Olhinhos verdes - amf
8 Capítulo 8 - Eu sou a mulher de Frederico!
Ele olhou Consuelo e sorriu depois olhou pra filha.Ela não riu e o almoço seguiu com Frederico rindo da esposa que não parava de falar. Severiano ficou maravilhado com a filha e ria de tudo que ela falava. Se divertia e aproveitava tudo que podia.
TRÊS HORAS DEPOIS...
Frederico percebeu Severiano queria conversar a sós com Consuelo e por isso chamou a esposa.
FREDERICO ‒ Amor, eu preciso que você cavalgue comigo até a cachoeira para ver uma coisa!
Cristina o olhou e sorriu.
CRISTINA ‒ Está bem, vamos, amor!
Consuelo olhou para os dois e disse:
CONSUELO ‒ Eu vou com vocês! ‒ Ela não queria falar com Severiano, mas sabia que ele ia insistir.
CRISTINA ‒ Não precisa, mamãe!‒ Cristina sorriu para a mãe.
CONSUELO ‒ Está bem, minha filha! ‒ Ela beijou a filha e viu os dois saindo.
Quando saíram ela se virou para ele Espero que ele dissesse o que tinha pra dizer. Estava de pé na frente do sofá no meio da sala.
SEVERIANO ‒ Consuelo... Não sabe o quanto eu sofri por você! Pra te encontrar... Te procurei tanto, tanto, mas não encontrei!
CONSUELO ‒ Você pode enganar a nossa filha com esse bando de coisas que você contou mas eu não sou uma menina de dezesseis anos! ‒ Os olhos frios nele.
SEVERIANO ‒ Eu não tentei te enganar, nem você nem a ela! Eu tenho aqui. ‒ Ele procurou a pasta, ela suspirou olhando o homem nervoso, o amor de sua vida ali em sua frente.
Ele abriu a pasta e mostrou a ela as fotos que ele tinha. Ela pegou a foto e pois a mão na boca.
SEVERIANO ‒ Ai está!Eu nunca menti para você, Consuelo e não seria agora!
CONSUELO ‒ Meu deus, eu não quero ver isso! Imagina como eu fiquei quando vi...‒ ela pois a mão no rosto e devolveu a foto, virou de costas e suspirou, sentia suas mãos frias e o corpo tremia, estava com um medo estranho.
SEVERIANO ‒ Eu fiquei anos! Anos da minha vida me remoendo, pensando que vocês tinham sido mortas, mortas por um crime que eu não tinha cometido! Que aquele homem tinha matado vocês duas! E eu não tinha conseguido salvar vocês, estamos vivas, mas sofremos muito!
CONSUELO ‒ Severiano e você não faz ideia do que nos duas passamos.
Ele a olhou e sentiu o coração apertar. Segurou o braço dela e a puxou para ele.
SEVERIANO ‒ Eu queria que não tivesse sofrido, meu amor! Queria evitar tudo isso!‒ Ele a olhou nos olhos era a mesma de antes. ‒ Puxou ela pra si e a beijou forte, cheio de desejo e saudade.
Ela resistiu no começo, mas depois cedeu e deixou se beijar por ele, era delicioso o beijo dele e ela sentia falta todos os dias. Sentiu as mãos dele em seu corpo, o modo como a segurava e tomava para ele se sentiu uma adolescente nos braços de um homem. Ele a levantou a beijando mais, cheio de saudades daquela mulher, a sua mulher.
CONSUELO ‒ Pára, pára! ‒ ela se afastou quando sentiu a mão dele buscar seu seio, se afastou ofegando e passando a mão no rosto e no cabelo. Ele a puxou novamente.
SEVERIANO ‒ Meu amor, você é minha mulher, sempre foi Consuelo!
CONSUELO ‒ Para com isso!Você está casado! Por favor, vai embora! ‒ Ela se afastou, mas não queria de verdade se afastar de dele. Estava indecisa estava confusa.
Ele a puxou a olhando nos olhos, desceu as mãos e apertou o traseiro dela forte.
SEVERIANO ‒ Nunca foi mulher de negar fogo!
CONSUELO ‒ Pára, Severiano, o que você quer? Você passou anos sumido eu achei que você tinha morrido e o que você quer que eu faça? Te leve para o quarto e faça amor com você? É isso que você espera de mim depois de todo esse tempo?
SEVERIANO ‒ Sim, eu quero, quero fazer amor com você! Quero desde que te vi e você também quer! Eu sei que quer! Tanto que se vestiu pra mim..
CONSUELO ‒ Não eu não quero... ‒ Ela ofegou.
Ele desceu as mãos e invadiu a calcinha dela e sentiu o quanto ela estava molhada. Moveu os dedos levemente.
SEVERIANO ‒ Tem certeza que não quer?
Ela segurou o ombro dele e apertou, fechou os olhos e engoliu seco.
CONSUELO ‒ Tem que ser rápido não quero que minha filha nos veja juntos!‒ Ela suspirou.
Ele riu e puxou a calcinha dela rasgando. Ele a segurou e a beijou.
SEVERIANO ‒ Onde é seu quarto?
CONSUELO ‒ Ali!
Ele perguntou beijando o pescoço dela, que mostrou o lado. Ele a levantou e depois que ela enlaçou a cintura dele a levou para o quarto. Chegando lá a colocou sobre a cama e a despiu.A beijou ficando sobre ela, beijou o pescoço o colo e quando chegou aos seios sugou forte, com vontade e com saudade.Ela gemia e gritava o nome dele o deixando mais duro e o fazendo sugar mais.
Ele desceu a intimidade dela e abriu as pernas dela passando dois dedos indo e vindo, enquanto ela implorava por ele e gritava com o corpo tremendo de desejo.Ele a sugou até ela gozar seus lábios e sugou mais vendo ela enlouquecer.Ele então abriu a calça e tirou o membro que pulsava por ela, não se despiu, entrou nela devagar sem saber se ela tinha ou não estado com outro homem.
Foram estocadas fortes e lentas escutando ela gemer que logo passaram a ser fortes e rápidas enquanto ela amassava a blusa que ele vestia.Ela o beijou e ele foi mais e mais desceu e sugou os seios dela sem parar de estocar até ouvir ela gritar alto anunciando o gozo e gozou logo atrás, sem demora deitou ao lado dela sorrindo. Ele estava sem forças, ela suada e arfando.Ele tocou o rosto dela com carinho e a beijou, mordeu o queixo dela.
SEVERIANO ‒ Você é tão maravilhosa quanto antes, meu amor!Ainda é a mesma!‒ Ele riu.
Consuelo não disse nada, suspirava sem acreditar e depois ela chorou puxando ele para ela um gesto emocionado, o que queria fazer desde que tinha visto ele.Ele beijou os cabelos dela com carinho e acariciou as costas dela.
SEVERIANO ‒ Calma, amor, Calma!
CONSUELO ‒ Você está vivo Severiano!
CONSUELO ‒ E está casado com outra mulher!
Ele a acariciou mais.
SEVERIANO ‒ Sim, Consuelo, estou, eu tinha certeza que estavam mortas!
CONSUELO ‒ E como vai ser isso? O que vamos fazer como como vamos resolver isso?
SEVERIANO ‒ Eu não sei...‒ Ele suspirou. ‒ Preciso falar com Maria!
CONSUELO ‒ O que vai dizer, Severiano? O que vai dizer? ‒ Ela cobriu os seios e fechou os olhos.
SEVERIANO ‒ Eu e ela somos amigos antes de tudo. Vamos conversar! E vamos ver o que vai acontecer!
CONSUELO ‒ Você é meu marido, e marido dela, não é culpa de ninguém!
SEVERIANO ‒ Eu sei que não! Eu sei que não!Mas tenho que falar com ela. Ela sabe o que eu achei que fosse verdade que vocês estavam mortas! Mas não é! Vocês estão bem! Estão vivas!
Ela se afastou dele e se cobriu.
CONSUELO ‒ eu nunca devia ter me entregado a você!‒ ela suspirou e puxou o lençol.
Ele a olhou.
SEVERIANO ‒ Por que? Por que fala isso ?
CONSUELO ‒ Porque eu não quero ser enganada nem por você nem por ninguém eu já sofri muito nessa vida! Eu quero ser amada enganada não!
SEVERIANO ‒ Eu não quero e não vou te enganar, não vou Consuelo! Eu nunca menti pra você! Sempre fui verdadeiro, eu sei que esta magoada e confusa!
CONSUELO ‒ Eu não posso sofrer de novo nas mãos de um homem! ‒ Soltou aquela informação como se ele soubesse que ela tinha sido casada. Como se tivesse consciência de que tinha sido casada e maltratada.Estava feliz de ter estado com ele mas ao mesmo tempo desesperada com futuro.
SEVERIANO ‒ Nas mãos de quem você sofreu, Consuelo? Nas mãos de quem?
Ela não disse. Não ia contar para ele naquele momento não daquele jeito!
SEVERIANO ‒ Vai ficar muda, Consuelo? ‒ ele a olhou, se levantou e arrumou a roupa a olhando.‒ Você também está casada, está casada com alguém e não quer me falar...
CONSUELO ‒ Eu fui casada, Severino depois que me separei de você eu não tinha para onde ir! Fui amparada por um homem que eu achei que cuidaria de mim e como você tinha sido marido maravilhoso eu imaginei que todos os homens do mundo fossem como você! ‒ Ela voltou a se sentar na cama. ‒ Mas não eram os homens não são todos iguais! E eu me casei e sofri muito e nossa filha sofreu muito também e ela me libertou a mais ou menos dois meses. Eu queria me separar . Desde a semana que me casei ,mas eu vivia preso e ele não me deixar mensagem e não me deixar vou sair!‒ ele a olhou...
SEVERIANO ‒ Quem era? como se chama esse desgraçado? ‒ ele sentou na cama e a segurou pelos braços.
CONSUELO ‒ Deixa isso para lá, eu não quero mais lembrar disso nem pensar nessas coisas e não há nada que você possa fazer você tem que resolver a sua vida com sua esposa!‒ Ela se soltou nele mas o lençol caiu e ficou nua de novo diante dele.
Ele a olhou e sorriu, puxou o corpo dela para ele.
SEVERIANO ‒ Você tem gosto de quero mais, muito mais! ‒ ele riu e a beijou.
CONSUELO ‒ Você só pensa nisso, Severiano! Sempre foi assim com você o mundo desabando lá fora e você pensado em sexo!
SEVERIANO ‒ E você também.‒ ele riu e a tocou. ‒ Sempre adorou dar pra mim! ‒ ele gargalhou a olhando.
CONSUELO ‒ Você era meu marido!
SEVERIANO ‒ Mesmo quando não era... ‒ ele sorriu e a pegou encostando ela na parede.
CONSUELO ‒ Tarado!‒ ela o enlaçou com uma das pernas dando passagem a ele.‒ Voltou do além por isso, viu nossa filha ontem e hoje estava aqui! Não ia embora sem me ter, não é? Por isso quis almoçar aqui! ‒ ele gargalhou.
SEVERIANO ‒ Você também não queria que eu fosse sem mostrar a você o que é bom. ‒ estava de vermelho, pra me enlouquecer. ‒ Queria que eu te pegasse de jeito! ‒ ele a encostou na parede e sem mais a investiu forte gemeu quando a sentiu.
Ela rebolou e se moveu escalando ele.
CONSUELO ‒ Você sempre, sempre me deu prazer...
SEVERIANO ‒ E sempre vou dar... ‒ ele riu e a beijou.
Ela não disse mais nada.
CONSUELO ‒ Eu quero você! Não vou permitir que você fique com ela! Não Vou permitir, está entendendo!
Ele sorriu.
SEVERIANO ‒ Eu te amo, Consuelo, te amo!‒ ele passou a mão no rosto dele. ‒ Te amo mais que tudo nesse mundo, meu amor! ‒ ele a beijou e investiu a amando e declarando esse amor até que os dois explodissem em gozo.
CONSUELO ‒ Eu te amo , severiano você está vivo! Está vivo, meu amor, eu quero você comigo, de volta em meus braços!
Ele a pegou e deitou junto a ela na cama.
SEVERIANO ‒ Eu estou aqui e estaremos juntos, pra sempre meu amor, como devia ter sido desde sempre!
CONSUELO ‒ Eu te amo!Eu sou sua, por favor, não me engravida! ‒ Ela riu.‒ Não estou tomando pilulas!
Ele sorriu e a beijou mais...
SEVERIANO ‒ Seria ótimo outro filho, eu sempre quis um menino...
CONSUELO ‒ Para com isso ou eu paro agora...ahhhhhhhhh...ahhhhhhhh. Severiano!‒ ela gritou e Frederico soltou uma gargalhada com cristina passando no corredor.
FREDERICO ‒ Amor voltamos porque você ficou com medo deles não se acertarem olha eu acho que esse barulho, não é de briga! ‒ ele riu saindo com ela para o quarto.
CRISTINA ‒ Meu Deus, amor.. Eles estão?‒ ela colocou a mão na boca.
FREDERICO ‒ Estão transando, vamos, vamos! Não quero ouvir isso!‒ eles entraram rindo no quarto.
Cristina sorriu pra ele.
CRISTINA ‒ Isso é um bom sinal, não é?
FREDERICO ‒ Amor, eu acho que estão bem, não? ‒ Ele se sentando na cama e colocando Cristina em seu colo.‒ Eu queria ir no cinema, vamos? Não podemos ir jogar alguma coisa sinuca, boliche, baralho, sei que você gosta!
CRISTINA ‒ Sim, amor, vamos!!!!
FREDERICO ‒ Eu to cansado hoje mas tenho que voltar ao campo são três horas ainda. ‒ Ele suspirou. ‒ Quero férias.
CRISTINA ‒ Amor, você não pode contratar alguém pra olhar isso pra você?
FREDERICO ‒ Eu quero que Diego faça isso! Mas estou aguardando o que ele termine o serviço que ele tem para poder assumir aqui. Eu tenho duas fazendas Cristina, eu tenho Manancial e Olho d'Água! Preciso de alguém que tenha condição de assumir e cuidar de tudo.
CRISTINA ‒ E você confia nesse homem? ‒ ela o olhou.
FREDERICO ‒ Confio plenamente nele, meu amigo!
CRISTINA ‒ Então, está bem, meu amor! Se confia nele, ótimo!
FREDERICO ‒ Eu confio sim, quero passar um tempo com nosso filho quando ele nascer ou nossa filha e ver se ele que vai cuidar de tudo. ‒Ele ficou rindo e olhando para ela.‒ Agora eu preciso ir tá bom não interrompa seus pais!
CRISTINA ‒ Está bem! ‒ Ela sorriu e o beijou..
FREDERICO ‒ Te amo!‒ ele a retirou e seu colo e saiu rindo.
Cristina estava feliz arrumando suas coisas, era só felicidade o sorriso dela, estava aos poucos tudo chegando no lugar.
HORAS DEPOIS...
Cristina bateu na porta do quarto da mãe que mandou ela entrar, o pai já tinha ido embora.
CRISTINA ‒ Oi, mamãe! Está bem?
Ela olhou a filha, tinha acabado de sair do banho e estava de roupão na cama, olhou a filha e a chamou para deitar na cama com ela.
CONSUELO ‒ Vem cá amor, está bem?
CRISTINA ‒ Eu estou, mamãe e você parece estar bem melhor. ‒ Ela sorriu vermelha para mãe.
FREDERICO ‒ Você quer saber...‒ ela abaixou e falou no ouvido da filha fazendo cócegas nela. ‒ Eu e seu pai nos amamos!‒ e fez a filha rir. ‒ Foi isso, nos amamos!
CRISTINA ‒ Isso, eu sei, mamãe! Eu e Frederico escutamos!‒ Cristina falou natural.‒ E quando ele saiu falou que não era pra interromper vocês dois!
CONSUELO ‒ Ai meu Deus, nos ouviram, minha filha, não!
CRISTINA ‒ Sim, mamãe! Você estava gritando,nós voltamos porque eu estava preocupada. Mas quando chegamos..‒ Ela riu.
Ela riu e apertou sua filha.
CONSUELO ‒ Amor, eu quero seu pai, mas ele está casado, eu quero saber o que ele vai resolver é isso que eu quero!
CRISTINA ‒ Eu acho que ele vai ficar com você, mamãe! Ele te ama!
CONSUELO ‒ Minha filha, não é tão simples assim, amor, não é!
CRISTINA ‒ Ele se casou com você primeiro, mamãe! O casamento dele com Maria nem deve valer.
CONSUELO ‒ Minha filha, seu pai está vivo, amor, isso parece um sonho né! ‒ ela sorriu e apertou a filha.
CRISTINA ‒ Sim, mamãe, parece! ‒ Ela sorriu.‒ Eu rezei tanto por isso, mamãe, tanto!
CONSUELO ‒ Meu amor, quando você foi embora, eu quase morri! ‒ ela suspirou. ‒ Ele te fez mal? Aquele maldito tocou em você filha, no dia que você fugiu?
CRISTINA ‒ Não, mamãe! ‒ Ela suspirou.
CONSUELO ‒ Amo, eu não quero falar disso e nem você, mas me diz uma outra coisa, como foi a viagem? Ainda está feliz com Frederico?
CRISTINA ‒ Sim, mamãe, estou muito feliz, meu vestido é lindo! Tudo é lindo!
CONSUELO ‒ Você nem me mostrou o vestido ainda, meu amor! Eu fiquei esperando você me mostrar um vestido e você não gostou! Não me mostrou quer que seja surpresa?‒ Ela alisava os os cabelos da filha com todo carinho do mundo.
CRISTINA ‒ Ele é lindo mamãe! Mas só quero que me veja vestida!
CONSUELO ‒ Tá bom meu amor então quando você quiser, eu vejo! Frederico foi trabalhar? Você não está ficando enjoada não, minha filha?
CRISTINA ‒ Ele foi trabalhar, mas acho que não demora!Só um pouco mãe, as vezes, sinto mais sono!
CONSUELO ‒ Eu estou preocupada com você e seu marido, filha!
CRISTINA ‒ Por quê, mamãe? ‒ Ela olhou a mãe com calma.
CONSUELO ‒ Porque você é muito nova e eu tenho muito medo de como vai ser esse casamento!Eu tenho certeza que ele te ama mas tenho muita preocupação com você.‒ Consuelo estava sendo sincera porque acreditava que Frederico tinha mais experiência para lidar com os problemas do que Cristina.Achava que no primeiro momento a filha só estaria do casamento desistiria.
CRISTINA ‒ Eu amo ele, mamãe e tenho certeza que vai dar certo!
CONSUELO ‒ Meu amor, eu sei que você me ama eu sei que ele ama você mas não é só isso é preciso muito mais que isso. É preciso que vocês tenha sabedoria para lidar com os problemas e tranquilidade.
CRISTINA ‒ Você tinha tudo isso quando casou?
CONSUELO ‒ Não, meu amor, eu não tinha! Você está certa, eu não tinha!Minha filha, não estou torcendo contra você. Estou apenas com medo por você!Estão se dando bem na intimidade? ‒ Ela sabia que a filha não gostava de falar daquelas coisas, mas ela como mãe precisava saber.
CRISTINA ‒ Mamãe... ‒ Ela ficou vermelha.
CONSUELO ‒ Preciso saber, amor. Não estou querendo te pressionar é só para te ajudar!
CRISTINA ‒ Estamos bem! ‒ Ela falou sem olhar a mãe.
CONSUELO ‒ Minha filha, estamos bem é resposta?
CRISTINA ‒ Sim, mamãe, o que quer que eu diga? ‒ Ela olhou a mãe.
FREDERICO ‒ Não é isso, minha filha, é que você não está querendo conversar comigo sobre uma coisa que é importante!Por que está com vergonha da sua mãe?
CRISTINA ‒ Claro que eu estou!‒ Ela suspirou.
CONSUELO ‒ Ele é carinhoso, não mente, filha, eu preciso saber porque os homens são selvagens, é forte mesmo quando estamos chegando no momento final do amor, mas Frederico daquele tamanho todo. ‒ ela riu e beijou a filha.‒ Não tá te machucando?
CRISTINA ‒ Fred é maravilhoso! Não me machucou nunca!
Consuelo suspirou e sentiu alívio.
CONSUELO ‒ Eu fico tão feliz de ouvir isso, minha filha, mais alguém tocou você naquela casa que foi onde Frederico te achou?
CRISTINA ‒ Não! Só fui mulher de Frederico! Ninguém mais me tocou!
CONSUELO ‒ Eu sinto tando! Eu queria apagar tudo isso da sua memória mas o que vivemos não pode ser apagado. ‒ Ela suspirou e passou a mão no rosto da mãe.
CRISTINA ‒ Eu sei, mamãe! O que importa é que agora estamos bem!
As duas ficaram abraçados se cuidando como devia ser...
DUAS HORAS DEPOIS...
O Capataz da Fazenda veio correndo e trazia junto com outros peões o corpo de Frederico nas mãos. Quando viu aquela imagem Cristina entrou em desespero Pois não sabia o que tinha acontecido com seu marido. Consuelo veio ficar junto com a filha e elas esperaram que o marido fosse colocado no sofá da sala.
XX ‒ Patroa seu Frederico sofreu um acidente está machucado!
Frederico não estava desacordado mas se tinha tanta dor que não conseguiu falar só gemia.
CRISTINA ‒ Ligue para um médico! Vão buscar um médico, por favor...‒ Ela falou baixo já chorando foi pra perto dele.‒ O que aconteceu?‒ Ela perguntou olhando os peões e olhou o marido tocando o braço dele.
Frederico estava montando e alguma coisa assustou os cavalos, ele caiu na cerca, doa Cristina.
XX ‒ Vamos chamar o Doutor Anjo! ‒ ele saiu rápido e os outros peões pegaram ele para levar ao quarto, colocaram Frederico na cama e depois saíram dizendo que estavam a disposição.
Cristina sentou na cama olhando o marido. Levantou e pegou uma toalha a molhou e voltou limpando machucados, devagar com calma. Ele gemeu...
FREDERICO ‒ Raquela...Raquela....‒ disse com os olhos fechados.
Gemeu com muita dor, estava com a perna bem machucada e um corte no braço.Ela sentiu os olhos encherem, mas não parou de limpar. Quando terminou, o soltou e saiu de la indo para o banheiro. Frederico variava e o médico chegou cinco minutos depois.Ângelo Luis era um rapaz ainda, mas um médico dedico mesmo sendo recém-formado, examinou Frederico e o medicou, ele precisaria de uma semana ou mais de repouso e depois estaria liberado.
Disse tudo que precisava ser feito para Cristina e sentiu um encantamento enquanto olhava a jovem atenta a ele.Depois estendeu a mão e sorriu dizendo que estava a disposição. Foi embora e Consuelo advertiu a filha‒ assim que ele saiu.
CONSUELO ‒ Jovem demais, sorrindo demais... ‒ ela suspirou. ‒ Prefiro chamar outro médico da próxima vez.
CRISTINA ‒ Qual o problema com ele, mamãe? Eu não vi nada demais!
CONSUELO ‒ Mas eu vi! ‒ ela silenciou vendo que Frederico reagia.
Olhou para Cristina e sorriu.
FREDERICO ‒ Me desculpa, amor, te assustei! ‒ ele chamou por ela com a mão.
Consuelo sorriu.
CONSUELO ‒ Meu genro, que susto, vou fazer uma sopa para você!
FREDERICO ‒ Obrigada, minha sogra!
Cristina foi até ele calma, silenciosa.
CRISTINA ‒ Está melhor?
FREDERICO ‒ Estou com muito dor, me dá um beijinho e deita aqui, amor.‒ ele suspirou, quero te contar uma coisa. Ele suspirou, não gostava de mentiras, então ia contar a ela tudo de uma vez. Ela se deitou ao lado dele.
CRISTINA ‒ Vai me contar o que? Que ama Raquela?
Ele riu e sentiu dor.
FREDERICO ‒ Que isso, amor? ‒ Ele a puxou para um beijo.‒ Por que tá dizendo isso?
CRISTINA ‒ Não é o que vai me dizer? Que a ama? Que quer ficar com ela? ‒ Ela se afastou do marido.‒ Não precisa mentir...
FREDERICO ‒ Amor, vem cá, eu amo você!‒ ele fez cara de dor porque tentou sentar.‒ Você está dizendo isso por que? Eu não mentiria sobre isso, Cristina, por que eu ficaria com você sem te amar?
CRISTINA ‒ Você a chamou...‒ Ela falou irritada aumentando o tom de voz. ‒ Eu estava cuidando de você, limpando seus machucados e você a chamou! Chamou mais de uma vez, chamou ela, porque a ama...‒ Ela suspirou.
FREDERICO ‒ Amor, eu a vi, foi por isso!
Ela o olhou ficando ainda mais irritada. Ele suspirou, era isso que queria contar.
CRISTINA ‒ E por que a viu? Por que?
FREDERICO ‒ Amor, eu estava andando na fazenda a cavalo e a peguei com um de meus peões. ‒ ele falou preocupado. ‒ E por isso quando chamei por ela o animal assustou e eu cai! ‒ Por isso estava chamando ela!
Ela o olhou de lado.
CRISTINA ‒ E o que você queria com essa mulher?
FREDERICO ‒ Eu não queria nada, eu estava andando na fazenda e a vi aqui, queria saber o que ela fazia aqui longe da cidade e em braços de meu peão, não permito safadeza no trabalho Cristina. ‒ Ela o olhou e suspirou.
CRISTINA ‒ Ótimo, então!
FREDERICO ‒ Amor, está com ciúmes? Essa carinha linda aí é ciúmes? Vem cá, to quebrado, me dá um beijinho! ‒ ele sorriu e olhou sua preciosa.Ela era tão linda e especial, tão meiga!
Ela o olhou e viu como ele estava machucado, sentida foi até ele.
CRISTINA ‒ Esta doendo muito?‒ Ela sentou na cama ao lado dele.
FREDERICO ‒ Tá sim, mas agora até melhorei com você aqui
CRISTINA ‒ Eu vou pegar um remédio pra dor... Você toma e logo passa!
FREDERICO ‒ Sim, meu amor!
Ela se levantou e saiu do quarto, voltou minutos depois.
FREDERICO ‒ Amor, demorou, deita aqui comigo!
Ela trazia a sopa dele, colocou na cama sorrindo.
CRISTINA ‒ Mamãe fez pra você!
FREDERICO ‒ Hum, que delícia, minha sogra cozinha muito bem! ‒ ele sorriu. ‒ E ela, amor, está bem? ‒ ele deu um riso solto. ‒ Está ótima!
CRISTINA ‒ Está sim! Ta muito bem. ‒ Ela se ajeitou dando pra ele na boca.
FREDERICO ‒ Hum, que delícia, amor! ‒ ele comeu e sorriu, estava maravilhosa a sopa e ele se sentia cuidado por ela.
CRISTINA ‒ Está muito boa! ‒ Ela sorriu e deu mais para ele.
FREDERICO ‒ Amor, eu quero escolher o nome do nosso bebê, se for mulher, o que você quer? E se for homem?
CRISTINA ‒ Quero Alicia ou Alessandro!
FREDERICO ‒ Gosto dos dois...
CRISTINA ‒ Não vai escolher? ‒ Ela riu.
FREDERICO ‒ Já escolhi! Alicia e Alessandro!‒ ele riu.‒ Ou Maria Alice!
Ela sorriu e limpou a boca dele.
CRISTINA ‒ Está bem, amor!
FREDERICO ‒ Gostou dos nomes? Eu quero três filhos!
CRISTINA ‒ Três?
FREDERICO ‒ Sim, dois macho e uma fêmea. ‒ ele riu e comeu mais. ‒ Você é nova, a gente tem esse e espera, ai quando ele tiver uns seis a gente tem outro!
CRISTINA ‒ Macho e fêmea não! Dois meninos e uma menina! ‒ Ela falou calma o corrigindo.
FREDERICO ‒ Eu sou um bruto, amor, sou assim, você não sabe?
Ela riu.
CRISTINA ‒ Mesmo assim, amor!‒ Ele riu dela.
FREDERICO ‒ Você me educa, amor, você vai me educar!
CRISTINA ‒ Vou sim!‒ Ela riu para ele.
Frederico comeu, sorriu e depois adormeceu, estava sentindo muita dor, mesmo estando com a medicação em dia.Cristina o cobriu e pegou a bandeja descendo. Logo viu um peão na porta, estava pendente para se Frederico ou alguém precisasse. Ela o chamou e prontamente ele veio e sem mais ela falou...
CRISTINA ‒ Eu quero que olhe a fazenda e procure Raquela, Frederico caiu do cavalo por causa dela se ela ainda estiver nessas terras eu a quero aqui! ‒ Ela falou séria, altiva, saber que o marido estava mal por causa da outra a deixava cheia de raiva!
Frederico adormeceu e Consuelo ficou conversando com a filha.
CONSUELO ‒ O que vai fazer, minha filha?
CRISTINA ‒ Eu vou falar com essa mulher!Quero saber o que ela faz em minhas terras?
CONSUELO ‒ Minha filha, seu marido não vai ficar zangado? Você devia deixar isso pra lá!
CRISTINA ‒ Frederico está machucado por culpa dela! Não vou deixar pra lá! ‒ Ela falou mais calma. ‒ Ele podia ter morrido!
CONSUELO ‒ Ela pode dizer na sua cara que você não manda aqui, minha filha, sabe lá como essa mulher é! Eu quero que tenha cuidado!
CRISTINA ‒ Eu mando! Sou a mulher de Frederico! E ela não é ninguém!
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