Once I Dreamed With You, Now You Are My Reality
7 I Love My Best Friend
Notas iniciais
Saí da aula de matemática e fui calmamente para a sala do coral. Mesmo que eu e Blaine agora estejamos bem um com outro, algo ainda me incomoda. Ao chegar na sala do coral encontrei Blaine, Sebastian, John, Chris e Carl (que havia recentemente voltado para a Dalton) sentados nos sofás. Me sentei e o silêncio incomodava demais. Ficamos apenas sentados nos encarando por pelo menos quarenta minutos. E mais ninguém apareceu.
— Acho que vocês podem ir embora. – Disse Blaine quase chorando com as mãos no rosto.
— Não! – Gritou Sebastian, se levantando – Eu não vou deixar isso acontecer. Podemos ser em apenas cinco, mas somos uma equipe. Se eles não vierem, não podemos fazer nada. Quem estará perdendo serão eles.
— Na verdade, quem perde somos nós. A equipe precisa conter doze alunos, no mínimo. Se não, não podemos participar. Eu sinto muito gente, isso é tudo culpa minha. – Se culpou Blaine.
— Nós podemos fazer um recrutamento. – Eu sugeri e eles ficaram me observando. – Podemos fazer placas e colar pelos corredores e... – Fui interrompido pelo Diretor, que entrou sério na sala.
— Sr. Anderson! Posso falar com você a sós? – Perguntou o Diretor.
— Sim. – Blaine concordou e saiu da sala.
Novamente o silêncio dominava a sala do coral. A única coisa que se escutava, eram nossas respirações, se prestasse bastante atenção, talvez fosse possível de se escutar até nossos corações acelerados. Eu observava-os atenta e silenciosamente, pensando cautelosamente no que dizer.
— A culpa não foi de Blaine. A culpa foi minha. Eu estava tão consumido pelo meu egoísmo que fiz o que fiz. – Eu disse tentando não começar a chorar. O coral estava vazio e era tudo culpa minha.
— Eu achei aquela aula tão divertida. – Disse John.
— Eu também. – Concordou Sebastian e um sorriso se brotou no rosto dele.
— Já que estamos nos abrindo. Sebastian, você é gay? – Eu o perguntei e me surpreendi com a minha pergunta, eu não achei que seria capaz de simplesmente perguntar isso para alguém, principalmente para ele.
— Não. – Ele disse rindo com os outros garotos que estava rindo também.
Eu entendi o motivo de eles estarem rindo. Não era por um estudante ser gay. Mas sim, por esse estudante ser Sebastian. O machão que diz fora da escola pegar todas as garotas possíveis.
Mas a minha opinião é simples: Quem muito fala, pouco faz. Eu não achava que ele fosse gay, até porque claramente ele tem algo contra mim. Mas na minha performance, o jeito como ele me olhava, o jeito que me puxou, a piscada. Tudo me fez pensar que ele talvez fosse gay e mais que isso, que fosse afim de mim. Mas, como sempre: eu estava errado.
— Pessoal! Eu tenho notícias. Vocês definem se são boas ou ruins. – Anunciou Blaine voltando para sua cadeira com os olhos vermelhos.
— Fala. – Todos dissemos juntos.
— O coral não está acabado. – Ele disse e todos começamos a gritar, contentes. – Mas... Eu não posso mais ser o professor de vocês. Amanhã o novo professor começa.
— O QUE? NÃO PODEM TE TIRAR! – Eu gritei irritado, sem acreditar no que acabara de ouvir.
— A nossa equipe estava com vinte e oito alunos. Quantos tem aqui hoje? cinco. Sabem por quê? – Ele perguntou e ninguém disse nada. – Porque todos os outros vinte e três fizeram os pais reclamarem de mim. E reclamaram mesmo. De maneiras horríveis. Mas uma carta me fez parar para pensar. E é esta nas minhas mãos.
“Querido Diretor,
Meu nome não é algo importante, deixaremos isso para o final, mas eu sou mãe de um aluno que faz parte do coral da escola. Um amigo de meu filho me mostrou um vídeo, onde o professor do coral estava dançando com um aluno. Mas não era apenas uma dança, eles pareciam namorados. Eu não sei se quero deixar meu filho em uma escola sem ética como essa. Esse professor não deveria estar ensinando em uma escola e sim em um motel com uma performance daquelas. Eu peço que medidas sejam tomadas, pois caso esse professor não seja retirado, meu filho não voltará para esta escola. Deveria ser proibido pela natureza um homem namorando outro homem, ainda mais um professor com um aluno, ambos gays. Isso vai contra os princípios da humanidade. De qualquer maneira, eu quero que esse professorzinho seja retirado.
Muito obrigada pela atenção, Dianna Smythe.”
— A nossa performance não estava nada indecente. Só porque eu estava me agarrando em John e Sebast... espera, Sebastian, seu sobrenome não é Smythe? – Eu perguntei perplexo.
— Era o que eu ia dizer. As palavras dela não me afetaram, o que me afetou foi a assinatura. E me fez pensar, pois Sebastian continua aqui. – Blaine disse.
— CARL. FOI VOCÊ QUEM CONTOU PARA ELA? – Ele gritou tão alto que a escola inteira deve ter escutado.
— Eu só mostrei o vídeo, não pensei que ela fosse fazer isso, se acalma. – Pediu Carl.
— MUITO OBRIGADO, AMIGÃO. – Ele falou em tom de ironia. – VOCÊ CONSEGUIU ESTRAGAR COM A MELHOR COISA QUE EU TENHO NA VIDA.
Sebastian saiu correndo da sala do coral e eu fui atrás dele. Ele estava no ginásio, sentado em um canto, observando o nada, já que o ginásio estava vazio. Fui até ele, e me sentei ao seu lado.
— Eu não vim te incomodar. Vim ser o ombro amigo que talvez você precise. – Eu disse e ele deu uma risadinha.
— Eu sou o diabo em pessoa para você. Enquanto isso, você me trata como amigo? – Ele perguntou voltando a tristeza.
— Eu não posso dizer que te amo, mas... – Ele me interrompeu.
— Você provavelmente me odeia, e se não odeia deveria. Mas eu estou disposto a te contar algo que ninguém sabe, pois eu tenho certeza de que você vai me entender. – Ele disse e me encarou. – Mas, me promete que não vai contar para ninguém, ok?
— Eu prometo. Eu não tenho muito com quem falar, mas mesmo assim, prometo. – Eu disse rindo.
— Eu não sou tão diferente de você. – Ele disse e eu o encarei com os olhos arregalados. – Eu sou apaixonado pelo meu melhor amigo. Eu e ele nos conhecemos desde que nascemos e eu acho que sinto algo por ele desde meus sete anos, mas com o tempo se tornou paixão e agora eu tenho a certeza de que eu amo ele.
— Seria me intrometer demais se eu perguntasse quem? – Eu perguntei receoso.
— Carl.
— Ok, mas ele não é gay? – Eu inquiri arqueando a sobrancelha.
— Sim. – Ele disse e deu uma risadinha. – E esse é o motivo de eu não gostar de você.
— Desculpa, eu não entendi.
— Ele gosta de você. E o pior, ele escreve um diário sobre o amor dele por você e me faz ler. Por isso eu te trato do jeito que trato. Desculpa. Não é culpa sua. Por isso eu te puxei mais para mim no dia que você estava dançando comigo. Eu queria irritar ele. Mas ele só ficou bravo comigo e nada mais. Você é a primeira pessoa para quem eu conto que sou gay. – Ele disse e começou a chorar.
— Eu não deveria te contar isso. Mas, eu não gosto muito dele. – Eu falei e ambos rimos. – Eu tenho uma queda por um homem um pouco mais velho.
— Uma queda? Está mais para um penhasco. – Disse Sebastian.
— Nem é tanto assim. – Eu disse dando uma gargalhada. – Você já tentou conversar com Carl? – Eu o questionei quando parei de rir, o que demorou para acontecer.
— Você já tentou conversar com o professor? – Ele rebateu a pergunta olhando para o nada.
— Você sabe que já. – Eu disse normal. – Eu só queria entender por que você fica falando mal de tudo e todos e depois vem dizer que Carl estragou a melhor coisa na sua vida. Eu realmente não consigo compreender.
— Carl gosta disso. Por isso ele gosta de você. Você é cheio de atitude. – Ele disse e novamente riu.
— Palavras não são atitude. Quando eu quis encantar o meu homem. – Eu disse e começamos a rir. – Eu fui e cantei para ele. E a ideia era me declarar e tudo mais. Acabou dando meio que certo. Por que não tenta?
— O que? Cantar? – Ele disse e eu assenti. – Eu já disse. Não sou como você. Não tenho coragem.
— E se cantarmos juntos? Eu posso te ajudar. – Eu sugeri e ele me encarou pensativo. – A decisão é sua. Mas acho que podíamos tentar.
— Eu não sei. – Ele mal completou sua frase e Carl vinha se aproximando junto com Blaine e os outros meninos.
— Tudo bem, Sebastian? – Perguntou Blaine.
— Não sei. Acho que sim. – Sebastian disso com a voz calma, porém triste.
— Quem não fica bem com o Kurt ao lado. – Disse Carl e Blaine deu um olhar mortal sobre ele.
— Sem piadas. Meu dia já não está sendo ruim o suficiente eu ainda tenho que aguentar esse tipo de coisa? Não. Obrigado. – Blaine disse e saiu da quadra.
Passados alguns minutos eu fui atrás dele. Não o encontrei em lugar nenhum. Até que voltei até a sala do coral e lá estava ele.
— Ciúme, é? – Eu perguntei rindo.
— Eu já falei o que sou capaz por você. Se você não acredita não posso fazer nada. – Ele disse e me olhou triste. – Eu não queria que acabasse assim. Eu queria ver vocês indo para as regionais e ganhando as nacionais. Eu queria poder estar lá aplaudindo vocês de pé e dizendo o quanto eu me orgulho da minha família. Era para ser tão diferente.
— Ei! Não é sua culpa. E família? Família fomos nós que ficamos, os outros não merecem ser chamados de família. Mas eles vão te querer de volta. Esse novo professor vai ser uma droga. – Eu disse o abraçando.
— Espero que não se apaixone por ele. – Ele disse e me olhou dando um sorriso.
— Se ele for mais bonito que você, quem sabe isso se torne uma possibilidade. – Eu falei e ele me encarou sério.
— Só não se esqueça que eu sou um pacote completo. – Ele disse e piscou para mim.
— Pois é. Vem até com noiva. – Eu falei e ele mudou de expressão e se levantou. – Desculpa, não foi minha intenção.
— Você está certo.
— Olha Blaine, não foi de propósi... – Ele me interrompeu.
— Não se desculpe. Você está certo. – Ele disse e os meninos voltaram para a sala do coral.
— Eu não quero que você saia. – Disse Sebastian com o olhar novamente triste.
— Eu também não quero sair. Mas eu não tenho o que fazer. Me desculpem. – Disse Blaine.
[...]
Faltando quinze minutos para o ensaio, todos já estavam a postos aguardando o novo professor. Sebastian estava ao meu lado e suas mãos tremiam.
— Você está bem? – Eu perguntei segurando a mão dele.
— Não. Minha mãe ficou falando mal de você e de Blaine e eu me irritei. Agora eu não posso falar nada que ela me xinga. Não entendo o que está acontecendo. – Ele disse fitando o chão.
— Vai ficar tudo bem. Não é uma estrada fácil, mas eu estou aqui com você. – Eu disse e o abracei.
Logo o novo professor vinha entrando. Ele era meio alto, tinha o cabelo num tom castanho escuro, e os olhos eram claros. Todos o observavam em silêncio.
— Oi. Eu sou o Elliott e sou o novo treinador de vocês. – Disse o novato.
— Ah, que maravilha! – Disse Sebastian irônico.
— Algum problema? – Disse o professor sério.
— Sim. – Sebastian levantou irritado. – Você. – Ele disse e saiu.
— É bom vocês se prepararem, precisam de um novo membro, já que um saiu. – Disse Elliott. Todos os Warblers estavam assustados, todos aparentavam querer Blaine de volta, e devem estar se amaldiçoando, pois isso foi culpa deles. Ninguém mandou eles reclamarem de um professor tão maravilhoso e que se preocupava de verdade com os alunos.
— Quem topa fazer um mutirão para trazer Blaine de volta? – Gritou John e todos levantaram a mão.
— Quem quiser sair, a porta é logo ali. Eu vou fazer meu trabalho quer vocês queiram ou não. – Disse Elliott. – Vamos as músicas da competição. – Ele disse e todos ficaram o observando.
— Nós já temos uma lista pronta. – Eu o informei calmo. A última coisa que eu queria era me estressar. Eu só queria Blaine nos levando para as regionais.
— E que músicas fazem parte dessa lista? – Perguntou Elliott me observando.
— “Love Somebody” do Maroon 5, como um número em grupo. “Gone, Gone, Gone” do Phillip Phillips, como um dueto e “The Heart Wants What It Wants” da Selena Gomez, como o solo. – Eu falei e todos aplaudiram a lista.
— Essa lista vai direto para o lixo. Aqui a minha lista: “Give Me Love” do Ed Sheeran, como o número em grupo. “Your Love Is My Drug” da Kesha para um dueto. E o solo será a música “Thinking Of You” da Katy Perry. Audições para o solo e o dueto no ensaio de amanhã. – Ele disse e todos o observaram de boca aberta. – Estão dispensados.
Eu peguei meu material e fui atrás de Sebastian, ele estava sentado no banco ao lado de fora do auditório.
— Precisamos agir. – Eu disse sentando ao lado dele.
— Tradução: Precisamos do seu namorado. – Ele disse e riu.
— Ele não é meu namorado. – Falei revirando os olhos, afinal, ele realmente não é meu namorado. – Mas, sim, precisamos dele.
— Ele não é seu namorado, mas você entendeu de quem eu estava falando. Mentiras até quando? Não confia em mim? Eu te contei meu maior segredo. – Ele falou e bufou.
— Queria eu estar mentindo. – Eu disse e dei uma risada triste. – Sebastian, aquele professor é louco. Falta uma semana para as regionais, não podemos simplesmente mudar de lista assim do nada. E eu tenho uma ideia. Você consegue criar um grupo de conversa onde todos os Warblers estejam?
— Consigo. – Ele disse.
— Pois, então faça. Vamos deixar esse professor com cara de idiota na frente de uma multidão. E não vamos nem sentir pena disso.
[...]
Cheguei em casa e logo liguei meu computador. Sebastian me mandou uma mensagem dizendo que a conversa já estava pronta e eu já podia colocar minha ideia lá.
*CONVERSA*
Kurt: Oi gente... Todos devem estar meio assustados com o novo professor.
Carl: Meio?
Sebastian: Carl, você não opina, isso é culpa SUA.
Kurt: Ok, gente, sem brigas.. Eu tive uma ideia, é bem arriscada, MAS, pode dar certo.
John: Desde que isso inclua Blaine, por mim tranquilo.
Kurt: Acreditem. Isso tem TUDO a ver com ele.
Chris: Awn Kurt, quando você e Blaine vão assumir o namoro de vocês?
Kurt: Só não sei qual namoro você está falando. Quando existir algo eu aviso, mas até onde eu sei estou convidado para o casamento dele... com uma GAROTA.
Carl: Foco gente.
John: Iiih, Carl ficou com ciúmes.
Kurt: Gente, prestem bem atenção, discutam outros assuntos depois.
Carl: Fala de uma vez, não fica enrolando.
Kurt: Se vocês não ficarem enchendo o saco eu falo. A ideia é a seguinte: Vamos fazer a lista que já tínhamos planejado, e vamos fazer ensaios fora da escola, com Blaine nos guiando.
Sebastian: Eu acho a ideia ótima. Pelo que Kurt me disse a lista de Elliott está uma droga. Blaine sabe fazer uma boa lista, olhem bem a que ele fez, Love Somebody é uma música ótima e vai ficar maravilhosa cantada por nós. Sem querer nos achar, mas nós vamos arrasar nessa música.
Kurt: Só para constar: A ideia foi minha.
Carl: Claro, o namoradinho tem que dar opinião.
Sebastian: Carl, por que está tão preocupado com a vida romântica de Kurt? O que ele faz ou deixa de fazer é problema dele.
Carl: Não quando diz respeito ao grupo.
Sebastian: E diz respeito ao grupo por quê? Não é porque você é apaixonado por ele que ele precisa ser por você.
John: QUE? Carl perdendo para o professor, iiih, vai dar briga, heim!
Carl saiu da conversa.
Kurt: Quem gostou da minha ideia, por favor, venham a minha casa hoje às oito da noite. O restante, sinta-se à vontade para fazer o que bem entender. Espero todos aqui.
*CONVERSA*
Desliguei o computador e peguei meu celular para ligar para Blaine e nesse momento Sebastian estava me ligando.
“Eu estraguei tudo. O que eu faço agora?” – Sebastian perguntou chorando.
— Que tal você vir aqui para casa? – Eu disse, ele resmungou um “ok” e desligou.
Aproveitei e liguei para Blaine, na quarta chamada alguém atendeu. Porém, era uma voz feminina.
“Kurt? Por que está ligando para meu noivo?” – Indagou Rachel. Legal, era tudo o que eu queria.
— Eu quero falar com ele. Posso? – Quando concluí a pergunta ouvi Blaine resmungar algo no telefone e ele parecia estar xingando Rachel, mas eu não entendi direito. – Alguém ai?
“Sim, estou aqui. O que precisa, Kurt?” – Disse Blaine com a voz irritada.
— Só quero saber se você pode vir aqui na minha casa, hoje às oito horas? – Eu perguntei receoso.
“Claro. Posso sim. Aconteceu alguma coisa?”
— Venha e descubra. – Eu falei e dei uma risadinha. – Mas, sem querer ser chato, venha sozinho.
“Sem problemas. Até mais. Eu te a... te vejo à noite.”
Logo Sebastian chegou. Eu abri a porta, ele entrou e nos sentamos no sofá.
— Eu não devia ter falado o que eu falei. Por que eu sou tão burro? – Perguntou ele, colocando as mãos na cabeça.
— Seb, você fez o que devia ter feito há muito tempo. Teve uma atitude. Eu gostei de ver. – Eu disse sorrindo.
— Não quero pensar, ouvir ou falar sobre isso. Pode ser? – Ele perguntou e eu assenti. – Falou com Blaine?
— Infelizmente.
— Por que infelizmente? – Ele questionou pensativo.
— A noiva dele que atendeu. – Respondi triste.
— Ah. Na minha opinião, isso aí não vai durar. Ele te ama.
— Você realmente acredita nisso? – Eu perguntei rindo.
— Claro que sim. Ninguém é burro para não perceber o jeito que ele te olha.
— Quer um suco? – Eu perguntei tentando mudar de assunto.
— Aceito.
Ele disse e fomos para a cozinha. Ficamos conversando sobre assuntos nada a ver. Aproveitei para ligar para meu pai e avisar que os meninos iam para lá. Afinal, meu pai vai ficar uma semana fora e não estou afim de voltar para o meu castigo.
BLAINE ANDERSON
Kurt me ligou pedindo para que eu fosse até a casa dele. Achei estranho, mas aceitei. Desde que cheguei em casa estou tendo que aguentar Rachel me incomodando. Eu simplesmente não aguento mais ouvir a voz dela. Mas ela ter atendido meu telefone foi a gota d’água para a explosão que estava para acontecer.
— Eu já pedi para você não mexer nas minhas coisas. – Eu disse irritado.
— Pensei que fossem nossas coisas, amor. – Ela disse manhosa, como sempre.
— Olha, eu vou sair. Não sei que horas volto.
Falei e saí antes que ela começasse o discurso, fui direto para casa de Kurt. Quando cheguei, toquei a campainha, mas não foi Kurt quem abriu a porta, e sim Sebastian.
— Eai, professor! – Ele disse rindo.
— Oi, eu acho. – Eu disse meio tímido.
— Kurt está lá em cima pegando alguma coisa. Mas já que ele te convidou acho que você pode entrar. – Ele disse e abriu mais a porta para que eu entrasse.
— Ok! – Eu disse e entrei.
— Blaine. Chegou cedo. – Kurt disse disse descendo as escadas e me observando, eu também o observava nesse momento
— Eu fiquei preocupado. Achei que tinha acontecido alguma coisa grave. – O disse.
— Aconteceu. Você não é mais nosso professor. – Acabei rindo com suas palavras.
— Pensei que fosse algo mais grave que isso.
— Espere até que os meninos cheguem. Aí você vai entender o que está acontecendo. – Sebastian disse sorrindo.
[...]
— Blaine, agora que todos estão aqui podemos te informar o que está acontecendo.
— Eu estou curioso. – Eu disse sorrindo de um modo meio sério.
— Precisamos de você. – Sebastian disse e todos começaram a concordar.
— Nosso novo professor é uma droga e quer mudar a lista e fazer audições para solo e dueto. Não temos muito tempo. Precisamos que você nos guie. – Informou-me Kurt.
— Eu não posso, gente! Se ele descobrir que eu estou ajudando vocês, eu posso até ser preso. – Eu os disse um pouco triste..
— NÃO! – Kurt exclamou meio alto, assustando alguns dos meninos. – Você vai nos ajudar e ponto final. Não é um pedido. É uma ordem, Blaine. Somos a maioria e a maioria vence. Você disse que queria ver nós sermos campeões nacionais. Só vamos conseguir isso com você. E tem mais uma coisa: Ou você nos ajuda, ou estamos fora.
— Acho que eu não tenho muita escolha então. Estão esperando o que? Vamos ensaiar. – Eu disse e começamos o ensaio.
Essa apresentação vai ser épica!
Fale com o autor