Olhinhos verdes - amf
6 Capitulo 6 - " Meu príncipe encantado."
CRISTINA —No dia que nos conhecemos, você disse que entraria atrás...
Ele suspirou.
FREDERICO — Sim, amor, eu disse. — Ele gemeu só de pensar, era tão perfeito imaginar aquilo que nem quis prolongar antes de ouvir a pergunta dela.
CRISTINA -E por que nunca fez? -Ela falou baixo envergonhada.
Ele sentiu o corpo retesar só de pensar, ele tinha medo de machucar Cristina entrando nela onde era natural, onde era mais fácil, se tentasse entrar atrás tinha medo de machucar seu amor e ele nunca mais querer estar com ele.
FREDERICO — Não é como na frente, amor, eu vou sentir muito prazer, mais até do que quando fazemos na frente, mas você vai sentir dor, muita dor, depois fica delicioso, mas no começo dói muito.
CRISTINA — Mas na frente também doeu. — ela se virou bem de lado para ele o olhando. — Doeu também. Qual a diferença?
FREDERICO — Doeu umas duas vezes, amor, agora dói? Não dói! Você só sente prazer, deixa eu te mostrar. — ele a inclinou um pouco e colocou dois dedos dentro dela entrando atrás para que ela sentisse a diferença e viu a expressão dela — É gostoso? Dói?
CRISTINA -É desconfortável.. — Ela suspirou.
Ele tirou e a puxou para ele.
FREDERICO — E se for com isso aqui.- Ele apontou o membro. — Vai ser mais complicado ainda, é por isso, minha vida, mas podemos tentar quando você quiser.
Ela acenou.
CRISTINA -Eu perguntei, só por que você disse e como não falou mais...
FREDERICO - Você pode perguntar, meu amor eu disse que ia responder não quero você sofrendo só quero você feliz então não é a hora. — Beijou os cabelos dela e sorriu. — O que mais você quer saber? — Ele estava esperando que em algum momento ela perguntasse sobre Raquela ou que fizesse comparações.
CRISTINA -Você esteve com quantas mulheres naquele lugar?
Ele respirou e pensou o que dizer.
FREDERICO — Eu estive com algumas, mas no último ano apenas com Raquela. — Ele poderia até não gostar mais dela mais Raquel tinha sido sua opção todas as vezes que tinha ido no último ano.
CRISTINA -E como ela é? Ela é bem melhor do que eu, não é? Ela sabe muito mais.
FREDERICO — Como assim, amor?
CRISTINA -Ela sabe como fazer tudo, como te satisfazer, como fazer você feliz.
FREDERICO — Amor... — ele alisou o corpo dela. — Raquela sabe muito de sexo e nada de amor, são coisas diferentes, ela sabe tudo sim, mas o que ela não sabe é como ganhar um coração. Eu amo sua inocência, quando mais doce e menina você é mais eu amo você, tudo que ela faz agora você vai aprender, mas ela nunca será como você, eu te amo.
CRISTINA — Mas e se eu não aprender? -Ela o olhava nos olhos.
Ele riu.
CRISTINA -Você vai me deixar e ir pra ela? Porque ela sabe mais.
Segurou os braços dela e a trouxe para ele, olhos nos olhos fixamente.
CRISTINA -Eu não quero que me deixe. Eu te amo tanto, não pode me deixar.
FREDERICO — Eu não vou te deixar não importa o que aconteça, eu te amo.
CRISTINA —Eu também te amo.
FREDERICO — Eu te amo muito, muito e você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, amo você. — a beijou puxando para ele.
CRISTINA —E você também é.
FREDERICO — Eu não vou te trocar, não vou nunca.
CRISTINA -Eu não sei o que seria da minha vida sem você.
FREDERICO — Eu serei seu amor e você o meu amor, para sempre, meus olhinhos verdes, eu não posso e não quero você pensando nisso, eu nunca vou te magoar assim, com outra mulher, eu serei fiel a você para sempre, Cris eu prometo.
Ela o beijou com carinho passando as mãos nos cabelos dele.
CRISTINA -Eu te amo tanto, você é maravilhoso.
E ele sorriu abraçado ao único amor que ele teria na vida.Ela deitou a cabeça no peito dele e sorriu.Eles terminaram o banho e saíram da banheira, se arrumaram e foram olhar as lojas de vestidos de noivas.
Quando entraram ela experimentou varios vestidos mostrando todos a ele que não gostou de nenhum. Até que ela no provador colocou um e se emocionou, ela não saio para mostrar para ele, ali mesmo a preparam e fizeram os ajustes para como seria todo o look no dia do casamento e ela ficou linda uma verdadeira princesa, ela se emocionou e chorou se olhando no espelho.
Ela sorriu e disse que era aquele o vestido dela. Frederico estava nervoso, tinha visto tantos vestidos e agora ela estava escondida demorando, ele riu de seu nervosismo, meses antes dele nunca se imaginaria casando com ninguém. Agora estava ali a espera do seu amor para ser mais feliz ainda. Ela saiu vestida com a roupa que tinha chegado ali sorria largamente e segurou as mãos dele.
CRISTINA -É lindo, meu amor, tão lindo, você vai amar.
FREDERICO — Eu tenho certeza — Ele riu. — Está com fome?
CRISTINA —Sim, estou.
FREDERICO — Vamos comer, o que você quer? Eu também estou faminto, mas quero uma macarronada, um prato bem grande ou dois.
CRISTINA -Eu falei com a moça que me atendeu ela disse que como não temos a data do casamento ainda eles podem preparar tudo pra daqui a dias.. O que acha? Sim.
Ele riu, Cristina sabia que ele comia muito.
CRISTINA -Eu aceito. -Ela sorriu. -Nosso filho está com fome também.
FREDERICO — Vamos casar em um mês e meio, mais ou menos amor. Vamos comer, filho. — ele tocou a barriga dela.
CRISTINA —Está bem, então, elas vão aumentar as medidas um pouco por causa da gravidez. -Cristina sorriu e foi junto com ele para pagar o vestido.
Ele carregou a caixa enorme que ela não deixou ele abrir e as duas bolsas de assessórios também, sapatos coroa véu, tudo estava ali com ela.Cristina sorria feliz, o vestido era tão lindo, eles saíram juntos e foram a um restaurante ali perto e ele pediu a macarronada que tinha dito.
Comeram juntos tudo, ficaram ali uns minutos ainda enquanto Cristina observava as pessoas, as roupas, tudo era muito curiosa.Depois saíram e foram a praça onde ele a consentiu, fazendo todas as vontades dela e dando a ela todos os mimos que ela queria e pedia.Algodão doce, pipoca, sorvete.
Eles riam e se divertiam, o brilho apaixonado no olhar dos dois podia ser percebido de longe.Ela segurou a mão dele e sorriu o beijando. Olhou quando um rapaz abriu a porta do carro para uma mulher e a beijou.
FREDERICO — O que foi, amor? — ele perguntou olhando para ela que parecia afetada pela imagem. O que foi, Cris? Você conhece eles?
CRISTINA — Ele parece meu pai... -Ela falou baixo.
FREDERICO — O que? Seu pai? Como assim seu pai, amor? O que houve com seu pai? — Ele parou e ficou olhando para ela, esperando qualquer informação ainda segurando a caixa com uma das mãos e a outra mão dada ela. — O que houve com seu pai realmente? Ele fugiu ele foi embora o que foi que aconteceu?
CRISTINA —Eu não sei, Frederico... Não sei, ele nunca mais voltou, mas meu pai não abandonaria a mim e minha mãe,ele nos amava muito, mas aquele homem parece ele. — Ela olhou o homem de novo e ele saia com a mulher entrando em uma loja.
FREDERICO — Calma, amor não fica nervosa não. — Você quer ir até lá?Vamos lá falar com ele. — Frederico segurou a mão de Cristina e foi andando com ela até chegar diante do homem. — Boa tarde senhor. — Vendo que Cristina estava paralisada ele disse isso sem cerimônias.
Cristina sentiu o corpo esfriar e se afastou um pouco.
CRISTINA —Meu Deus... -Ela colocou a mão na boca e chorou. -Papai... Papai é você.. É você mesmo?
O homem ficou paralisado e a olhou sem saber como reagir olhou para ela e sentiu o coração esfriar.
SEVERIANO — Cristina? — a voz saiu num fio ele nem sabia como completar aquela frase. — Cristina, é você, filha?
CRISTINA -Você está vivo, eu... Eu pensei que estivesse morto.
Ele avançou sem dizer mais nada abraçando a filha com amor trazendo sua pequena para os braços dele estava apavorado.
SEVERIANO — Meu Deus... — Severiano sentiu o abraço da filha e chorou desesperado.
CRISTINA -Papai, papai.. -Cristina chorou o abraçando. -Porque você sumiu e me deixou...
Severiano olhou aquele momento com o gosto de ç se separou da filha para olhar em seus olhos tocou o rosto dela com amor e a abraçou de novo como se temesse perdê-la outra vez era mais do que a resposta de Deus, era um sinal do céu ele soluçou e depois tentou se acalmar.
SEVERIANO — Meu amor, eu não te deixei, não foi isso que aconteceu eu achei que você e sua mãe tinham morrido.
CRISTINA -Você nos deixou.. Nos deixou, eu sofri tanto, eu e mamãe, eu tive que.. -Ela se calou e olhou para Frederico.
FREDERICO — Meu amor, meu amor,sua mãe, sua mãe está viva? — ele falou desesperado.
CRISTINA —Sim, ela está. Mas não por você porque você nos abandonou. Estamos vivas por causa de Fred...Por que ele me salvou e salvou minha mãe! -Ela falou brava o olhando.
SEVERIANO — Minha filha, eu não abandonei você, eu fui atacado por bandidos quando voltava para casa, fui feito refém porque achavam que eu tinha roubado drogas quando carreguei um pacote que seu pedro da mercearia pediu, me bateram e me deixaram preso, me torturaram e me soltaram do outro lado do mundo com um foto de vocês duas com tiros na cabeça, quando voltei em nossa casa vocês não estavam mais la procurei por dois anos até que aceitei que as duas tinham mesmo morrido. — ele falava nervoso.
CRISTINA -Não tínhamos como ficar la fomos pra um lugar horrível. -Cristina chorou. -Eu rezei tanto pra que fosse nos salvar e você nunca foi, desistiu de nós... Se casou de novo e esta aí feliz enquanto nos duas sofríamos. -Ela abraçou o marido chorando sofrida, com ele se sentia protegida. Naquele momento lembrava de tudo o que tinha sofrido e chorado nas mãos do padrasto abusivo que ela tinha.
SEVERIANO — Meu amor, me perdoa. — ele foi ate ela mas Frederico o olhou de cima a baixo e disse.
FREDERICO — Vamos embora, amor, vamos embora, fique longe da minha esposa de for para fazer mal a ela.
Severiano o olhou nos olhos.
CRISTINA —Sim.. Sim, vamos, amor. -Ela abraçou Frederico.
SEVERIANO — Marido? Você é casado com minha menina? Minha filha é uma criança! Ela não pode se casar com o senhor.
Frederico a abraçou e se virou de costas para ele. Cristina o apertou soluçando sentia o coração em pedaços, sempre tinha amado o pai r agora ele a tinha abandonado. Severiano viu a filha partir e se e olhou sua esposa com atenção, depois olhou a filha de novo.
Frederico levou Cristina para o carro comprou uma água e se sentou come la esperou que ela melhorasse, ela estava sentada, ele com a porta do carro aberta em frente a ela.
FREDERICO — Beba a água, amor.
CRISTINA —Ele sumiu, Frederico sumiu e estava vivo, meu Deus. — Ela chorou.
FREDERICO — Amor, se acalma, eu não quero que passe mal, mas o que ele disse faz sentido, já para para pensar que pode ser tudo verdade e se ele estiver dizendo a verdade amor?
Ela o olhou e tomou a água.
CRISTINA — Eu não sei... Não sei, Frederico.
FREDERICO — Toma, água amor, Vamos tentar nos acalmar e você, conversar com ele de novo a gente tenta falar com ele e...
Quando ele terminou falaram o homem estava atrás dele Severiano ficou parado esperando que a filha olhar olhar para ele. Cristina o olhou sem falar nada e voltou a tomar a água.
SEVERIANO — Por favor, me deixe falar com você, minha filha. — ele estava em choque ainda e Frederico se afastou olhando para ele.
FREDERICO — Não deixe minha esposa nervosa e por favor, entenda que não é fácil.
Cristina o olhou.
CRISTINA — Está tudo bem, amor.. Pode falar.. — Ela olhou o pai.
SEVERIANO — Eu não posso mudar o que aconteceu e eu sei que você está muito magoada, mas eu quero ter a chance de explicar para você e a sua irmã tudo isso tudo isso realmente como foi que aconteceu.
CRISTINA — Está bem, está bem, eu vou falar com mamãe e se ela quiser falar com você... Se quiser nos conversamos.
SEVERIANO — Meu cartão. — entregou a ela e tocou seu rosto.
CRISTINA — Vou te encontrar aqui? Ou vai sumir de novo? — Ela falou baixo o olhando.
SEVERIANO — Você só precisa me ligar meu amor eu vou aonde você estiver.
CRISTINA — Está bem, eu ligarei...
Ele beijou a testa dela e se afastou olhando para ela se perder de vista. Frederico e Cristina saíram, foram para o hotel juntos ela chegou e correu para o quarto. Frederico fechou a porta e viu chorando na cama foi ate ela e abraçou puxando para seu peito queria dar conforto a ela.
CRISTINA — Eu não sei o que fazer... Eu sofri tanto tanto, eu até virei... — Ela se calou chorando mais.
FREDERICO - Amor, o que vai dizer, você não virou nada, você ainda mesma menina de antes você não fez nada errado, eu fui o único homem. — Ele suspirou com você a vida dele fosse perfeita com ela. — Você foi a melhor coisa que me aconteceu Cristina talvez eu nunca conheci você se não fosse naquela condição.
CRISTINA — Sim, sim, meu amor.
FREDERICO — Meu amor, você nunca foi uma prostituta nem por um segundo você foi, eu não fui um cliente eu sou seu amor, quando te levei para minha casa eu te fiz dormir comigo? Te ofereci dinheiro? Te tomei sem você querer?
CRISTINA — Sim, você me ofereceu, Frederico. — Ela suspirou e se afastou o olhando. — Você pagou por mim e me disse que me daria dinheiro além do que pagaria por mim.
FREDERICO — Meu amor isso foi quando estivermos na primeira noite mas depois disso nunca mais, quando Te levei para minha casa é isso que quero que se lembre você foi tratada como uma prostituta ? Me diz amor se você foi tratada assim.
CRISTINA — Não, não fui. — Ela suspirou.
Ele segurou o travesseiro e suspirou.
FREDERICO — Eu posso te deixar livre para seguir a vida, eu já disse isso a você, eu te amo e te quero minha esposa, mas se não é feliz com isso.
CRISTINA — Eu sou. — Ela o olhou. — Eu sou, não diga que vai embora. — Ela sentiu o coração saltar. — Você prometeu não ir embora.
FREDERICO — Mas, meu amor, eu não tô indo para lugar nenhum! Estou dizendo para você que quando você fala desse jeito, eu fico triste, porque você não é uma prostituta. Você nunca foi e nunca foi tratada dessa forma. Eu quero que você repita isso nunca mais porque nós prometemos que nunca mais falaríamos, quero esquecer o que você viveu lá. Não importa mais, já passou! Você vai conversar com seu pai, vai entender o que foi que aconteceu, porque você tem que dar a ele o direito de se explicar. — Frederico suspirou profundamente porque ele era um homem mais velho tinha mais experiência que ela.
CRISTINA — Eu não quero que vá embora... Eu te amo, não vou falar nisso outra vez. — Ela o olhou. — Me desculpa.
FREDERICO — Amor, não tô magoado com você, eu só não quero você sofrendo desse jeito que me faz mal e ver você sofrer, não te quero sofrendo.
CRISTINA — Eu não estou, amor, eu te amo e quero você comigo.
Ele se aproximou e a beijou na testa estava feliz com ela ali e ficou apenas cuidando dela.Ela deitou no peito dele e beijou.
FREDERICO — Eu sei que não é fácil para você, meu amor, você ainda só tem anos Isso é tão complicado, mas a gente vai conseguir superar tudo e você vai ficar bem tá bom, agora já podemos ir para casa você já escolheu o seu vestido. Eu não preciso ficar aqui você está precisando do colo da sua mãe, não é ? Pode falar eu vou ser seu marido, mas eu sei que você sempre vai querer o colo da sua mãe.
CRISTINA — Sim... Eu quero minha mãe, quero muito ela. — Ela o olhou e tocou o rosto dele.
FREDERICO — Então, nós vamos para casa, tá bom, não precisa ficar triste. Vamos ficar só um pouquinho aqui juntos e depois nós vamos para casa.
CRISTINA — Está bem. — Ela sorriu. — Estou com sono, vamos dormir um pouco...
FREDERICO — Sim, amor, o que quiser.
Frederico e Cristina ficaram ali por duas horas adormecidos nos braços um do outro mas depois ele acordou arrumou as malas enquanto ela permaneceu dormindo. Quando estava tudo pronto Frederico desceu para comprar alguma coisa para ela comer no restaurante do hotel pois tinha certeza que a esposa não ia querer descer para comer lá. Mas quando voltou ele simplesmente tomou um susto porque Cristina estava chorando tinha acordado assustada depois de um pesadelo horrível.
Cristina acordou e tocou a cama procurando Frederico tinha sonhado que ele tinha ido embora e a deixado sozinha, dito que não voltaria nunca mais, que ela não era a mulher certa, ela chorou forte quando não o viu chamou por ele e a demora demonstrava que ele não estava ali, ela soluçava em desespero ele tinha mesmo ido embora.
Ela se levantou e andou pela casa chamando por ele que não estava ali depois sentou no sofá chorando, tocou a barriga e chorou mais. Frederico assoviava com um pote enorme de sorvete na mão e com comida quando fechou a porta, a olhou e se assustou colocando as coisas na mesa e indo assustado entre elas para ela.
Ela o olhou e chorou mais, tocou o rosto dele e o beijou.
CRISTINA — Onde estava? Onde estava? Não pode me deixar, não pode, eu não sei viver sem você, não pode me abandonar, não pode.
FREDERICO — Amor. — Ele ficou assustado e a pegou no colo trazendo para ele. — Como, meu amor, o que foi que houve porque tá nervosa assim. Estou aqui, Cristina eu não vou a lugar nenhum eu desci pro comprar alguma coisa para a gente comer, meu amor para de chorar...
CRISTINA — Eu sonhei... Sonhei. — Ela soluçou. — Que você ia embora e nunca mais voltava e quando acordei você não estava aqui. — Ela chorou e se apertou a ele.
FREDERICO — Mas não vou, meu amor, eu fui buscar sorvete crocante para você e duas barras de chocolate e uma salada com um peixe la que eu nem sei o nome que o homem afeminado lá falou...
Ela riu.
CRISTINA — Homem afeminado?
FREDERICO — É, amor, tinha um homem lá embaixo meio afeminado e ele me mandou trazer o peixe para você que você ia gostar vamos comer para de chorar. — Ele falava assim quesito meio sei lá com voz de mulher, ele riu um pouco para descontrair.
Ela riu.
CRISTINA — Vamos comer, então, amor. — Ela limpou o rosto e sorriu pra ele.
FREDERICO — Amor, sorvete crocante do jeitinho que você adora, eu trouxe um pote enorme, isso é a coisa mais importante do que qualquer coisa que você esteja pensando.
CRISTINA — Obrigada meu amor, eu amo ele é o meu preferido.
FREDERICO — Então, vamos lá para você comer. — Ele ficou de pé com ela no colo e a levou até a mesa.
Frederico e Cristina comeram juntos cantando desviar daquele assunto que tinha feito ela sofrer tanto depois os dois se banharam e foram embora no avião das 21h e 2 horas depois estavam desembarcado no México.
O carro que aguardava eles no aeroporto levou os dois para fazenda em mais sessenta minutos e eles chegaram em casa para ser recebido por uma Consuelo assustada sem entender por que os dois estavam voltando tão cedo, com certeza Maria deveria ter passado mal por isso ela já estava na porta quando a filha e o genro apontaram descendo do carro com uma mala na mão.
Cristina tinha os olhos de choro que a mãe percebeu de imediato e Frederico uma expressão de tristeza que assustou Consuelo assim que ela viu os dois não podia ser verdade que tinha Obrigado naquela viagem já tão cedo os dois em praticamente lua de mel, abrir os braços recebeu a filha num abraço vendo que ela começou a chorar assim que os braços dela tocaram o corpo.
CRISTINA — Mamãe... O papai está vivo! Ele está vivo, não morreu, não morreu...
Consuelo se afastou dela e olhou dentro dos olhos da filha apavorada com aquilo que ela falava, Cristina falou abraçando a mãe.
CONSUELO — O que você disse, Cristina? Minha filha se acalma e fala direito comigo que eu não estou entendendo, seu pai tá morto minha filha.
CRISTINA — Ele está vivo, está vivo, eu vi ele falei com ele, eu vi ele... Ele falou comigo, disse que quer falar com você, Frederico também viu.
CONSUELO — Frederico, por favor, quero um calmante, um chá para minha filha, vamos lá dentro, meu amor, vamos sentar e você conversa comigo. Calma, meu amor, calma porque eu não tô eu não tô bem.
Cristina foi junto a mãe e sentaram no sofá.
CRISTINA - Mamãe, ele me deu o cartão. Disse que quer falar com nos duas, que ele foi sequestrado. — Ela suspirou.
CONSUELO — Não pode ser verdade, minha filha, não pode. — Ela se levantou como se barbear se e respirou fundo passando as mãos no cabelo, ela não podia imaginar que aquele homem que ela tinha amado estava vivo e que não tinha procurado nem por ela nem pela filha depois de todos aqueles anos, respirou fundo a dor de um lado a outro e depois mudou para filha, respirou fundo e depois andou de um do lado a outro e olhou para filha. — Pare de chorar, minha filha, esse homem não merece que você chore por ele se ele estava aqui todo esse tempo. Se ele nos deixou não nos procurou nos abandonou, você não vai chorar por ele e nem eu!
CRISTINA — Ele quer falar com você, mamãe, quer te ver, quer falar com nós duas.
CONSUELO — Ele não quis falar conosco até agora porque quer agora?
CRISTINA — Parece que ele achou que estávamos mortas, que tinha fotos e quando voltou pra casa não estávamos mais, mamãe, só ele vai saber contar tudo. — Ela viu o marido vir em sua direção e entregar um chá para as duas, ela tomou o chá.
Frederico se sentou diante delas em silêncio e Consuelo continuo andando de um lado a outro.
CRISTINA — Ele me deu o cartão, mamãe, você vai quer ligar?
CONSUELO — Tudo bem, minha filha você quer que eu recebo se o homem fale com ele é isso?
CRISTINA — Eu estava pensando e.. Fred disse que o que ele falou pode ser verdade, e se for? Eu acho que devemos ligar pra ele — Ela falou baixo. — Mas não hoje.
FREDERICO — Meu amor, eu faço tudo por você, minha filha. — ela suspirou e voltou a filha a abraçando com amor. — Podemos ligar se é o que você quer, amor.
CRISTINA — Ótimo, então, mamãe. — Ela sorriu levemente e beijou a mãe e a abraçou.
CONSUELO — Eu te amo. — estava tão atordoada que ela não queria saber.
CRISTINA — Eu também, mamãe. — Ela sorriu. — Eu te amo muito.
Não queria saber nada dele depois de imaginar que poderia ter estado vivo todos aqueles anos não ter dado atenção a elas, mas pela filha faria qualquer coisa era fundamental e importante para ela.
Cristina olhou a mãe com calma.
CRISTINA — Está tarde... Acho melhor irmos dormir,amanhã ligamos.
CONSUELO — Sim, meu amor, ligamos amanhã e marcamos com o seu pai. — Ela falava com rosto tenso e a voz amargada porque não descia aquela ideia, ela era sempre muito prática com as coisas da vida mas em relação aquilo era um tiro, de repente seu marido estava vivo por Deus.
Cristina abraçou a mãe e olhou o marido.
CRISTINA — Vamos, amor... Está tarde, vamos que amanhã você tem que trabalhar.
Frederico sorriu para a sogra e deu a mão a Cristina indo para o quarto.
FREDERICO — Sua mãe ficou atordoada, amor, imagina como ela está se sentindo.
CRISTINA — Sim, deve ser muito estranho pra ela, pensamos que papai tinha morrido e agora ele aparece do nada. — Cristina suspirou olhando Frederico.
FREDERICO — Vai ficar tudo bem você vai ver que ele vai te explicar e as coisas vão melhorar a vida não fez por mal ninguém faria isso abandonar uma menina linda como você, seu pai não faria isso não meu amor ele realmente está dizendo a verdade. — Os dois entraram no quarto e ele foi direto pegar seu pijama. — Vou tomar um banho rápido para você vem? Se vier vamos fazer amor, se não quer tome banho sozinha. — Ele avisou. — Ainda não sou capaz de te ver nua e não querer. — Riu para ela.
Ela sorriu sentindo o rosto vermelho.
CRISTINA — Estou cansada, meus pés doem. — Ela suspirou e se sentou na cama tirando os sapatos e se despindo. — Pode ir tomar banho eu vou sozinha depois.
FREDERICO — Pode vir, amor, eu te faço uma massagem.
Ela sorriu e foi até ele de lingerie, tocou o rosto dele e o beijou.
CRISTINA - Eu te amo.
Ele a beijou sorrindo.
FREDERICO — Te amo muito.
Ela passou as mãos na camisa dele para abrir os botões com calma, ele sorriu e deixou que elas comportasse como queria.
FREDERICO — Você quer comer alguma coisa amor.
CRISTINA — Não, não estou com fome.- Ela sorriu e tirou a camisa dele abrindo a calça em seguida.
FREDERICO — Está me atentando. — Ele riu. — Só isso?
CRISTINA — Não.- Ela o olhou. — Estou te ajudando amor. — Ela falou calma. — Vai tomar banho de roupa?
Ele riu.
FREDERICO — Você é tão linda, toda vez que te olho ficou preso nesses olhos verdes é como se eu não conseguir se olhar para nenhum outro lugar quando estou olhando para você.
CRISTINA — Você também é lindo meu amor, lindo demais. — Ela passou as mãos no peito dele e sorriu.
FREDERICO — Amor, se algum dia você não me amar mais, quero que me diga. — Ele a tocou no rosto. — Eu vou querer ouvir de você.
Ela o olhou sem entender
CRISTINA — Eu sempre vou te amar, sempre... Você é o amor da minha vida.
FREDERICO — Você também é o meu, meu amor de olhinhos verdes. — Ele riu e a pegou no colo beijando, ele se enlaçou nela.
CRISTINA — Meu príncipe encantado... — Ela sorriu sentindo os beijos dele.
Os dois foram se banhar sorrindo e esquecendo um pouco a tensão. Eles terminaram o banho e depois dormiram abraçados pensando em como a vida seria mais complicada no dia seguinte Consuelo não conseguiu dormir estava atordoada com a notícia que tinha recebido e precisava resolver aquilo do assim que a filha acordasse.
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