso, certo?

— Estou. Essa não é a minha casa.

— Tudo que é meu é seu. Tirando você.

— Eu não sou meu? – Eu falei e rimos.

— Não. Você é só meu.

— Isso não é justo, eu vou chamar um advogado, eu mereço os meus direitos. – Eu falei brincando e rimos.

— Vai tomar seu banho.

— Estou indo. – Falei me levantando.

— Quer companhia? – Ele perguntou fazendo cara de safado.

— Não é uma má ideia. – Eu falei provocando e ele veio correndo atrás de mim.

[...]

— Por que você tem que ir embora? – Disse Blaine escorado comigo no meu carro.

— Porque são nove da noite e amanhã eu tenho aula. Hoje é domingo, esqueceu? – Eu falei e ele fez um biquinho. – Eu ficaria aqui, mas eu realmente preciso ir.

— Tudo bem. – Ele disse e me beijou.

— Eu te amo.

— Eu te amo.

Eu entrei no carro e fui direto para casa. Entrei em casa e estava um silêncio só. Fui até meu quarto e Sebastian estava sentado na minha cama.

— Eu estou aqui faz duas horas, na cama onde aconteceram safadezas, e você só resolveu chegar agora. Eu permiti isso? – Ele perguntou rindo.

— Nessa aí não rolou nada.

— Ah tá, nessa não rolou nad... Espera, quer dizer que em outr... não? Sério? – Ele perguntou já rindo.

— Sim. – Eu falei sorrindo de um jeito bobo.

— PARABÉNS. – Ele gritou e veio me abraçar. – Agora senta aqui e me conta TUDO.

— Não tem o que contar.

— Tem sim. – Disse ele.

— Simplesmente aconteceu.

— Não, não foi. Duvido que simplesmente tenha acontecido. – Ele falou revirando os olhos.

— Você não vai parar até eu contar, não é? – Eu falei e ele assentiu. – Tudo bem. Para começar, ele estava de terno, lindo, enquanto eu estava nessa roupa aqui. – Eu falei olhando para mim mesmo. – Ele fez um jantar à luz de velas. Nós ficamos um tempão conversando, e depois fomos até o quarto dele que estava cheio de velas e pétalas de rosas. Na hora eu quase tive um troço, mas foi passando.

— E foi bom?

— Melhor noite da minha vida.

— Você está sorrindo até com o.. – Eu o interrompi.

— Cabelo.

— Como sabe que era isso que eu ia dizer? – Ele perguntou arregalando os olhos.

— Você sempre fala isso. – Eu respondi rindo.

— Ah, sim.

— E o seu jantar? Como foi?

— Foi legal. – Ele falou sorrindo. – Nicolas é um cara muito inteligente. Nós jantamos, conversamos, ele me trouxe até aqui, e por fim, me beijou.

— Beijo no primeiro encontro? E eu que sou o apressado da vida. Pelo menos foi bom?

— Já beijei melhores. – Disse ele dando de ombros.

— Idiota. Não posso falar muito, só beijei dois. Se é que você conta. – Eu falei rindo.

— Eu beijei três, contando com você.

— Vocês não marcaram mais nada?

— Não. Eu falei para ele que eu preciso me esclarecer para mim mesmo antes de ter algo sério com alguém. Eu não consigo parar de pensar no Carl.

— Ele é seu primeiro amor, e nós não esquecemos o primeiro amor tão facilmente. – Eu falei abraçando ele.

— Você namora com o seu primeiro amor.

— Exatamente.

— Nunca gostou de ninguém antes dele? – Ele perguntou e eu gelei.

— Mais ou menos. Nada sério.

— Confessa que era eu.

— Era.

— Sério? – Ele perguntou rindo.

— Eu já disse. Não foi nada sério.

— Não falei nada. – Ele disse e nós rimos.

— Acho que eu vou dormir.

— Está me expulsando do seu quarto?

— Claro que não. Pode ficar aí se quiser. Mas eu vou dormir. – Eu falei rindo.

— Eu também vou. Boa noite. – Disse ele me dando um beijo na bochecha.

— Dorme bem. – Eu falei e ele saiu do quarto.

[...]

Ninguém merece segunda-feira. Segunda deveria ser extinta do calendário. Cheguei um pouco mais cedo na escola e abri meu armário para pegar alguns materiais. Quando abri, havia um cartão digitado. Achei estranho, mas abri.

“Bom dia meu amor, eu tenho uma surpresa para você. Venha até o auditório o mais rápido possível. Com amor, Blaine.”

Saí correndo em direção ao auditório, mas quando entrei não foi Blaine quem eu encontrei, e sim, Carl.

Eu fui até o palco, estranhando o que estava acontecendo. Quando eu cheguei perto dele, eu mal pude falar algo, ele simplesmente veio e me agarrou.

— EU NÃO ACREDITO NISSO. – Ouvi Blaine gritar e o olhei depressa.

Todos os Warblers estavam lá nos observando. Blaine e Sebastian possuíam lágrimas nos olhos e ambos saíram correndo do auditório.

— POR QUE VOCÊ FEZ ISSO? – Eu gritei para Carl, eu já estava chorando.

— Eu recebi seu cartão. – Ele falou sorrindo.

— QUE DIABO DE CARTÃO VOCÊ ESTÁ FALANDO?

— Esse.

“Oi Carl, desculpa por nunca ter te dado bola, na realidade, eu só fingia isso. Antes de Blaine aparecer na minha vida eu tinha uma queda por você. Me encontre no auditório e eu te mostro o quanto isso é verdade. Com amor, Kurt.”

— EU NÃO MANDEI ISSO. – Eu gritei histérico. – Se eu não te mandei esse, provavelmente não foi Blaine que mandou o meu, e provavelmente não foi você. Então, quem foi?

— Eu acho que eu tenho uma ideia.

*FLASHBACK ON*

RACHEL BERRY

Desde que Blaine e eu terminamos, eu não sou a mesma pessoa. Eu me sinto diferente, eu realmente amo ele e ele me jogou no lixo desse jeito. Não bastasse isso, me trocou por um garoto. Um garoto ridículo. Mas, isso não vai ficar assim. Eu vou me vingar da pior maneira, eu vou fazer ele sentir o que eu senti, porém de uma maneira muito pior.

Pesquisei bastante sobre os alunos da Dalton e descobri, por meio de um dos alunos, que Carl gosta de Kurt, porém Kurt não gosta de Carl pois gosta de Blaine, mas Sebastian gosta de Carl. Sendo assim, eu vou acabar com a alegria de três pessoas. Uma até nem merece, mas as outras duas, sim.

Criei dois cartões, um para Kurt que supostamente foi enviado por Blaine e um para Carl, enviado por Kurt. Coloquei no armário deles na Dalton. Passei por Carl, ele estava na minha festa pré-casamento, então eu aproveitei para dar uma palavrinha com ele.

— Hey, tudo bem?

— Oi. Você é a ex de Blaine, certo? – Perguntou ele me analisando.

— Sim, sou. E você é o amor de Kurt, certo?

— Na verdade é o contrário, eu gosto dele, e ele não gosta de mim.

— Eu acho que é recíproco então. Eu passei por ele há alguns minutos e ele disse para um outro garoto o quanto queria lhe beijar. – Eu falei fazendo minha melhor atuação.

— Sério? – Ele falou com os olhos brilhando e eu assenti. – Então eu vou realizar o desejo dele. – Ele disse e foi embora.

Agora é só esperar e minha vingança estará completa.

*FLASHBACK OFF*

KURT HUMMEL

— Nós precisamos falar isso para Blaine e Sebastian. Eles devem estar me odiando agora. – Eu falei sem parar de chorar. – Eu não posso perder eles por culpa daquela desgraçada.

— Me desculpa, isso é culpa minha. – Disse Carl se lamentando.

— Não ao todo. A culpada mesmo é ela. Eu vou atrás deles. – Eu falei.

Saí do auditório e fui até a sala do coral, eles não estavam lá. Fui até a quadra, vazia. Fui até o refeitório, vazio. Até que, eu cheguei no estacionamento e os dois estavam sentados no banco. Blaine estava chorando e Sebastian não possuía expressão nenhuma.

— Blaine. – Eu disse me aproximando.

— Por que você fez isso? – Ele perguntou se levantando.

— Não foi culpa minha, eu juro. – Eu disse tentando explicar, mas estava me doendo demais vê-lo daquele jeito.

— Eu não esperava isso de você.

— Nem eu. – Disse Seb.

— Sebastian, você sabe que eu nunca faria isso. – Eu falei e ele me ignorou.

— Vem, Sebastian, vamos para o auditório. Eu tenho uma aula para dar.

— Esperem! – Eu falei, mas fui ignorado.

Fui em direção ao auditório, caminhando de uma maneira mais lenta que uma tartaruga misturada com uma lesma. Eu já não aguentava mais a quantidade de lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Eu perdi meu melhor amigo e meu namorado ao mesmo tempo. E o pior: A culpa nem minha não foi. A culpa foi de Rachel. Mas, como eu vou provar para eles que a culpada é ela? Não tem como. Ela nunca vai confessar o que fez.

— Pessoal, eu estava pensando em fazer uma aula diferente. – Blaine disse aos Warblers, ele ainda estava com os olhos bem vermelhos e Sebastian parecia estar desligado. – Nós só temos mais alguns dias de aula, então, eu queria dar uma tarefa para vocês. Eu quero que cada um pegue uma música que fale sobre algo que aconteceu esse ano e cante. Pode ser dedicado a alguém, pode ser sobre as mudanças que vocês tiveram esse ano, pode ser em homenagem a vocês mesmos. Pode ser como vocês quiserem. Mas, nada de duetos, apenas solos. Quero ouvir todos cantarem, porém, não é uma tarefa obrigatória.

— Quando começa? – Perguntou Carl sem expressão nenhuma no rosto e Blaine nem olhou na direção dele.

— Amanhã. – Disse ele olhando reto.

— Qualquer música? – Eu perguntei quando todos já estavam conversando e ele me ignorou.

— Estão todos dispensados. – Ele disse depois de um tempo.

Eu tentei falar com Sebastian, mas ele me ignorou. Peguei o carro e fui para casa. Passei o caminho inteiro chorando e quase bati o carro em uma van, fora que passei uns cinco semáforos fechados. Quando cheguei em casa encontrei Sebastian sentado no sofá com um caderno na mão.

— Tudo bem, você não quer falar comigo, mas escuta. Eu tenho como provar que não foi culpa minha. – Eu falei e ele nem me olhou, então eu atirei o bilhete nele. Sem vontade nenhuma ele pegou e leu.

— Um recado de Blaine, e daí?

— Eu pensei que fosse de Blaine, então eu fui até o auditório. Quando eu cheguei lá, quem estava lá era Carl.

— E o que levou você a estar com a boca nele?

— Eu ia perguntar o que houve, mas ele simplesmente me beijou. Aí vocês chegaram e viram. E eu perguntei o motivo de ele ter feito isso e ele me mostrou esse bilhete. – Eu falei entregando a Seb.

— E o que é isso?

— Eu não escrevi isso, Sebastian. Carl me disse que Rachel falou para ele que eu sou afim dele, e que ela me viu falar isso para alguém. Eu só converso com você, e eu não falei nada.

— Você está dizendo que a Rachel armou isso? – Perguntou ele mudando a expressão.

— Pensa bem. Ela era noiva de Blaine, ele sofreu o acidente e traiu ela comigo. Depois terminou com ela para ficar comigo. Não faz sentido para você? – Eu falei esperando que ele concordasse.

— Eu só não sei onde isso me inclui. Eu não fiz nada para ela.

— Foi o que eu pensei, nada disso fazia sentido. Então eu pensei nas possibilidades. Ela poderia ter ficado irritada por termos feito aquela apresentação na festa dela. Ou, isso não era para te afetar, ela só usou Carl pois sabia que ele gostava de mim. O que me faz pensar que alguém contou isso a ela, e podemos ter um “espião” por assim dizer, mandado por ela, dentro dos Warblers. – Eu falei e me sentei ao lado dele. – Sebastian, eu nunca faria isso com vocês. Você sabe disso. Eu amo Blaine demais para traí-lo. E eu amo você também, e eu sei que você ainda gosta de Carl. Por que eu arruinaria com duas das coisas que mais me fazem bem?

— Agora está fazendo sentido. Você precisa falar isso para Blaine. – Ele disse e eu o abracei. – Desculpa ter duvidado de você.

— Eu desculpo, mas eu não posso falar isso para ele.

— Por que não?

— Você acreditou, mas não sei se ele vai. Preciso da sua ajuda para conseguir provas disso.

— Eu tenho uma ideia. Vem comigo. – Disse Sebastian se levantando e eu fui atrás dele.

Notas finais
O que acharam? Eu vou atualizar Death Is Calling e Maybe We Can Be Each Other's Company em breve e após isso eu volto a atualizar essa aqui, então, nos vemos em breve ♥ Bjo ♥