On The Murder Secene

10 Capítulo 10- You can´t take this pain away from me.


Notas iniciais
Waycest.
Estava sentado no parapeito de sua janela observando a fina chuva cair. Estava exausto por ter trabalhado o dia todo e cansado por continuar na mesma. Sem novas descobertas, pistas. Absolutamente nada. Michael havia passado à semana estranho, não se importando muito com o caso que tinham que resolver em menos de uma semana. Brigas entre eles haviam se tornado constantes. Não sabia o que o incomodava mais, ou até mesmo com o que estava incomodado. Se era com o trabalho ou com o sumiço de Frank. É, não o viu mais depois daquele dia. Também não foi mais procura-lo. Decidiu que não ficaria correndo atrás de alguém que foi embora no dia seguinte. Seu irmão o encarou por alguns instantes, parado na porta. Foi até ele, e sentou ao seu lado. Gerard o olhou por algum momento, não muito interessado.

- Quer jantar? Eu posso pedir pizza ou fazer alguma coisa se você quiser. – Michael disse docemente. Tomando cuidado com suas palavras, não queria brigar de novo. — Não, obrigado.

Estou sem fome. – o mais velho apoiou seu cotovelo em sua perna, levando sua mão até seu cabelo molhado, brincando com algumas mechas que caiam sobre seu olho.

- Você precisa comer Gee. Você trabalhou o dia inteiro e não comeu nada no escritório.

- E você esta agindo como a minha mãe. – ele disse bruscamente. Michael lançou-lhe um olhar machucado. Gerard, ao perceber o quão grosseiro havia sido, tocou o rosto de seu irmão o acariciando de leve com seu polegar.

– Desculpe.

Mike balançou a cabeça negativamente, tocando a mão de Gerard e aproveitando o carinho que esperara por toda a semana. O garoto de cabelos negros e pele alva se aproximou para um abraço. Michael o apertou como nunca havia feito antes, sabia que logo o perderia para outro. Afastou esses pensamentos quando sentiu Gerard bagunçar seu cabelo como costumava fazer quando eles eram crianças. Sorriu. Os dois conversaram e riram por um bom tempo. A muito tempo não faziam coisas daquele tipo.

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- Tudo bem então. Eu como, mamãe. Mas promete que não vai querer me dar banho ou escovar meus dentes depois? — Gerard brincou, imitando uma criança com a voz. Os dois riram.

- Eu gostei da idéia do banho. Mas eu não ia apenas te dar o banho, mas sim, tomar com você. – seu irmão sorriu maliciosamente.

- Oferecido. Às vezes eu não creio que você é meu irmão. Vá logo pedir a pizza antes que eu desista. Eles continuavam rindo, fazendo piadinhas um do outro. Gerard o empurrou levemente da cama, fazendo-o se levantar. — Por que você não pode pedir? Tudo eu nessa casa. – Michael suspirou e colocou suas mãos na cintura dramaticamente.

- Own, bobinho. Não se esqueça que você é a minha mamãe aqui. A escolha foi sua, querido.

O que estava de pé bateu algumas vezes o pé no chão, ainda com suas mãos na cintura, parecendo realmente com uma mãe que tentava convencer o filho a fazer um dever de casa. Gerard riu da comparação, lembrando-se de sua mãe fazendo exatamente o mesmo movimento quando era pequeno. Mikey saiu do cômodo em busca do telefone sem fio que sempre estava perdido pela casa, deixando Gerard deitado na cama fofa, rindo consigo mesmo. Alguns minutos depois, o garoto voltava alegremente para o quarto, parando na frente de Gerard, o analisando e sorrindo.

- Eu pedi uma pizza extra grande. E por alguma razão me deu uma vontade incontrolável de comer chantili, por isso eu pedi para vir junto. – Mikey sentou ao lado de seu irmão, dobrando as pernas em estilo indiano.

- Por que será que eu acho que você não vai apenas comer o chantili, mas sim, usar para outras coisas?

- Que isso. Você vê malicia em lugares que não tem. Nós poderíamos usar o chantili para outras coisas. Mas você decide, meu bem. Eu sei que você esta louco para me ter em sua cama completamente nu.

Michael apoiou suas mãos na cama, descruzando as penas e apoiando os joelhos também na cama, chegando mais perto de Gerard, que conhecia bem aquele Mikey oferecido. O mais velho revirou seus olhos, rindo da posição do outro.

- Eu devo ir ver se tem refrigerante na geladeira. Gerard se levantou e Mikey fez bico, continuava na mesma posição, olhou seu irmão sair do quarto, desapontado por sua tentativa de fazer sexo não ter funcionado.

Foi até a cozinha, pegando uma garrafa de refrigerante de dentro da geladeira. Demorou-se um pouco, tentando evitar as perversidades do Mikey. Assim que estava saindo da cozinha e indo em direção a seu quarto, ouviu o barulho da campainha invadir o apartamento. Pagou o entregador, e foi até o quarto.

○○○

Mikey havia o provocado durante todo o jantar. Gerard, porem, tentava ignorar qualquer insinuação de sexo. Mas depois de um longo tempo de constrangimento, não tinha mais como evitar. Mikey colocou um pouco de chantili na ponta de seu dedo, o colocando inteiramente na boca, o chupando e ao mesmo tempo olhando para Gerard maliciosamente.O mais velho se sentiu levemente duro pelo olhar. Aproximou-se dele, tirando o dedo de sua boca devagar, o beijando desejosamente. O corpo de Mikey estremeceu ao sentir a mão de Gerard entrar por baixo de sua blusa e tocar sua pele, acariciando-a.Gerard pode sentir o membro duro dele roçar conta o seu. Segurou sua mão, entrelaçando seus dedos, levando seus braços juntos acima da cabeça de Mikey, ganhando facilmente a dominância dos beijos. Desceu seus beijos até seu pescoço, ainda segurando firmemente as mãos de Mikey, o impedindo de fazer qualquer movimento.Mordeu de leve seu pescoço, sorrindo para a marca vermelha que havia deixado. Mikey suspirou, sentindo sua parte mais sensível do corpo latejar dentro de sua calça, querendo se ver livre dela.Com muito esforço, conseguiu se ver livre das mãos de Gerard o segurando. O virou, ficando por cima, uma perna de cada lado de sua cintura.Encarou por alguns segundos os olhos famintos do mais velho, esfregando sua mão na ereção ainda vestida, mais muito visível. Subiu suas mãos até o peito de Gerard, abrindo devagar os botões de sua camisa. Beijou seu peito nu, sentindo a pele quente e macia de seu irmão contra seus lábios. Gerard soltou gemidos mais altos que os suspiros de Mikey.O mais novo se levantou novamente, sorrindo para o spray de chantili em cima do criado mudo, esticou seu braço, o pegando. Espalhou um pouco de chantili por toda a área de seu peito, passando por seus mamilos e seu quadril. Abaixou-se de novo, lambendo seus mamilos rígidos, fazendo movimentos circulares com a língua, limpando depois os cantos de sua boca com as costas da mão. Lambeu o resto da área coberta de chantili, ouvindo lamurias vindas da boca de Gerard. Sorriu.Abriu o zíper de sua calça muito lentamente, encarando seu irmão enquanto fazia o movimento. Gerard automaticamente levantou seu quadril, facilitando a retirada de sua calça. Mikey tomou cuidado para não tirar a sua cueca. Segurou-a com seus dentes, a puxando para baixo. Segurou a base de seu membro, arrancando mais alguns suspiros do outro. Lambeu a parte de cima, o provocando. Depois, abocanhou-o de uma vez, para a alegria de Gerard. O sugou fortemente, fazendo movimentos rápidos. Gerard não só suspirava, mas praticamente gritava. O mais velho logo alcançou seu limite. Gerard ofegava, mais ainda assim tirou a calça de seu irmão rapidamente, tomando seu membro com a mão, masturbando-o. Mikey gemia, e o som da campainha quase foi imperceptível por conta dele.

- Isso foi broxante, Gee. Bem na minha vez, bem nessa hora tem que tocar a campainha. Incrível.

Gerard riu dele. Michael se levantou , soltando um grunhindo de raiva. Puxou o lençol que cobria Gerard, deixando-o nu. Enrolou o tecido macio em volta de sua cintura e caminhou até a porta de entrada do apartamento. Abriu-a de uma vez, encarando o homem loiro e muito branco, com seu terno alinhado, parado, ao perceber os trajes da pessoa que havia aberto a porta, sorriu.

- Atrapalhei algo? – ele disse inocentemente.

- Sim. – Michael disse. Completamente seco.

- O que estava fazendo?

- Sexo. O homem sorriu mais ainda. Sabia que Mikey estava irritado e por alguma razão amava vê-lo assim. Deu um pequeno passo, com a intenção de entrar, percebeu que o garoto seminu continuava parado, recuou um pouco, receoso.

- Não vai me convidar para entrar? — o loiro limpou sua garganta, tentando tirar o clima pesado entre eles.

- O que? Você acaba de me fazer broxar e ainda quer que eu te convide para um chá? Pelo amor de deus, hein. – Mikey continuava com a expressão fria e irritada, mesmo depois da piada que acabara de fazer, que fez o homem se preocupar levemente, mas, mesmo assim, riu.

- Preciso conversar com você, Gerard esta em casa?

- Você acha que eu estava fazendo isso com quem, Bob?

Bob balançou a cabeça negativamente. Nunca tinha conseguido se acostumar com a idéia dos irmãos juntos.

- Ok, então, podemos conversar aqui mesmo.

Bob limpou sua garganta novamente, mantendo o tom baixo de voz. Mikey ouvia atentamente cada palavra, por mais que estivesse com a expressão mais desinteressada do mundo. Já sabia de tudo aquilo que estava ouvindo, mas por alguma razão, insistiam em lembrá-lo, tanto Bob quanto Quinn.

- E então ele finalmente nos ouviu e resolveu sumir. Porque você sabe, ele é insistente e não tem medo do que nós possamos fazer para ele e por algum motivo, ele parou com aquelas gracinhas.

Depois de algum tempo sem uma resposta, o homem parado do lado de fora do apartamento pensou em balançá-lo na tentativa de fazê-lo prestar atenção pelo menos um minuto no que ele estava dizendo. Mas não foi preciso, Michael manteve o olhar fixo em algo que não era o olhar confuso de Bob, e praticamente sussurrou.

- E vocês acham mesmo que aquele garoto presunçoso se afastou por causa das ameaças? Você mesmo disse que ele não tem medo de nós.

— O que você quer dizer com isso?

- Você sabe que ele dormiu com Gerard alguns dias atrás.

- E daí? – Bob o fitou tão ou mais confuso que antes.

- Ele pode não estar fugindo da gente, mas sim, dele.

- Mas por que... ?

Calou-se ao perceber a figura branca de um Gerard confuso e tão nu quanto o irmão parado, o encarando. Bob sentiu uma onda fria invadir seu corpo, como se estivesse em algum lugar que estava a ponto de congelar. Pensou que talvez Gerard tivesse ouvido a conversa e que agora sentia uma vontade incontrolável de matar os dois. Mas em pouco tempo, um ar quente e acolhedor envolveu seu estomago, tirando qualquer suspeita de que ele poderia ter ouvido a conversa.

- Oi Bob inconveniente e broxante, o que faz há essa hora aqui? – ele sorriu abertamente, aliviando qualquer tensão entre eles. Bob desfez a expressão rígida e nervosa, e o acompanhou, sorrindo.

- Que horror, vocês vão me lembrar pra sempre disso? Ó Deus, até parece que é a primeira vez que vocês fazem isso.

- Mas é claro que não é a primeira vez, mas você não deixa de ter atrapalhado. Agora eu vou dormir porque foi uma noite cansativa. Não demore a vir pra cama Michael.

Piscando para seu irmão, os deixou sozinhos de novo e foi para seu quarto. Jogou-se na cama, relaxando ao sentir o tecido fofo envolver a parte do seu corpo que estava nu. “Ele pode estar fugindo dele.” A frase martelou na sua cabeça por horas, fora a única coisa que conseguira ouvir da conversa, não tinha o costume de ouvir a conversa dos outros. O que sempre lhe pareceu muito sensato. Tentava entender o significado daquilo. Tentava descobrir de quem estavam falando. O que estariam lhe escondendo?Depois de horas de duvidas, acabou dormindo. Um sono leve, sem sonhos, pesadelos. Apenas dormiu, como a muito não havia dormido.

○○○

Gerard abriu seus olhos, piscando algumas vezes, tentando se acostumar com a luz que vinha da janela. Pássaros cantavam. “Bom sinal.” Pensou ele, olhando para seu irmão que dormia como um anjo. Resolveu sair sem acordá-lo ou ao menos deixar um bilhete. Pois uma roupa qualquer, escolhida ao acaso. Saiu de casa a pé, o dia estava bonito demais para ir de carro. Sábado á tarde. Crianças brincavam na rua, famílias se reuniam e faziam churrasco no fundo de suas casas. Gerard sentia saudade desse tempo, quando seu pai ainda estava vivo. Odiava dias como aquele. Preferia um dia chuvoso onde todos se escondiam em casa e ficavam em baixo de suas cobertas. Avistou de longe a sorveteria que costumava freqüentar bastante. Sorriu para si. Lembranças vieram em sua cabeça, a época não muito boa da escola, que estava no colegial e não era um jovem muito... Comportado.Foi até o balcão, sorrindo para a mulher muito velha e sorridente atrás dele.

- Quanto tempo, meu jovem. – a velha simpática se apressou fazendo Gerard sorrir ainda mais.

- Você sabe como é Susie, muito trabalho. – ele disse ainda sorrindo, ela assentiu.

- Eu imagino. Vai querer o de sempre?

- Vou. Groselha com cereja, por favor.

Susie sorriu com desdém, nunca entendeu como alguém poderia gostar de um sabor daqueles. Vivia dizendo que não sabia como o colesterol de Gerard agüentava. O conhecia muito bem, dês de que ele ainda era uma criança que subia no balcão implorando por um sorvete de graça.

- Engraçado, pela primeira vez em anos outra pessoa alem de você pediu esse sabor. – Susie pareceu pensar no assunto, tentando se recordar se alguma vez alguém com semelhante mau gosto comprara aquele sorvete.

- Ó, vejo que não sou só eu que sabe apreciar o que é bom aqui.

A mulher o entregou o sorvete vermelho e rosa, Gerard pagou, se despediu dela e prometeu que não desapareceria mais. Olhou por alguns segundos as mesinhas cheias de gente, típico de uma tarde ensolarada de sábado. Seus olhos pousaram em uma mesa no canto, onde avistou um rapaz sozinho, parecendo triste. Seus olhos cresceram levemente ao perceber quem era.Respirou fundo, puxando o Maximo de ar que conseguia.

Soltou o ar de dentro de seu corpo, sentindo-se mais seguro. Aproximou-se da mesa, sorrindo para o sorvete da mesma coloração do seu. O garoto subiu seus olhos, pulando levemente da cadeira ao ver Gerard.

- Deus, agente dorme junto e no outro dia eu acordo e você não esta mais lá. Ai você me vê e quase morre de susto. Doeu tanto assim? – riu ironicamente. Pode ver o rosto do garoto sentado se contrair.

- To vendo que você tem a mesma ironia do seu irmão. O que estava de pé se sentou na cadeira ao lado. Tirou logo o sorriso irônico ao ouvir Frank falando sobre seu irmão, se perguntando como ele o conhecia.

— Estranho. Eu não sabia que você conhecia Michael. Na verdade, ele nunca me falou sobre você. – Gerard voltou sua expressão anterior ao perceber a confusão que Frank havia feito. — Pois eu conheço, e você nem sabe. O mais velho parou de sorrir, para o desespero de Frank que havia ficado até com medo de sua expressão. Gerard o encarou por alguns segundos, voltando a falar.

- Como você conhece o meu irmão e o que você tem a ver com ele? – disse alterado.

Frank se levanta, pronto para deixar Gerard falando sozinho, que segura seu braço, machucando-o por segurar tão forte.

- Não é da sua conta. E me solta porque esta me machucando. – disse, tentando livrar-se de sua mão apertando seu braço.

— Me diz de onde você o conhece, por favor. – Gerard quase implorou.

- Er.. Que parte do “não é da sua conta” você não entendeu?

- Acho que Michael não estava errado a seu respeito. – seus olhos cresciam, e com isso a raiva ia ficando cada vez mais clara em seu olhar. Frank tentou mais intensivamente se soltar, o que fez Gerard segurar mais forte e praticamente sussurrar.- Você não vai escapar de mim dessa vez. – seus olhos não tinham mais a raiva de antes, haviam mudado completamente ao ver Frank tão perto.