Olicity - Lies
14 Capítulo 14
Notas iniciais
~ Felicity Smoak ~
Como tinha prometido, Thea pegou suas coisas e foi para a caverna. Eu ainda estava na sala e antes dela sair pedi que deixasse minha cadeira de rodas ao lado do sofá. Não queria pedir ao Oliver que me levasse para o quarto, eu tinha que fazer isso sozinha.
Mandei uma mensagem para o Curtis para avisar que eu estava de volta ao apartamento e que provavelmente eu não iria para a empresa no dia seguinte. Eu precisava entender o que estava acontecendo comigo. Ficar longe ajudou a acalmar minha revolta, mas eu ainda não sabia até que ponto a raiva ainda atrapalhava meu relacionamento com o Oliver.
Segui até o corredor dos quartos e sentia meu coração cada vez mais acelerado. Aquele era meu lar e não tinha palavras para expressar como eu sentia falta de tudo ali. A porta estava aberta e ouvi Oliver lá dentro, o que me fez parar antes de chegar lá.
A saudade de dormir com ele me abraçando era grande demais, porque eu nunca fui de me render a homem nenhum e por ele eu me vi apaixonada e completamente dependente de sua presença. O amor que eu sentia não tirava meu direito de escolha, uma vez que sai de casa por vontade própria, mas eu não dormia direito sem ele. Era como se faltasse alguma coisa para que eu me sentisse acolhida e segura.
Respirei fundo e fui em frente. Parei com a cadeira de rodas na porta e Oliver estava saindo do closet no mesmo instante. Ficamos nos olhando e meu corpo já estava arrepiado somente por isso. Ele tinha nas mãos uma das minhas camisolas, a mais decotada de todas.
Apoiei as mãos nos apoios da cadeira e impulsionei meu corpo para levantar. Eu estava cada dia mais confiante de que logo não precisaria da cadeira de rodas, mas mesmo sabendo que estava indo pelo caminho certo com a fisioterapia eu tinha medo de me machucar e colocar tudo em risco pela falta de firmeza nas pernas.
— Estava arrumando tudo para você.
— Obrigada. – segurei no batente da porta enquanto ele se aproximava.
— Troquei a roupa de cama, já que estava com a mesma desde quando você foi para sua casa.
— Minha casa é aqui, Oliver.
— Como é bom ouvir isso. – parando na minha frente, estendendo o braço e envolvendo minha cintura, servindo de apoio.
Sentir o perfume dele tão perto de mim, sua respiração quase se misturando a minha foi como voltar para quando nada tinha acontecido entre a gente. Sempre que nos preparávamos para ir para a cama, sempre tinha um momento como esse, quando nos olhávamos simplesmente por querer sentir a presença um do outro.
— Preciso me trocar. – apoiei a outra mão em seu ombro, sentindo como ele estava tenso.
— Posso te ajudar a ir até o closet?
Seus olhos estavam fixos nos meus. Respirar era difícil sentindo uma de suas mãos em minha cintura. Desci os olhos até sua boca e quando voltei a encará-lo era como se os olhos dele, antes de um azul claro, tivessem escurecido.
— Pode.
Antes que eu pudesse me afastar para que ele me ajudasse a andar até lá, meu corpo foi envolvido por seus braços e logo eu estava a caminho do closet em seu colo.
O closet era tão grande quanto nosso quarto e dividíamos o ambiente. Metade tinha minhas coisas e a outra metade às dele. Além do armário falso onde alguns uniformes e armas do arqueiro ficavam guardadas.
No centro do lugar tinha uma bancada comprida com várias gavetas. Era onde eu guardava as inúmeras joias que ele me dava de presente, e até mesmo documentos que não podia ficar em qualquer lugar, por isso instalei tanto na bancada quanto no armário um painel de identificação só habilitado a ser aberto por mim e por Oliver.
E foi ali que ele me deixou, com o corpo dele me encurralando contra a bancada.
— Quer tomar um banho?
— Não, tomei antes de vir para cá.
Ele estava com as mãos em minha cintura, coisa que eu nem mesmo percebi até aquele momento. Ele estava imóvel e quando desci os olhos para o espaço mínimo entre nós ele pareceu, somente agora, notar o quanto estávamos próximos.
— Me perdoa? – sem se mover.
— Não precisa pedir perdão por isso.
— Não é por isso que estou pedindo perdão.
Queria dizer a ele que ainda estava magoada e que não estava pronta para falar de perdão, mas quando suas mãos começaram a se mover em minha cintura. Senti seus dedos deslizarem para baixo e no segundo seguinte estava embaixo a minha blusa, apertando minha pele.
— Eu não durmo naquela cama desde que você saiu de casa. Não conseguia sentir seu cheiro no travesseiro e não ter você do meu lado.
Fechei meus olhos e deixei que meu corpo aceitasse todos os carinhos que ele fazia. O arrepio que subiu por meu corpo quando senti seus dedos beirando meu sutiã, o que fez com que eu abrisse os olhos e o encontrasse me observando.
— Eu te amo demais. – falei antes que os pensamentos escapassem de novo. – Amo tanto que precisei voltar para cá e lidar com nossos problemas. Lidar com a mágoa, com a raiva e principalmente com a vontade de passar com minha cadeira de rodas por cima daquela mulher.
O sorriso que surgiu em seu rosto aqueceu meu coração como a dias não acontecia.
— Prometo não interferir nos seus planos. – afastando as mãos de minha pele e me envolvendo em um abraço. – Quanta falta senti de você. – cheirando meus cabelos.
— Não sei como nossa vida será de hoje em diante, a única certeza que eu tenho é que meu lugar é aqui... com você.
Sem me soltar, ele começou a distribuir beijos por meu ombro. Imagens da última vez que fizemos amor começaram a vir a minha mente e quando dei por mim estava no colo dele de novo, a caminho da nossa cama.
— A última vez foi aqui. – me deitando na cama.
— Está lendo meus pensamentos?
— Lendo seu coração. – deitando do meu lado e dando um beijo sobre meu coração.
Meu corpo estava acomodado de tal forma que eu mal conseguia lembrar como era dormir em outro lugar. Não sentia dor nas pernas como acontecia depois de um longo dia. A presença de Oliver parecia amenizar tudo o que me fazia mal.
Fazendo carinho em meu rosto, senti seus dedos descerem por meu pescoço, por meu braços até estar de novo em minha cintura. Retornando o caminho, agora por baixo de minha blusa, parando sobre um de meus seios.
— Estou sem saber o que fazer. – dedilhando a borda do sutiã e o livrando do pano, contornando o bico com a ponta do dedo. – Quero fazer amor com você, sentir seu cheiro, seu gosto e compensar todos esses dias que ficamos longe. – indo para o outro seio e apertando o bico, me fazendo perder o folego por um momento.
— Mas... – fechei os olhos sem conseguir pensar, quem dirá fazer alguma coisa.
— Mas também queria te abraçar e passar horas a fio só aproveitando seu retorno. – beijando meu pescoço, descendo os beijos até o decote de minha blusa.
— Podemos fazer ambos. – queria protestar quando ele se afastou de mim, mas desisti quando o vi tirando a roupa, toda.
— Sim, podemos. – voltando para perto, mas somente para me ajudar a tirar minha roupa. – Então vamos seguir o planejado? – voltando a deitar do meu lado, mas agora me ajudando a ficar de lado.
— Sim, vamos.
— Primeiro vamos fazer amor, depois vamos dormir assim... – puxando meu corpo para colocar ao dele, levantando minha perna e colocando sobre seu quadril. — ... como se fossemos um só.
Não tive tempo de continuar a conversa por sentir meu corpo ser invadido por ele, lentamente do jeito que eu gostava e necessitada por conta do meu estado.
— Sim... – finquei minhas unhas em seu ombro, enquanto ele apertava minha coxa, começando a se movimentar. — ... como um só.
— Te amo. – beijando meus lábios, já os separando com a língua e encontrando a minha.
Assim como das muitas vezes depois do acidente, seus movimentos eram lentos e cautelosos. Meu corpo ainda estava voltando aos poucos, por isso tínhamos que ir com calma, mas isso não impedia que o vai e vem não fosse intenso e de tirar o fôlego.
Eu não conseguia me mover, mas meu corpo era levado por ele. A cada movimento eu sentia ele ir mais fundo e meus olhos ardiam de emoção. Agarrei seu pescoço por não querer ser vista por ele daquele modo. A cada nova investida eu sentia meu corpo ser tomado pela onda que somente o orgasmo poderia me dar, mas de um modo que somente Oliver era capaz de provocar.
O tempo foi passando e antes de me recuperar da primeira onda, já estava envolta em uma nova, agora sendo abraçada por Oliver pelas costas e agarrada ao travesseiro para conter minha vontade de gritar.
As coisas estavam voltando ao normal e isso só melhorava meu retorno. Tudo parecia como antes, mas algo tinha mudado. O amor que eu sentia pelo Oliver estava mais intenso e eu até mesmo poderia jurar que tinha crescido ainda mais. Agarrado em minha cintura eu ouvia ele dizer que me amava enquanto meu corpo era envolvido por mais uma onda de amor. E qualquer duvidas que eu tinha sobre voltar para casa tinha caído por terra. Meu lugar era com ele, vivendo e superando qualquer coisa que pudesse tentar me afastar de seu amor.
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