Olympus & Demigods Interativa
2 Dark Souls rise in Paradise...
Notas iniciais
Dois dias antes dos acontecimentos passados...
P.O.V Sam Riotless
Se dissessem que eu não era um filho de Hermes,todos acreditariam.
Ninguém acredita que realmente sou filho do deus menssageiro dos ladrões e dos viajantes. O que se torna estranho...Até mesmo para mim.
Acordei de manhã, sobressaltado e ofegante. Outro pesadelo, que em outras ocasiões, seria normal na rotina de um semideus. Mas esse foi particulamente estranho. Era de uma garota (até que gata)... E Gaia... E... Então, parecia que eu havia esquecido o sonho em um piscar de olhos. Mas eu sei que foi bem assustador.
Me levantei da cama e fui lavar o meu rosto. O meu cabelo castanho escuro estava desgrenhado, meus olhos azuis estavam sonolentos e... Continuava a mesma pessoa magricela de sempre.
Suspirei. Eu poderia ser qualquer uma das sete bilhões de pessoas no planeta. Mas eu nasci desse jeito.
Depois de dar um jeito na minha aparência e vestir minha roupa (incluindo uma touca laranja. Eu não sei por quê, mas acho que toucas são legais), fui para pavilhão de reifeições (ou refeitório. Sinceramente, é a mesma coisa) para tomar o meu café da manhã. Me sentei na mesa do chalé 12, que estava vazia. A maioria dos filhos de Hermes costumam acordar bem tarde. Só havia aquela garota que não foi reclamada.
Ela tinha olhos azuis gelo, cabelos negros ondulados e compridos e pele pálida. Tinha o corpo magro e era baixa. Vestia um suéter azul gelo largo e leggins (nós usamos a camisa laranja do acampamento, mas acho que ela não liga). Eu já havia visto ela várias vezes, mas nunca cheguei a conversar com ela.
Respirei fundo e me sentei ao lado dela.
– Oi — comecei, tentando ser amigável — Eu...
– O que você quer? — ela perguntou, tímida.
– Hm... Que tal conversar com você?
– Ninguém conversa comigo — ela falou, se afastando um pouco mais de mim.
– Mas eu quero — falei, se aproximando.
Ela bufou irritada. Eu sorri. Ela ficava engraçada quando ficava irritada.
– Bem, o que quer, Sr. Irritante? — ela perguntou,zangada.
– Só quero saber seu nome — perguntei.
– Sky Dreamdust.
– Sam Riotless e... — quando eu ia falar mais alguma coisa, os meus meio-irmãos chegaram e interroperam nossa conversa.
Mais uma vez, Sky se afastou e se sentou no canto mais afastado da mesa.
Suspirei. Por que é tão difícil manter uma conversa sem os meus irmãos me atrapalharem?!
P.O.V Penélope Callaghan
"Tem certeza que não quer ajuda?"
"Quer que eu segure sua mão?"
"Pobrezinha... Nunca mais vai poder enxergar o mundo."
Eu vivia ouvindo essas frases. Argh... Todos tem que fazer tanto drama por quê eu sou cega. Eu vivo falando que não preciso de ajuda e estou ótima, mas sempre tem uma ou duas pessoas que continuam falando isso.
Isso me irrita profundamente.
Bem, nada de novo na minha vida no Acampamento Júpiter. Quer dizer, até hoje.
Estávamos no treino matinal. Eu desviava (ou tentava desviar) dos ataques de Frank (pude ver quem era, pela voz dele e pelo tipo de ataque) , que ainda se sentia desajeitado.
– Eu... Eu acho que p-preciso treinar um pouco mais... — ele falou, tímido.
– Relaxa — falei — Você está bem.
Mas fomos todos interrompidos por gritos. Ouvi o som de armas parar. E então, um grito de um romano:
– Corram...!– a voz dele tinha tom ofegante e desesperado — Eles...! Eles estão vindo...! Ela ressurgiu! Eles... Eles...! Caos! Desastre! Vão nos matar! Eles...
E então, a voz dele parou. Pelo silêncio, sabia que estava morto e também por ser filha de Letus, deus da morte e da velhice.
Então, todos começaram a gritar em minha volta. Eu não sabia o que estava acontecendo. Mas eu ouvi som de armas batendo, gritos e... uivos?
Algo pulo em cima de mim, me pegando de surpresa. Eu não pude enxergar o que era (já que eu sou cega, dã),mas senti que meu sangue havia congelado.
A "coisa" parecia de grande porte. Pela sensação em minha pele, tinha pelos afiados como espinhos, machucando-me. A "coisa" rosnava e tinha um hálito fedido. Aquilo parecia o puro mal encarnado.
Mas o que mais me assutou foi quando a "coisa" rosnou em meu ouvido,com uma voz gruta (como a do Smaug,do Hobbit):
"Vocês todos irão desmoronar,um por um. Irão queimar nas chamas de ódio dela. Minha senhora irá destruir e derramar o sangue de todos nesse lugar. Todos irão cair."
Senti minha katana de Ti em meu lado e a peguei, enfiando, provavelmente, no peito da "coisa".
A "coisa" rugiu em puro ódio e morreu, pelo som do corpo dela caindo ao meu lado.
Os gritos e uivos foram diminuindo aos poucos e pude sentir a respiração ofegante dos outros romanos. Os monstros foram embora.
" Muitos... Muitos romanos se foram...!" pensei. E isso era apenas o que estavam a um raio de dois metros de mim.
– Romanos — ouvi a voz de Reyna interrompendo o silêncio — Acho que temos que nos reunir para conversar. Agora.
E assim, confusos, nós fomos para a reunião.
P.O.V Lyra
Passos...
Ouço passos se aproximando. Posso sentir a aura do visitante. É mau. Puro mau.
Sorrio, gostando disso. Estou presa nesse maldito casulo de escuridão. Mas consigo me comunicar com o visitante.
"O ataque... O ataque... Me diga que deu certo" falo na mente dele, que é tão maligna quanto a própia aura.
"Sim" responde, com um risinho. "Esses monstros que você criou são ótimos. O ataque deu certo, Minha Senhora. "
"É claro que são perfeitos. Esses montros são escuridão e ódios encarnados. Eles são os Sem-Aura's. Um novo tipo de montro que criei. São bem mais fortes que o Minotauro, fúrias, harpias... São bem melhores do que isso."
"Claro, Minha Senhora. Você é a mais forte desse mundo... Você é a Rainha."
"Sim,sim. Acho que você é ótimo como servo. Mas me diga, qual é o seu nome, meu servo?"
Pude sentir o sorriso malicioso nos lábios do visitante.
"William" ele falou.
"Meu nome é William Peter Merlyn, Minha Senhora."
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