On My Way
17 Destino
Notas iniciais
– Mãe! — Corri até ela, mas antes mesmo que eu conseguisse chegar Zelena apareceu e me jogou longe.
– Oops — Ela falou e soltou uma risada que era para ser maligna, mas parecia que ela estava engasgada — Pensou que fosse fácil assim?
– Deixe ela ir! — Gritei já de pé
– Por que? Nós estamos apenas começando! — Ela ergueu a mão no ar e começou a me levitar.
– Solta ela! — Robin gritou, Zelena moveu a outra mão em direção a parede jogando Robin contra a mesma, deixando-o desacordado.
– Robin! — Gritei
– Zelena, solte ela! — Minha mãe falou. Ela estava de pé e seu rosto, iluminado pela luz fraca da tocha, estava pálido como uma folha de papel. Sua voz era baixa como se ela estivesse fazendo um esforço sobrenatural para falar — Ela não teve culpa de nada!
– Teve sim! — Minha irmã gritou — Ela teve a vida que era para ser MINHA! Vamos ver de quem eu me vingo primeiro... Acho que vou começar com minha querida mãe
Ela abriu a palma da mão um coração apareceu nela, mas não como os outros que eu havia arrancando. Ele tinha o mesmo tamanho e a mesma forma dos outros e também era vermelho. Porém, haviam marcas pretas nele em volta dele como cicatrizes, e ele irradiava uma luz dourada fazendo uma aura de paz se propagar por todo o local. — O quê você fez? — Perguntei. Quando eu havia devolvido o coração de minha mãe ele não era assim.
– Eu apenas joguei um feitiço para mostrar como ele realmente é. Incrível não é? Olhando assim ninguém diria que é o coração da minha querida mãe. O que será que acontece se eu fizer isso? — Ela apertou o coração e tudo parou por um segundo.
Minha mãe colocou a mão onde seu coração deveria estar, e seu rosto expressava dor. Eu senti o gosto de algo salgado na boca, então percebi que eram lágrimas que eu havia produzido — Não chore maninha, como eu disse, estou apenas começando — Zelena no seu famoso tom irritante. Ela continuou apertando o coração e soltando-o.
Sabia que a hora havia chegado, eu precisa fazer algo, eu precisava derrotar Zelena. — Você vai perder — Eu disse
– Como você vai me derrotar? Apenas magia de luz pode me machucar. E sua magia é negra! Era este seu destino. E também é será sua ruína!
– Não me diga o que posso ser! — Gritei, o formigamento em meus dedos ficava mais forte.
– Tentei ser boazinha uma vez, mas não estava nas cartas. Essa é quem eu sou, e é quem você é!
Me lembrei do que Robin disse, que eu iria consegui, e se ele acreditava em que eu conseguiria, então assim seria — Está errada, mana — Então eu me concentrei em bons momentos, o primeiro que veio em minha mente foi depois de eu ter devolvido o coração dela, a primeira vez que ela me chamou de "Minha filha" sem nenhum rancor ou mágoa na voz, apenas amor. Aquela sem dúvida era a melhor lembrança da minha vida toda. Me lembrei também de hoje, um pouco antes de chegarmos aqui, quando Robin disse que me amava. Eu senti a magia formigando em meus dedos, era algo diferente de qualquer outra magia. Olhei para minhas mãos surpresa com o que estava vendo: Magia da luz.
– O que está fazendo? — Perguntou ela incrédula
– Mudando! — Sorri com o sinal de vitória iminente. Estão eu joguei a luzes como se fossem bolas de fogo, e Zelena caiu no chão.
– O quê? Como? — Ela perguntou enquanto eu ia até ela — Eu faço meu próprio destino — Então eu finalmente arranquei o pingente dela, vendo seu poder se esvair no ar e o coração de minha mãe apareceu na minha outra mão.
– Você consegui — Disse Robin atrás de mim, ele havia despertado.
Zelena ainda estava caída no chão quando eu passei por ela, indo até a minha mãe e a abraçando com toda a força que eu pude, aproveitando o momento para devolver seu coração — Você está bem? Ela te machucou? — Perguntei e ela apenas riu.
– Não, ela apenas tirou meus poderes e devolveu minhas memórias. Parece que eu devo uma explicação a você — Respondeu ela. Sua tranquilidade me assustava, era como se ela soubesse que eu era capaz de derrotar Zelena antes mesmo de eu saber que estava apta para tal feito.
– Deixe isso para depois, vamos sair daqui — Eu teletransportei nós quatro para o salão principal do castelo, que para minha surpresa estava cheio de gente.
– O que é toda essa gente? — Perguntei
– São as pessoas que eu transformei em macacos voadores, elas voltaram ao normal — Zelena respondeu. Então Merida havia voltado a ser humana
– Lá está ela! — Alguém gritou apontando para minha irmã que estava parada do meu lado direito
– Vamos matá-la! — Outro gritou. Todos começaram a vir em nossa direção
– PAREM! — Gritei me posicionando entre Zelena e a multidão — NINGUÉM VAI MATÁ-LA!
– Ela tem que pagar por tudo o que ela fez! — Alguém na multidão falou
– Não com a morte. Vamos mante-la presa até segundas ordens — Falei — E se alguém tentar algo, terá que acertar as contas comigo — Lancei meu melhor olhar de Evil Queen para a multidão. Todos se calaram.
Depois de prender Zelena, eu fui até o jardim ver minha querida macieira, que estava viva depois de todos esses anos por causa de um feitiço que eu havia jogado nela antes de lançar a maldição. E lá estava ela, tão bela quanto da última vez que eu a havia visto. Me aproximei e tirei uma das maçãs, tão vermelha e perfeitamente redonda e tinha um aroma fabuloso, levei ela até a boca, levei ela até os lábios, mas quando fui morder algo me interrompeu:
– Se eu fosse você não faria isso — Robin apareceu ao meu lado rindo da própria piada
– Muito engraçado, mas essas maçãs não estão envenenadas, ao contrário, elas eram para mim mesma — Respondi mordendo a fruta, era realmente deliciosa e suculenta, como nenhuma outra.
– Serio mesmo? Deixa eu ver — Ele pegou a maça da minha mão e mordeu — Gostosa, mas não tanto quanto isso — Ele me puxou pela cintura para um beijo intenso, com gosto de maçã. — Então, o quê vai fazer agora?
– Não sei, tanta coisa aconteceu hoje e eu ainda estou tentando processar tudo, acho que vou deixar o destino seguir com seus planos — Respondi encostando minha testa na dele. — Mas eu sei o que eu quero nesse momento e para sempre...
– O quê?
– Ficar com você — Sussurei.
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