Olimpo Academy School
1 Capítulo 1 — Esse lugar é realmente grande
Notas iniciais
Boa leitura!
Era uma sensação estranha estar se mudando para um lugar novo, estranha e confusa, porém olhando para Bianca em sua frente estava com um grande sorriso no rosto. Seus cabelos castanhos estava trançados em uma trança lateral, nunca tinha visto sua irmã sem sua típica boina verde e os cabelos soltos que atrapalhavam para ver o rosto da garota. Ali, sentado em frente a ela dentro de um trem, podia até mesmo contar as sardas em seu rosto.
— É tão bom estar finalmente indo à um lugar novo, não é, Nico? — Ela desviou o olhar que estava na janela para o irmão mais novo e logo fez uma careta. — Você deveria sorrir, estar feliz, nós finalmente saímos daquele...
— Orfanato, eu sei. Talvez se nossa mãe estivesse viva nós não precisássemos viajar para um colégio interno estúpido. — O garoto completou rapidamente mas parecia ter se arrependido pois a expressão no rosto da mais velha amargou e voltou-se para a janela.
Nico nunca conhecerá o pai direito, tinha abandonado sua mãe quando ele tinha apenas um ano de idade e sua mãe, morta quando o mesmo tinha cinco anos. Nem ele mesmo sabe do que sua mãe tinha morrido, mas não achava que ela teria tirado a própria vida como muitos disseram. Nico não acreditava naquilo, tinha certeza que sua mãe nunca faria uma coisa dessas, tinha que ter outra resposta.
O garoto foi tirado dos seus pensamentos quando o trem parou, Bianca rapidamente se levantou parecendo ansiosa e Nico foi atrás.
Depois de desembarcar, levaram suas malas a um taxi que os esperavam para leva-los para Olimpo Academy School, Bianca e Nico tinham sido misteriosamente sorteados para bolsas de estudos lá. Foi realmente uma surpresa, mas eles não recusaram, mesmo que a ideia estar indo para um colégio interno assustasse um pouco o garoto.
Finalmente o carro parou, eles estava em frente à um prédio que tinha um ar antigo, era bem parecido com um castelo. Os olhos de Bianca brilharam, diferente de Nico que estava ocupado com seus fones de ouvido.
— Olha só isso, Nico! — Ela segurou no braço dele e o balançou, talvez teria balançado mais do que devia pois Nico sentiu que se ela balançasse mais um pouco seu cérebro viraria um milk-shake. Por um momento, se perguntou quem beberia um milk-shake de cérebro. Aquele pensamento havia soado um tanto estranho, então o afastou de sua mente.
— É, é. Bem legal. — Respondeu antes de aumentar o som da música em seus fones, no qual tocava Brianstorm de Arctic Monkeys. Assim que Bianca percebeu, bufou e decidiu fingir que o garoto estava animado.
E assim, entraram no colégio com suas malas. Nico não sabia ao certo porque sua mala parecia tão pesada se não tanta coisa ali o que o fez xingar baixinho soltando alguns palavrões enquanto eles adentravam o colégio. A primeira impressão foi que era grande, não igual ao orfanato que era pequeno demais para muitas crianças, aquilo parecia grande demais para poucas crianças. Sabia muito bem que poderia se perder por ali se desse bobeira, e isso que era apenas um corredor com várias portas e armários. Quando homem da bolsa disse que esse lugar era grande, Nico achou que ele apenas estava de brincadeira mas não, esse lugar era realmente grande. Ainda um pouco distraído com a música e com o corredor enorme, não havia notada os dois loiros que havia parado em frente à eles, tinha uma garota e um garoto. Ela olhos cinzas e usava roupas básicas como jeans e um suéter e prendia os cabelos em um rabo de cavalo e ele era mais no estilo esportivo como se estivesse pronto para fazer uma corrida. Sua irmã rapidamente puxou o fone de ouvido da orelha do mais novo fazendo ele conseguir pegar a última fala da loira.
— ... Enfim, vou mostrar a escola para vocês. — Disse a loira com um sorriso se virando e começando a andar— Só me seguirem. E não se preocupem com as malas de vocês, Luke levará elas para os seus quartos.
E assim dito, os dois entregaram a mala para Luke. Parecia tão pesada para Nico, mas parecia que não era nada para o tal Luke, ou ele deveria ser forte, ou Nico que era realmente magricela e fraco comparado à ele. Segunda opção, de certeza.
— O que eu perdi? — Nico disfarçadamente aproximou da irmã, perguntando em um sussurro.
— O nome dela é Annabeth, filha de uma das professoras do colégio, ira mostrar à escola e depois nossos quartos. — Respondeu em outro sussurro.
Depois daquilo, os dois não se falaram muito. Bianca continuou conversando com Annabeth mas fazia questão que seu irmão não colocasse os fones de ouvido e prestasse atenção no que ela dizia. Passaram por mais corredores, subiram escadas, desceram escadas, tudo era tão grande que chegou a pensar se tinha um mapa para andar dentro do colégio. Tinha a quadra de esportes, as piscinas, as salas de aula, as salas de grupos como: teatro, jardinagem, marcenaria, ciência robótica, xadrez e até mesmo um grupo de RPG que chamou a atenção de Nico. Provavelmente passaria por ali depois.
Depois de muito andar, com as pernas e os pés doloridos, Annabeth levou eles aos dormitórios. Tudo que Nico precisava agora era uma cama, sentia-se como se pudesse dormir por um século inteiro.
— Nesse corredor fica os dormitórios femininos. — Disse Annabeth apontando para a direita. — E esse os masculinos. — Apontou para a esquerda, e então ela entregou um papel com um número para os dois. — Esses são os números dos quartos que vocês ficaram. Eu tenho que ir agora, vocês podem ir para seus quartos.
Número 113. Esse era o número do quarto dele, não quis nem saber qual era da irmã, sua cama o chamava. Ele levou um olhar para Bianca e ela compreendeu como sempre.
— Te vejo mais tarde, fratello.
Tinha que admitir que doeu um pouco ouvir sua irmã o chamando de “irmão” em italiano. Isso mesmo, eles moravam na Itália, logo depois que se mudaram, sua mãe supostamente morreu. Sim, bem triste. Logo se despediu da irmã, viu ela entrar no corredor do dormitório feminino e Annabeth voltar de onde eles haviam vindo.
Notas finais
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