Olimpo doce Olimpo

1 2001/2002: O século XXI: O século das mudanças


Notas iniciais
Olá! Sejam bem-vindos à primeira história da segunda fase da minha saga de Mitologia Grega De um Jeito Diferente. Nesse primeiro capítulo, teremos alguns acontecimentos após o final da primeira fase. Boa leitura!!!

O século XXI. Um novo século, com muitas mudanças no mundo e na família Olimpiano.

Mundo

O G7 tinha mais um país integrante, a Rússia. A deusa russa, Raicca, trabalha bastante pelo bem de sua nação, pois, após o fim da União Soviética, a Rússia teve problemas econômicos e Raicca se esforçou para que o povo russo não sofresse, mesmo ainda se sentindo triste pela morte de sua filha, Sarah. Como a Rússia herdou boa parte do que pertencia à União Soviética, o país possuía uma grande reserva de petróleo, o que o credenciou a entrar no G7 em 1998. Agora o grupo dos países mais industrializados, é conhecido como G7 + Rússia ou simplesmente G8.

Família Olimpiano

A família estava crescendo. Zeus e Métis estavam se acostumando a serem chamados de avós. Anne foi a primeira a lhes dar netos, foi um susto na época, pois, a deusa argentina tinha apenas 38 anos quando o primeiro filho, Ricardo Pablo, nasceu. Quatro anos depois, nasceu o segundo, Bruno Carlos, os dois são o orgulho dela. E quando fez 100 anos, Anne se casou com Enrico, pai dos meninos e com quem vive até hoje.

Depois foi a vez de Brandon, ele tem 12 filhas, na verdade, ele tem 11, pois, uma é enteada, mas o deus brasileiro a considera como filha. E havia um detalhe importante, suas filhas e enteada, têm mães diferentes.

Francine se casou com Jean, um deus francês da cidade de Marselha, ele é loiro com olhos verdes. Começaram a namorar em 1992 e em 1996, se casaram. Agora, Francine dará mais um neto para Zeus e Métis, pois, está grávida de quatro meses.

Chelsea é a única filha de Stanley e Elisabeth, tem 15 anos. É quase uma mistura dos pais, tem os cabelos loiros ondulados, iguais aos de Elisabeth, olhos azuis elétricos iguais aos de Stanley. De rosto, Chelsea tem traços dos dois.

Poderia ser tudo tranquilo para Elisabeth e Stanley, seus países continuavam a ser influentes no mundo, eram os reis do Olimpo, tudo perfeito. Porém, o casamento deles não era mais o mesmo, o amor de antes, não existia mais, apenas dormiam na mesma cama e isso entristecia a deusa inglesa, ela tinha esperanças de viver um grande amor com o deus americano, ficar a eternidade com ele. No início, deu certo, ainda mais com a chegada de Chelsea, mas a situação foi mudando com o passar dos anos, Elisabeth e Stanley foram se distanciando. Até brigaram sério, quando ela descobriu que ele guardava recordações do namoro que teve com Delayoh, ficou insustentável, tanto que Stanley ficou alguns dias na casa de seus pais, em Whashington. Depois de um tempo, conversaram, se acertaram e voltaram. Mas logo, a rotina retornou e o casamento ficou desgastado. Então, em uma tarde amena de 2001, o deus americano tomou uma decisão.

— Tem certeza disso, Stanley? Separar? — Perguntou Elisabeth, espantada.

— Acredito que seja o melhor a se fazer, Elisabeth. — Respondeu Stanley, com seriedade. — Estamos infelizes.

— Eu não diria que somos infelizes. Construímos uma vida juntos, temos uma linda filha. Eu me lembro do que a Oráculo de Delfos disse no dia em que nos casamos, que o casamento nem sempre será apenas romance, há problemas, mas problemas que podem ser superados.

— Me lembro destas palavras e me lembro também dos votos que fiz, que te amaria e te faria feliz. Porém, agora, sinto que falhei nos votos que fiz, especialmente, na parte de que te faria feliz.

— E fomos, Stanley, você me fez muito feliz, eu vivi um amor com você.

— Fomos felizes sim, mas acabou. O nosso casamento, como dizem os mortais, caiu na rotina. Agora, não há felicidade, está parecendo que estamos casados por aparência, apenas para os outros verem. Até você percebeu isso, tanto que falou palavras no passado.

Elisabeth percebeu, se entristeceu e olhou para baixo. Stanley se aproximou, segurou as mãos dela e disse:

— Não estamos felizes, e isso vai contra aos votos que fiz. Nos separar, será o melhor para nós dois. Quero que seja feliz, Beth.

— Não queria que nosso casamento terminasse assim. — Lamentou Elisabeth, olhando para ele. — Mas tens razão, não somos mais felizes, não temos a conexão e o amor de antes, o que traz sofrimento, tanto para mim, quanto para você e principalmente para a nossa filha, que já percebeu tudo.

Nesse momento, Chelsea chegou. Ela vestia uma bata branca com uma saia xadrez e sapatos brancos, seus cabelos loiros estavam presos por uma trança.

— O que está acontecendo? — Perguntou Chelsea.

— Eu e seu pai tomamos uma decisão importante. — Elisabeth respirou fundo e disse, emocionada. — Vamos nos separar.

Chelsea levou um susto com a notícia e deu dois passos para trás. Mas depois se acalmou e disse:

— Eu imaginava que este dia estava próximo de acontecer. Será melhor para todos. Percebo que estão infelizes e não estão bem. Ficarei feliz com qualquer caminho que seguirem.

Chelsea se aproximou dos pais e os três se abraçaram. Ainda no abraço, ela falou:

Dad. O senhor me ensinou que devemos permanecerem algo que nos faça feliz. Se o casamento com minha mãe não lhe traz mais esse sentimento, então, procure sua felicidade. E mom, desejo o mesmo para a senhora. Quero que a senhora seja feliz.

— Tenha a certeza, Chelsea, que sua vontade será atendida. Eu e seu pai podemos não estar mais casados, mas continuaremos amigos. — Disse Elisabeth, sorrindo para Stanley, que retribuiu com outro sorriso.

Os três saíram do abraço e Chelsea quis saber:

— Tenho uma pergunta. Em um casamento entre deuses, como funciona uma separação?

— Talvez esteja pensando em algo complicado, Chelsea, mas é mais simples do que imagina. Retiramos as alianças dos nossos dedos anelares esquerdos e pronto, estamos separados. — Explicou Stanley, fazendo a filha arregalar os olhos em espanto e surpresa.

O deus americano disse para a deusa inglesa que iriam retirar as alianças juntos, já que estavam de acordo com a separação, ela aceitou. Contaram até três, respiraram fundo e retiraram as alianças de ouro, estavam separados.

Chelsea pediu as alianças, Stanley e Elisabeth as entregaram para a filha, que as beijou e disse que iria colocar em um cordão, para sempre ter uma lembrança do amor que os pais viveram perto de si.

Stanley estalou os dedos e malas com as roupas e objetos apareceram, ele as pegou, se despediu de Elisabeth e Chelsea com um abraço e foi embora de Londres.

Com o árduo trabalho dos alemães, a economia da Alemanha prosperou, estando entre as principais da Europa. O país ainda não era uma potência, mas depois de ser destruído durante a segunda guerra e ser dividido por um longo período, aos poucos vai se recuperando e ganhando relevância no mundo.

Com a recuperação da economia alemã, depois de períodos entre cadeira de rodas, muletas e andando torto, Delayoh voltou a andar normalmente. A deusa alemã estava feliz, finalmente poderia andar livremente e fazer o que sempre gostou de fazer, dançar ballet.

Em um cômodo de sua mansão em Berlim, com piso quase espelhado e móveis refinados, Delayoh, vestida em um vestido rosa escuro e bem solto e com mangas longas, rodopiava ao som de uma canção. Fazia movimentos delicados com os braços e mãos, que eram acompanhados por seus cabelos negros, que estavam soltos. Apesar do som, ela ouviu a campainha tocar. Delayoh parou de dançar e desligou o som. Ela deslizou até a grande janela, para ver quem era. Delayoh se espantou e se perguntou:

— Stanley?

O deus americano a viu na janela, sorriu e fez um aceno, ela também fez um aceno e um sinal para ele esperar. A deusa alemã trocou as delicadas sapatilhas por sapatos rosa claro, com pequenos saltos. Penteou os cabelos e saiu do cômodo, escorregou pelo corrimão da escada e chegou até à porta. A abriu e...

Hello, Delayoh! — Cumprimentou Stanley, dando um beijo no rosto dela e entrando.

Hallo, Stanley! — Disse Delayoh, espantada com a atitude dele e fechando a porta. — Posso saber o motivo de sua visita neste entardecer?

— Vim lhe trazer uma notícia.

A deusa alemã o olhou com curiosidade, e Stanley completou:

— Vim lhe dizer que me separei de Elisabeth.

Was? Estais a brincar, não é, Stanley?

— Não é uma brincadeira, Alexandra. — Stanley mostrou a mão esquerda sem a aliança.

— Nossa! Estou surpresa. Lembro que você e Elisabeth estavam sempre juntos, apaixonados. Era difícil de se imaginar que o amor entre vocês iria acabar. — Havia um certo tom de desdém na voz de Delayoh.

— Mas acabou e decidimos nos separar. Devo dizer que senti uma pontada de ciúmes em sua fala.

Delayoh deu de ombros.

— Agora que não estou mais casado, significa que estou livre para ficar com o amor de minha vida. — Stanley enlaçou a cintura de Delayoh, sorrindo apaixonado.

Os dois se beijaram apaixonadamente, eles se amam e ficaram um longo período separados, agora chegou o momento de ficarem juntos. Delayoh saiu dos braços dele, com um sorriso malicioso nos lábios, começou a subir as escadas, parou em um degrau, se virou para Stanley e o chamou com o indicador. Stanley entendeu o recado vindo dos olhos azuis cristal dela e sorridente, a seguiu.

...

Elisabeth chegou, acompanhada de Chelsea, na casa de seus pais em Londres. Porém, eles não estavam em casa, o que desanimou a deusa inglesa, ela queria conversar e desabafar sobre sua separação com Stanley. Elisabeth se sentou no sofá cor de creme e suspirou.

— Estou curiosa para saber o que seu pai está fazendo. — Disse Elisabeth.

— Ora, mãe. Ele deve estar em casa, em Washington e conversando com o vovô Zeus e a vovó Métis. Ou até com a tia Francine, eles são amigos e tia Fran sempre dá bons conselhos para o papai. — Respondeu Chelsea, enquanto abria uma janela.

— Mandarei uma mensagem austral para ele, quero saber como ele está depois da nossa separação.

— Mamãe. O papai quer ficar sozinho, talvez esteja refletindo sobre vocês dois. Dê esse espaço para ele. Tenha calma, um dia vocês vão conversar. — Disse Chelsea, se aproximando e abraçando a mãe.

— Sei disso, Chelsea. É que fico curiosa para saber como o Stanley está. Mas farei o que disse, vou esperar o dia em que ele queira conversar. Segurarei a minha ansiedade e darei tempo ao tempo.

...

— Eu não entendo. — Disse Stanley, se jogando no sofá bonina. — Eu te amo. Você me ama. Acabamos de transar, de nos amar. E sentiu, não sentiu? Quantas saudades eu estava de você.

Delayoh riu, enquanto prendia os cabelos em um coque baixo, deixando uma pequena franja cair sobre os olhos.

— Então! Se riu é porque concorda comigo. — Completou Stanley. — Não estou entendendo. Por que não estamos juntos?

— A nossa transa foi maravilhosa, porém, não foi o suficiente para me reconquistar. — Disse Delayoh, atrás do sofá, dando um beijo em Stanley e sumindo em uma fumaça preta, aparecendo sentada ao lado dele em seguida. — Também temos outra questão. Tu acabaste de se separar de Elisabeth, anunciou esta novidade para a família?

— Apenas a Chelsea sabe, somente ela. — Respondeu Stanley. — Estava com tantas saudades de você, que só pensava em te encontrar.

— Então. Ninguém sabe de sua separação. Se virem nós dois juntos, vão pensar que você traiu a Elisabeth e tu sabes como onkel Poseidon é tempestuoso. Será uma tremenda confusão que irás arranjar com ele.

— Verdade. Falarei com Elisabeth e nós dois daremos a notícia. — Stanley enlaçou a cintura de Delayoh, a trazendo para mais perto dele. — E assim que todos souberem que me separei, nós dois, minha amada Alexandra, ficaremos juntos.

— É aí que você se engana, Stanley. — Disse Delayoh, ajeitando o seu vestido rosa escuro e dando um sorrisinho. — Como eu disse antes, terás de me reconquistar. E já lhe aviso que não será tão fácil quanto pensa.

— Está bem, aceito o desafio. E irás descobrir, Delayoh Alexandra Venandre, que sou persistente, irei tentar até te reconquistar e vou conseguir.

— Hm, convencido.

Stanley beijou Delayoh. O deus americano tem certeza de que irá reconquistar a deusa alemã, porém, por mais que ela demonstre vontade de se entregar a ele e viver um romance, Delayoh prefere brincar um pouco com ele, ver até onde Stanley está disposto ir por ela. Estados Unidos e Alemanha são nações amigas, a amizade também será um sentimento entre os seus deuses. Até quando Delayoh quiser.